História The Price - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Deus Salve o Rei
Tags Afonsarina, Catarina, Deus Salve O Rei, Drama, Guerra, Reino, Revelaçoes, Romance
Visualizações 287
Palavras 3.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Alguém mais está morrendo de frio hoje?
Boa leitura.

Capítulo 3 - Three


Fanfic / Fanfiction The Price - Capítulo 3 - Three

Catarina estava tranquilamente sentada na biblioteca. Observava os livros dispostos nas grandes estantes, e vez ou outra voltava-se para os grandes vitrais ao seu lado esquerdo. Sempre apreciara o silêncio.

Na verdade, teve de aprender a suportá-lo com eficiência. Ao contrário de Montemor – onde o castelo era cercado por pessoas animadas o tempo toso, e tinha o pátio sempre aberto ao público -, Artena era um reino mais... frio. As pessoas não eram tão receptivas e calorosas quanto as dali. Não se via jovens crianças brincando enquanto seus pais faziam negócios, ou então homens e mulheres flertando. De fato, até a música em Artena era mais séria. A princesa já estava acostumada a ficar sozinha por consequência disso. Seu pai era um homem muito reservado, apesar de seu amor quase palpável pelo povo. Catarina considerava o pai um homem sensato nesse quesito. “Existe uma linha imaginária, e a mesma não deve ser cruzada.” – pensava ela. Apertos de mãos comerciais, a proximidade em que se colocavam enquanto posavam para uma pintura... tudo era necessário e bem suportável. Mas a ideia de sentar-se em meio ao povo para simplesmente comer junto a eles e “presenciar” seu estilo de vida era algo que Catarina nunca conseguiria fazer. A linha monarquia-povo estava clara demais em sua mente para isso. Se ao menos ela conseguisse pensar em uma maneira de fazer com que o povo notasse o quanto se importava com eles, ela teria...

Seus pensamentos foram interrompidos por um solavanco estrondoso nas grandes portas de madeira.

Catarina apenas levantou os olhos, enquanto levava a taça contendo hidromel até a boca. A bebida havia sido receitada pelo médico dos Lurton meses atrás, quando ela pegara um resfriado. “Duas taças de manhã e duas a noite, se a dor na garganta persistir.” – dissera ele. Infelizmente, a princesa havia se acostumado ao gosto adocicado, e mesmo com a saúde perfeita, continuava com o habito de tomá-la sempre.

- Se deseja falar comigo – Começou ela – acredito que um “Boa Noite” será o início perfeito, Afonso.

O príncipe deu um passo á frente.

- Catarina. – Ele fez uma breve referência.

- Ou talvez não. – Retrucou a princesa, ironicamente. Afonso respirou fundo.

- Preciso falar com você.

- Ótimo. – Respondeu ela, enquanto sinalizava a cadeira a sua frente. – Eu estava mesmo à procura de um oponente.

Só então Afonso notou o tabuleiro de xadrez localizado na mesa que separava a princesa dele.

- Catarina – começou ele, enquanto se sentava a sua frente. – Chega de rodeios. Vim tratar de um assunto sério.

Ela sorriu.

- Pois bem. - Disse ela calmamente, enquanto posicionava as peças brancas e negras em seus respectivos lugares. –  Mas acredito que vossa majestade tenha uma mente capaz de falar e pensar ao mesmo tempo, de modo que nosso pequeno jogo não poderá atrapalha-lo tanto assim.

Afonso sorriu largamente, algo que Catarina nunca havia visto antes. Algo a fez resetar os músculos e preparar a mente para o jogo que viria a seguir.

- Ah, eu não me referia a mim – Disse o príncipe. – Me referia a você. O objetivo de minha visita será de seu interesse, e a última coisa que um estrategista precisa é de uma distração suculenta como a que eu estou prestes a lhe dar.

Catarina fitou os olhos dele e se surpreendeu com o que viu. Eram olhos divertidos, quase como os de um predador que brinca com a presa antes de devorá-la. “Interessante” – pensou Catarina. Desde que haviam chegado à Montemor, Afonso havia se mostrado uma pessoa calada. Se importava com o povo, mas a única coisa que Catarina conseguira ver fora.... bom, um homem forçado a comparecer aos compromissos reais, e que estaria mais do que feliz em viver uma vida simples se tivesse a oportunidade.

No entanto, o homem que a observava agora apresentava uma postura completamente diferente. Sentara-se ereto e olhava-a nos olhos enquanto sorria de lado. E, que Deus a ajudasse, mas parecia que não havia outro lugar sequer que o príncipe Afonso preferisse estar que ali, sentado em frente a ela. Pela primeira vez, desde que o conhecia, Afonso parecia realmente o herdeiro do trono.

- Você não sabe com quem está lidando. – Disse Catarina, sustentando o olhar dele com a mesma astúcia.

- Brancas ou negras? – perguntou ele, ignorando a ameaça da princesa.

Ela levantou uma sobrancelha e sorriu diabolicamente.

- Você realmente não sabe qual será a minha escolha? – nenhum dos dois quebrou o contato visual.

Afonso sorriu de lado novamente, enquanto balançava a cabeça e virava o tabuleiro, de modo que as peças negras ficassem de frente a ela.

- Você conhece as regras. – Disse ela, enquanto observava as peças perfeitamente posicionadas.  

Como Afonso estava com as peças brancas, era dever dele começar. Sem hesitar, ele moveu o peão do rei para a frente.

“Ele quer liberar a rainha.” – Pensou Catarina. Se ela não expusesse seu rei, não correria altos riscos.

- Interessante sua linha de pensamento sobre a guerra contra Andnar. – Disse ele, despreocupadamente. – Brilhante, eu diria.

E a atenção dela se voltou para ele num estalo.

- O que disse? – Perguntou ela.

- Eu vi seu planejamento de guerra na sala de reuniões. – Afonso voltou a olhá-la nos olhos. – A princípio pensei que tivesse sido uma estratégia criada por minha avó e seu pai, mas Gregório corrigiu minha linha de raciocínio.

- E como soube que eu fui a responsável? – Ela não conseguiu se conter. Afonso sorriu enquanto ela tentava manter a mente no jogo, movendo o peão do bispo.

- Bom, - ele começou, capturando o peão que Catarina acabara de mover, mas ela não deu atenção ao fato. – Gregório é um dos guardas responsáveis pela segurança do diurna. Por isso ele acompanhou minha avó e seu pai durante a reunião desta tarde. Não soube me dizer o que levou tanto tempo dos dois, mas me deu a certeza de que a única pessoa que tocou nos planos de guerra foi você.

- Eles estavam averiguando outros reinos que podem se juntar à aliança. – Respondeu ela.

- Por quê fariam isso? – Agora era a atenção dele que se voltara a ela. Foi a vez de Catarina sorrir.

- Não se faça de bobo, Afonso – Disse ela, pousando os dois punhos na mesa, com os dedos das mãos entrelaçados. – Você está planejando uma guerra. Não me diga que não entende o porquê de eles estarem buscando novos aliados.

- Eles querem encontrar um substituto para Andnar. – Murmurou ele.

- Touché. – Rebateu ela. Afonso respirou fundo novamente.

- Não sei o porquê fariam isso. – Ele desviou o olhar para os vitrais. – Andnar não fez nada mais que romper alguns contratos. Não é como se eles tivessem declarado guerra à Cália.

- Não foi preciso uma declaração oficial de guerra, Afonso. – O príncipe mantinha os olhos lá fora, e Catarina mantinha os dela focados no rosto do príncipe, buscando algum tipo de sentimento de raiva ou repulsa. Não conseguiu encontrar vestígio algum. – Marta rompeu os dois acordos que mantinham a segurança e as necessidades básicas do povo de uma só vez. O único motivo para tal decisão é o de que ela recebeu uma oferta melhor. Existe outro reino arcando com as necessidades de Andnar, e isso significa que a guerra está próxima.

Afonso olhou-a nos olhos novamente.

- Mas você sabia disso. – Completou ela.

- De fato. – Respondeu o príncipe. – Mas só porque a situação parece uma guerra não declarada, não quer dizer que realmente esteja acontecendo. A rainha declarou que a aliança e a amizade entre ela e os demais reis da Cália continua, as mesmas.

- E você acreditará nela fielmente? – Rebateu Catarina. – Ela provavelmente está querendo que baixemos a guarda para que o ataque aconteça quando estivermos desprevenidos.

- Não seja ridícula, Catarina. – Disse Afonso. – Os demais reis da Cália também estão se preparando para uma possível guerra. A reunião do conselho foi adiantada por conta disso, inclusive.

- Eu estou ciente desse fato. – Disse ela, ironicamente.

- E além do mais – ele ignorou o rolar de olhos da princesa. – Todos nós sabemos que se a guerra de fato acontecer.... bom, Andnar perderá de qualquer jeito. Montemor e Artena sozinhos poderiam aniquilá-lo facilmente. 

- Você está se esquecendo do reino que vem bancando Andnar. – Lembrou Catarina. – Não sabemos o tamanho desse reino. Na verdade, a única coisa que sabemos sobre ele é que não é a favor da prosperidade de nossa união. Tanto que decidiu recrutar o lado mais fraco da aliança.  

- Acredita mesmo que Andnar é o reino mais fraco da Cália? - Perguntou ele, mudando sutilmente o rumo da conversa. Catarina levantou a sobrancelha novamente.

- Nós dois sabemos que é verdade. A maior porcentagem da renda deles é vinda do corte de madeira. – Ela levou novamente a taça de hidromel à boca.

- Não considera a madeira um material importante para o seu reino? – Rebateu Afonso.

- Certamente considero. – Respondeu ela. – Mas você tem que admitir que os “serviços” que Andnar presta poderiam facilmente ser substituídos se os reinos da Cália decidissem recorrer às florestas de Castelotes e Morghenrof.

Afonso observou-a por um instante.

- Devo admitir que conhece a geografia da Cália. – Afonso fez uma mesura enquanto falava.

- Também conheço o tipo de comércio que cada um dos reinos oferece. – disse ela, enquanto focava o olhar nas estantes atrás de Afonso. – Mas tenho certeza de que como príncipe herdeiro de Montemor, você também conheça.

- Conheço. – Assentiu ele. – O que me surpreende é o fato de você parecer realmente gostar de conversas políticas como esta.

- Por que não gostaria? -  perguntou ela.

- Porque foi você que insistiu em jogar xadrez enquanto conversávamos. – Ele moveu a rainha para a o lado direito do tabuleiro. – O que me fez pensar que não gostava de assuntos políticos.

- Xadrez pode ser considerado um assunto político, Afonso. – Ela voltou a olhá-lo. – Todos os enxadristas são bons estrategistas. E estratégias são as bases das guerras.

- Concordo. – Rebateu ele, sorrindo com os olhos para ela. – No entanto, o bom enxadrista consegue conciliar a atenção no jogo com a tentativa frequente de distrair seu adversário.

- Parece que concordamos, finalmente. – Disse ela. – E o que o faz pensar que não consegui conciliar ambas as tarefas?

E então Afonso abriu um sorriso diabólico.

- Simples: Porque eu realizei meu movimento minutos atrás e a senhorita não voltou os olhos ao tabuleiro até este instante para verificar o que de fato, eu movi. Creio que isso possa ser chamado de distração.

Num baque, Catarina voltou os olhos para o tabuleiro. Tarde demais.

- Xeque-mate. – Ela ouviu a voz do príncipe, enquanto observava desacreditada a rainha branca, com seu caminho totalmente limpo até o rei negro.

- Touché. – Disse ela, olhando-o nos olhos.

- Suas estratégias são bem pensadas, princesa. – Elogiou Afonso. – Seu ego, no entanto, é quase palpável. Eu só tive que brincar um pouco com ele para que você se distraísse completamente do jogo.

Catarina poderia ter levado o comentário do príncipe como uma ofensa. No entanto, resolveu que seria mais divertido estudar o príncipe mais um pouco.

- Como pode saber tanto sobre meu ego?  - Ela perguntou.

- A senhorita é perspicaz. – Informou ele. – E pessoas perspicazes geralmente possuem um grande ego.

- Vejo que gosta de estudar pessoas. – Admitiu ela.

- Possuo uma facilidade para lê-las.

- Interessante. – Disse ela, simplesmente. Mas Afonso pode notar o sorriso nos olhos dela.

Agora ambos reagrupavam as peças no tabuleiro.

- Uma coisa, no entanto, me intrigou na sua estratégia. – Disse Afonso, de repente.

- E o que seria? – Perguntou Catarina.

- Porquê resolveu manter todos os príncipes e princesas no mesmo palácio?

Catarina olhou-o novamente.

- Você sabe o porquê. – Ela fez uma pausa. -  E além do mais, se de fato algum monarca da Cália padecesse durante o combate, seria mais fácil para novas alianças se formarem se todos os herdeiros estivessem no mesmo ambiente.

- Casamentos arranjados? – Perguntou Afonso, espantado.

Catarina assentiu em resposta.

- Não pode estar falando sério.

- Ah, por favor Afonso. – Ela finalmente pareceu estar irritada. – Somos monarcas. Todos nós entendemos que nossos casamentos representarão alianças políticas afinal de contas.

- Você é que parece não entender. – Disse ele, se levantando. – Casamentos são uniões para a vida toda. Deveríamos nos casar por amor, não por conveniência.

- Meu Deus. – Murmurou ela. – Você está completamente arruinado.

- O que foi que disse? – vociferou Afonso.

- Gostaria de saber o nome de sua amante, alteza – rebateu Catarina. – Se ela causar o mesmo efeito que anda causando em você em todos os meus inimigos, meu reinado será muito mais fácil.

- O que pensa que está dizendo?

- Simples: ela o enfeitiçou forte o suficiente para que realmente acredite que monarcas podem vir a se casar por amor.

- E “vossa Alteza” não acredita em casamentos por amor, estou certo? – Perguntou o príncipe.

Catarina apenas levantou uma sobrancelha novamente.

Afonso respirou pesadamente três vezes, tentando convencer a si mesmo que sacudir a princesa de Artena não seria a melhor maneira de fazê-la reconsiderar a opinião casamentos arranjados. Quando conseguiu se acalmar razoavelmente, lançou a ela um olhar inquietante, enquanto recolhia uma peça que havia caído.

- Sua estratégia de guerra é impressionante, princesa. – Começou sem pressa, olhando-a nos olhos. – Mas saiba que se Montemor realmente for à guerra, o primeiro na linha de frente da batalha serei eu.

- Realmente estaria disposto a ser o primeiro a morrer? – Perguntou Catarina, com a ironia estampada na voz.

- Você não sabe com quem está lidando. – Ele repetiu a frase que ela havia lhe dirigido antes do jogo começar, mostrando que a ameaça não havia passado despercebida. Em seguida, posicionou o rei negro em seu devido lugar no tabuleiro. – Tenha uma boa noite, vossa alteza. Espero que possamos repetir a “diversão” em breve.

E então ele se retirou da biblioteca, sem olhar para trás ou expressar uma palavra a mais. Exatamente da maneira como Catarina imaginava que um rei deveria se comportar.    

 

Afonso subiu os degraus de dois em dois, enquanto tentava processar tudo o que havia acontecido no tempo em que ficara com Catarina na biblioteca. Se tinha alguma dúvida que a princesa seria um problema, agora ela se fora.

Apesar de se sentir contente por ter vencido a partida de xadrez, Afonso não conseguia deixar de pensar no quão boa Catarina era em bolar estratégias de guerra. Se ela não fosse nobre, Afonso gostaria de tê-la como seu general. Mas a questão era que não só a moça era nobre, como fazia questão que todos soubessem de sua posição e exalava nobreza por todos os poros do corpo. Sentava-se completamente ereta sem ao menos notar ou demonstrar algum sinal de preocupação com a postura, falava claramente e com a ironia que as pessoas inteligentes costumavam usar, e – talvez fosse apenas impressão de Afonso – talvez ela o tenha testado durante todo o jogo e a conversa que ocorreu durante o mesmo.

“E ela ainda teve a audácia de referir-se a Amália.” – pensou o príncipe, enquanto serrava os punhos. – Referiu-se a ela com um nome vulgar, como se a moça fosse uma arma afiada que Catarina gostaria de usar no campo de batalha. Não conseguia imaginar o que faria à princesa se ela se dirigisse a amada com outra de suas palavras hostis.

Afonso pensou nas jogadas de Catarina – enquanto ela ainda estava concentrada no jogo -. A princesa não demonstrou receio ou hesitação alguma antes de sacrificar o peão do rei. Tal gesto apenas confirmava o que, no fundo, ele já imaginava: Catarina estaria disposta a sacrificar mais de uma vida inocente se a consequência de seus atos fossem uma vitória.

E aquele era exatamente o oposto do pensamento do príncipe. Afonso sempre tentara salvar o máximo de vidas possíveis. Nem que isso lhe custasse mais dias no campo de batalha. Sua estratégia de guerra era deixar o inimigo esperando. Concentrá-lo em uma batalha lenta e frustrante, até que realmente pensassem que Montemor não iria atacar. E então os pegava com a guarda baixa.

Já Catarina preferia usar a força bruta e a quantidade ao seu favor. Atacava os inimigos antes que eles se quer pensassem em atacá-la. E fazia isso com força total, sem deixar espaço para    que pensassem num plano de contra-ataque. Seu estilo era rápido, sangrento e, embora custasse a Afonso admitir, eficiente. Mas a quantidade de soldados de Artena mortos em combate era muito maior.

Mas a princesa não se importava com isso.

Afonso sorriu, enquanto se aproximava do próprio quarto. Jogar xadrez com a princesa fora uma esplêndida ideia. Ele podia não conseguir enxergar seu caráter observando os olhos dela, mas começara a entender como a mente de Catarina funcionava pelos seus movimentos durante o jogo. A partir daquele momento, a pequena batalha entre eles ficaria mais equilibrada. E Afonso não tinha a menor intenção de perdê-la.

Antes de abrir as portas do quarto, o calafrio já conhecido por Afonso tomou conta dele. Entrou no quarto sorrindo.

- Amália. – Disse ele. A ruiva se encontrava próxima da janela, observando as estrelas. Ela sorriu ao vê-lo e o coração de Afonso bateu mais forte com a visão.

- Meu amor! – Exclamou ela, enquanto andava até ele. – Pensei que estaria aqui hoje mais cedo, mas meus compromissos demoraram mais do que eu previ.

- Não se preocupe com isso – Disse o príncipe, circulando a cintura da amada com as mãos. – Eu também tive alguns problemas para resolver.

- Aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou, preocupada.  Afonso sorriu.

- Nada que você deva temer – Ele aconchegou o rosto na curva do pescoço ela. – Só estava pensando na melhor forma de vencer uma competição interna.

- Discutiu com Rodolfo novamente? – Perguntou ela.

- Não. – Agora ela podia sentir a pele de Amália se arrepiar perante seu toque. – É uma coisa bem menos importante que Rodolfo.

- Ah. – Amália suspirou. – Entendo.

E Afonso se esqueceu de tudo o que havia pensando. Amália era sua válvula de escape, seu porto seguro. Tudo a sua volta parecia insignificante quando a tinha nos braços. E ele gostava muito dessa sensação.

O príncipe não foi visto no jantar daquela noite. Não que alguém além da rainha Crisélia se importasse com o fato. Pelo contrário, a ausência de Afonso só causou um sorriso de contentamento em Rodolfo e um olhar de indiferença na princesa de Artena


Notas Finais


Obrigada pelos favoritos e comentários meus queridos. Amooo quando comentam hahahahaha
Me digam o que estão achando da história.
Até o próximo !


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...