História The Prey and The Mask - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 7
Palavras 1.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura S2

Capítulo 1 - Uma Sexta Chuvosa


Era uma manhã de sexta-feira nublada, e parecia comum e monótona como o resto dos dias passados.

 Elizabeth acorda assustada com o despertador, jogando sua coberta para longe sem olhar a direção. Já estava atrasada para a aula, e sem ao menos espiar seu reflexo em qualquer lugar espelhado, vestiu o uniforme rapidamente, tropeçando nas próprias meias nos cantos do quarto. Ela não deu importância para seu cabelo desgranhado e desceu as escadas às pressas, vendo que no sofá sua mãe estava desmaiada segurando uma garrafa vazia de Gim. Ela calçou os sapatos e se despediu mentalmente olhando a mesma com tristeza nos olhos. 

Passado um tempo depois de uma corrida sendo coberta por uma garoa fria, ela chega diante aos portões da escola e por um triz consegue adentra-lo antes que fossem fechados, sem diminuir a velocidade de suas pernas. 

Estando diante da sala de aula, Elizabeth entra totalmente constrangida, com uma expressão fundida em cansaço e vergonha. Seu nariz inala um perfume doce misturado com odor de livros velhos, uma sensação de estar numa sala de aula repleta de moças exageradamente arrumadas e armários empoeirados. No curto caminho em direção a sua carteira, ela sente olhares negativos atravessarem sua alma e uma energia pesada na feição de alguns garotos. 

Depois de se arrumar em seu lugar, no meio das conversas paralelas entre os alunos, Elizabeth começa a prestar atenção em uma conversa atrás de suas costas. Duas garotas falavam sobre um caso de desaparecimento que teria ocorrido com uma estudante daquele colégio á três dias atrás:

- E ela sumiu do nada?

- Não foi do nada! Pelo que eu ouvi, na quarta-feira ela estava voltando da escola com o namorado, mas aí não voltou mais pra casa.

- Que bizarro, será que ele fez algo com ela?

- Nem, ele é estudante daqui, é aquele garoto da sala ao lado, um de cabelo vermelho. Não faz nem sentido ele ter feito alguma coisa, ele ta tão desesperado, coitado.

- Espero que ela seja encontrada.

Logo as duas foram interrompidas pelo pedido de silêncio do professor que bateu na lousa com um apagador, e todos voltaram a atenção para ele. 

" Eu me lembro de ter visto um cartaz com a foto de uma moça colegial no caminho pra cá, será que é dela que estão falando?" Pensou.

Aulas e mais aulas entediantes se passaram, e em cada canto da escola, sussurros falavam sobre esses desaparecimentos, que não foram só um, mas três. Elizabeth estava a guardar um livro dentro de seu armário durante o almoço, e quando fora o abrir, um pedaço de papel caiu acompanhado de uma tira de fita adesiva. 

" Carla Davys, dezessete anos, desaparecida deis de quinta-feira as 18h." 

No resto do folheto constavam informações para contato com a família da garota. Todas aqueles buchichos sobre as jovens aparentemente sequestradas deixaram borboletas no estomago de Eliz, criando paranoias dentro de sua mente e fazendo a mesma se distrair facilmente com elas. 

3 horas depois...

Bate o sinal de saída, e como sempre Eliz não demorava muito na escola já que não tinha amigos pra dizer "tchau" ou sair para festas depois. A única colega que tinha era uma das faxineiras do colégio com um estilo bem diferenciado e rebelde, o braço forrado por tatuagens e em suas orelhas brincos enormes. De vez em quando falavam sobre literatura e outros assuntos que tinham em comum..

- E você esta preocupada com essas notícias Eliz?- A mulher disse desfazendo o coque em seu cabelo.

- Vai saber quem foi o maníaco que sumiu com as duas, e o que elas devem estar passando, ou talvez já tenham até...

- Relaxa garota, elas vão ser encontradas, a polícia de Orquídeas é muito fodida, se pegarem o cara, já era.

- Sim, tem razão... De qualquer forma, vou mais rápido pra casa hoje.

- Isso, dobre a atenção e o cuidado.

- Valeu Rosa, to indo nessa. Bom sábado!- A garota acenou com a mão.

- Obrigada querida, pra você também!

 

 

No caminho para casa...

 

O céu ainda não estava completamente escuro e mesmo com o tempo nublado, era possível ver os fleches de luz amarelados do por do sol apagando algumas nuvens, formando um cenário digno de uma pintura ou fotografia. Eliz pensou em fazer algumas fotos daquele céu, mirando numa casa onde havia uma árvore grande e repleta de flores amarelas, um pé de ipê. Quando enfiou a mão no bolso da blusa tentando achar com os dedos o aparelho, um motoqueiro passou cortando o vento com sua velocidade ao lado dela, fazendo-a se assustar e pular para a calçada. 

- Mas que merda cara! Quase me pegou.- Ela gritou agitando os braços no ar.

- Fala sério, " fui tirar uma foto e quase morri", daria uma ótima thumbnail. 

De repente ela percebe que seu celular havia sumido, e provavelmente caído de sua mão no momento em que se assustou. Ela olhou para o asfalto molhado e nada, olhou para dentro dos bueiros e nada. Chegou então a conclusão de que poderia te-lo deixado cair e ser levado pela corrente de água abaixo do quebra-queixo.

- Ah não, não, não, não, não pode ser!- Ela rangeu os dentes.

- Caralho eu não acredito, eu só ia tirar uma foto!!!

Em seguida, a chuva que era apenas uma garoa fina caindo e deixando úmido a sua pele, se intensificou para uma chuva mais forte e alguns trovões de fundo. Cabisbaixa, ela andou até um ponto de ônibus na calçada do outro lado, e se sentou para esperar a chuva passar.

" Não deveria ficar aqui esperando a chuva diminuir, eu sei que posso pegar um resfriado, e ninguém merece ficar resfriada final de semana, mas... e se-"

De repente seus devaneios são interrompidos por uma voz masculina ao seu lado seguido de um forte trovão.

- Que ótimo dia pra chover não?- O homem encapuzado bufou e ironizou.

Elizabeth permaneceu estática, olhando para os próprios sapatos enquanto a chuva ficava cada vez mais intensa, virando uma ótima trilha sonora, lhe causando tensão. Ela alisou os cabelos molhados para trás da orelha meio cabisbaixa:

- Sim, logo hoje não é...

" Que se ta fazendo? Não fala com ele, não sabe quem é!"

- Sim, e por que uma estudante estaria na rua a essa hora, com essa tempestade?

- Esperado ela passar pra ir para casa...

- Entendo...

" Droga, não posso ao menos ligar pra minha mãe, ela deve estar na casa do namorado dela, e meu pobre celular se foi... Pelo menos ele durou por um bom tempo."

Ainda cabisbaixa ela não percebe ele esticando a mão enluvada oferecendo-lhe um guarda-chuva. Ela olha para ele, e o examina de corpo inteiro. Eliz por um momento se sentiu mais segura ao ver que não estava sozinha no meio daquela rua chuvosa e silenciosa.

- Posso mesmo?

- Se estou lhe oferecendo...

- Obrigada.

Um silêncio de apenas três segundos no máximo foi quebrado, por um fio solto que o homem misterioso encontrou em Elizabeth, puxando assim uma pergunta incomum. 

- Você acredita em hipnose?

A morena olhou para ele com expressão confusa do porquê teria ele entrado em tau contexto:

- Eu já ouvi e vi algumas técnicas...err, por que?

- Eu tenho treinado algumas técnicas.

- Interessante...

" Por que você continua o respondendo?"

- Bom, eu acho que já vou indo, obrigada pelo guarda-chuva.

Em seguida, quando Eliz se levanta ajeitando a mochila em suas costas, sente uma mão segurar seus braços muito forte, e outra mão tapar sua boca.

- D u r m a.

O homem mascarado sussurra em seu ouvido e logo Elizabeth sente seu corpo formigar dos pés até as pontas de seus dedos, e aos poucos, um sono súbito invade sua mente, fazendo-a adormecer. 

 

 

 

 

 

 



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