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História The Power of One - Capítulo 57


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Notas do Autor


FELIZ ANO NOVOOOOOO, VOLTAMOS 💛

boa leitura nossos amores 💛

Capítulo 57 - Princípio


Fanfic / Fanfiction The Power of One - Capítulo 57 - Princípio

 

              P.O.V AURORA


Duas semanas haviam se passado desde um dos piores acontecimentos dos últimos meses. Um turbilhão de pensamentos passam por minha cabeça, o quanto que devemos aproveitar enquanto as pessoas estão conosco. Já havia a possibilidade de alguém se for nessa guerra, mas além dos guerreiros não tão conhecidos, alguém de nossos amigos se foi, é uma dor profunda e agoniante. Uma semana de incertezas. Hanna, Kate, Rafael, Kai, Sayid e Emma haviam sumido misteriosamente, não temos notícias deles desde "aquele dia", e isso me preocupa. Só em pensar que eles podem estar em perigo dói meu coração. Eu sabia que o que Gaia havia me dito aconteceria a qualquer momento e isso me deixava cada vez mais insegura. Meus olhos enchem-se de lágrimas a cada vez que eu lembro da morte de Sebastian, ninguém acreditava que ele havia ido embora, fora isso, ele se foi como um herói, mas será conhecido apenas por nós. Em seu enterro Zach disse a mim que tínhamos uma reunião no Olimpo amanhã, muitas coisas para serem ditas.

São sete da manhã e eu esfrego os meus olhos sentada a beira da cama, encostando meus pés no chão, me levanto e coloco uma roupa qualquer, depois de escovar meus dentes. Meus pais ainda estão dormindo, então eu não os atrapalho, apenas saio sozinha.

Abro meus olhos e vejo toda a luz do Olimpo, todos os cavaleiros me olhando como se eu fosse uma simples estranha, uma ninguém. Mas é normal, apenas um ou dois deles me conheciam. Na sala de reunião todos estavam com roupas normais de sair para comprar algo, ninguém estava se falando, até que…

— Eu havia ido para o submundo essas semanas, até que eu encontro uma rachadura na prisão das almas. — Sam olha para nós com uma feição preocupada, e de fato é um ótimo acontecimento para tal expressão. — Gaia estava certa, quando ela morreu uma grande energia fora liberada.

— Explique. — Matt pede.

— Basicamente, dez primordiais espíritos escaparam da prisão.

— Mas o que são essas coisas e qual o motivo delas estarem em uma prisão? — Kiara pergunta, perdida e olhando para Sam. Antes dela dizer uma palavra, é cortada por Zach, que já explica tudo.

— Há muito tempo atrás, antes dos deuses e titãs haviam seres mais antigos, os primordiais. Quando os titãs foram ao poder com medo dos primordiais, eles trabalharam em uma prisão no Tártaro para não os deixarem sair, ligaram a alma de Gaia, eu pensava que era história mas quando Gaia morreu eles saíram, e estão a solta novamente.

— Isso é um problema, se eles forem como Gaia, teriam que encontrar um corpo para se hospedar e encontrar um corpo para um primordial não é tão fácil. — Ashley diz, sem nenhuma emoção em sua voz, parece estar sofrendo muito. — Angel… você sabe onde estão os outros? — Pergunta, se referindo ao resto de nossos amigos.

— Não, senhora. Eu estou mandando todos os cavaleiros que eu tenho contato para encontrá-los, mas até agora não encontramos nada. — Sua expressão se torna em algo sólido e angustiado.

— Então essa reunião está declarada terminada, não temos absolutamente nada de importante. — Eu digo, confiante, e saio da sala. Chego em um dos jardins do Olimpo, sozinha, sem ter levado nem Justin junto comigo, eu não preciso de ninguém aqui, não é perigoso, ao menos até onde eu sei. Há várias flores de todas as imagináveis cores aqui, e todas elas tem um brilho diferente e deslumbrante. Não há nenhum vento, nem um único movimento, a não ser de Agnes, vindo em minha direção.

— Oi, Aurora. — Diz, após chegar perto de mim, e se senta no chão de pedras brancas.

— Eu estou sentindo que você está mal, se você quiser conversar estou aqui. Não sou boa em conselhos e nem nada do tipo, e sou desastrada, mas eu posso tentar. — Após ouvi-la, dou um longo suspiro, sentindo aos poucos meu peito se contrair e o ar sair pelas minhas narinas. Eu poderia tentar. Então, me abaixo devagar e me sento junto com ela, até que ficamos ambas observando as belas pétalas.

— Eu estou cansada de ser tão fraca e não poder lutar quando os outros precisam de mim. Estou cansada de ser um fardo e atrapalhar as pessoas por não conseguir me defender, e elas tem que fazer isso por mim. Eu perdi os meus amigos, eu perdi a todos. — Dito isso, sinto um nó enorme em minha garganta e eu tento engolir o choro, já que é só isso que eu faço em todo esses tempos, chorar. Eu apenas sirvo para isso, chorar e sentir medo, e eu estou farta disso. Eu tento, mas eu não consigo, e sinto as lágrimas percorrerem rapidamente em minhas bochechas, tampo meu rosto com as mãos enquanto me deixo levar.

— Se você acha que é fraca, mude isso. Seja mais forte. Quando uma flor morre as outras tem que melhorar cada vez mais e é isso que você tem que fazer, essa sua fase de frágil tem que morrer e dar lugar para uma Aurora mais forte e sem depender os outros, lute por si mesma.

— Eu não sei como… — Sinto minha voz falhar.

— A dor que está dentro de você vai lhe deixar mais forte. — Eu limpo minhas lágrimas rapidamente quando ouço mais alguém atrás de mim e vejo sua sombra, olho para trás ao me levantar e vejo Justin.

— Vamos conversar amanhã, tchau. — Agnes se despede de mim, enquanto eu fico parada em frente aos olhos azuis do outro. Ele estava triste, usando roupas neutras.

— Podemos conversar? — Pergunta, calmo.

— Não, eu estou indo para casa. — Respondo, e tento andar rapidamente em seu lado para me afastar, ele me segue com sua cabeça e começa a andar junto comigo, dá para notar o quanto que ele estava com saudades de mim.

— Eu vou junto com você. — Já eram sete e meia da noite, estava chegando em minha casa junto com Justin, que não falava nada comigo por algum motivo, e eu penso que é por ele sentir que eu não estava bem e precisava de um tempo para pensar. Finalmente chego na frente da porta de casa, eu a abro com a chave reserva e antes de entrar, me viro para Justin e o dou um pequeno selinho, e me despeço.

— Eu posso entrar, Aurora? — Ele pergunta de um jeito tão dócil que meu coração se derrete, e eu aceno como um "sim". Nós entramos, estamos sozinhos em casa, meus pais saíram para fazer algo no qual eu nem me recordo. Vamos para o quarto e ambos sentamos na cama. Eu fico encarando o chão, sentindo todo o silêncio do lugar, até que sinto um toque em minhas mãos que até então estavam apoiadas no cobertor da cama. Olho para ela e noto que Justin está a segurando firmemente enquanto olha para meus olhos.

— Eu te amo, Aurora. Eu nunca vou deixar acontecer qualquer coisa com você, mesmo que a mínima. Sempre vou proteger você quando você precisar de mim e lhe apoiar nas menores decisões, eu vou estar com você sempre, eu te amo. Você pode me contar tudo o que você está sentindo, eu quero conhecer você profundamente e em todos os sentidos, mas saiba que eu nunca vou abandonar você. — Eu dou um sorriso pouco a pouco e eu retribuo todo o amor com um beijo. Coloco ambas minhas mãos em seu rosto e encosto meus lábios nos deles, em um movimento rápido, subo em cima de seu colo, e sinto meus batimentos ficarem cada vez mais fortes com a adrenalina de saber que meus pais poderiam chegar a qualquer momento. Sinto suas mãos passearem pela minha cintura e indo cada vez mais para baixo, até que ele pega o começo de minha camisa e começa a retirá-la devagar, o único momento em que paramos de nos beijar fora este, o qual fomos obrigados a nos afastar para permitir a passagem do tecido entre nossos rostos. Ele segura em meu quadril e me coloca gentilmente deitada no colchão, retira também sua própria camisa e coloca novamente seus lábios finos em minha boca, desce para o pescoço e chega em meus seios, arqueo minhas costas permitindo com que ele retire meu sutiã, feito isso, o mesmo pequenos beijos ao longo de meu corpo, descendo cada vez mais, aumentando meu desejo. Esse é um momento somente de nós dois, e eu estou feliz, feliz por poder me distanciar de tudo, e feliz por ter um momento tão bom com a pessoa na qual eu amo, então eu apenas sinto, tudo o que está acontecendo.

Era de manhã, eu ainda não havia levantado da cama, mas recebi a mensagem que meus pais chegariam apenas hoje a noite, a adrenalina da noite passada não precisava ser sentida, mas valeu total a pena. Justin dormiu ao meu lado, e estava sem camisa, passo meus olhos devagar pelo seu belo corpo e coloco minha mão em sua barriga. Dou uma pequena risada lembrando da noite passada e o balanço, na esperança dele acordar de uma vez.

— Justin, acorde!

— Bom dia, amor. — Ele abre finalmente seus olhos, que ainda estão bem pequenos para quem acabou de acordar. Ele sorri assim que me vê. Estávamos tomando nosso café da manhã, quando meu celular toca em cima da mesa, vibrando. Termino de dar um gole do meu café, e sem ver quem era direito, pego o celular e o levo até meu ouvido.

— Oi. — Digo, calma.

— Você e o Justin tem que vir para cá agora, é muito importante. — Reconheço a voz de quem está do outro lado do telefone, afasto meu celular e leio o nome do contato: "Zach". Digo o que aconteceu para Justin e nós saímos na pressa. Eu sabia que estava acontecendo alguma coisa, Zach não é de me ligar para qualquer coisa. Nós chegamos no Olimpo e assim que olhamos ao redor, vemos vários cavaleiros diferentes que eu nunca havia visto na minha vida. Abrimos a porta da sala de reuniões e vejo uma garota de cabelos azuis, seus olhos eram da mesma cor e usava uma camisa e calça escuras. Ela olha para gente e espera sentarmos antes de começar a se apresentar.

— Meu nome é Seline, sou uma cavaleira de Poseidon, vou ser direta. Estou aqui por um motivo. Agora que os primordiais estão soltos, a cidade de Atlântida está em perigo, pois será com certeza o primeiro lugar que Ponto, o criador dos oceanos irá atacar. Nós precisamos de Poseidon. — Eu começo a tremer, eu não quero que ele vá.

— A escolha é sua. — Diz, olhando para Justin. E eu saio da sala. Justin logo chega atrás de mim, coloca sua mão em meu braço e eu olho para ele. Eu sei que minha reação foi egoísta, e eu sei que o certo é deixá-lo ir.

— Eu vou dizer que não vou. — Ele diz, nervoso. Eu aperto minhas sobrancelhas e digo, chorando novamente.

— Não, você não vai fazer isso! Eu não posso deixar mais pessoas morrerem por um sentimento meu. Você tem que ir.

— Eu prometi não deixar você.

— Isso é necessário, Justin. Por mais que no fundo não seja o que eu sinto e o que eu realmente mais quero é que você fique comigo, isso depende de você. Só... toma cuidado. — Eu o abraço, e ele retribui, me apertando em seu peito.

— Eu te amo, não vamos nos separar, isso é só temporário, eu vou voltar para você, Aurora.


Notas Finais


capítulos novos todas as quartas 💛💛💛


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