História The Plebeian - Capítulo 3


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Categorias A Seleção
Personagens Personagens Originais
Tags Governo, Monarquia, Original
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Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse é o último que eu tenho pronto, assim que der eu posto mais!!
Boa leitura!!

Capítulo 3 - Capítulo Três


Fanfic / Fanfiction The Plebeian - Capítulo 3 - Capítulo Três

Não sabia onde estava. Na verdade, tinha medo de abrir meus olhos e me encontrar no fundo de um calabouço. Palácio sempre me fizeram pensar na existência de torres e foças fundas onde prendiam e acorrentavam seus prisioneiros. Tomaria coragem ou ficaria intacta seja onde estivesse?

            Arrisquei abrir lentamente, e me vi surpresa ao recuar com a claridade do ambiente. Então quem sabe, eu estava a salvo, não estava em um calabouço. Pisquei várias vezes até achar um foco adequado, de forma que eu me sentisse bem para enxergar tudo com perfeição. Encarava o teto decorado com pinturas antigas, colorido e nobre, era a decoração mais linda que eu já tinha visto na vida. Um lustre de cristal estava no dependurado no centro daquela arte, eu precisava visualizar todo o ambiente, pois me parecia ser um sono.

            Sentei-me na macies da cama, um colchão confortável e enorme me aconchegava em seus deliciosos tecidos cheirosos e brancos. Tive que abraçar aquela sensação, não poderia ser real, eu não poderia estar sendo tão bem tratada. As paredes eram claras como a luz do dia, suas cortinas tinham a mesma adequação do contraste, vi que havia uma janela enorme com uma sacada à minha espera sempre que tivesse vontade de respirar ar puro. Fiquei imóvel observando tudo, seria aquele o meu quarto?

            Era um quarto de princesa, sofisticado e enorme, acho que três vezes maior do que o meu. Os móveis traziam um ar delicado e saudoso, me sentia mais leve ao estar em um ambiente como aquele. Haviam tantas coisas ali que mal conseguia dar conta de observar tudo. Como estava sozinha, resolvi pular da cama e explorar em silencio aquele lugar. Andei por todo o quarto sem tocar em nada, havia uma escrivaninha e uma prateleira vazia, para se colocar livros. Não ousei abrir o guarda roupa, pois não queria me passar por bisbilhoteira. Alguns vasos de rosas brancas descansavam em pontos específicos do quarto, como a mesinha ao lado da cama, a janela em seus dois lados e a escrivaninha.

            Achei meu colar ao lado do vaso na mesinha, não sabia quem havia me posto no quarto para descansar, mas seja quem fosse, minha suposição era de que o comandante o fizera. Teria visto meu pingente e o deixara no quarto para mim quando acordasse. Então talvez aquele fosse apenas uma bijuteria barata e eu não tinha que esconde-la. Mesmo assim a pus em meu pescoço e a escondi entre a blusa de meu vestido. No grande espelho ao lado do guarda roupa pude ver minha trágica aparência. Estava descabelada, com o vestido sujo e com o rosto cansado.

            Dei de ombros e me voltei para a sacada, destravei a janela e fui apreciar a vista que poderia conter lá fora. Passei as mãos pelo vão de ferro que me daria suporte, pendi meu corpo sobre ele e repousei meus olhos no longo gramado a minha frente. Era um lindo jardim, com diversos tipos de flores de cores vibrantes, uma fonte derramava suas aguas sobre um pequeno e estreito rio. Ao longe a floresta cintilava sobre o amanhecer, um palpite era que ela cercava todo o palácio, seja o que for que ela escondia, parecia mesmo assim ser um lugar bonito.

            Sobre o rio, que eu julgava ser o mesmo na frente do palácio, também possuía uma ponte de madeira toda trabalhada, ela dava passagem aos soldados que treinavam próximos a floresta. Haviam coisas bonitas lá, que eu não poderia me queixar, mas ao analisar a postura rígida e um tanto esquisita dos soldados, não tinha como não se recordar do medo que estava passando.

            Eu não queria estar ali, gostaria de estar levando minha vida normalmente nos campos, nas roças, com os animais e com a natureza. Perto da minha família. Mas como eu tivera sido convidada a entrar no palácio, eu provavelmente seria escolhida por alguém, o que mudaria minha vida completamente e eu não sabia se isso seria algo bom. E se não fosse escolhida por ninguém estaria morta quando essa brincadeira de mal gosto fosse acabar.

            Retornei para dentro do quarto, com as lagrimas dominando minha face, deixe que todas elas caíssem e fechei a janela atrás de mim. Demorei alguns instantes para sentir a presença de mais pessoas no quarto e não pude esconder o susto.

____Olá, senhorita Maria. ____uma senhora de meia idade sorriu ao me chamar pelo nome. Ela vestia trajes escuros com um avental leve de cor clara. ____Me chamo Dory e estarei a seu dispor para tudo o que precisar, cada uma de vocês possuem uma criada em especial. Serei como sua tutora e lhe darei as instruções para que a senhorita se saia bem. Passarei algumas recomendações a você antes que lhe sirvam o café da manhã.

Fiquei sem reação e sabia que não estava contente para sorrir de volta, ela não demonstrou incomodo algum com isso. Acho que ela já estava acostumada com aquilo tudo. Apenas enxuguei minhas lagrimas e me sentei na beirada da cama, tentei não encara-la muito e acho que o meu silencio a fez prosseguir como se eu estivesse ciente de todas aquelas formalidades.

____Muito bem, a senhorita estará no palácio por tempo indeterminado, talvez levará anos para que alguém a escolha e a tome como esposa, assim como pode levar apenas dias para que isso aconteça. ____ela começa a falar. ____Antes de tudo temos algumas regras básicas. Todas as manhãs você tem a escolha de permanecer em seu quarto para tomar o café da manhã ou se dirigir ao salão de recepções. Lá terá uma mesa a espera de todas as garotas que tiverem no palácio. Nenhuma de vocês tem permissão para se dirigir aos andares superiores e inferiores, apenas no qual vocês residem. Vocês não poderão sair para nenhum lugar, terão de esperar autorização, seja de quem for.

Concordei com a cabeça, queria que ela acabasse com aquele discurso logo, mas ao mesmo tempo tentei prestar atenção em tudo o que falava.

____Durante as tardes a senhorita tem a obrigação de se manter em movimento fora de seu quarto, seja para conversar, ler ou fazer qualquer outra coisa. Sem desrespeitar as regras, é claro. ____ela prosseguia com gentileza em suas palavras. ____Além de minha ajuda, a senhorita terá três costureiras que estarão em seu ateliê particular, cada jovem terá as suas e poderão vestir o que melhor preferirem. É claro que, não toleramos trapaças e maldades umas com as outras, isso encerra com pena de morte se ocorrer. Estamos entendidas?

____Sim senhora. ____tentei responder no maior tom que me permitia. Aquelas regras me davam nó no estomago, o que eu realmente poderia fazer ali? Simplesmente nada, não é mesmo. Não teria nada para fazer naquele lugar e o pior de tudo era que eu teria de sair e ficar a tarde toda fora.

____Então apenas me diga o que a senhorita gostaria de vestir hoje à tarde? Estaremos servindo um chá por volta das duas horas. ____ela pergunta pronta para fazer anotações, sentando-se ao meu lado ela permanece em silencio a espera de minha resposta.

A pergunta me foi tão de imediato que realmente não sabia o que iria vestir, gostava de usar calça e me sentir o mais confortável possível, mas eu desconfiava de que elas estariam dispostas a fazer uma roupa tão simples. Mas eu tinha sim uma paixão por vestidos, usava sempre que podia em casa, quando o trabalho diminuía e não era tão pesado eu usava os vestidos mais leves e simples que encontrava em meu armário.

____Bem, não sei o que eu poderia escolher para usar. Tenho algumas coisas em mente, mas talvez a senhora poderia me ceder alguma opinião quanto a isso. ____tentei soar a mais sincera e gentil possível. Acho que me sai bem, pois Dory abriu um enorme sorriso empolgada e bateu palminhas inúmeras vezes.

____Um lindo vestido, é claro! ____ela cantava as palavras e apreciava minha reação aliviada. ____O que a senhorita mais desejar.

____Muito bem, eu posso desenhar um croqui para que as costureiras saibam do meu gosto. Me saio muito bem com isso, e acho que como é o meu primeiro dia aqui, talvez seria bom que elas conhecessem meu estilo. ____consegui não engasgar com minhas próprias palavras, estava prestes a desabar no choro, mas precisava aguentar até que ela saísse do quarto. ____A senhora poderia me fornecer papel e lápis, estarei com o desenho pronto depois que terminar meu café da manhã.

Ela pulou da cama e parou diante da porta dizendo:

____Mas é claro!

 

            Dory retornou após alguns minutos e deixou para mim um caderno de desenho com variados lápis tanto coloridos quando lapiseiras de desenho. Estive aliviada quando ela se retirou da sala me comunicando que em uma hora estaria de volta para buscar minha obra de arte. Pude desfrutar de um delicioso café da manhã, estava realmente surpresa com a generosidade do palácio. Era de fato estranho aquilo tudo. Mas tentei não me conter muito naquelas suposições. Comecei a traçar riscos suaves pelo papel, dando forma a um vestido delicado, o que me ajudava a pensar somente em como eu queria que aquela peça ficava. Sem mais nada em mente, retoquei os últimos detalhes e dei por finalizado. Pontualmente Dory retornou ao quarto e levou o desenho consigo, surpresa ela corre pelo corredor em direção ao ateliê, deixando-me sozinha com meu bloco de papeis.

            Passei a manhã toda desenhando um vestido atrás do outro, almocei na mesinha da sacada e fiquei observando as flores do jardim, nenhum soldado que fazia a ronda reparava em mim e eu me sentia agradecida por isso. Queria que fosse tão invisível quando qualquer outra coisa. Será que eu estaria pronta para encarar o que fosse acontecer naquela tarde? As regras não me pareceram ruins ou errada, era como se tivéssemos de respeitar a maneira de se viver no palácio. Cada lugar possuía suas regras e acho que aquilo simplesmente tornava-se uma exigência natural.

            As uma da tarde, três mulheres entraram no quarto, me deram banho, fazendo milagres com minhas unhas e pele. Estava tão impregnada de perfume que chegava a ficar tonta. Elas estavam animadas e não paravam de falar, duas delas eram de outro estado e matracavam sobre suas antigas vidas. Escutei todas elas ao mesmo tempo e me descontrai com a doçura de cada uma delas, todas jovens e simpáticas fazendo mágica com a pessoa que eu era.

____A senhorita vem do interior, não é mesmo? ____uma delas questionou-me. Seu olhar brilhava tanto que notei o quão empolgada ela estava por minha resposta.

____Sim, eu sou. ____respondi sem contei um risinho. ____Gosto da natureza e a cidade onde nasci tem muito dela. Acho que é um lugar tranquilo onde poucas pessoas tem o privilégio de conhecer o que é a paz e calmaria.

____A senhorita está coberta de razão. ____outra concordava fazendo trança em meus cabelos e tentando achar o ângulo correto para fazer um coque com elas. ____Eu sempre gostei de lugares menos, mas nunca tive o prazer de conhecer outros lugares.

____Como assim? Vocês nunca saíram do palácio? ____não pude conter meu espanto.

____Não, senhorita. ____as três responderam em coro.

Então a mais velha dentre as três respondeu:

____Nascemos aqui, não temos permissão para sair. É muito honroso pertencer ao palácio, estamos no melhor emprego.

Concordei com a cabeça, demonstrando minha compreensão. Elas não pareciam tristes por estarem o tempo todo naquele lugar, na verdade elas eram lindas e jeitosas, despreocupadas e faziam tão bem suas tarefas. Que sabia que falavam a verdade. Era como se depois que você estivesse no palácio pudesse ver as coisas de outra forma. Eu ainda queria saber o que poderia ter acontecido as outras, se elas realmente eram mortas.

____Sabem, por um momento achei que não fosse escolhida. ____soltei a frase demonstrando medo, e era o que eu sentia mesmo estando bem depois do susto.

____Não se preocupe senhorita, o pior já passou e você está aqui. ____ela retirava o vestido de dentro da capa escura e o mostrava para mim na frente do espelho. ____A senhorita tem muito talento, nenhuma de nós faria um trabalho tão belo.

____Mas foram vocês que deram vida a ele! ____tentei protestar fazendo com que todas rissem.

____Mesmo assim, ele saiu de suas mãos. Estamos dispostas a confeccionarmos todos que desejar. ____ela se pôs à disposição. ____Antes de tudo, pode me chamar de Cris, sou a responsável por encontrar os tecidos adequados as peças.

____Eu sou Laiza, costuro todos as partes necessárias para que as roupas sejam criadas. ____ela retirava meu macacão, e passava o vestido por minha cabeça.

____Liara, pegue a agulha por favor e linha rosa. ____ela ordenava a garota ao seu lado, que imediatamente buscava os itens em uma pequena sacola.

____Cris, pegue a saia de armação e repasse o spray.

Em questão de segundos eu estava pronta em frente ao espelho. Totalmente diferente do que eu era antes, com mais luz e repassava um pouco mais de felicidade. Achava que seria bom parecer estar tranquila, precisava fazer isso pelo meu pai. Ele havia me feito prometer. E aquela cor rosada, de uma forma tão neutra, mas que trazia tanta vida, trouxe um pequeno sorriso em meu rosto. Não estava vulgar e também não seria o centro das atenções, estaria apenas apropriada para o evento. Era emocionante vestir algo que eu havia criado. Veríamos se eu não e estivesse erada em querer ir de vestido. Não usei joias, a não ser por meu colar que ficava escondido dentro do decote.

Quando abri a porta dois guardas estavam à minha espera, me guiariam para onde precisava ir. 


Notas Finais


Novamente, espero que tenham gostado e que a história possa envolver... ^^


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