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História The Poseidon Chapter (22th Century) - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Sangue Frio


Fanfic / Fanfiction The Poseidon Chapter (22th Century) - Capítulo 11 - Sangue Frio

Palácio Valhala, Asgard.

 

Respirações ofegantes. Olhos atentos. Foco total no adversário. Dedos estalando e mãos cerradas para atacar! O vento gélido soprava com o elevar dos cosmos ali presentes e os corações pulsavam pela ânsia do combate. O fino assobio da fria ventania se sobressai ante o estalar da lareira e a temperatura começa a cair. Realmente, um duelo mortal estava prestes a começar. As pupilas azuladas exploravam as figuras um do outro, procurando pontos de vulnerabilidade para seus golpes mortais. Só dependiam de si mesmos para que a batalha entre monstros do gélido mar se iniciasse.

Os pés percorriam levemente o solo rochoso do palácio, fazendo ressoar o ruído da fricção entre o metal e o chão. E quanto aos semblantes? Exalavam o fedor do ressentimento e da revolta. Um último suspiro e...os pés fogem do lugar! Ambos avançavam, um rumo ao outro, com seus punhos envoltos em uma fria energia alva. As mãos cerradas brilhavam, como diamantes lapidados, e socavam o ar, liberando os sentimentos contidos em suas almas.

 

Midgard: - Defenderei Asgard até o fim!

Johlann: - E morrerá no cumprimento do dever!

Midgard: - Não me importam as consequências. A terra de Odin jamais cairá nas mãos de Poseidon! Não enquanto eu viver!

Johlann: - HAHAHAHA! Confiante como sempre, meu amigo!

 

Grandes centelhas de luz branca cruzavam o salão real em alta velocidade, rasgando os ares. As energias se chocavam entre si, enquanto flocos de neve desciam do alto e relâmpagos caíam sobre o campo de batalha. As forças depositadas nos ataques aumentava gradualmente, exigindo mais afinco e determinação dos combatentes. Uma cortina de neblina cercava os dois homens, como se estivesse demarcando o presente campo de batalha. E o acúmulo excessivo de energias a colidir ocasionava em uma pequena explosão, que arrastava os inimigos para trás. No entanto, estes ainda estavam de pé. Estilhaços de cristais de gelo voavam pelos ares, esbanjando o resplendor de seus brilhos.

Quanto aos dois “amigos”, estes se encaravam veementemente.

 

Midgard: - Me diga de uma vez por todas: por quê quer me matar? Por quê planeja devastar esta terra, tirando vidas de pessoas inocentes?! Por quê traiu a minha amizade e apreço que tanto tinha por você?!

Johlann: - Apesar de ser amigo, você possui o mesmo sangue sujo do desgraçado de seu pai. Além disso, estas pessoas não são nada inocentes, pois carregam em suas almas o peso da injustiça! Injustiça esta que deve ser eliminada da face da Terra, junto com aqueles que a praticam. Tudo isso me causou males profundos, não apenas em minha alma, mas também nas vidas de milhões de pessoas que sofrem todos os dias com a distorção do significado da “justiça”. Por essa e outras razões, decidi trilhar o caminho proposto pelo Imperador Poseidon.

Midgard: - Acredita piamente que esse caminho é o adequado para um mundo remido de pecados?! Um deus maligno jamais seria o patrono de tamanho ideal!

Johlann: - Um ideal pelo qual lutarei até o fim! Esta Terra deve ser destruída e refeita, sob a regência do nosso senhor em uma nova era de eterna paz e justiça!

Midgard: - Basta! Farei com que você recobre o juízo! Nem que tenha de ferir-lo!

 

Quando ambos se preparavam para retomar o combate, sentem um choque entre cosmos oriundo da região próxima à costa do reino. Estarrecido, o guerreiro deus volta seus olhos para a entrada do salão, assim como o marina. Johlann esboçava um sorriso sádico em seus lábios, já compreendendo a situação: o cosmo era de Apollion, que travava uma batalha contra um dos guerreiros deuses remanescentes.

 

Johlann: - Parece que o Dragão Marinho também já achou uma presa para abater.

Midgard: - Assim como Beowulf.

Johlann: - Lembra da história que contastes a respeito de um cavaleiro que derrotou Segovax, o arauto?

Midgard: - O que isto tem haver?!

Johlann: - Este era Apollion, um general marina que se infiltrou no Santuário de Athena como o cavaleiro de ouro de Gêmeos, após eliminar o próprio irmão. Ou seja: vocês e os cavaleiros provam do mesmo cálice da incompetência.

Midgard: - Ora, seu...

 

Instantaneamente, Jormungander torna a atacar seu adversário, investindo em golpes físicos diretos. Este, por sua vez, tentava bloquear os socos desferidos pelo asgardiano com as palmas das mãos e optando pelas esquivas. Até que, em um vacilo do oponente, o general consegue achar uma brecha na defesa do guerreiro deus, aplicando ali o seu primeiro golpe: no peito direito! No entanto, seu golpe também é bloqueado por Midgard, que segurava seu punho com a mão esquerda. Ambos prendiam os punhos um do outro, medindo forças para ganhar vantagem. E os olhos tornavam a se encontrar.

 

Johlann: - É impressionante como uma pessoa tão sensível conseguiu atingir tamanho patamar.

Midgard: - O peso da responsabilidade também traz a necessidade da força.

Johlann: - Sábias palavras. Mas com um insensato propósito.

Midgard: - Mesmo que assim lhe pareça, não hei de desistir.

 

Correntes energéticas percorriam seus corpos, contagiando-os com um intenso frio. As mãos tremulavam, ligadas umas nas outras, numa medição de forças descomunal. Rangendo os dentes, os guerreiros se encaravam ferrenhamente, esperando que a instabilidade tomasse conta de um deles. Porém, dificilmente isso ocorreria. Motivos fortes lhes permitiam seguir com aquela ávida e feroz disputa. Mas quanto tempo suportariam? A resposta apropriada era: ninguém sabia. Mas talvez, aquele fragor intenso poderia pender para um lado. E este lado favorecia o general.

Um dos cosmos sentidos anteriormente desaparecia de forma súbita, como se todos os resquícios de sua existência houvessem se esvaído no tempo e no espaço. Para o marina, era motivo de satisfação. Mas ao representante de Odin, razão de tristeza. Apenas uma resposta poderia ser dada àquele fato.

 

Midgard: - Beowulf...

Johlann: - Acho que seu companheiro caiu diante do Dragão Marinho.

Midgard: - Malditos.

Johlann: - Não se desanime, meu amigo. Logo se juntará ao seu irmão de armas no além-vida!

 

A distração de Midgard o deixara vulnerável por uma fração de segundos, ato que não passava despercebido pelo Kraken, que aproveitava o momento. Descolando as mãos dos punhos de Jormungander, o marina encaixava um golpe certeiro no abdômen de seu adversário. Pego no vacilo, o guerreiro deus estava suscetível aos sucessivos ataques físicos de Johlann, que castigava seu corpo com uma série de socos e chutes, dando ao norueguês a vantagem e o pleno controle da situação. Um último gancho com o punho direito atingia violentamente o queixo do atual representante de Odin, atirando-o aos céus. E logo, seu corpo surrado desabava sobre o chão, causando um estrondoso ruído de choque entre a robe e o solo.

O general andava alguns passos lentamente, fitando o corpo em queda do adversário. Sua expressão mantinha um ar de indiferença quanto à dor do velho amigo, como se seu coração possuísse a mesma frieza de seu olhar. Uma leve brisa gélida corre junto à névoa, esvoaçando levemente os cabelos loiros. E sua voz torna a ser direcionada ao oponente.

 

Johlann: - Seu desgraçado. Eu vou matá-lo!

 

Cerrando o punho direito, Johlann desferia um soco no ar, lançando uma esfera de massa glacial na direção do guerreiro deus. Este, porém, conseguia escapar no ataque, executando um movimento ágil para o lado esquerdo, o que fazia o golpe do marina atingir o solo. Uma cratera se abria no local onde havia sido desferida a investida, estarrecendo Midgard. O general sorria desdenhoso ao ver que o adversário havia se desviado de seu arremate.

 

Midgard: - Não ache que irá me vencer tão fácil, Johlann.

Johlann: - Admiro sua garra e sua determinação. Mas independente de sua força, seu destino não muda.

Midgard: - Todos os homens podem mudar o seu destino.

Johlann: - Não neste caso.

 

Os homens caminhavam paralelamente, circundando o presente campo de batalha e com os olhos fixos um no outro. As auras congelantes tornavam a fluir de seus corpos e os ânimos se afloravam ainda mais. Era notória a superioridade do Kraken naquele momento frente ao inimigo ferido. Porém, sabia ele que não poderia subestimar a serpente dos mares do norte, que parecia acender a sua cólera de maneira mortal. Os punhos se cerravam outra vez e as figuras dos dois monstros marinhos surgiam à retaguarda de seus respectivos protegidos. E finalmente, voltam a se degladiar. Avançando rumo aos seus alvos, ambos anunciavam suas técnicas, afim de subjugar o adversário.

 

Johlann: - AURORA BOREAL!

Midgard: - TEMPESTADE DE CRISTAL!

 

Uma poderosa e destruidora massa de ar frio corria ao encontro do representante de Odin, enquanto fortes rajadas de cristais de gelo pontiagudos tentavam atingir o marina. Os poderes se chocavam, medindo forças um contra o outro. O brilho dos cristais gelados refletia sobre o salão, como se fossem poeiras estelares. Correntes polares congelavam tudo o que tocavam, transformando aquele lugar em um verdadeiro palacete de gelo. Era um belo espetáculo, porém mortal. E logo, a instabilidade passava a tomar conta dos dois combatentes, que aparentavam perder as forças de forma gradual. No entanto, os propósitos em seus corações ainda inflamavam suas almas.

Destruição ou salvação: o destino de Asgard estava em jogo. E tal julgo pendia mais ao vigário de Odin, que estava a travar aquela batalha voraz. Milhares de vida estariam condenadas, caso tombasse em frente ao Kraken, e Midgard estava ciente de tal fato. Do outro lado, a honra da família e de seu Imperador deveria ser defendida pelo general. Porém, suas forças também já estavam diminuindo. E um curto milésimo de segundo de oscilação de seu cosmo permite a Jormungander se sobrepor à situação. 

 

Johlann: - Não pode ser...!

Midgard: - Asgard não se submeterá a Poseidon!

 

Toda a força de Midgard era posta naquela investida e sobrepujava brevemente o ataque de Johlann. No entanto, suas condições ainda eram inferiores ao general, que também não poupava esforços. As massas glaciais em colisão formavam uma grande bola de gelo, que se expandia cada vez mais. E todo aquele acúmulo de poder não se estenderia por muito tempo, estando prestes a eclodir. Porém, pelos princípios tudo seriam capazes de fazer.

A esfera de energia começava a tremular, prestes a liberar o seu massivo poder de destruição. E isto não tarda para acontecer. Uma explosão ocasiona um forte clarão multicolorido, com fragmentos de cristais de gelo sendo atirados para todos os lados. Quanto aos dois oponentes, estes já estavam no chão, atordoados com o efeito do estrondo, após serem lançados para longe um do outro. Tanto o guerreiro deus quanto o marina apresentavam escoriações, cortes leve sobre a pele e sentiam seus corpos a tremularem. Mas apesar das consequências, a chama de seus propósitos ainda estavam acesas. Prova disto: estavam se reerguendo outra vez.

 

Johlann: - Impressionante. Você...realmente faz jus à vontade de sua alma.

Midgard: - Assim como você. Se tornou...um homem forte, mas...sem coração.

 

Jormungander apoiava a mão direita em seu joelho, para tomar impulso antes de se colocar de pé. Via que o Kraken ainda não estava totalmente firme, atrasando-se em se reerguer. E isto o deixava à mercê do jovem representante de Odin, que canalizava o seu cosmo no punho direito e desferia mais um golpe.

 

Midgard: - Acabarei...com você...! SERPENTE DE GELO!

 

Um soco no ar fazia com que o cosmo do asgardiano se materializasse em um corrente de ar frio semelhante a uma serpente marinha. Tal energia avançava contra o marina, que conseguia apenas cruzar os punhos em frente ao corpo, ainda cambaleando. O ato defensivo não havia sido o bastante para impedir que fosse arremessado outra vez de volta ao chão. Porém, o dano havia sido amenizado. As costas de Johlann deslizavam pelo chão semi-congelado e seu braço esquerdo parecia dormente. Quanto a Midgard, estava de pé, com o punho direito cerrado e canalizando o seu cosmo mais uma vez, para o próximo e, talvez, derradeiro ataque.

 

Midgard: - Perdoe-me, meu amigo. Mas por um bem-maior, irei liquidá-lo agora.

 

Com a fala do guerreiro deus, o general apenas soltava uma leve e trêmula risada, apontando o seu dedo indicador na direção dos pés de Jormungander.

 

Johlann: - Tolo. O moribundo aqui será você.

 

Neste momento, um filete de energia avança a partir do dedo de Johlann, atingindo o chão na localidade onde Midgard se encontrava. E logo, uma coluna de ar frio se ergue do solo, envolvendo o representante de Odin, que havia sido pego de surpresa.

 

Midgard: - Mas...o que é isso?!

 

Halos brancos, de pura energia polar, circundavam o corpo do asgardiano, prendendo-o. O Kraken se levantava, rindo e erguendo o dedo indicador aos céus. E neste momento, correntes de ar gelado se reuniam na ponta daquele dedo, enquanto o general mirava a agonia e apreensão de seu oponente. Seus olhos eram tomados por luzes brancas e seu braço direito recuava, prestes a desferir o seu poder contra o guerreiro deus.

 

Johlann: - Estive esperando o momento certo para esta técnica. Agora vai sentir a mesma agonia que seu pai fez que os meus sofressem. E logo, toda Asgard também sentirá o mesmo.

Midgard: - Pare!

Johlann: - CÍRCULO POLAR!

 

A quantidade de halos frios dobrava, prendendo mais ainda o asgardiano. Seus braços e pernas estavam colados ao corpo, capturado. E assim, o general lançava aquela energia em seu dedo contra o adversário, executando o seu último ato. A robe de Jormungander se despedaçava com a pressão exercida pelo círculos e o corpo de Midgard era tomado por uma forte queimação, que consumia sua pele. Seus gritos desesperados ecoavam por todo o salão, podendo também serem ouvidos pela extensão do Palácio Valhala. Eram como lâminas de gelo serrando sua carne por dentro e por fora. Sem poder se mover, o jeito era abraçar a dor e esperar a morte. E o pior de todos os pensamentos estava vindo à tona com o resultado daquela batalha voraz: Asgard seria aniquilada.

Johlann assistia a cena, deliciando-se com os brados apavorados de Jormungander, até o momento em que não ouvia-se mais a sua voz. E ao cessar dos gritos de dor e desespero, um simples estalar de dedos colocava fim à execução. Todo aquele poder se desfazia, gerando uma espessa neblina frente ao inimigo. Escutava-se então somente um ruído do que parecia ser um corpo morto a cair ao chão. Com isso, o general limitava-se a sorrir, pois tinha consumido sua vingança.

 

Johlann: - Adeus, velho amigo.

 

E assim, o Kraken virava as costas e seguia para a saída do salão real, deixando para trás um corpo desfigurado e morto. Restava apenas um guerreiro deus para destruir.

 

FIM DE CAPÍTULO


Notas Finais


Tema da Batalha: Johlann vs Midgard
(OST: https://m.youtube.com/watch?v=eomNCY5fpWY)


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