História The Pianist - Capítulo 1


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Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Criminal, Drama, Romance
Visualizações 14
Palavras 7.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, LGBT, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então... eu resolvi reescrever a história, porque estava com muitos errinhos que me irritavam profundamente, então uni os três capítulos em um só, sorry, sei que ficou grande, mas quando é um prólogo fica grande mesmo, am... eu já estou desenvolvendo o próximo capítulo, mas infelizmente ainda vai demorar um pouquinho para a postagem porque eu estou sem meu telefone e eu costumava escrever nele, e estou também reescrevendo minha outra fanfic que meio que desandou um pouco do meu objetivo, porém eu prometo que até semana que vem eu consigo estar postando um capítulo dessa aqui, nem que seja pequeno, para dar um gostinho para vocês. Espero que gostem das pequenas mudanças que eu fiz. Bye até as notas finais XOXO.

Capítulo 1 - The Begginning


PRÓLOGO

– Os Beadles estão chegando Bieber, – Klaus Vlader, mais conhecido como chefe da máfia Canadense e possível defunto daqui umas horas, chamou Drew com desgosto - nada que não fosse devidamente recíproco – suponho que já tenha tudo preparado para a estadia dos nossos queridos inimigos. – Ele se referia a Christian e Caitlin Beadles os possíveis herdeiros da máfia americana e chilena.

– Tudo pronto. – Respondeu com certa relutância, ninguém mais do que ele mesmo sabia o quanto detestava sua posição quanto aquela máfia, receber ordens era tudo e mais um pouco do que ele mais odiava.

Eles se encontravam no escritório velho e empoeirado de uma boate qualquer discutindo o plano que ocupavam suas cabeças desde que um acordo foi selado. O acordo que, para eles não deveria ter acontecido - para eles, para Bieber era apenas mais um ponto e mais uma carta que ele estivera apostando - e agora um piso em falso e o saco preto com seus restos já estariam preparados para virar cinzas.

TRÊS MESES ATRÁS 

Petersburg, Virginia, City in Virginia.

– Vocês realmente acharam que poderiam vir no meu território, roubar meus pontos de venda sem que eu percebesse? – Beadles mais velho sorriu em deboche para os cinco trastes a sua frente. – A cada dia eu me impressiono mais em como o ser humano não usa a racionalidade a seu favor.

– Me poupe de suas baboseiras Beadles, e me diz logo o que você quer de nós. – Drew tomou a posse da palavra visando que Klaus, McCavi, Burt, Tyre, e Alycie eram frouxos demais para aguentar o tranco, para ele não era novidade que estivessem perdendo o controle do tráfico canadense.

– Então Bieber está no comando agora? – Caitlin ignorou Justin e saiu do canto no qual estava camuflada, com suas típicas botas de salto quinze e duas calibres 22 em mãos. – Engraçado você ter feito o que Jeremy mandou Vlader, pois pelo o que me lembro de você foi o primeiro a virar uma arma em sua cabeça quando possível.

– O que eu fiz ou deixei de fazer não lhe diz respeito, – Klaus que até então estava calado se pronunciou – cabe a eu decidir se Justin está pronto ou não para tomar a máfia. – Sorriu venenoso em direção a Caitlin que limpava uma de suas armas na calça nem um pouco interessada no que saia de sua boca.

– Vamos logo ao que interessa Beadles, porque se fosse para nos matar já teria feito a muito tempo. – Alyce revirou os olhos já cansada de estar em uma posição claramente inferior ao inimigo.

– Engraçado você pensar que pode prever meus atos querida Bummer. – Então Christian pegou sua Glock 380 g28 pressionou o gatilho e Chaz já providenciará o saco para alojar mais um corpo. – Não gosto que me desafiem, é uma pena pois ela não precisava morrer, pelo menos não agora – Beadles deu de ombros mais interessado no resto que pareciam um tanto quanto entediados, pelo visto uma Alyce a mais ou a menos não faria diferença. – Então… Depois da incrível falha que vocês tiveram tentando executar a invasão no meu território, eu resolvi ser bondoso e propor um acordo. – Christian agora andava pelo galpão satisfeito pela execução do segundo passo de seu plano. – Visando que no momento temos um inimigo em comum, decidi propor o famoso Ribbentrop-Molotov, conhece? Óbvio que não, creio eu que nunca estudou sobre a segunda guerra mundial, – Klaus direcionou um sorriso cínico a Beadles que havia finalmente parado de andar em círculos se sentando em uma cadeira na frente do mesmo. – Enfim, aqui vai uma pequena aula de história, durante a Segunda Guerra Hitler e Stalin assinaram um tratado de não agressão, ou seja, Ribbentrop-Molotov, que tinha a intenção de estreitar os laços econômicos e comerciais e ajuda mútua, compreende o que eu quero dizer?

Chaz já havia voltado para o galpão, dessa vez sem nenhum saco preto por perto, Caitlin se encontrava aterrorizando Burt, Ryan esperava o momento certo com os papéis em mãos e Nolan segurava um gato preto, Sirius, que obviamente não pertencia a ele, Charlotte o colocou sob sua supervisão enquanto fazia uma viagem de negócios na Rússia, enquanto Justin… é ele só apreciava o momento relaxando em sua cadeira devidamente amarrado, e esperava que eles aproveitassem o momento, pois não o veríamos amarrado de novo tão cedo.

– Agora cabe a você aceitar ou não, se bem que na sua posição você certamente não tem esse direito, ou você assina ou você morre. – Caitlin disse como se fosse um simples “bom dia”, andou em direção ao mesmo e apontou uma arma para sua cabeça. – Então o que vai ser?

– O que te garante que eu não prefira morrer a ter que viver em parceria com vocês dois? – Vlader desafiou, ele havia mordido a isca.

– Simples, você tem medo da morte. – Chaz se pronunciou trazendo um banco de madeira colocando entre Christian e Klaus.

– Tem preferência na cor? Caneta azul? Preta? Vermelha? – Ryan debochou chegando com o tal acordo em mãos o apoiando no banco.

– Azul, realça meus olhos. – Vlader ironiza.

– É uma pena que não possamos te fazer assinar o tratado em seu corpo. – Nolan se aproxima e corta uma corda que prendia seu braço esquerdo.

– Posso sentar no seu colo? – Caitlin perguntou irônica a Drew que apenas revirou os olhos, acabou se sentando assim mesmo. Justin estava tão calado e tão estranho.

– O que te faz ter a certeza que sou canhoto? – Klaus perguntou sarcástico.

– Ah não, eu sei que você não é canhoto, só achei que seria bem mais divertido vê-lo tentando assinar corretamente esse papel com a mão esquerda. – Nolan deu um sorriso de lado e depois franziu as sobrancelhas ainda com Sirius no colo – O que você está esperando? Você tem um minuto para assinar isso aí com a caligrafia perfeita.

AGORA

– Justin preciso de você na entrada, não confio nos seguranças. – Certamente não deveria confiar em Bieber, mas se confiava Justin não tinha o que reclamar, mais um ponto para o adversário.

– Se você não confia na própria equipe, por que contratou? – É claro que Bieber não manteria a matraca fechada, Klaus lhe colocando em uma posição muito abaixo o irritava de uma forma absurda, ele não foi contratado como segurança, então não trabalhará como.

Vlader respirou fundo contando até dez para não meter uma bala no crânio de Justin, o que seria de fato uma coisa muito boa, adiantaria o processo já que é óbvio que Drew desviaria, afinal ele não era tão burro assim.

– McCavi você fica na entrada e Justin, – Klaus deu uma pausa o fuzilando com os olhos – siga os convidados para onde quer que eles forem. Burt você aciona a bomba, Tyre você fica nas câmeras, se algo de errado acontecer, qualquer deslize possível, você imediatamente dá um sinal, hoje não é uma simulação, muito menos uma brincadeira e se qualquer um de vocês saírem da linha, o tiro é certeiro. – Vlader terminou seu discurso nem um pouco intimidante, que fez Bieber dar de ombros e ir se arrumar, afinal festa é festa.

Seguiu para seu quarto já tirando a camisa jogando em qualquer canto não se importando nem um pouco com a bagunça, entrou no banheiro já tirando o resto de suas roupas e finalmente deixou que a água jorrasse e caísse em seu corpo (bem bonito por sinal), levando todo o estresse, ansiedade e frustração junto com a mesma, essa era umas das partes favoritas do seu dia, quanto podia finalmente ficar sozinho, pois ele sabia que Klaus o monitorava a todo momento, havia descoberto câmeras no seu quarto no primeiro dia que chegara ali. Mas quando desejava mandava Chris apagar as gravações, o que era quase raro, ele calculava muito bem seus atos, estratégia em primeiro lugar.

Enrolou uma toalha na cintura com outra em mãos secando seus cabelos, colocou seu terno branco e uma gravata borboleta preta, secou o cabelo e aquele homem sabia o quanto ficava bonito de terno, e adorava isso.

Quando viu já se passara duas horas e em menos de vinte minutos Caitlin, Chris, Lottie e Sirius, Chaz, Nolan e Ryan chegariam, tinha tudo para o plano ocorrer como planejado só teria que continuar com seu papel por poucas horas. Respirou fundo ajeitando o relógio de ouro maciço no braço, uma corrente simples por baixo da roupa - que significava mais do que aparentava -, saiu de casa indo para limousine logo chegando no tão esperado salão.

Já estava cheio de pessoas vagando pelo local, uma pianista com vestido de cetim branco com cabelos enormes castanhos caindo como cascata nas costas era a atração do local, até mesmo Bieber estava intrigado com a beleza da mulher.

Mas sua atenção foi tomada por Charlotte entrando no salão, com um vestido vermelho colado no corpo completamente arrumada, e, obviamente com seu gato Sirius preto no colo, Caitlin estava de preto um vestido rodado com um decote um tanto quanto extravagante na região dos seios, Chaz, Ryan, Nolan, e Chris estavam de terno ambos pretos, Bieber andou em direção dos mesmos desligando a escuta em seu ouvido.

– Eai Bieber. – Lottie o cumprimentou entusiasmada demais para um disfarce.

– Mantenha as aparências Charlotte – Justin revirou os olhos.

– Você que manda chefe, mas bonita não? A pianista. – Arqueou as sobrancelhas acenando com a cabeça para o palco, ainda acariciando Sirius no colo.

– Bieber se tu não pegar eu pego. – Chaz se intromete comendo a menina com os olhos.

– Tira o cavalinho da chuva Summers, afinal ela já deixou bem claro que não quer nada contigo trouxa. – Ryan chegou por trás de Chaz lhe dando tapinhas nas costas.

– Vocês já conhecem a morena? – Drew franziu o cenho.

– Aham, nova integrante da equipe. – Caitlin chegou ao seu lado com um copo de caipirinha em mãos.

– Que equipe Beadles? Teu clube do livro? Pois que eu saiba eu não permiti a entrada de ninguém em momento algum.

– Se fecha Justin, estamos fazendo nosso trabalho e a garota é boa cara. – Christian revira os olhos.

– É Bieber baixa tua bola que enquanto tu se infiltrava, cuidamos de todos os negócios possíveis e ainda livramos tua barra. – Caitlin falou tudo de uma vez e Justin contou até dez para não perder a paciência.

–Conversamos sobre isso depois, – Bieber varreu os olhos pelo local, tentando ver se alguém os espionava –, coloquem as máscaras, vai ser mais difícil reconhecê los assim – cada um colocou a sua inclusive Drew – Caitlin tu vai pegar o McCavi. Christian, as câmeras, Tyre está lá, acaba com ele o mais rápido possível. Chaz e Ryan seguranças, Nolan tu vai atrás do Burt ele está em algum lugar dessa porra tentando acionar uma bomba. Charlotte e esse gato inútil, – Charlotte arqueou as sobrancelhas desafiando Justin falar de Sirius novamente –, enfim, fuga, esperem a porra do sinal, e se lembrem qualquer passo em falso e todos nós morremos, estamos em território inimigo.

– Quanto ao sinal já resolvemos isso, mas e você? Vai fazer o que? – Nolan lerdo como sempre.

– O que você acha? – Justin foi sarcástico – Qual o sinal?

– Reneesme vai tocar Sweet Dreams. – Caitlin sorriu, e Chaz revirou os olhos por provavelmente algo entre eles.

– Que seria?

– Depois eu sou lerdo Drew, – Nolan revirou os olhos, – a pianista, idiota.

_ Meia-Noite. - Drew já se mandava para o balcão de bebidas.

POV’s Justin Drew Bieber  

Meia noite no relógio e sweet dreams começou a tocar. A tal da Ramona até que é razoável no piano, mas voltando ao ponto, basta uma olhada pelo salão e percebi que Christian já estava á ativa.

Charlotte a única que não estava no salão, deveria estar na van, só esperando nossa deixa para vazarmos daquele lugar.

– Christian? – Chamei na escuta.

– Liberado. – Beadles respondeu.

– Caitlin é com você agora. – Chaz a chamou.

– Se vocês ao menos prestassem atenção perceberiam que eu já fiz meu serviço. – Caitlin respondeu.

Procurei McCavi pelo lugar e o vi caído em uma poça de sangue no quintal da casa, agora se o sangue era dele ou não, pouco me importava.

– Boa Cait. – Uma voz desconhecida falou na escuta.

– Você não deveria estar cantando ou algo do tipo? – Nolan lerdo como sempre.

– Não era para você estar desativando uma bomba ou algo do tipo? – A mesma voz respondeu novamente.

Ouvi risadas pela escuta.

– Foco, Chaz e Ryan, seguranças.

Então olhei ao redor e os seguranças sumiram, deduzi então que já estavam em seu pequeno encontro com Lúcifer. Se a bomba estava ativada ou não, eu não fazia ideia.

A área estava limpa e a música ainda soava no ambiente, nenhum dos convidados duvidavam ou suspeitavam de algo.

Um trabalho limpo, mesmo sujo.

Subi a escadaria até o terceiro andar, e sinceramente, até um motel de quinta era mais moderno.

Fui até a única porta no fim do corredor e finalmente comecei minha parte.

– Bieber? – Klaus ainda sentado em sua cadeira de couro perguntou desconfiado. – Que diabos você está fazendo aqui? Não lhe dei a ordem de vigiar nossos inimigos?

– Seus inimigos, você quer dizer. – Me sentei no divã ridículo que tinha na pequena sala.

– O-o-que, você quer dizer com isso?

– Puta merda, eu ainda me pergunto como você pode ser tão burro.

– Me respeita seu embuste, que tudo o que você tem é por minha causa.

– Você quer dizer, tudo o que eu NÃO tenho. Até quando você acha que eu iria deixar você ficar com o império que foi destinado à mim?

Vi ele tentando pegar a arma de baixo da mesa.

– Não ouse. – Destravei a minha e mirei em sua cara.

Me acomodei no sofá, mas o jumento tentou mexer na arma de novo, e eu perdi minha paciência dando um tiro no seu estômago.

 – Eu falei para você não mexer na porra da arma caralho. Me respeita que eu estou falando. – Bufei e me levantei andando até parar ao seu lado. – Seguinte, eu só vim buscar o que é meu por direito, e olha que legal, nem o contrato você vai precisar assinar, e você sabe o porquê não sabe? – Ele me olhou confuso ainda tentando estancar o sangue da barriga. – Claro que não, a ignorância te domina. – Revirei os olhos, e joguei um papel na sua frente. – Leia. – Ele se assustou com o que via, pois é, não posso fazer nada se a pessoa tem uma cabeça de anta, se bem que até uma anta tem mais inteligência que ele. – Em voz alta caralho. – Destravei a arma.

– Contrato de entrega de bens.

– Muito bem, ele aprendeu a ler. – Me fingi de orgulhoso.

– Anda logo caralho. – Nolan gritou na escuta. 

– Tô indo porra.

– Enfim, já estou atrasado, – Peguei minha glock e o tiro foi certeiro. – Já vai tarde otário.

Peguei o papel na mesa e percebi que meu paletó estava todo sujo de sangue, puta que o pariu, era o meu preferido. Tirei aquela merda e a blusa de baixo também.

– Porra Bieber, é para hoje. – A morena do piano abre a porta da sala com duas adagas na mão.

– Te conheço? – Franzi as sobrancelhas.

– Reneesme, prazer. – Ela revirou os olhos, e caralho, esse povo está muito abusado.

– Não revira a porra dos olhos para mim cacete. – Ela franziu o cenho.

– Ok Bieber, você pode começar esse seu teatrinho de quem manda depois, agora a gente tem que sair daqui que essa porra vai explodir. – Ela me puxou pelo braço e saiu correndo comigo pelas escadas, e se eu estava sem a camisa ou não, ela cagou.

– Como é que é? O filho da puta do Nolan não desativou aquela merda?

– Mudança de planos – Rene-alguma-coisa deu um sorriso malicioso.

Estávamos correndo quando percebi uma bagunça no salão, caralho, a parte de serem discretos foi para puta que o pariu. Reneesme parou e ficou olhando para o nada. Perdi minha paciência e a joguei em cima do ombro saindo correndo para a merda da van.

– Bieber caralho, eu sei andar. – Bateu nas minhas costas.

– Não me bate porra, deveria me agradecer por ter tirado você de lá.

– Agradecer o cacete, se não fosse por mim, você ainda estaria fazendo drama naquele escritório.

A coloquei no chão quando chegamos perto da van.

– Drama? – Respirei fundo para não meter minha mão na cara daquela garota.

– Drama, Bieber, você é surdo ou só se faz?

– Olha aqui projeto de puta…

– Opa opa, chega né Justin. – Nolan me puxou para longe.

– Chega o caralho, quem essa vagabunda pensa que é? – Tentei me soltar, mas Chaz foi mais rápido ajudando Nolan.

– Tem Alzheimer só pode, já devo ter me apresentado umas três vezes só hoje.

– Me larga que eu vou dar na cara dessa filha da puta!

 – Pelo menos uma coisa você acertou hoje. – Essa desgraça estava me irritando.

– Ah você vai morrer é hoje. – Dei um jeito de me soltar de Chaz e Nolan e peguei minha arma apontando para a mesma.

– Vá em frente. – Ela encostou a cabeça no cano da arma, me encarando.

– PAROU A BRINCADEIRA GALERA. – Charlotte chegou gritando no lugar e tomou a arma da minha mão. – TEM A PORRA DE UMA BOMBA ACIONADA E VOCÊS ESTÃO DISCUTINDO, QUE PORRA HEIN, OS DOIS PARA DENTRO DA CARALHA DA VAN AGORA. – A morena continuou me encarando.

– Nees, vem logo porra. – Chris gritou para a mesma que me deu dedo e saiu andando como se o mundo esperasse por ela para dentro daquela van.

– Eu tô avisando Charlotte, eu vou matar sua amiguinha. – Entrei no banco do passageiro e fechei a porta com tudo.

POV’s Reneesme Hope Riverdale

— Eu não sei se eu te bato ou te aplaudo. — Lottie estava deitada em minha cama com Sirius em cima de sua barriga. — Afinal o que foi aquilo ontem? 
Eu realmente ignorei essa pergunta, pois já estavam me enchendo a paciência com isso desde oito horas da manhã. 

Já eram seis da tarde.

Estávamos nos arrumando para um racha, na realidade, eu estava me arrumando. Char já estava pronta e aparentemente Sirius também, e quando eu falo que o gato estava arrumado, ele realmente estava, digo, de gravata e uns sapatinhos ridículos de couro preto, mas Lottie não precisava saber disso. 

Voltando ao assunto de ontem, ela se referia a “briga” com o Justin, não que aquilo realmente pudesse ser chamado de briga. E qual é ele me irritou, na verdade ele deveria me agradecer. Se não fosse por mim ele teria virado pipoca. Não que eu ligasse, mas de toda forma ele era meu chefe, mesmo que não diretamente.

— O que acha dessa? — Char perguntou puxando uma das minhas diversas calças que estavam ao seu lado na cama. 

— Eu vou correr Lottie, não ir para uma academia. — Respondi a ouvindo bufar pela impaciência. Realmente, não tinha como eu ir com uma calça daquelas para um racha. Era verde e fluorescente. — Aonde foi parar todo aquele senso de moda mesmo? — Perguntei tirando com a cara dela. 

— No meio do seu cu. — Ela agora se levantava da cama deixando Sirius em cima do meu travesseiro. 

— Charlotte, tira essa bola de pelos do meu travesseiro caralho.

— Porra, não sei quem é pior, você ou o Justin. — Pegou - o no colo e eu apenas revirei os olhos para a mesma, pegando uma calça de couro preta e uma camiseta meio transparente preta também, logo em seguida me vestindo. 

Ajeitei minha cara me deixando apresentável, peguei minhas coisas e por último calcei uma das botas da Cait que eu havia pego emprestada sem devolução. Deixei o cabelo solto mesmo. 

— É PARA HOJE PORRA. — Ryan gritou do andar debaixo. 

— JÁ VAI. — Cait gritou abrindo a porta do quarto nos chamando. — Eu quero minha bota de volta. — Disse enquanto descíamos as escadas. 

— Talvez um dia. — Dei um sorriso inocente, saindo de casa correndo para o banco do passageiro da Lambo do Butler. Que provavelmente tinha cansado de nos esperar no sofá. 

— Da próxima vez, avisa que eu mando o Chaz buscar vocês. — Disse estressado acelerando o carro quando todo mundo já tinha entrado.

— O Chaz nem teria chego, ele é pior que a gente para se arrumar. — Cait respondeu. 

— Exatamente por isso. — Ryan revirou os olhos para a lerdeza da Beadles. 

— Pensa assim Butler, você é tipo nosso timer. — Char disse arrancando risadas minhas e de Caitlin, Ryan apenas nos encarou abismado. 

— Só calem a boquinha. — Disse ligando o som no último volume e a gente apenas continuou rindo. 

Chegamos no racha e o sol ainda estava se pondo, Justin deu a maravilhosa ideia de chegarmos cedo para termos uma reunião sobre o que aconteceu ontem. Ah mais vai ser lindo se ele tocar em um pequeno assunto, no caso, eu. 

Desci do carro e Charlotte soltou Sirius no chão que a seguia lealmente. Eu e Cait apenas nos encaramos e rimos. Ryan nos olhou como se tivéssemos algum problema. Demos de ombros e fomos para o escritório que ficava em um corredor debaixo das arquibancadas. Ryan entrou sem bater mesmo fechando a porta na nossa cara. Depois ele morre e não sabe porquê. Abri a porta com a cara mais cínica do mundo mandando o Ryan se foder mentalmente. 

Chris, e Nolan aparentemente tinham chegado antes da gente, pois estavam sentados conversando com um copo de uísque na mão, em um divã gigante que ficava em um canto da sala. E Ryan estava em pé ao lado do armário de bebidas, fazendo a sua própria. 

Era um escritório bem arrumado para se localizar em um racha, piso em madeira, móveis rústicos, pinturas, que eu tinha certeza que valiam mais que minha vida, se não fossem falsificadas é claro. E eletrônicos, tinham telas e telas de todos os cantos do racha, provavelmente invenção do Chris.

— Enfim chegaram. — Chris disse quando Char se sentou ao seu lado olhando com uma careta para Sirius. Ninguém gostava daquele gato, essa era a questão. — Lottie me diz que essa peste não vai… — E Sirius subiu em seu colo fazendo Christian bufar. 

— Eu não entendo esse ódio de vocês pelo meu gato. — Char bufou pegando Sirius e colocando em seu colo, deixando o Beadles bem mais feliz. 

— Primeiro que quase todo mundo tem alergia, menos você e o Nolan, segundo que ele não é nem um pouco amigável. — Cait disse se sentando no sofá ao lado de Ryan. 

— Concordo. — Fiquei em pé mesmo pegando a bebida de Butler para mim. Ele arqueou as sobrancelhas. — Por muitos motivos, amorzinho. 

— Quanta calúnia, a Hope não é nem um pouco alérgica. — Debateu.

— Posso não ser alérgica, mas essa peste me atacou. — Defendi meu motivo. E Nolan começou a rir do nada. Arquei as sobrancelhas.

— Foi engraçado Rees, admita. — Nolan continuou rindo. 

— Foi mesmo. — Chaz entrou rindo no escritório. 

— Ah calem a boca vocês. — Bufei bebendo meu uísque, procurando algum lugar para sentar, não tinha, então me sentei no colo do Ryan mesmo, que eu tinha certeza que estava perdendo a paciência comigo. 

(...) 

— Você fica. — Justin falou ainda sentado em sua escrivaninha, me encarando irritado. Puta merda, cara rancoroso. 

— Qual é Justin… — Cait disse indignada. 

— Fora Beadles. — Bieber ordenou.

— Está tudo bem Cait, não é como se ele fosse me matar ou algo do tipo. — Dei uma olhada significativa para o Bieber, que apenas fez uma cara de desentendido. 

— Eu juro Justin, se você triscar um dedo nela eu te mato. — Char disse indo para a porta do escritório. Justin riu com escárnio.

— Vocês realmente esquecem que eu sou seu chefe. 

— Não Bieber, não esquecemos, apenas lembramos quem é nossa família. — Cait disse e puxou Char saindo do escritório me deixando sozinha com Justin. 

Eu não estava nervosa nem nada, apenas pensativa, pois apesar de tudo ele ainda é meu chefe e eu tenho certeza que triscar em mim, seria o menor dos problemas. Não estou sendo ingrata nem nada, eu amo aquelas garotas, elas são minha família. Mas eu não quero ser expulsa do grupo nem nada porquê eu feri o ego do Sr.Boss. 

— Sente-se. — Justin tentando ser formal é hilário. 

— Estou melhor em pé, obrigada. — Sorri cinicamente. 

— É uma ordem Hope. — Usando meu sobrenome, super me assustei Bieber. Não é como se eu já não soubesse que você tem todos os documentos da minha vida. 

— Acho que você esqueceu que eu não sou seu bichinho de estimação, muito menos sua puta particular para você mandar eu sentar, rolar, quicar ou o que seja, eu mereço o mínimo de respeito que você já deu a alguém durante toda sua vida. — Falei estressada. 

— Bem que você gostaria. — Sorriu malicioso. 

— Do que? — Perguntei confusa. 

— De ser minha puta particular.

— Nem se você fosse o último homem do mundo. — Sorri cínica, e fui até a porta. 

— As coisas mudaram Riverdale, você responde a mim agora.

— Não no contrato que eu assinei Bieber. 
— Me virei pronta pra sair quando escutei: 

— Tenho certeza que você vai mudar de opinião rapidinho quando souber o que eu realmente tenho a dizer.

 — O que você quer dizer com isso Justin? – Perguntei.

— Bom, eu tenho informações muito importantes sobre seus pequenos gêmeos. – Bieber deu um sorriso em escárnio.

Parei instantaneamente onde eu estava, e respirei fundo me segurando para não dar um soco na cara daquele desgraçado. Se ele pensa que ele vai mexer com minha família está muito enganado.

— Legal hein Bieber, vai me subornar? Vai ameaçar matar eles, assim como você faz para conseguir tudo o que quer? – Justin travou o maxilar – Mas me diz uma coisa, você está fazendo isso só porque quer que eu fique sob o seu “comando”, ou vai ganhar alguma coisa com isso? Porque Justin o que quer que você queira, saiba que não vai conseguir, não comigo. – Me virei pronta para sair daquele inferno de sala quando não pude deixar de provoca-lo mais um pouquinho:

— E só para a sua opinião, meus irmãos estão em segurança comigo, então de toda forma essa sua amostra de chantagem não iria funcionar para o meu lado. – Pisquei para Drew. – Aprenda a jogar, antes de iniciar a partida Bieber.

(...) 

Estávamos todas encostadas no bar esperando John - o barmen - nos servir nossas bebidas. A pista estava animada, Chaz e Chris estavam numa competição ridícula de quem era melhor no drift, e eu não preciso nem falar que a Cait estava morrendo de preocupação com seu irmão, enquanto eu e Char apenas fazíamos nossas apostas com os meninos.

— Mil dólares que o Chaz perde. — Ryan colocou o dinheiro na mesa. 

— Dois que ele vira o carro. — Nolan jogou sua parte também. 

— Cinco que o Chris ganha. — Char jogou sua parte também. 

— Oito pagando suas apostas, e dez que o Somers ganha. — Sorri vendo eles pegarem o dinheiro e joguei o bolo na mesa. Vi todos com os dez mil na mão e dei de ombros, mal sabiam eles o que o Somers iria fazer. 

Sai dali e fui conversar com o Acklwa que organizava as corridas. Ele estava sentado num canto das arquibancadas, com seus capangas, fazendo o que quase todos no lugar estavam fazendo, apostas. Dei de ombros e fui em sua direção, que quando me viu deu seu melhor sorriso de lado, me encarando de cima a baixo, vendo que eu fazia o mesmo com ele. O cara era um pedaço de mal caminho do início ao fim, e aliás, olhar não arranca pedaço. 

— O que te traz até aqui Rees? — Perguntou dando uma olhada para seus capangas que em um instante já haviam sumido. 

— Quero que me coloque na pista, hoje. — Me sentei ao seu lado, com minha bebida em mãos. 

— Quem? 

— Nolan. — Sorri brincalhona. 

— Seu Nolan? 

— Esse mesmo, estou afim de zoar hoje. — Peguei um pedaço de papel que havia na arquibancada e joguei longe. 

— Ele sabe disso? E como você sabe que ele está escalado hoje? — Franziu o cenho. 

— O Chris não é o único que sabe rackear sistemas. Enfim, vai me encaixar ou não? — Dei um gole na vodka. 

— Façamos um acordo, uma corrida por outra. — Ele apontou com a cabeça para um novato qualquer, sentado no capô de uma Ferrari, com uma galera a sua volta. 

— Quem é o cara? — Perguntei. 

— Irmão, infelizmente. Ele ganhou um racha e veio me encher a paciência querendo alguém da sua altura para competir. Ele se colocou em escala aberta, ou seja… 

— Vale tudo. — Falei. — O que a criança apostou?

— Carro por carro. — falou debochado. E eu ri. 

— Só de um trato nele, Hope. 

— Fechado — Disse me levantando e apertando sua mão. 

Ia descendo as arquibancadas quando tive uma dúvida. 

— Com qual carro a criança vai correr?

— Camaro. 

— Não diga que… 

— Amarelo. — Eu cai na gargalhada. 

Neguei com a cabeça ainda rindo e desci para os meninos. 

Cheguei lá, e todos estavam com cara de bunda, não entendi até que um Somers me abraçou pela cintura gritando. 

— GANHEI PORRA. — Sorri rindo e estendi a mão para os meninos. 

— Meu money, pode passar. — Chaz me soltou e riu quando viu a quantidade que eu tinha ganhado nas apostas. 

— Porra, você apostou dez mil em mim? 

— Claro, nós somos um time. — Sorri colocando o dinheiro na bolsa. 

— Já te trocou Char. — Ryan zoou.

— Ela não é nem louca. — Respondeu pegando Sirius do chão. 
Olhei para o dinheiro e ri. 

— Vou gastar tudo de balinha. — Disse e Cait riu com Char acompanhando. 

— Vamos vender no sinal, lembra? — Char disse rindo e gargalhamos ainda mais.

— Vocês não vão acreditar, — Falei rindo. — Vou correr contra um novato na aberta e vou ganhar o Bumblebee. — Disse e eles cuspiram a bebida longe de tanto rir. Ryan quase engasgou. 

— Ele está fodido. — Butler disse recuperando o fôlego. 

— Porquê? — Cait perguntou. 

— Eu trouxe o filho dela comigo, nosso querido aventador. — Chaz disse se sentando do meu lado. 

— E aí? — Bieber chegou se sentando com a gente. 

— Adicionamos duplo turbo ontem. — Ri com Somers. 

— E ele está azul. — Disse com uma cara de apaixonada.  

— Tanta cor no mundo. — Justin tinha que estragar o momento. 

— E você pode falar muito. — Retruquei. 

— Vai começar. — Nolan revirou os olhos. 

— O que você quer dizer com isso? — Drew franziu o cenho. 

— Você tem a porra de um carro de oncinha. — Disse abismada, e os meninos ficaram tensos. 

— Caralho, quantas vezes eu vou ter que dizer que é leopardo?! — E a gente caiu na gargalhada. 

(...)

Já eram onze da noite e estávamos nos preparando para corrida. Chaz e Char estavam comigo no caminhão enquanto os meninos e a Cait ainda estavam lá fora curtindo a festa.

Meu caminhão não era nem um pouco customizado, ele era todo preto fosco e dentro tinha minhas ferramentas do carro, o carro e etc. Christian também tinha instalado um sistema de câmeras nele, para segurança.

Chaz estava verificando o motor e Char o ajudando. O carro estava muito bonito e bom e eu realmente espero que aquele novato não cague a pintura do carro, porque aí eu iria ficar muito puta.

Peguei minha roupa e fui me trocar, apenas verificando se a porta do caminhão não estava aberta.

— Chaz você é gay né? — Perguntei lembrando que ele estava aqui dentro e Char riu.

— Com certeza. — Disse irônico, ainda mexendo no motor. Ri e Char me acompanhou novamente.

Dei de ombros e fui tirando a roupa ali mesmo. Char me ajudou a tirar a calça de couro do corpo quando Chaz olhou para trás.

— Eai bebê. — Zoei e ele apenas ficou observando.

Tirei o resto da roupa e coloquei o macacão de couro marrom, vesti minhas botas e amarrei o cabelo.

— Você realmente leva o racha a sério. — Char disse me observando e eu dei de ombros.

— É importante não brincar com certas coisas. — Disse e entrei no carro.

O interior era todo em couro preto, tinha um puto som, e meu nome em prata no canto do painel. Ajeitei o retrovisor e chamei o Chaz pedindo para ele descer a rampa. Char entrou ao meu lado com um dos meus macacões e ligou o som fechando a porta. Olhei para ela e sorri travesso, era a hora que nos divertíamos.

Desci o carro, esperamos o Chaz fechar o caminhão e Char desceu para deixar que ele e a Cait entrassem no banco de trás. À noite é uma criança, pensei e ri com isso. Tupac começou a tocar no carro e fomos bagunçando para a pista.

Chegamos lá e estacionamos o carro em nossa posição, vendo o carro do adversário ao lado e Chaz segurou a crise de risos, porra mano, era engraçado.

— Só não liga o turbo, olha a cara do cara, ele está puto. — Chris disse se apoiando no carro do lado de fora.

— Aposto meu carro, se você ganhar por cinco. — Ryan se agachou na janela.

— E o que eu quero com seu carro? — Arquei as sobrancelhas.

— É, aquele, carro. — Estendeu a mão e eu apertei entendendo o que ele queria dizer. — E o que você vai me dar em troca, se você perder? — Ri da cara dele quando cogitou essa possibilidade e Char me acompanhou.

— O Bumblebee. — Apontei com a cabeça para o lado e eles riram comigo.

A primeira buzina tocou e eles saíram de perto do carro. Era uma pista reta, quem chegasse do outro lado primeiro e mais rápido, obviamente, ganhava. Além do sensor, Nolan ficava em uma espécie de guarita no final da rua fiscalizando a corrida. Sirius estava com ele também, aquele gato não entra no meu carro.

O mais importante era a saída, se você tivesse uma boa saída, teria uma boa corrida, dei de ombros e liguei o carro, vendo Chloe ficar entre os meios dos carros com a bandeira em mãos, apenas esperando a ordem de Acklwa.

Ouvi umas batidas no vidro e o abri vendo que era Justin.

— Sim? — Perguntei.

— Passa ele por vinte, esse filho da puta está nos devendo uma boa grana. — Bieber disse puto observando quem estava no outro carro. — Coloca essa porra na velocidade máxima Hope, hoje eu estou para quebrar a cara desse infeliz. — Me deu uma olhada de canto e saiu da pista.

Eu entendi o que ele queria dizer, a pista eram cem metros, se eu passasse ele por vinte, como ele estava na aberta, além da aposta ele teria que me dar o dobro. Ah mais ele vai se foder muito coitado.

— Acelera essa porra Rees. — Chaz disse se inclinando para frente e dando um beijo na minha e na bochecha de Char que rimos com o ato.

— Pensa que o prêmio é exatamente isso que você está pensando, e lembre-se nada menor que quinze centímetros. — Cait disse e nós caímos na gargalhada.

A segunda buzina tocou e eu me acomodei me preparando para a partida, a bandeira levantou e a lanterna acendeu. Foi tudo de uma vez, Chaz rindo, Cait completamente animada com a velocidade e Char com metade do corpo para fora do carro, passei a faixa de cinquenta, sessenta, setenta, e olhando pelo retrovisor ele estava a quase trinta atrás, acelerei mais e passei voando da guarita, logo parando o carro.

Saímos rindo e fomos andando até o Nolan esperando o resultado.

O microfone ligou e:

— Rees por vinte e três. — Pulei em cima de Char e comemoramos a vitória.

— AE PORRA. — Ryan veio correndo e eu pulei em cima dele.

— Perdeu seu carro otário. — Disse rindo.

— Vai pegar o Bumblebee antes que ele tente dar uma de espertinho. — Cait apontou com a cabeça para o moleque discutindo com o Acklwa, que ria.

Fui até lá já pensando nas modificações que eu iria fazer com aquele carro, primeiro o motor que estava uma bosta, a cor também. Ele vai ficar vermelho, em couro preto.

Segui o caminho até a pequena discussão e Acklwa já estava ficando sem paciência, o irmão dele gesticulava tanto que parecia que dançava.

— As chaves bebê. — Estendi a mão e ele revirou os olhos, jogando ela para mim, me fazendo a pegar no alto. — Conhece as regras né amor? Então pode ir caçando uma forma de me pagar o que deve. — Disse o encarando e sai dali dando uma piscada de lado para Acklwa que riu.

Fui em direção aos meninos, Justin estava ali também, bem-humorado, algo bem raro, como eu pude perceber nesse meio tempo. Cheguei lá e ele sorriu de lado satisfeito do resultado, fazer o que, eu sou foda.

Joguei as chaves para a Char e gritei:

— Você leva. — Ela apenas assentiu.

A próxima corrida ia ser épica, deixa eu explicar, semana passada eu corri em uma camionete com o Nolan de moto em asfalto aberto, e obviamente ele ganhou. Só que eu sou uma pessoa um pouco competitiva demais, então eu tive que arranjar essa corrida.

Chamei a Cait e fomos até a Char que dançava em cima de uma camionete, subi e ajudei Cait a vir. Quando começou a tocar Rockstar, eu meio que tive um pequeno surto e me juntei com a galera para fazer a coreografia.

Nós ríamos e gritamos a letra da música empolgados, Chaz, Chris, Ryan, Justin, e Nolan subiram dançando com a gente.

Começou a tocar, Cool For The Summer, e um braço tatuado, com um perfume amadeirado me agarrou pela cintura.

— Bieber. — Falei séria quando ele tentou descer a mão boba dele.

— A noite é uma criança Rees. — Me puxou para junto de seu corpo me dando um chupão no pescoço.

— Filho da puta, vai ficar marcado. — Levei as mãos ao seu pescoço puxando alguns fios de cabelo que haviam ali.

— Era essa a intenção. — Disse e puxou minha cintura novamente me beijando.

Eu ri entre o beijo e o puxei para outro, e o filho da puta tinha uma pegada do caralho. Dei um chupão em seu pescoço que eu tinha absoluta certeza que iria ficar a marca.

— Revanche bebê. — Sorri sarcástica e ele deu um sorriso malicioso me puxando pela mão para descer da camionete.

Pulei e o Bieber não se aguentou me colocando sentada no capô do que eu tinha certeza que era o meu carro, se colocando entre as minhas pernas, me agarrando ali mesmo.

— QUE PRÊMIO EM REES. — Uma Caitlin alegre passou gritando.

A próxima corrida já seria anunciada e eu realmente queria ver a cara do Nolan quando recebesse a notícia, ele iria ficar levemente puto, pois de certa forma eu tinha vantagem por causa do meu carro. Ele iria correr na Apostada, ou seja, era dinheiro o prêmio de quem ganhasse a corrida. Me separei de Justin o deixando para traz com uma cara nada boa, ficando ao lado de Nolan que já havia descido da camionete e estava em sua cabine.

— O que foi Rees? — O mal-educado perguntou.

— Nada não. — Dei um sorriso macabro e ele olhou para minha cara estranhando.

Um tempo depois a música parou de rolar na pista e o som do microfone chiado soou no local. Acklwa tinha subido em uma plataforma que tinha no meio do racha, provavelmente para anunciar a última corrida da noite, nada que não me surpreenda. Chaz, Lottie, Cait, Chris, Ryan e Justin se juntaram nós para escutar o anúncio.

— A próxima corrida valendo a aposta de trinta mil, — Nolan, murrinha do caralho. — Nolan e Riverdale. — Quando Acklwa falou meu sobrenome todos viraram para mim surpresos, menos Cait que chorava de tanto rir.

— Meu deus Rees, eu amo você cara. — Lottie disse rindo junto com Cait e Chris e Chaz estavam da mesma forma.

— Você é muito rancorosa Rees. — Nolan bufou.

— Ninguém mandou cometer aquela injustiça. — Falei e percebi que Justin estava boiando.

— De que porra é que vocês estão falando?! —Drew perguntou irritado.

— Rees e Nolan, competiram um racha na avenida, e ela perdeu. — Chaz explicou.

— Seu cu, o Nolan estava com a porra daquela moto e eu numa camionete ridícula de devagar. Aquela merda não foi justa. — Peguei as chaves do meu carro.

— Não aceitou ser péssima no racha. — Bieber tirou com minha cara.

— Só cala a boca Justin. — Falei.

— Está pensando que é quem para falar assim comigo Riverdale? — Drew ficou irritadinho, que dó.

O ignorei totalmente e fui para meu carro chamando as meninas para irem comigo. Essa corrida seria épica, eu fazer eles pagarem pela pagação de saco que durou uma semana. Entramos, e fomos para a linha de partida, vendo os meninos no outro carro fazendo bagunça com o Nolan. Ele abriu a janela do carro e sinalizou para que eu abrisse a minha.

— O que é? — Perguntei.

— Sá não chora quando perder, Riverdale. — Nolan deu um sorriso sarcástico.

—Nunca, — sorri cínica. — Lembre-se Nolan, comemorar a vitória antes, dá azar. —Falei antes dele fechar o vidro, fazendo com que fechasse o meu.

— PREPARADAS PARA DAREM UMA SURRA NO NOLAN? — Lottie gritou e nó rimos.

— Ele vai comer poeira. — Sorri maliciosa ligando o carro esperando o alarme.

Dessa vez, deram um tiro, e eu acelerei disparada, tendo uma ótima saída, diga-se de passagem, olhei para o lado e vi que estávamos lado a lado. Apertei o pé no acelerador e esperei chegar no final da pista para acionar o turbo, mas acontece que o filho da puta teve a mesma ideia. Passamos a linha de chegada sem saber quem realmente ganhou. Saímos todos tensos do carro, e fomos para o lado dos meninos esperar o resultado.

— Aceite a derrota Rees. — Nolan sussurrou no meu ouvido.

Ignorei ele quando Acklwa pegou o microfone para anunciar o ganhador.

— Nolan, — ele nem terminou de falar e o idiota já estava comemorando. — Perdeu por vinte centímetros de diferença.  

Gritei e abracei as meninas fazendo uma dancinha ridícula. Vendo a cara de tachos dos garotos ao nosso lado. Respirei fundo para parar de rir da desgraça alheia.

— Perdeu otário, — Abracei o mesmo. — E nem pense que eu não quero meu dinheiro.

— Nem pense que não vai ter revanche idiota. — Falou rindo.

(...)

— Seguinte, tem um filho da puta na nossa cola. O nome dele pelo o que aparenta é Jytre Fonseca. Nunca vi o desgraçado na minha vida, mas ele quer foder com a gente. Hoje mesmo roubou uma das nossas cargas, e invadiu nosso sistema de segurança, nos mandando um belo vídeo esbanjando na nossa cara, que enquanto estávamos nos divertindo, deixando o trabalho de lado, — Senti que o filho da puta do Justin estava falando bem para mim. — Ele estava invadindo todos os nossos esquemas, o desgraçado roubou a planta do banco que iriamos fazer o assalto semana que vem.

— Como caralhos ele fez isso? Eu inventei a porra do sistema. — Christian estava frustrado e o resto do pessoal tensos, sentado no escritório do racha.

— Amanhã quero todos no galpão, as sete, e nem tentem reclamar do horário, não obriguei vocês a ficarem até agora enchendo a cara. Christian você vai criar a merda de outro sistema com a Riverdale. Nolan e Charlotte, vão rever a porra desse vídeo para ver se não acham nenhuma coisa que estamos deixando passar. Chaz e Ryan, vocês vão comigo falar com ninguém mais nem menos que Jaxon, meu maninho. — Justin falou sorrindo cínico na última parte. — Estão dispensados.

A galera foi saindo, me deixando só com o Bieber para entregar o dinheiro do que o mimadinho nos devia. Dei na sua mão e ele me olhou de cima a baixo, me comendo com os olhos, mudando a expressão de puto para safado.


Notas Finais


O que acharam? bom? Tomara!!!
Se estiverem interessadas na minha outra fanfic eu vou deixar o link aqui ->
Lost Stars: https://www.spiritfanfiction.com/historia/-lost-stars-8422882


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