1. Spirit Fanfics >
  2. The Price Of Holiness >
  3. Capítulo VIII - Ira e Luxúria

História The Price Of Holiness - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Antes de tudo, gostaria de pedir perdão pelos aproximadamente dois meses sem postagem. Eu tenho dois seminários marcados, e um deles envolve muita pesquisa. Também tive alguns testes importantes, mesmo quando a maioria são atividades que ocorrem de forma assíncrona. Enfim, esse módulo do colégio está sendo realmente complicado. Não há dificuldade em assunto, mas há dificuldade ao que se refere à quantidade exacerbada de material como exercícios e trabalhos por semana. Em minha defesa, gostaria de dizer que tenho priorizado essa fic à minha original de fantasia obscura no Wattpad, que está há uns cinco ou seis meses sem postagem. Enfim, perdões à parte, me comprometi a não deixar esse atraso passar de hoje. Perdão por qualquer erro (até porque terminei agora, às 9:00am e acordei ontem à tarde, mas enfim!) e aproveitem!

Capítulo 9 - Capítulo VIII - Ira e Luxúria


Fanfic / Fanfiction The Price Of Holiness - Capítulo 9 - Capítulo VIII - Ira e Luxúria

Religiosamente, Sehun refletia sobre o que fazer naquele dia. Tendo dito ao Kim mais velho que sentira sua falta nas pirralhices da juventude que praticara com o irmão desse, o próprio resolvera seguir os mais jovens no passeio diário.


Estava, fisicamente e emocionalmente, cansado. Não havia dormido direito na noite anterior. Passara boas horas orando, fielmente para o Pai, para que todos os pensamentos errados que estava tendo nos últimos tempos fosse embora. No entanto, ao deitar-se na cama, lembrava-se com detalhes da situação ocorrida no quarto alheio. Os braços de Junmyeon ao redor da cintura, o peito dele sob as suas costas, a respiração próxima ao pescoço, os lábios em contato com a sua pele… tudo era, no mínimo, estranho. No fim das contas, apenas queria ouvir a porcaria daquela história em francês. Costumava ficar daquele jeito com Kyungsoo quando era mais jovem e jamais sentira aquela sensação de sangue fervendo, deixando o corpo mais aquecido que a temperatura comum humana. Talvez fosse uma sensação ruim, algo que se associava diretamente ao fato de que o Kim era um herege, e deveria se afastar dele. No entanto, o arder no peito acompanhou a sensação de preocupação para com o outro. Sabia que estava querendo se aprofundar em quem ele era, e isso era um erro extremamente claro. Por isso havia orado mais na noite anterior. Precisava de paz, que Deus limpasse seu interior e lhe livrasse de certas sensações que Kim Junmyeon parecia ter lhe trazido.


No entanto, Kim Jongin e Do Kyungsoo se mantinham na porta, lhe apressando e incomodando.


— Sehun, precisamos ir logo! Quero pescar enquanto é cedo. — Kyungsoo comentou, irritado, estapeando a porta. — Sabe que quando entardece, é mais difícil encontrar bons peixes. Não quero me atrasar por sua causa!


— Você vai ficar todo molhado, Oh! — Jongin lembrou. — Por que tanta vaidade pra isso?


Poderia inventar que estava doente, porém havia muito risco de alguém vir checar e lhe chamar de mentiroso. Mentira também era pecado! Vestiu rapidamente a calça sobre os shorts de banho e uma camisa fina de mangas curtas que abotoou às pressas. Então, finalmente saiu do quarto. 


— Tanta vaidade para isso?! — zombou o Kim mais novo.


— O Junmyeon… — começou a questão, vendo apenas ele e o melhor amigo, mas o familiar do citado o impediu de continuar.


— Está esperando a gente lá fora. Ele disse que precisava fazer algo antes de ir.


Anuiu com a cabeça e seguiu os outros dois até fora da casa. Um pouco longe, avistou o Kim mais velho. Conversava, de uma estranha forma com Do Kyunghee e uma senhora que Sehun demorou para lembrar o nome… Sun Minjee! Assim que os viu, Junmyeon pareceu finalizar a conversa, logo se aproximando dos três mais novos, enquanto as mulheres se dirigiam à direção contrária.


Sehun reparou no homem. O calção que vestia era curto. Os shorts de banho provavelmente se localizavam por baixo. A camisa de cor amarelada era grande e solta e deixava os braços fortes à vontade apesar de possuir mangas longas. Numa das mãos era segurada uma sexta. Sabia que continha o básico para se alimentarem ao longo do dia.


— Vamos? — chamou ele, sorrindo largo.


Nenhum dos outros três respondeu, como se a resposta já estivesse subentendida. Kyungsoo apenas tomou a frente, junto à Sehun, devido ao fato de que eram mais ambientados com lugar. Foi estranho para Jongin subir a pequena chapada, mesmo tendo feito isso no dia anterior. Junmyeon, apesar de ter mais dificuldades que os outros dois, lidou bem com aquilo. Era deixado claro naqueles momentos as diferentes infâncias. 


Poucas árvores após a cansativa subida, a vista de um lago quase cristalino recompensava a exaustão. Sehun observou os Kim colocarem a toalha no chão e a cesta sobre ela. Kyungsoo foi o primeiro a tirar a camisa e os shorts, deixando à mostra a pele um pouco bronzeada e as pintas que Sehun bem conhecia de anos anteriores. Jongin, animado, veio em seguida. O Oh havia passado a conhecer o corpo do Kim no dia anterior. A pele dele reluzia com o Sol, era bonito. Entretanto, Junmyeon foi o próximo. As memórias jogadas em algum lugar da mente jovem, retratando o corpo seminu do outro homem vieram à tona. Dessa vez não tinha como fugir. Teria que passar boa parte do dia observando as costas largas e o peito forte. E, como homem, não sabia explicar o estranho incômodo na região do baixo estômago, ou o suor que começara a escorrer de forma gelada. Junmyeon estava mais bonito com o cabelo bagunçado, fruto do esforço que fizeram até chegar ali. Diferente dos outros, o Oh deixou-se encarar a forma com o qual tirou a calça, ficando com a roupa de banho. E quando ele pulou na água, se juntando aos outros, virou-se e questionou:


— Você não vem?


Pela primeira vez na vida, Sehun sentiu vergonha de despir de algo na frente de alguém. Era um ato comum, já havia nadado com várias pessoas, mas, não sabia o porquê, Junmyeon lhe intimidava.


— Estou com fome, irei depois. — disse, por fim.


O homem mais velho concordou, ainda que o sorriso houvesse diminuído


Sehun checou a cesta, retirando dela um pedaço de torta de maçã e comendo o mesmo o mais lentamente possível. Não sabia realmente explicar o que havia de na forma com que ele ria, enquanto os outros garotos faziam uma determinada brincadeira infantil que envolvia certa briguinha de água, ou na forma que o cabelo dele parecia mais bonito molhado, ou ainda no jeito que os músculos nas costas dele contraíam e relaxavam. Era um mistério completo. Não havia como entender, não quando sua mente estava tão completamente embaçada.


— Parece que você está realmente com fome. — disse seu melhor amigo, vendo que aquele "um" pedaço de torta havia se tornado três, coisa que o próprio Sehun demorou para perceber. 


Provavelmente o estômago já estava cheio. Sendo sincero, sentia como se fosse explodir. Havia visto, inconscientemente, na comida uma forma de fugir da socialização inevitável e do pior: teria que se despir um hora ou outra, ou a situação pesaria nas costas.


Resolveu se levantar e, ainda envergonhado, tirou a camisa, deixando os ombros largos de fora tal qual, pouco depois, as pernas longas. Pulou na água, as orelhas avermelhadas estavam escondidas durante o mergulho. Entretanto, ao gerar impulso para cima, saindo da água, encontrando não somente o ar que adentrou as narinas, como também a face do homem que estava mexendo com seus nervos.


— Você está com o cabelo longo. — comentou Junmyeon, removendo os de fios de cabelo preto e molhado de cima dos olhos alheios.


— Meu barbeiro morreu de tifo em outubro. — justificou, pegando o outro de surpresa.


— Eu lamento. — disse, sincero.


— Eu não tinha uma relação próxima com ele. Foi estranho para cair a ficha no dia em que eu soube, mas eu consegui perceber que o cabelo de todo mundo tava crescendo. — contou, sentindo a quentura no rosto finalmente diminuir, ficando mais confortável. — Apenas havia ele a realizar o ofício de forma decente na cidade.


— Compreendo. — Junmyeon respondeu. — Ainda assim, você está bonito.


E a maldita sensação de intimidação voltou, com o palpitar estranho no peito. Talvez isso se devesse ao elogio ter sido feito por outro homem. Muito provavelmente se associaria a alguma raiva de instinto masculino. Entretanto, não pôde falar nada, já que sentiu uma pontada nas costelas e a pressão de um corpo sobre o seu, lhe levando para o fundo do lago.


Se debateu por poucos segundos debaixo da água até que seu corpo fosse puxado brutalmente pelos ombros até a superfície, onde começou a tossir para fora toda a água que havia adentrado a garganta.


— Estrupícios, estão querendo matar o garoto?! — exclamou Junmyeon, virando o corpo de Sehun para o lado, tentando procurar um machucado nas costas alheias. Aquela foi a primeira vez que o Oh o homem xingar. Parecia realmente irritado e preocupado enquanto tateava as costas com as pontas dos dedos sem muita força.


— Estou bem. — Sehun tentou acalmar o outro, mas gemeu quando o dedo dele tocou um local perto de sua cintura, onde estava arroxeado.


— Não está doendo muito? — o Kim insistiu.


— Não se preocupe, isso é comum.


— Junmyeon me mimou demais. — Jongin comentou, repentinamente. — Ele às vezes age de forma superprotetora demais, por isso está projetando o mesmo em você.


— Eu não est…


— Você acabou de nos xingar, porque sem querer derrubei Jongin, e ele caiu em cima de Sehun, um homem de vinte e um anos… — Kyungsoo lembrou-lhe, com uma face de tédio aparente. — É claro que está projetando seu instinto superprotetor nele.


O mais velho ali suspirou, de forma pesada, envergonhado.


— Perdão. — pediu baixo a Sehun. 


— Está tudo certo. — o Oh relaxou-lhe.


O Kim sorriu fracamente, voltando a nadar junto com os outros. Era engraçado a forma como os mais velhos eram menores e a água os cobria até o peitoral, enquanto apenas alcançava a barriga de Sehun e Jongin. Aquele se pegou rindo, percebendo que era muito mais provável que o próprio Junmyeon se afogasse, ao evento acontecer consigo.


Quando era aproximadamente meio-dia, o que podiam certificar por meio da posição do Sol, decidiram sair da água para comerem. Naquele momento, ao ver Kim Junmyeon sair primeiro do lago, reclamando que estava velho e a pele havia ficado enrugada por passar muito tempo dentro d'água, o Oh não evitou que os olhos descessem para a genitália novamente, depois daquele fatídico dia. Não sabia porque tinha que reparar naquela maldita região, marcada pelo tecido fino e molhado daqueles shorts de banho ridículos. Por pouco mais que oito segundos, mergulhou, fechando os olhos com força, desejando que a água limpasse a cabeça e a sensação estranha que apossava a região baixa do estômago fosse embora.


— Qual é o teu problema?! — Kyungsoo gritou, ao ver a cena, puxando ele para cima da mesma forma que o outro havia feito anteriormente. — Vamos comer!


Sehun se esforçou para não pensar em nada quando se sentou próximo aos Kim e a Kyungsoo próximo àquela toalha. Dois queijos e algumas frutas foram retirados rapidamente do objeto. Uma garrafa térmica guardava o chá inglês que foi rapidamente compartilhado nas xícaras de porcelana.


Enquanto dirigia o chá, já morno, aos lábios, o Oh se assustou e quase derramou o líquido sobre si ao sentir um toque no joelho. Olhou para o forasteiro, que acariciava as cicatrizes nos joelhos.


— Perdão… — pediu Junmyeon, tanto pelo susto quanto pela seguinte questão: — mas o que foi isso?


O garoto observou as marcações na pele, lembrando-se vagamente da história.


— Ah, foi de um castigo meu e de Kyungsoo quando éramos crianças. — explicou, de forma natural, como se não houvesse nada de errado na sentença.


— Que tipo de castigo foi esse? — a boca do mais velho secava, enquanto sentia a diferença entre as texturas da pele normal com a das cicatrizes.


— Quando corríamos ao longo da casa de Sehun, ou brincávamos de lutas, às vezes quebrávamos imagens santas… — Kyungsoo falou, levando a xícara aos lábios e engolindo um gole de chá, disfarçando o pesar com que lembrava daquilo. — nossos joelhos eram usados para recolher os cacos de porcelana menores.


Jongin arregalou os olhos, numa expressão de choque, que confundiu um pouco a mente de Sehun. O irmão dele, por outro lado, franziu o cenho, juntando as sobrancelhas, mostrando-se enraivecido pela situação.


— Preciso de um tempo. Irei mais cedo, perdão… — murmurou Junmyeon, levantando-se o mais rápido possível e se metendo no meio das árvores.


O familiar não conseguiu falar nada, parecia um tanto triste e embaraçado. Apenas levantou-se e correu atrás do outro. Por outro lado, Sehun manteve-se inquieto, um sentimento de preocupação intenso que se misturou a algo que Kyungsoo carregava no olhar misterioso.




| 세호 |




— Preciso falar com você! — a voz que adentrava os ouvidos não assustou ou surpreendeu Kyungsoo.


Virou-se para trás, deixando os sacos de trigo na despensa. Os olhos encararam com coragem os semelhantes de Junmyeon que, com os braços cruzados, esperava-lhe escorado à porta do pequeno cômodo.


— Vamos para um lugar mais reservado. — falou, o menor, já imaginando que a conversa não deveria ser algo público.


O hóspede seguiu o outro, sem falar muita coisa para fora da casa, mais uma vez debaixo da laranjeira conhecida. A luz fraca do Sol poente tocava as folhas da árvore em um ângulo menor, provocando sombras pouco opacas, iluminando a conversa reservada. Tanto um quanto o outro olhavam para os lados, num consenso mudo de segredo.


— Diga-me o que desejas. — pediu, o mais novo.


— Diga-me o que tu desejas! — repetiu, baixo, porém em um tom claramente forte. — Eu percebi teu tom enquanto me confessava o que aquele maldito fez com ambos quando menores. Percebi a forma como me olhou. Não nasci ontem.


— Está mesmo xingando o padre? — Do riu, um tanto impressionado pela forma com que o homem, geralmente controlado, perdeu as estribeiras.


— Sabe que não é como se eu estivesse xingando uma divindade poderosa. Estou falando de um homem, que pode ser sujo como qualquer outro. — retrucou ele, enquanto apoiava o braço no tronco da laranjeira. — Você tem algo contra ele, Kyungsoo! E deseja me contar, pois sabe que sou um dos poucos com olhos que realmente conseguem enxergar. Ainda assim, reluta por medo.


— Não sou nenhum tipo de covarde! — respondeu, seriamente.


— Então abra a desgraçada da boca! — exigiu, uma dor apossando-se da cabeça repentinamente. Levou a mão até a testa. Não gostava, nem costumava se exaltar.


— Está agindo de forma rude. — o mais novo ressaltou, observando o estado alheio.


— Eu sei, e eu peço perdão, mas isso não me faz bem. — admitiu, passando as mãos pelos cabelos. — Ele é pior do que eu imaginava.


Do Kyungsoo suspirou, relaxando os ombros rígidos. Sabia que Junmyeon não era do tipo ignóbil ou bifronte. Entretanto, havia questões acerca do homem que lhe intrigavam. Não somente dele, mas também do irmão, com quem tinha mais intimidade. Sabia muito bem que não se tratavam de assuntos a serem desvendados de forma abrupta, mas ao menos uma dúvida deveria ser sanada.


— Por que se importas tanto? — questionou. Um homem na posição dele não deveria se importar com filantropia, ainda mais quando era desprendido de valores religiosos.


O Kim precisou de pouco tempo para realizar uma resposta coerente. Era mais do que poderia explicar em palavras. Um sentimento forte, causado por um efeito borboleta. Um efeito dominó. Aquela memória obscura do passado, que desenrolou dolorosamente dores que preferia manter guardadas em caixas de ferro, mas que, da forma mais cruel possível, levaram-lhe a se tornar o homem que era.


— Estou cansado de ver vítimas que nasceram vítimas. Não acredito em um Deus que planeje tudo, ou em situações de vida sistematizadas antes da existência de um ser. Entretanto, acredito que, se um dos dois existe, provavelmente não planejariam para que alguém morresse, ainda durante a vida, através das mãos de outros que escolheram os próprios caminhos. — foi a melhor forma que conseguiu para explicar os próprios pensamentos, observando o mais baixo anuir, numa forma de incentivo para que prosseguisse. — Eu sei que não posso salvar a todos. Tentei uma vez, acabei me autodestruindo, porém a manipulação que ocorre aqui me enoja. O que ele fez com vocês foi, no mínimo, desumano. Eu sei que sabe disso.


— Sempre me questionei… — começou Kyungsoo, voltando o olhar para a manga da camisa que começara a arquear, evitando fazer contato. — por que um homem que nunca me educou podia me bater? Ou por que, apesar de ele não colocar comida em nossa casa, precisávamos tirar da nossa boca para dar a ele, quando já recebe o suficiente de Oh Sewang? Ou ainda, por tudo o que ele fala é um dogma? Por que Sehun não pode sair? Ou por que na missa são lidos versículos numa linguagem tão difícil que nenhum de nós consegue entender? Eu pude sair, aprendi a ler até certo ponto, por conta que Sewang achava necessário para que realizasse as compras na cidade. Eu convivi com ciganos, conversei com os protestantes também. Obviamente, tudo por debaixo dos panos. Os ciganos pareceram mais agradáveis. Qual é a diferença entre eles e nós no fim das contas? Quanto valemos, afinal? Mas toda vez que vejo Sehun e outros se ajoelhando aos pés dele, pedindo com tanta devoção sua bênção e acreditando em tudo que ele fala, me pergunto se estou enlouquecendo.



Um sorriso de muitas emoções marcou a face pálida do Kim. Havia tristeza, obviamente, porque existiam razões aparentes. Entretanto a felicidade era superior, graças ao fato de que, ao menos um deles, não havia caído naquela lavagem cerebral.


— Haverei de te contar muita coisa. — comentou Junmyeon. — De qualquer forma, peço para que fale com Kyunghee.


— No que minha irmã se relaciona a isso? — questionou, curioso e preocupado.


— Isso somente ela poderá dizer.



| 세호 |


O rosto quente e avermelhado suava enquanto o punho subia e descia rapidamente contra a genitália.


Havia pensado muito, enquanto se remexia no colchão da cama, se valeria a pena cometer um pecado daquele tamanho. Um verdadeiro crime em diversos sentidos. Porém, por mais que fugisse dos pensamentos da mesma forma que o Diabo fugia da cruz, as sensações no baixo estômago voltaram. A imagem do Kim mais velho: o corpo, o calor, a preocupação, o rosto bonito, tudo o que se associava a ele, uma figura completamente masculina. Não havia mais como dizer para si mesmo que o que ocorreu consigo nos primeiros dias em que se conheceram havia sido uma coincidência. Não quando a ereção se mantinha entre as coxas pouco gordas.


Estava pecando sexualmente pela primeira vez, e por um homem. Um maldito homem onze anos mais velho que si próprio, com a vida resolvida. Estava tendo espasmos pensando em um pênis no lugar de um par de seios. E quando o líquido branco e pouco espesso banhou a mão, as lágrimas de culpa e auto-ódio vieram junto.





Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...