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História The Perfect Girlfriend - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Bem, pretendia postar só amanhã já que a Malu sumiu com meu capítulo.
Mas o feedback tá sendo ótimo, e venho me importando com ele.
Eu sei, meio contraditório.

Enfim...
Na próxima atualização, vou postar dois ao mesmo tempo, o capítulo 12, junto do especial.
Bom, pelo menos a pretensão é essa...uhauhau

sem mais,
boa leitura <3

Capítulo 12 - Make a wish


Fanfic / Fanfiction The Perfect Girlfriend - Capítulo 12 - Make a wish

 

Lisa não via a hora de abrir o presente de aniversário de Jennie. Assim que chegou em casa, após o jogo, tratou logo de fazer isso. Acabou passando mais tempo do que imaginava, reparando nos 100 pacotinhos espalhados pela sua cama, compostos por diversas peças montáveis da millenium falcon, edição limitada.

 

Quando olhou o relógio, gritou um palavrão. Para variar, se encontrava atrasada. Parecia até uma brincadeira de mau gosto, mas... não era. 

 Tirou a blusa do time, quase levou uma queda tropeçando no próprio shorts, mas se recompôs e o atirou longe, em algum lugar do cômodo – extremamente bagunçado. 

Tomou banho nas carreiras, se arrumou e, antes de sair de casa, conferiu o celular que não parava de vibrar. 

Encarou a tela grande do aparelho brilhar, e viu pelo menos uma dúzia de mensagens, mas só achou importante uma, por isso só abriu a conversa do grupo do time de futebol 

_______________________________________________________________________________

                                                           Blinks

 

22:01[Lá vem bronca]: Queria parabenizar a equipe 

pelo ótimo desempenho dentro de campo. 

Vitória merecida. 

Até segunda. 

 

22:01 [Kang Seulgi]: Obrigada, Treinadora. 

 

22:02 [Lisa Manoban]: Parabéns, Garotas!

 

 22:03 [Jeon Heejin]: Liaa, onds vocb se fudeu?   

Meteu*

 

22:03 [Lisa Manoban]: kkkkk

Não acredito, a Cdf está bêbada?! 

Já saí de casa! 

 

22:09 [Chou Tzuyu]: Cara, onde você̂ está?

Já fiquei com 3 meninas, inclusive a última não me deixa respirar.

Você precisa vir logo!

Olivia saiu daqui aos prantos.

Lisa! A Heejin não para de beber. 

Sério! kkkk

Ah! O Kai não desgruda da princesinha, vem logo idiota! 

Vocês acham que a dedo duro vai contar sobre a festa

 para a treinadora? 

 

 

22:10 [Kang Seulgi]: Quem é dedo duro, imbecil?   

 

22:10 [Lisa Manoban] kkkkkkkkkkkk

 

22:10 [Chou Tzuyu]: Oh, ops!

Mandei para o grupo errado. 

Essa mensagem foi apagada

 

22:11[Lá vem bronca]: Eu li todas as mensagens Chou. 

Espero você segunda. 

Ah! Torçam para eu não receber reclamações dessa ‘festinha’.

Porque não sei se as imbecis se lembram, 

Mas a última não acabou muito bem.

Vou adorar fazer vocês pagarem novamente.  

Boa noite! 

 

____________________________________________________________________

 

 

A tailandesa temeu pela sua amiga e um pouco por si mesma, sabia o que sua treinadora era capaz e certamente sobraria para ela também. Por outro lado, não segurou a gargalhada. 

Guardou o aparelho e foi para sua festa. 

 

Era bem verdade que Lisa não gostava muito desse tipo de coisa, mas foi quase obrigada pela coreana e seu grupinho de amigas a fazer algo para comemorar. 

A queen bee se encarregou pessoalmente de organizá-la e como vocês devem saber, coincidiu com a final do torneio.  Lalisa não jogou, mas ajudou em quase tudo e, claro, assistiu o seu time de futebol confirmar o favoritismo. 

Por um pequeno momento cogitou que o ‘evento’ seria ‘inofensivo’ e até um pouco mais íntimo. Bom, até entrar na casa e abandonar toda a esperança em cinco segundos. 

Havia no mínimo 250, 300 pessoas dentro da enorme sala de estar da Roseanne. Manoban nunca foi boa em matemática, mas ela chutaria mais que isso.  

Em cima da mesa, no canto da sala, rolava uma competição de barril de cerveja. Um garoto do time de basquete estava de cabeça para baixo apoiado a outros dois caras e engolia todo o conteúdo do barril de 5 litros de cerveja.  

“Uou!” 

 

Lisa também sentiu um cheiro de maconha e licor azedo pendurado no ar e a música estava tão alta que demorou a se acostumar com o barulho. 

 

“Você está atrasada para o seu aniversário!” Jennie disse de repente, trazendo aquele cheiro sofisticado da Chanel e fazendo seu corpo inteiro estremecer ao sentir a boca dela no trago da sua orelha.  

 

A Coreana gritava, mas parecia um sussurro, enquanto encostava o corpo pequeno nas costas da tailandesa, apoiava seu rosto em seu ombro e passava seus braços na sua cintura.

 

Pegou a tailandesa completamente desprevenida. 

 

Embora se tratando da melhor amiga, Lisa não conseguia evitar as sensações de formigamento no seu corpo, mesmo se preparando. 

  “Surpreendente.” Acrescentou, pegando Lisa pela mão e puxando para o meio da sala. 

 

Foi quando Lisa viu Jennie por inteiro. 

 

Arfou. 

 

Jennie simplesmente olhava para a palavra respeito, pisava e jogava fora. 

 

“Minha vida é uma brincadeira para você, Jennie Kim?!”

 

Sua melhor amiga estava com o cabelo solto, dentro de um vestido longo, branco, preto e cinza, demangas compridas, e de um generoso decote. Havia um rasgo de lado, na região da perna. Na parte de trás,deixava suas costas nuas. O vestido, apesar de longo, tinha um ar despojado, era soltinho quando chegava na cintura. 

 

“Eu estava abrindo seu presente, Jen...” Lisa gritou, mas percebeu que não foi ouvida.

 

Por isso parou e resistiu ao puxão da mais velha. Fazendo Jennie estancar no meio do caminho e se virar para encará-la. 

 

“Meu Deus!” Lisa disse meio eufórica. Embora não sabia mais o que dizer. “Jennie Kim, o presente é...  foda! Obrigada!”. 

 

Jennie sorriu com tamanha satisfação, mas sua expressão mudou quando foi puxada para um abraço. O corpo dela estremeceu e amoleceu nos braços de Lisa. Com um certo esforço, a coreana resistiu a pegada da mais alta e se afastou. 

 

“Agradeça a Ella também, ela ajudou. Agora vem comigo!” Jennie disse, voltando a guiá-la entre as pessoas aglomeradas no ambiente até chegar no centro da sala. Depois levantou o braço, fazendo um gesto com a mão.

 

A forte música foi substituída quase imediatamente por um coro de parabéns, Lisa alargou seu sorriso, achando tudo incrível. 

 

Jisoo surgiu entre as pessoas que batiam palmas e cantavam, a morena de beleza incomum, sorriso chamativo e lábios em formato bonito, trazia um bolo grande nas mãos com algumas velas estilo estrelinhas. 

 

“Faz um pedido, Lili” Jennie falou abrindo seu sorriso gamoso. 

 

Lisa tratou de obedecer e fechou os olhos, sorrindo genuinamente, assoprando as velas. 

 

Depois a música voltou, algumas pessoas se aproximaram para cumprimentar a streetwear. Jisoo também lhe desejou parabéns e foi para cozinha deixar o bolo para quem quisesse pegar um pedaço.

 

 Claro que a primeira a fazer isso foi Rosé. Mas antes ela deu um abraço em Lisa e comentou o quanto o bolo deveria estar gostoso, pois havia sido ela quem fez a encomenda. 

 

“O que você pediu?” Jennie precisou perguntar próximo ao seu ouvido. 

 

“Dois filhos, o Kuma, mais um cachorro e três gatos, e se o destino pudesse ser ainda mais generoso. Que a Ella continuasse gostando de mim do mesmo jeito” falou sincera.  

 

Jennie imediatamente corou e apertou os lábios revestidos de vermelho, Lisa acompanhou todo aquele gesto, e se viu excitada.

 

“Então esse é seu grande plano, Manoban?” 

 

A tailandesa apenas assentiu com a cabeça.  “Que tal... a gente, hmm... começar a realizar esse pedido.”  

 

Jennie sugeriu, piorando a situação da melhor amiga. Mas Lisa pensou que se tratava de uma brincadeira e o quanto seria estranho fazer isso no quarto da comilona.  

 

Por isso tentou ser engraçada para quebrar um pouco o clima. “No quarto da Rosé? Nem morta... deve existir uma colônia de formiga lá, ela deve esconder comida em todos os espaços.” Lisa disse e Jennie gargalhou.

 

Embora a coreana não facilitou para ela, já se desfazendo da risada, encarou a mais nova com uma expressão séria e com seus olhos de gato um tanto escuros. “Tem razão... então, vem dançar comigo, quero rebolar para você.” 

 

Lisa estremeceu, e finalmente percebeu que Jennie falava sério. “Pensando bem, quero subir agora.”

 

“E a colônia de formiga?”

 

“A gente mata uma, e o resto vai para o enterro.” Kim mais uma vez gargalhou.

 

Lisa se achou idiota por tremer na base só em observar os olhos da coreana sumirem e seus dentes pequenos surgir com a gengiva visível. Definitivamente a It girl sorrindo era seu conceito preferido. 

 

  “Idiota!” Jennie em seguida revirou os olhos, mais pegou na mão grande da melhor amiga e saiu abrindo caminho para as escadas.   

 

“Deus se for tua vontade, saiba que tua filha está pronta!”. 

 

 “Lisa!” Heejin chamou ao lado da escada enquanto tentava se apoiar na parede, deixando visível o quanto estava bêbada. 

Uma garota levemente mais alta, de cabelos escuros, grandes e lisos, bem bonita por sinal a ajudava, tentando com muito esforço segurá-la. “Lisa, venha aqui... Venha aqui, por favor!” 

A tailandesa voltou seus olhos grandes para sua melhor amiga, ambas trocaram um olhar cúmplice. “Vá ajudá-la... depois a gente... você sabe...” 

Concluiu pegando e apertando as bochechas da tailandesa com uma mão, em seguida, sem beijá-la, se virou e se perdeu na multidão.   

“Droga! É bom você me compensar depois Cdf filha da mãe!”

Manoban ainda ajudou uma garota a firmar-se no sofá e se aproximou da mais baixa. “Heejin, é você mesmo?” Brincou.  

“A gente ganhou, cara!” 

Seus olhos estavam apertados, um sinal de que ela ia desmaiar a qualquer minuto. “É a porra do seu aniversário... eu já te falei? Eu te amo, merda! Ah! Finalmente fiquei com ela!” 

Disse encarando a menina que parecia sem jeito, mas a acompanhante da sua amiga, deixou escapar um sorriso gentil entre seus lábios finos, em direção a loira.  

“Quanto de bebida ela já teve essa noite...” Lisa estreitou os olhos. “Hm, Hyunjin?” Deduziu.

“Duas.” Jin levantou cinco dedos e riu. 

Hyunjin riu “Uns 10 copos de cerveja, eu acho...” 

Lisa precisou segurar a garota bêbada em seus ombros, pois Jeon parecia tropeçar nos seus próprios pés, mesmo parada. 

 

“Mas não se preocupe, eu cuido dela, posso levá-la para casa... você só me ajuda a colocar ela no carro?” Acrescentou. 

 

 

*

 

 

Jennie estava sentada, segurava com as duas mãos as extremidades da sofisticada ilha, localizada no centro da cozinha. 

As luzes frias do quadrado de vidro que enfeitava a estrutura de silestone branco, se projetavam como um foco bem em cima da outfit, evidenciando ainda mais seus atributos, lhe dando uma áurea perigosa.  

 

Todos que passavam por ali, perdiam cerca de pelo menos um minuto admirando a sua beleza. Ou ganhavam.  

 

Se tratava de uma questão de opinião. 

 

A verdade era que se tornava uma missão quase impossível não ser magnetizado por ela. A visão era simplesmente surreal.

 

 

Kai tinha uma expressão baixa, seus olhos puxados quase sumiam em seu rosto sorridente, denunciando seu estado chapado e um tanto embriagado, mas não impedia de fitar Jennie e quando fazia isso, ficava tão vidrado nela que chegava a assustar. 

 

No entanto, Jennie tinha os seus olhos felinos voltados para baixo, para seus dois pés. Estavam calçados com um tênis da vans, e ela os balançava no ar. Provavelmente os achava mais interessantes do que a conversa do capitão do time de futebol em sua frente, junto dos amigos dele.    

 

O garoto piscava lentamente, seus movimentos eram pesados, no entanto sentiu um dos colegas o tocar com o cotovelo, como uma espécie de incentivo. 

 

“Gata, desde aquele dia, você não ficou mais comigo...” Disse o garoto se aproximando, indo ficar entre as pernas de Kim. Mas ela foi mais rápida e as fechou. 

Para não perder a viagem, deu um longo gole de cerveja. “Está vendo... você sempre arruma um jeito de me evitar agora.” Acrescentou. 

 

Jen forçou os dedos na bancada e foi mais para trás. Antes de responder o garoto, pensou o quanto iria amaldiçoar suas amigas por terem a deixado sozinha ali. 

“Jongin, a gente já conversou sobre isso, somos só amigos.” Disse casualmente. 

 

“Ok, Gata. Mas a gente podia ficar às vezes... como naquele dia... tipo agora. O que me diz?” Sugeriu se encostando na pedra, ao lado da garota e, com uma das mãos livres, segurou sua coxa exposta.  

 

A coreana suspirou de forma audível e revirou os olhos. “Kai, esse assunto de novo... Não começa, por favor.” Disse tirando a mão dele.

“Você não acha que está exagerando na bebida?” Completou. 

 

“Qual o seu problema, Jennie?” Kai bufou com irritação. “Antes você cedia minhas investidas, agora, está vindo sempre com esse papinho ‘somo só amigos’.”

 

A coreana sentia que não devia mais nenhuma explicação, desde o dia do jogo, só o tratava como amigo. Fora que não era hora e nem lugar. 

Kai tinha bebido demais, fumado alguma coisa e estava ao lado dos amigos, realmente, não era o momento adequado. 

No entanto, de forma fria e calculista que era, quis evitar uma cena. “Depois a gente conversa.” 

“Qual é, gata...” Choramingou se encostando nas pernas dela.

 

O garoto era um tanto alto, e mesmo Jennie sentada na ilha, ficava na mesma altura, aproveitando esse fato, Kai espalmou a mão no seu rosto pequeno. “Só deixa acontecer...” 

 

“Por favor... é sério...” Tirou a mão dele novamente. “Não vai mais rolar.” 

 

“Merda, Jennie!” Praguejou. “Você é uma egoísta, merda! Disse exasperado, cuspindo a saliva com as palavras, se afastando. 

 

Jen arqueou uma sobrancelha bem feita. “E você sempre é um babaca quando está perto dos seus amigos.” Disparou descendo da bancada, desviando e passando por ele. 

 

Kai correu e a alcançou antes de vê-la cruzar a porta. “Jen... desculpa...” Disse segurando seu braço. “Por favor...” 

 

“Acho que a gente não tem mais nada para conversa...” Suspirou outra vez se virando para ele. 

Fez uma pausa e considerou. 

 

Gostava dele, Kai poderia ser um escroto com a maioria das pessoas, mas quem o conhecesse de verdade, saberia que no fundo, no âmago, o garoto era um tanto prestativo, gentil e até amável com as pessoas que ele gostava. 

No entanto, talvez fosse melhor deixar as coisas ainda mais claras e acabar com qualquer esperança que o garoto poderia reunir.   

 

“Jongin, eu sinto muito não corresponder seus sentimentos. Aquele dia... deixou tudo muito claro para mim, sabe?”.

 

“Como assim, Jennie? Você está terminando comigo?”

 

“Garoto?! Como assim terminando? A gente nunca teve nada!!” Disse exasperada. 

 

“Não era o que parecia...”

 

“Ahn?!” Jennie fez uma careta. 

“Jongin, pelo amor de Deus! A gente ficou só um dia e depois... eu deixei bem claro que não iria mais rolar”. Disse com pesar, embora com uma nítida irritação. Estava detestando ter que repetir as mesmas coisas. 

“Eu já falei... Só gosto de você como amigo... entenda e não estrague isso!” Acrescentou. 

 

Em seguida se virou novamente, o deixando na cozinha e foi procurar suas amigas. Ainda escutou o menino chamá-la algumas vezes, mas o ignorou completamente. 

 

A vsco girl não precisou procurar muito, visualizou a loira odonto vindo em sua direção com uma expressão maliciosa, enquanto segurava um pratinho com metade de um pedaço de bolo. 

 

“Jen, vem! A gente vai jogar verdade ou desafio”. Nem deixou a queen bee responder ou reclamar por ter a deixado na cozinha. Praticamente arrastou-a para a área da piscina. 

 

A primeira coisa que Jennie visualizou no ambiente penumbroso, foi uma jacuzzi no canto, e questionou quando ela foi parar lá. Certamente, há pouco tempo, ela esteve lá no começo da semana. 

Poucos metros existia a piscina, ambas circuladas por um deck elegante de madeira com uma leve iluminação embutida no piso.  

Kim reparou que a madeira havia sido recentemente pintada de verniz, pois brilhava tanto, que doía a vista, quase o mesmo que olhar diretamente para o sol. 

Mas seus olhos de gato percorreram o piso amadeirado, e logo localizaram sua melhor amiga. Como uma espécie de radar. A bag girl encontrava-se sentada no final do deck, quase na grama, compondo um círculo. 

A coreana não conseguia escutar o que eles falavam, a música ainda, mesmo que mais baixa, chegava até o local. Mas viu a tailandesa beber cerveja nesses copos coloridos de festa. Gesticulava demasiadamente com seus braços longos, e soltava seu sorriso de 3 em 3 segundos, em direção a Bae Joohyun.   

 

Seus olhos estreitaram. 

 

Era bem verdade que existia pelo menos 10 pessoas na roda, mas Jennie só conseguia enxergar as duas. Irene, assim como a Yoona, despertava um sentimento recente e incontrolável de impotência, além de uma demasiada irritação. 

Quando percebeu, já dava passos duros, e havia ultrapassado a líder de torcida. Sem pedir licença, embora ela não precisava de uma, fez menção de sentar-se no colo de Lalisa, e a loira que falava pelos cotovelos, se calou imediatamente, sentindo que se não paresse de falar, poderia se engasgar com a própria língua.   

 Estava de pernas cruzadas, embora as abriu um pouco, apenas para deixar Jennie sentar-se entre suas pernas e no piso duro. 

Lalisa sentiu o ar lhe faltar, e uma necessidade de inspirar com urgência quando o corpo pequeno se encostou no seu. Mas, seus membros automaticamente entrelaçaram a coreana, cruzando a cintura fina, e repousando uma das mãos na barriga dela. 

Jennie deixou seu corpo pesar e apoiou as costas nua no peitoral de Lisa. Estampava uma cara de enjoada, quase infantil, enquanto encarava Irene, e um dos cantos da sua boca ergueu em satisfação ao perceber a veterana soltar um leve suspiro.     

“Cada um tem direito a 3 verdades, depois é obrigado a escolher desafio.” Soo surgiu colocando uma garrafa de cerveja no meio da roda, se sentando ao lado da Chae. 

 

“Eu giro!” A loira odonto depositou o prato vazio atrás de si e girou o objeto com um sorriso divertido, em seguida bateu palmas vendo a garrafa rodar. 

            A garrafa parou exatamente nas boiolas. 

“Lisa não está brincando...” Jen disse de forma autoritária e até irritada, encarado a parte longa e fina da garrafa. Subiu a vista, dando de cara com Bae. “Verdade ou desafio?” 

 

“Verdade, eu acho...” Jennie arqueou uma sobrancelha. 

Precisava constatar o que a assistente do time de futebol sentia pela sua melhor amiga, mas ponderou. 

Mil coisas passaram pela sua cabeça, mas uma em particular dominou sua mente. Refletiu mais fundo e lembrou das técnicas.

 

 Tinha aprendido com sua mãe que jamais poderia dar importância a pessoa que gostasse do seu ‘parceiro’ e muito menos, podia deixá-lo saber dos sentimentos desse certo indivíduo. “Hmm... você já ficou com alguém dessa roda?” 

 

Irene suspirou aliviada. “Não.”  

 

Tzuyu nem acreditava quando a garrafa parou nela e na Jisoo. Estava tão determinada a se vingar da morena, ainda por causa da aposta do ping pong que sorriu com tamanha satisfação. “Verdade ou desafio, burguesa?”

Soo riu de nervoso, tinha muito a esconder, por isso pigarreou. “Des.. Desafio” 

Tzu abriu um sorriso diabólico. “Eu quero que você beije a Chaeyoung.”

 

“OQUE!?” Rosé gritou. E todo mundo gargalhou.  

 

“Não é selinho... é beijo de verdade... quero ver línguas... um minuto!” Acrescentou. 

 

Jisoo engoliu em seco. 

 

“Vem logo, Soo... acabar com isso logo. Credo.” Rosé disse, mais foi ela quem se mexeu, engatinhou até a morena.  

 

Chae, tirou uma mecha do rosto de Jisoo, colocando-a atrás da orelha, molhou os lábios. Depois se viu hipnotizada pelos lindos traços do rosto da sua amiga.   

 

Se arrependeu na hora de ter tomado a atitude, pois não sabia mais o que fazer. Não estava preparada para aquilo, a morena tinha despertado algo nela.  

 

Rosé havia se aproximado no começo do ensino médio das meninas, mas já teve diversas oportunidades para perceber o quanto as duas kim’s eram fodidamente gostosas e lindas. E Jisoo fazia completamente o tipo de Roseane, com aquele jeito idiota, piadista e sem neurônios.  

 

Isso, claro... se ela fosse lésbica.  

 

 

Definitivamente não havia sido uma ideia legal, no entanto fechou os olhos, e se aproximava lentamente. Sentiu a respiração pesada e quente da morena. Por outro lado, Soo ficou parada, quase petrificou quando sentiu os lábios molhados da loira.

 

Inicialmente, começou com um selinho discreto, depois o beijo foi ganhando forma, mãos se envolveram, entrelaçando ambos os corpos, e o grupinho da roda precisou pedir para parar, pois havia passado mais de um minuto. 

 

Quando os rostos das duas se afastaram, Rosé franziu as sobrancelhas em confusão, e se surpreendeu com um sentimento de puro desejo, se fosse por ela, duraria muito mais ali do que realmente pretendia. 

 

Sem querer, talvez, a chinesa havia feito um favor para as duas cheerleader.

 

 

               De repente todas as luzes se apagaram de uma só vez, deixando o ambiente em uma escuridão total. 

 

 

               O céu estava escuro, diferente de qualquer dia daquele mês. O inverno em Seoul tinha como característica ser seco, mas, havia tantas nuvens que a qualquer momento o céu podia desabar em chuva, comprovando a previsão delas mais cedo.

 

A música parou, os gritos de “Ahhh!” em reclamação ecoaram por todo ambiente. 

 

               Jennie também deu um grito, embora o seu era de puro pavor. Lisa, que já se encontrava um tanto desconfortável e demasiadamente excitada, sentiu uma fisgada entre as pernas, quando mais baixa em seu colo se virou em um movimento rápido. 

 

               A coreana entrelaçou os braços nos ombros e pescoço, e repetiu o mesmo gesto com suas pernas, na cintura da tailandesa.  

 

“Lisaa ah!” Soltou abafando o grito enquanto enfiava o rosto entre o ombro e pescoço da mais nova. 

 

               Manoban sentiu a respiração pesada e quente da mais velha e arfou. “Jen...” Pigarreou. “Está tudo bem, só deve ter tido uma queda de energia, sei lá.”  

 

“E agora?” Tzuyu disse. 

 

“Vou resolver... vem comigo sapatão!” A voz de Chae saiu forte e taiwanesa até achou graça. 

 

 “Soo! Jennie?” A loira odonto acrescentou.  

 

“Não vou sair daqui!” Jennie choramingou. 

 

 

 

            Lisa escutou as três levantando enquanto ligavam as lanternas do celular e rapidamente se afastaram. Algumas pessoas que estavam sentadas na roda ligaram seus aparelhos, e a Joohyun foi uma delas. Com um certo sacrifício, a assistente iluminou o casal, mas imediatamente se arrependeu.  

 

A cena era um tanto, explícita.  

 

“Jen...” Lisa sussurrou enquanto se arrepiava e sentia Jennie roçar seu pescoço com o nariz. 

 

“Não estou fazendo de propósito.” Jennie disse, mas logo soltou uma risadinha. 

 

E, ao invés de continuar com aquilo, começou a plantar uma série de beijos, indo em direção a orelha da tailandesa. “Feliz aniversário, Manoban.” 

  

               Lisa não conteve o sorriso e virou o rosto, no entanto quando os lábios iriam se encostar, Jennie se afastou com uma certa pressa e uma irritação visível, deu para perceber mesmo no escuro. 

 

               Enquanto revirava os olhos de forma característica, saía de cima da tailandesa e se sentando ao seu lado, enquanto olhava quase através dela. 

 

               Foi então que Lisa, já acostumada com a penumbra feita pelas luzes dos celulares, olhou para trás e viu as três garotas voltando, trazendo o V. O soft boy segurava um violão pelo braço do instrumento. Na outra mão tinha um copo de plástico vermelho. 

 

               E atrás deles praticamente um terço da festa, inclusive Kai e seus amigos chatos. Dois deles, carregavam cada um uma alça de um cooler grande. 

Algumas pessoas seguraram alguns vidros cumpridos como espécies de candeeiros, as velas estavam acesas dentro dos recipientes antigos. 

 

“E aí, aniversariante, vai fazer as honras?” Entregou o violão para a amiga. 

 

 “Honduras?” Acrescentou. 

 

               Lisa ainda visivelmente confusa, com atitude da sua melhor amiga, tinha o cenho franzido, embora se desfez da cara meio amarrada, dando um sorriso gentil para o amigo. E estendeu o braço pegando o objeto. “Tegucigalpa.” 

 

               Manoban repousou o violão no colo, e tocou algumas notas, só para sentir o som. Observou a galera se aproximar, sentando-se em volta, formando um círculo maior.  

               

               A loira contraiu os lábios vendo o garoto a tiracolo da sua melhor amiga sentar-se ao lado dela.  Suspirou tentando adquirir paciência. 

 

                Tomou um grande gole da sua cerveja e fechou os olhos, sabia exatamente que música iria tocar. 

 

               O violão em seus braços ganhou vida, emitindo a primeira parte da melodia. A atmosfera estava perfeita, até parecia um luau, sem a parte da praia areia e fogueira.  

 

               O grupo formado fazia silêncio, observando a figura de Lalisa Manoban dedilhar o instrumento, enquanto era refletida pelos diversos candeeiros depositados no chão.  

 

 

Sua voz surgiu em perfeita sincronia com o som que produzia. “Is everything just right?” (Está tudo certo?)

 

“Don't want you thinking that I'm in a hurry” (Não quero que você pense que eu estou com pressa)

“I won't stay afraid” (Eu não vou ficar com medo)

“I had this vision that has got me worried” (Eu tinha essa visão que me deixava preocupado)

“Cause everyone wants someone” (Porque todo mundo quer alguém)

“That's one cliché that's true” (Esse é um clichê que é verdade)

 

               Lisa abriu os olhos, e encarou Jennie com os olhos brilhando, viu sua amiga morder o lábio inferior e acrescentou: “But since you I want no one” (Mas desde você, eu não quero ninguém)

 

“Unless that someone's you” (A menos que esse alguém seja você)

It looks like you, feels like you, smiles like you” (Pareça com você, sinta como você, sorria como você) 

“I want someone just like you, true and through” (Eu quero alguém como você, verdadeira do início ao fim) 

 

(...)

 

“I'm gonna make you mine, as crazy as it seems” (Eu vou te fazer minha, por mais louco que isso pareça)

 

“Just you, yes you, you” (Só você, sim, você, você) 


Notas Finais


Referência, minha primeira fic e a On a Tuesday - Whitney G.
Música, No One Else Like You - Adam Levine

Assistam “Mesmo se nada der certo.”!


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