História The Price of a Sin - Capítulo 22


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Drama, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Original, Romance, The Price Of A Sin
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Palavras 1.850
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oi meus amores, como estão? sei que vacilei na semana passada. eu não estava me sentindo bem, emocionalmente falando, eu nem estou, mas melhorei um pouco, e mais, aulas voltaram e estou numa correria só com tudo. mas enfim, taí mais um cap ✩

Capítulo 22 - XXII - Visita


Virei-me novamente para ele e, pela primeira vez desde aquele momento no pátio, levantei meu rosto para vê-lo. Ele sorriu, e secou meu rosto e o acariciou, beijando minha testa e arrumando o cabelo que estava grudado.

– O-Obrigada – foi a única coisa que consegui dizer a ele.

– Não precisa agradecer, faria tudo isso novamente, se preciso, para te ver bem.

– Eu te amo.

– Também te amo – selamos nossos lábios brevemente e nos abraçamos.

Ficamos daquele jeito até meu irmão sair da diretoria, bem mais calmo com relação quando chegou e me viu no estado que me encontro.

– A diretora te liberou. Vamos, vou te levar para o hospital – disse o mais calmo possível, segurando minha mão e me ajudando a ficar em pé. Nesse momento, Andrew pegou minha mochila e entregou ao meu irmão.

– Obrigado por cuidar da minha irmã para mim – Dimi disse e, internamente, fiquei chocada. Sim, estava.

– Não foi nada. Faria de tudo para vê-la bem – ele sorriu, e fiz o mesmo em retribuição –. Bom, então vou voltar para sala. Tchau Milly, qualquer coisa pode me ligar.

– Tchau – fui a sua direção, tentando me equilibrar e não cair, e o abracei, olhando para o mesmo e segurando a vontade de beijá-lo, até porque estava na frente do meu irmão.

– Se você e a Ashley quiserem visita-la no hospital ou em casa não tem problema. E mais uma vez, obrigado.

– Ok. Que nada. Tchau.

– Tchau – disse pela última vez, tomando rumo ao carro do meu irmão.

Realmente precisava ir ao hospital. Estava fraca, respirando com certa dificuldade, com a cabeça quase que explodindo de tanta dor e com a pressão desregulada. Meu irmão há todo momento tinha cuidado para que eu não ficasse pior. Ele sabia lidar comigo sempre que estava nessa situação, afinal, foi ele que esteve ao meu lado nos meses que estava de tratamento, e já teve que lidar comigo em situações piores.

Ao chegar ao estabelecimento, ele me ajudou a levantar e andar até a recepção. Eu já não estava chorando, havia me acalmado nesse sentido. Meu irmão pediu para que buscassem uma cadeira de rodas e disse o que tinha, então não demorou muito para que eu fosse atendida. 

Colocaram-me em um quarto e mediram minha pressão. Estava 8,5. Bem baixa, mas já esteve pior.

Então, fiquei deitada na cama e recebi o medicamento para aumentar a pressão, além de tirar a dor que sentia na veia junto com soro. Depois que a enfermeira terminou de me atender, meu irmão entrou e sentou na cadeira ao lado.

– Se sente melhor?

– Sim. Obrigada mais uma vez.

– Você sabe que eu faria de tudo para te ver bem – ele segurou minha mão com cuidado –. A diretora disse que a menina que fez isso será suspensa, e provavelmente expulsa. Ligaram para os pais dela.

– Entendi...

– Mas por que a Ashley estava na sala?

– A diretora pediu para que ela explicasse o que tinha acontecido enquanto o Andrew ficava comigo.

– Então aquele que estava com você na recepção era ele?

– Sim – disse meio insegura, mesmo sabendo que ele nos apoia em nossas escolhas.

– Vocês ficam bonitos juntos. E por que hesitou ao beijá-lo na minha frente?

– Ain para. E, nossa, você é observador.

– Toda boba por conta dele. E sim, sou muito. Vocês se gostam muito né?

– Am, sim – sorri boba.

– Que bonitinha, minha irmã já não é mais criança nem inocente.

– Não mesmo, e não comece a chorar, já basta o rio que formei hoje.

– Besta. Mas olha, como disse, eu apoio vocês no que quiserem seguir na vida. 

– Nem parece o Dimi que eu conheço que sempre me brincava comigo por conta de quem gostava.

– Estou sendo assim agora, não quer dizer que eu não zoe vocês.

– Idiota.

– Está com fome?

– Sim.

– Vou pedir que tragam alguma coisa para comer, e depois descanse. Assim você se recupera mais rápido.

– Ok, obrigada – ele levantou-se e, antes de sair, beijou minha testa. Olhei ao redor e era ruim estar ali novamente, no hospital. Antes no meio do ano já tinha ido algumas vezes por conta das minhas recaídas.

Logo meu irmão voltou e, pouco tempo, uma enfermeira veio com um sanduíche e um suco. Agradeci e logo comi. A fome chegou, isso significa que estava melhorando. Terminei de comer e deixei de lado, e a pedido do meu irmão, dormi enquanto ele disse que sairia para fazer compras para casa e voltaria para me buscar. Receberia alta por volta das 14 horas.

Então, como estava tudo calmo, acabei adormecendo rápido.

[...]

Acordei mais disposta, sem estar tomando soro mais. Sentei na cama e espreguicei, logo vendo meu irmão entrar.

– Acordou. Está melhor?

– Sim, bem melhor.

– Não sente mais dor nenhuma ou fraqueza?

– Não.

– Que bom que melhorou. Vamos?

– Sim – fui até a borda e ele me ajudou a levantar e a dar só os primeiros passos –. São quantas horas?

– Quase 15. As enfermeiras disseram que era melhor esperar você acordar para ver se estava melhor.

– Ah sim. Vou chegar em casa e comer.

– Você melhorou mesmo – ri do que ele disse enquanto íamos para casa.

– Você não vai trabalhar mais hoje?

– Não, deixaram com que ficasse com você hoje.

– Ah sim – chegamos ao prédio e ele pediu para que fosse para o apartamento porque ele iria guardar o carro na garagem. Ele já havia levado a minha mochila, então só precisava tomar rumo. A única coisa que queria era chegar lá e comer alguma coisa.

Destranquei a porta e me surpreendi ao ver Ashley e Andrew sentados no sofá à minha espera. Eles estavam há quanto tempo aqui? Meu irmão sabia e não me disse? Melhor surpresa que poderia ter depois de ter voltado do hospital.

– Oi... gente?

– Milly – ela levantou correndo e me abraçou um pouco desesperada e desengonçada.

– Oi meu amor.

– ‘Tá tudo bem? Está melhor?

– Sim. E obrigada por tudo hoje.

– Não precisa disso, eu já te disse que faria de tudo para não te ver mal.

– Ah eu tenho a melhor amiga do mundo – apertamos o abraço e ela me tirou do chão, o que me fez gritar e depois rirmos desse meu desespero.

Separamo-nos e fomos até o sofá, logo me aproximando dele, que se levantou e me abraçou na altura da cintura, e eu no pescoço. Afundei meu rosto e beijei o seu, assim como ele o meu.

– Eu fiquei tão preocupado.

– Eu sei, não precisava ficar assim.

– Precisava sim. Eu me importo com você – disse enquanto voltamos a nos olhar –. Eu te amo.

– Eu também te amo – segurei seu rosto com cuidado e nos beijamos e, ao nos separarmos, ele me levantou do chão, o que me fez rir, e assim que me fez encostar os pés no chão novamente, encostamos a testa e o nariz, fechamos os olhos e ficamos sorrindo como dois bobos.

Era surreal. Há todo momento queria ficar assim com ele. Eu realmente o amava e torcia para que momentos assim fossem eternos e que nunca acabassem.

– ‘To adorando ficar de vela – indagou Ash.

– Eu também – ouvi a voz do meu irmão e levei um susto. Não por ele me ver daquele jeito com Andy, mas sim por ele ter surgido ali do nada. Sequer ouvi a porta da sala sendo fechada ou trancada.

– Am... Desculpe-me por isso, é que... – vi que Andy estava nervoso, tropeçava nas palavras e tentava se afastar de mim devagar.

– Andy – apoiei minha mão sobre seu peito –, fica calmo. Ele já sabe de nós dois.

– Sabe? Espera: você contou para ele?

– Sim, ele me obrigou – confessei segurando o riso da cara que ele fazia pra mim de pasmo com aquilo.

– Isso é sério?

– Sim – eu ria pela forma como ele reagiu àquilo.

– Não ri do meu desespero.

– Mas é engraçado, e não precisa ficar assim. Meu irmão é de boas com relação a isso.

– Eu não vou ser um cunhado chato não. Se vocês se gostam e estão felizes juntos isso é o que importa. Só quero que minha maninha seja feliz ao lado de quem ela ama.

– Você ficou muito sentimental depois que começou a namorar a Chloe. Agradeço a Deus pela existência dela na sua vida.

– Idiota. Bom, vou deixar vocês à vontade. Qualquer coisa, estarei no meu quarto trabalhando.

– Ok – disse se retirando do cômodo, e quando virei para Andy, ele me encarava –. Que foi? – não disse nada e fez a mesma coisa que antes, dessa vez deitando no sofá e me deixando por cima dele. Ele não parava de rir, e eu também.

– Gente, eu esqueci que tinha um compromisso agora, preciso ir. Tchau para o casal aí que ignora a existência da amiga – Ash disse num tom de deboche, ameaçando sair de casa.

– Ah não, volta aqui – levantei e fui correndo até ela, abraçando-a por trás e puxando a criança para ficar no mesmo lugar de antes –. Não precisa ter ciúmes.

– Ciúmes? Eu não quero é ficar de vela como sempre. Vou obrigar meu namorado a voltar pra Ottawa, estudar na nossa turma e aí eu quero ver se vou ficar de vela.

– Exagerada – ri e a joguei no sofá, me jogando por cima dela, o que resultou em mais gritaria e risos escandalosos. Por nossa parte, óbvio –. Mas e aí, como foi lá com a diretora?

– Ela só me advertiu dizendo para não gritar daquele jeito e por me exaltar um pouco quando fui contar tudo pra ela e a Tiffany me cortar dizendo que era mentira. Ah, foi tão bom ouvir a diretora falar com ela e dos pais dela brigando por isso. Fiquei do lado de fora ouvindo tudo, óbvio. Nossa, nunca fiquei tão feliz vendo alguém se ferrar.

– Meu Deus – eu ri do que aconteceu, tinha motivo. Tiffany merecia um troco por conta do que fez.

Ficamos o resto da tarde conversando e comendo, obviamente, além de assistirmos um filme que passara. Foi uma tarde divertida, descontraída e louca depois daquela terrível manhã que prefiro não lembrar sobre o que ocorreu pelo meu bem.

Ashley ficou conosco até umas 18 horas, tendo que ir embora por conta de seu pai, que precisava se preparar para fazer uma cirurgia mais tarde. Já Andrew ficou comigo até umas 21 horas. Ele só iria embora depois que o motorista buscasse seus pais no aeroporto. Nesse entremeio da Ash ter ido e antes dele ir, meu irmão saiu com a Chloe porque era aniversário dela, então eu e Andy aproveitamos esse tempo juntos o máximo que podíamos – não rolou nada de sexo, ok?

Assistimos alguns programas aleatórios na televisão e, quando a fome bateu, fomos juntos para a cozinha fazer hambúrguer. Foi muito engraçado, só não foi a bagunça que ficou no final e que tivemos que limpar antes do meu irmão chegar – que foi tão tarde que já estava dormindo quando chegou.

Na despedida, ficamos abraçados e nos beijando por uns cinco minutos, e depois de tanta enrolação, nos despedimos, com a promessa dele de nos vermos amanhã cedo e não hesitarmos de ficar juntos, até porque seria uma manhã bem melhor que a de hoje. E óbvio que seria. A branquela azeda não se faria presente para atormentar minha vida mais.


Notas Finais


espero que tenham gostado. Até a próxima ♡


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