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História The Pleasant Delusion - Now United - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Chapter nine


Narradora

Esta é uma história da vida no Canadá há muitos anos, longe das cidades, onde ainda prevaleciam os costumes de um catolicismo muito rígido. Os meninos bem-nascidos eram mandados para internatos dirigidos por jesuítas, que persistiam nos severos hábitos da Idade Média. Os meninos dormiam em camas de madeira, levantavam-se de madrugada, iam à missa em jejum, confessavam-se todos os dias e eram observados e espionados constantemente.

O ambiente era austero e opressor. Os padres faziam suas refeições à parte e criavam uma aura de santidade em torno de si. Seus gestos e seu modo de falar eram padronizados. Entre os jesuítas, havia um com um pouco de sangue indígena, muito moreno, o rosto de um sátiro, orelhas enormes grudadas na cabeça, olhos penetrantes, boca de lábios moles sempre babando, cabelos grossos e cheiro de animal.

Por baixo de sua batina castanha os meninos observavam com frequência uma protuberância que os mais moços não sabiam explicar e de que os mais velhos riam às escondidas. Essa protuberância aparecia inesperadamente e a qualquer instante: quando a classe lia o Dom Quixote ou Rabelais, ou às vezes quando ele meramente observava os meninos — e um deles em particular, o único loiro da escola, com os olhos e a pele de uma garota.

O padre gostava de chamar esse menino e lhe mostrar os livros de sua coleção particular. Eram livros que continham reproduções da cerâmica inca com muitas figuras de homens de pé uns contra os outros. O menino fazia perguntas a que o velho padre tinha que responder ardilosamente. As vezes as figuras eram bem claras; um longo membro saía do meio de um homem e penetrava em outro, por trás.

Na confissão, esse padre atormentava os meninos com perguntas. Quanto mais inocentes parecessem ser, mais perguntas lhes fazia na escuridão do pequeno confessionário. Os meninos,ajoelhados, não podiam vê-lo, pois o padre estava sentado no escuro. Sua voz grave vinha através da tela de uma janelinha:

— Você teve fantasias sensuais? Tentou imaginar uma mulher nua? Como secomporta à noite, na cama? Algum dia você já se apalpou? Já se acariciou? Oque você faz de manhã, quando se levanta? Tem ereção? Já tentou olhar os outros meninos quando eles estão trocando de roupa? Ou na hora do banho?

Orientado por essas perguntas, o menino que não sabia nada logo aprendia o que era esperado dele. Os que sabiam sentiam prazer em contar cada detalhe de suas emoções e de seus sonhos. Certo menino sonhava todas as noites. Não sabia como eram as mulheres, como eram feitas. Mas tinha visto os índios fazerem amor com índias, animais que se parecem com um mimoso veado. E sonhava que fazia amor e acordava todo molhado manhã após manhã.

O velho padre encorajava essas confissões. Impunha estranhas penitências. A um garoto que se masturbava continuamente mandou que fosse à capela com ele, quando ninguém mais estava presente, e coloca-se o pênis na água benta, para assim ser purificado. Tal cerimônia foi realizada com grande sigilo, a noite.

Um dos meninos parecia um príncipe mouro com seu rosto escuro, feições nobres, porte aristocrático e um belo corpo tão macio que não aparecia um único osso, esbelto e polido como uma estátua. Esse menino se rebela-va contra o uso de camisas de dormir. Estava acostumado a dormir nu e o camisolão o afrontava, o abafava. Assim, todas as noites ele se vestia como os companheiros e depois se despia às escondidas, sob as cobertas.

Não se passava uma noite sem que o velho jesuíta fizesse suas rondas, cuidando para que nenhum menino visitasse outro na cama, ou se masturbasse, ou ficasse conversando com o vizinho no escuro. Quando chegava à cama do indisciplinado, erguia sua coberta lenta e cautelosamente para olhar seu corpo nu. Se o garoto acordava, ele o recriminava

— Vim ver se você estava dormindo de novo sem seu camisolão!

Mas se ele não acordava, o velho jesuíta se contentava em dirigir um longo olhar ao jovem e belo corpo. Um dia, durante uma aula de anatomia, quando ele estava no tablado dos professores e o garoto louro que parecia uma menina se encontrava bem à sua frente, a protuberância que havia por baixo da batina se tornou evidente aos olhos e todos. Ele perguntou ao menino loiro

— Quantos ossos o homem tem no corpo?

— Duzentos e oito.

— Mas o padre Dobo tem duzentos e nove!

Foi logo após esse incidente que os meninos foram levados a uma excursão botânica. Dez deles se perderam. Entre eles se encontrava o garoto loiro. Eles foram parar em uma floresta, bem longe dos professores e do resto dos colegas. Sentaram-se para descansar e decidir que linha de ação deveriam tomar. Começaram a comer amoras.

Como iniciou, ninguém soube, mas depois de

algum tempo o menino loiro foi jogado ao chão, despido, virado de bruços e os outros nove meninos passaram por cima dele, tratando-o como o fariam com uma prostituta, brutalmente. Os garotos experimentados meteram em seu ânus a fim de satisfazer seu desejo, enquanto os menos experientes se esfregaram em suas pernas, cuja pele era tão fina quanto a de uma mulher. Cuspiram nas mãos e esfregaram saliva nos pênis. O menino loiro gritou, esperneou-se e chorou, mas os

outros o seguraram e o usaram até que se saciarão.

Dias atuais| Los Angeles.

— Passarei a palavra para um grande representante, Dick Fuller - um homem de terno cinza se levanta

Josh: — Puta merda - sinto minhas mãos suarem e meu corpo tremer

Noah: — Josh? Bro? O que foi cara? - escuto sua respiração pesada

Josh: — Se lembra da história que eu te contei sobre o meu passado no Canadá? - ele afirma com a cabeça

Josh: — Esse é o Dick, o primeiro a se deitar em mim

Noah: — Espera. Esse é um dos garotos idiotas da trilha? Puta merda, ele não te reconheceu. Depois daqui eu te ajudo a acabar com ele

Josh: — Eu não consigo ficar aqui por muito tempo, sua voz me lembra as últimas palavras antes de desmaiar

Noah: — Aguenta sim, eu tô aqui com você Bro, pra tudo que ousar tentar te derrubar, eu estarei aqui pra mandar ele tomar no cú - sinto suas mãos baterem no meu ombro enquanto Dick continuava a falar

Josh: — Valeu cara - sorrio pra ele batendo meus olhos em Any que até um momento se parecia preocupada

Dick: — E essa foi meu ponto senhoras e senhores

— Obrigada

Noah: — Então temos uma negociação. - tiro o contrato da maleta o direcionando

Any: — Foi um grande prazer fazer essa reunião com vocês, muito obrigada pela hostilidade. - me levanto com meus colegas de trabalho

Dick: — Senhorita Soares posso falar com você por um minuto? - faço com que ela me olhe

Any: — Claro Senhor Fuller. - vejo todos da sala saírem

Diarra: — Vamos Joshua? - vejo ele do lado da parede para escutar a conversa

Josh: — Pode ir, depois te alcanço e fala pro Noah que eu preciso de uma recuperação - ela sai a me olhar estranho

Dick: — Devo alegar que achei a beleza da Senhorita muito atraente e elegante, a mais bela que eu já vi - um sorriso se puxa ao lábio dela

Any: — Muito obrigada pelo elogio Senhor Fuller, realmente agradeço.

Dick: — Como não vejo anel no seu dedo, poderia ter a honra de chamar a Senhorita Soares pra sair algum dia?

Any: — Olha eu…

Dick: — Pense bem, eu não sou uma companhia chata e nem nada, meu último encontro foi no restaurante em seguida de ver as estrelas no parque, esse é o meu cartão pessoal. Caso você aceite, me liga senhorita Soares - saio da sala

Any Gabrielly não gostava de usar a aliança no trabalho, sempre quando olhava pra sua mão se sentia perseguida e aquilo só deixava ela para baixo, sua aliança na maior parte do dia ficava em seu bolso onde ela simplimente esquecia e no final do seu expediente colocava para ir pra casa

Any: — Josh? - sinto meus braços sendo puxados pra dentro de uma sala aleatória – O que você está fazendo aqui dentro?

Josh: — Não saia com o Dick Fuller, Any!

Any: — Porquê não? O que houve?

Josh: — Ele não é uma boa pessoa, acredite! Eu conheço ele de um passado que eu amaria esquecer, o Noah o conhece pelo meu passado e em todas as minhas memórias com ele, eu chorava de dor no corpo enquanto me ajoelhava para confiar a rotina.

Any: — Josh me conta o que ele fez. - coloco minhas mãos em seu rosto triste

Josh: — Me prometa Any, nunca ligue pra ele, esse homem fez a vida de um garotinho de apenas dez anos ser um inferno, ele não vai te fazer bem.

Any: — Tudo bem Josh, eu acredito em você - abraço ele com cuidado sentindo seus ombros tensos

Any: — Me conta o que aconteceu

Josh: — Eu não quero sentir aquela dor de novo, eu cresci tentando esquecer aquilo e nunca aconteceu, mas eu aprendi a superar a dor

Any: — Como?

Josh: — Criando outras dores no lugar. - minhas palavras saiem carregadas de mágoas e rancor

Any: — Sinto muito, pelo que tiver acontecido.

Josh: — Não é culpa sua Gabrielly.



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