História The Photographer - Jikook - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 25
Palavras 2.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Photos day


São 6h da manhã e acordo com o barulho insuportável do despertador. Me levanto e caminho até o banheiro; parecia mais um zumbi do The Walking Dead, mas ok. Tomo meu banho e coloco minha blusa social branca e calça preta, um pouco apertada. Dobro a manga da camisa, deixando na altura de meus cotovelos. Pego a câmera e alguns equipamentos, junto de meu celular. A festa é provavelmente a noite, mas eu preciso me preparar antes. Vou até a porta de casa e, no caminho, vejo que minha mãe não está ali; provavelmente dormindo. Deixo pra lá e saio de casa.

Por um segundo, eu não perco o ônibus. Ele estava parado bem na esquina. Corro até lá, dou o dinheiro e o veículo começa a andar. Ao chegar, desço na frente do prédio, como de costume. Entro e Mina está ali

- Jeon! Bom dia! O que faz aqui uma hora dessas?

- Bom dia! Eu não sei se teria alguma coisa para eu fazer, pra me prevenir vim mais cedo.

- Ah sim... bom, vou continuar com os papéis aqui, se Park me ver pode me demitir, mau humor está consumido nele hoje.

- Novidade - suspiro - então continue aí mesmo. Vou na sala dele ver se tem algo pra fazer.

- Ok então, boa sorte - sorriu fechado e eu fui até o andar dele. Saí e dei duas batidas na porta, mas ninguém atendeu

- Senhor Park? - falo rente a porta

- Jeon? Se for você pode entrar - impressão minha ou a voz dele saiu mais tremida que o normal? Para ter certeza, fiz o que ele pediu. Park estava sentado de lado e suas mãos apoiadas no joelho. Sua cabeça estava abaixada e seus olhos estavam cobertos por seu cabelo acinzentado. Parecia estar chorando e isso me deu uma certa preocupação.

- Senhor Park, está tudo bem? - Percebi o que tinha acabado de falar e dei um tapa em minha testa - Me desculpe, é óbvio que não está. Aigo! Desculpe, desculpe

- Está tão óbvio assim? - ele finalmente olhou pra mim e... wow, eu esperava levar um esporro daqueles, pelo contrário.

- Érr... um pouquinho, é mais pelo tom de voz e não pelo seu rosto - Mas que caralhas eu tô falando? Eu só faço merda, impressionante - não, não é que eu repare no seu rosto, é que...

- Tá tudo bem - soltou um risinho e se ajeitou na cadeira, mudando sua postura que agora estava ereta. Gente, eu fiz esse homem rir de novo! Que que está acontecendo? - então, o que quer aqui?

- Só vim ver se tinha algo para fazer hoje - cocei a nuca franzindo o nariz

- Olha, por enquanto não tem nada. Sabe, Jeongguk, eu gosto muito disso em você

- Disso o que? - realmente não sabia do que ele estava falando

- Adoro esse seu jeito prendado. As vezes você vem para empresa mesmo sabendo que não tem absolutamente nada para fazer, como hoje - eu fazia isso? Nunca tinha percebido. Caramba, mais foda que eu não existe

- N-nossa, obrigado Senhor Park - mordi os lábios pelo nervosismo - eu não percebia isso, de verdade.

- Não há de que. Bom, como você perguntou, tem sim alguma coisa. Quero que tire fotos minhas - opa, turo bom meu querido? Faria isso todos os dias se eu pudesse

- C-como?

- Foi isso que você ouviu, quero que tire fotos minhas.

- Agora?

- Sim, agora. Algum problema? - arqueou uma sobrancelha para mim

- Não, não, claro que não!

- Você prefere que eu me troque ou continue com essa roupa? - se levantou, mostrando a roupa que ele usava. Park estava com uma blusa preta com um blazer da mesma cor, só que fosco. Sua calça que também era preta, estava apertada e marcava bem suas coxas grossas e sua enorme bunda. Eu não tô brincando não, galera! A raba desse homem não é humana! Eu estava prendendo um sorriso que estava prontíssimo para sair - Então, o que você acha?

- Você está lindo, mas... - fui até ele e tirei aquele blazer, estava muito sério e formal. Não estava me aproveitando da situação, óbvio que não, só queria arrumar ele, de verdade - agora sim, perfeito - o sorriso que prendia para não sair, acabou sendo solto ao ver como Park estava. Eu amo um homem, meu Deus. Acho que ele acabou se envergonhando com meu comentário, pois ele olhou pra baixo com seu rosto ruborizado - falei algo de errado?

- Não, é que... ninguém tinha falado isso pra mim.

- Como assim? Você é tão bonito, com certeza já deve ter escutado isso de alguém sim.

- Eu estou falando sério! - ele agora esqueceu seu modo chefe e ligou o modo criança. Parecia um garotinho fazendo birra. Ai eu vou explodir de fofura. Porra, Jeon, tu tá muito gay, mais que o normal

- Tá bem, tá bem, desculpa - fiz sinal de rendição - eu coheço um lugar bem bonito por aqui, se você quiser podemos ir até lá para tirar as fotos, essa hora deve estar vazio

- Você é o fotógrafo, você escolhe - colocou as mãos nos bolsos de sua calça

- Então tá, podemos ir?

- Sim, vamos no meu carro - o olhei meio desconfiado - eu não vou te sequestrar, vamos logo - falou saindo de sua sala e fui logo atrás.

Chegamos no primeiro andar e Mina me olhou com cara de "que que está acontecendo?", ri baixo e neguei com a cabeça. Saímos do prédio e o Porsche Cayman de Park nos esperava. Entramos no carro luxuoso e Park colocou as mãos no volante me olhando

- Então onde é?

- Pode dirigir, eu te falo no caminho - sorri de lado e ele assentiu

[...]

Tínhamos chegado, porém, não completamente.

- É aqui? - ele perguntou saindo do carro

- Ainda não - falei com uma pontada de receio - ainda temos que andar um pouco

- Por mim tudo bem - deu de ombros fazendo bico

- Graças a Deus - falo baixinho, mas acho que o acinzentado ouviu porque ele olhou pra mim e riu.

Andamos por um lugarzinho, tipo uma floresta, mas não era, só tinha algumas árvores grandes mesmo. Depois de uns 10 minutos caminhando, chegamos em uma parte onde tinha uma ponte e um riacho que passava logo embaixo. Não era um lugar alto, devíamos estar a uns 40 centímetros da água. Aquele lugar era meu favorito em toda Busan. Me transmitia uma paz enorme. O canto dos pássaros e o som da água se chocando com as pedras era ouvido.

- Então, o que achou? - perguntei enquanto Park olhava tudo com a boca entreaberta. Parecia embelezado com tudo. Era de se esperar

- Caramba! Aqui é lindo, Jeongguk - olhou pra mim com a sobrancelha arqueada com feição de surpresa

- Eu venho aqui de vez em quando, quando quero tirar fotos ou até descansar mesmo. Eu nunca trouxe ninguém aqui, sempre venho sozinho, você é o primeiro

- Me sinto lisonjeado, de verdade. Mas então, vamos tirar as fotos?

- Claro - sorri e peguei minha câmera, ligando-a - fique ali, na parte da ponte. Faz uma pose qualquer, sei lá - assentiu e se posicionou. Ele se apoiou no guarda-corpo e tombou a cabeça para o lado, assim tirei a foto.

- Posso deitar na grama? - perguntou alegre

- Pode, faz o que quiser. Quanto mais espontâneo, melhor.

Park ia deitar embaixo de uma árvore, mas enquanto caminhava, escorregou e acabou caindo. Meus olhos se arregalaram, achando que ele poderia ter se machucado. Ele se levantou e se ajeitou, tirando um pouco de grama dos cabelos

- Senhor Park? Está tudo bem? - fui até ele

- Está sim, eu só... - não terminou a frase e começou a gargalhar, até demais. Eu o olhei sem entender, mas aproveitei o momento para tirar fotos dele sorrindo, que ficaram ótimas por sinal.

Algumas horas tinham passado e agora ele estava deitado sob a sombra de uma árvore enorme que tinha ali. Eu estava sentado ao lado dele vendo as fotos que tirei; ficaram lindas. Ainda passava algumas fotos quando ouço Park me chamar, bem baixinho

- Jeongguk, olha - meu olhar se direcionou a ele, que apontava para uma borboleta que pousou em sua barriga. Ela era laranja com algumas linhas escuras. O acinzentado colocou seu dedo vagarosamente no inseto que andava sobre sua barriga. Aproveitei e tirei mais uma foto. Ele sabia era um ótimo modelo sem precisar fazer muita coisa. A borboleta acabou voando pra longe ao ser tocada por Park, que fez biquinho ao vê-la indo embora - Jeon? - me chamou novamente

- Sim

- Eu sou um chefe ruim? - não entendi o motivo de sua pergunta, mas apenas relevei

- Não, você não é um chefe ruim. Só acho que é muito sério, de vez em quando... a maioria das vezes

- Aish, eu estou tentando melhorar, sabe? Sei que não sou arrogante, mas as vezes sou frio demais com as pessoas, isso acaba me chateando também. As vezes acho que devia deixar de trabalhar na empresa - quando ele falou isso meu coração falhou uma batida. Ele não podia deixar de trabalhar e, eu não falo isso por ser apaixonado por ele, e sim porque ele deve ter trabalhado duro pra chegar onde ele está hoje

- Eu não acho isso. Você não deveria parar de trabalhar, Senhor Park. Olha onde você chegou! Você é apenas o homem mais rico de Busan inteira! Acho que não deveria largar tudo assim. - falei e suspirou

- Sabe quando você chegou no meu escritório hoje e eu estava daquele jeito? - assenti - então, era meu pai. Ele não era um pai presente, mas sempre "ajudava" minha mãe mandando dinheiro e essas coisas. Ele é o real dono da empresa, só que ele passou a liderança pra mim. Minha mãe está muito doente, muito mesmo e hoje recebi a notícia dele de que o estado dela piorou. Ela diz que não quer meu dinheiro e que não precisa de mim pra nada. Eu sempre fiz de tudo, tudo mesmo, pra poder impressionar ela; nada adianta. Ela é a pessoa mais orgulhosa do mundo e nunca está satisfeita. Pra mim, o dinheiro não é tudo na vida, eu queria muito ter o amor de meus pais.

Quando Park falou isso, seus olhos se encheram d'água. Eu não fazia ideia de que ele tinha passado por tudo isso. Ele não parecia ser uma pessoa com muitos problemas além da empresa. Acho que o julguei mal, apenas por sua aparência e vida econômica. Vê-lo daquele jeito, desabafando pra mim, me deixou feliz e triste simultâneamente. Feliz por saber que ele confia em mim, tenho certeza que ele não falaria isso pra qualquer pessoa; e triste por ver como ele era carente de amor dos pais.

- Desculpa, eu devo estar te azucrinando não é? - se levantou, ajeitando sua roupa

- Não, não mesmo. Se quiser podemos ir embora.

- Tudo bem - se levantou e estendeu o braço para mim, me ajudando a levantar - obrigado pelas fotos e por ter me escutado. - falou enquanto caminhávamos de volta ao carro

- Não há de que. E obrigado por ser um ótimo modelo e por ter confiado em mim. - sorri e ele retribuiu jogando seu cabelo para trás

- Não tem nada. Está com fome? Podemos passar numa lanchonete antes de voltar pra empresa

- Pensando bem, sim. Não comi nada hoje

- Então nós vamos

[...]

Já havíamos comido e eu iria pagar a conta. Peguei a carteira e ia tirar o dinheiro, mas fui interrompido pelas mãos de Park

- Deixa que eu pago

- Mas eu...

- Eu pago, fica tranquilo - sorriu simpático. Acho que ele estava começando a se acostumar com isso, e eu estava adorando

Ele foi até o caixa e eu apenas o segui

- Você vai ao evento, não é?

- Pode contar com minha presença

- Que bom. Eu posso passar na sua casa às 19h, certo? - passou as mãos pelos seus cabelos acinzentados

- Claro

- Então tudo bem

Terminamos de pagar tudo e estávamos saindo do estabelecimento, indo em direção ao seu carro. Entramos e depois de eu explicar onde eu morava, chegamos lá bem rápido

- Obrigado por me trazer, Senhor Park - sorri para o mesmo

- Não há de que, e... me chame apenas de Jimin, ok?

- Então, obrigado Jimin - ficamos alguns segundos nos encarando. Pode ter sido impressão minha, mas eu pude jurar que vi Park olhar pra minha boca. Foi questão de milissegundos mas eu vi. Acabei ficando envergonhado e, por impulso, passei a língua pelo lábio inferior. - érr... eu já vou indo. Obrigado novamente, Jimin - sorri e saí do carro com o coração quase saindo pela boca. Esperei ele sair com seu carro para entrar.

Assim que passei pela porta, fui direto pro quarto e me joguei na cama. O QUE TINHA ACONTECIDO NAQUELE CARRO? Por Deus! Ah Jeongguk, quem você quer enganar? Aquilo foi sem querer, Park nunca olharia pra você. Deixa de ser iludido.

Fui até o banheiro e tomei meu banho relaxante. Coloquei uma roupa confortável ao terminar e acabei cochilando.


Notas Finais


eai? Estão gostando? Espero que si
até o provável próximo capítulo
amocês ♡♡


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