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História The Price Of Love - MY - Capítulo 10


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Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 10 - - Visit Nasty -


Fanfic / Fanfiction The Price Of Love - MY - Capítulo 10 - - Visit Nasty -

“Aos tolos, vis, hipócritas e toda sorte de gente estúpida e desprezível, minha indiferença e meu silêncio.”

~ Augusto Branco

HANA

Não posso afirmar com todas as letras que confio nele, afinal a convivência entre Yoongi e eu não começou de modo saudável. Fomos forçados a nos casar sem ao menos nos conhecer, e o mais velho sempre deixou bem óbvia qual era sua opinião a respeito disso.

As coisas obviamente mudaram, não sei dizer quem foi o grande responsável por lhe dar o toque de realidade, mas quero agradecer imensamente a essa pessoa por tê-lo acordado no meio de todo esse pesadelo. É difícil para Yoongi, mas ele precisava perceber que as coisas foram duas vezes piores para mim.

Nunca cobrei sua obrigação de marido porque não temos absolutamente nada, mas esperei por respeito desde a primeira vez que nos vimos. Acreditei em um sonho inocente de que aquele homem imponente sobre o altar, iria facilmente entender a dor de uma garota assustada.

Não foi isso que aconteceu, e depois de semanas vivendo no inferno, agora consigo finalmente enxergar uma trégua ao fim de toda essa tortura. Obviamente nunca o culpei pelas escolhas diretamente, ambos fomos pegos de surpresa e presos em um relacionamento completamente teatral.

Yoongi tem me mostrado uma versão até então inexistente, a mesma que ainda sequer acredito que exista. Seu apoio tem me deixado forte, sua compreensão tem se mostrado madura, e o arrependimento por tudo o que me fez passar é algo estampado sem máscaras em seu rosto.

Por trás do rosto de fera selvagem, sempre esteve um gatinho assustado em busca de se autocompreender. É óbvio que Yoongi sente medo de alguém, e ao julgar por seu comportamento, ouso dizer que é senhor Min quem o deixa acuado e apto a ser manipulado da pior maneira.

Me sinto aliviada em saber que posso focar em outras preocupações do que ficar gastando energias discutindo com Yoongi, afinal seu cérebro parece ter finalmente encontrado seu lugar original. Ele vem agindo como um exemplo de marido, chegando até a me deixar mal acostumada e desconfiada de tantos gestos atenciosos.

Tive uma ótima noite de sono após o passeio maravilhoso que tivemos, o que me fez acordar bem disposta para enfrentar mais um dia de tarefas na universidade. Apenas tomei um banho rápido e me vesti com roupas adequadas para o clima frio, pois apesar de o sol se fazer presente, as temperaturas se recusam a subir nesta época do ano.

Não tive pressa ao me arrumar, afinal acreditei que havia acordado no horário de sempre, sem o auxílio de um despertador. Claro, não devo esperar o ajuda do destino todos os dias, se quero ser alguém importante, preciso me organizar melhor e infelizmente contar com um pouco de sorte.

Peguei minha bolsa e segui para fora do quarto, foi quando me deparei com Yoongi saindo às pressas do dele. O mais engraçado foi ver a forma que sua camisa estava abotoada, e a gravata completamente torta como se estivesse acabado de despertar com uma ressaca terrível.

– Hana, também se atrasou hoje? – o mais velho perguntou sem ao menos me dar bom dia, porém desta vez havia desespero em sua voz e não o mau humor com o qual costumava me tratar.

– Atrasada? Claro que não est... – parei de falar assim que avistei o relógio antigo pendurado em uma das paredes. – Merda! Eu estou muito atrasada.

– Ei, tenha cuidado. Escadas não são feitas de borracha. – disse ele ao me ver descer correndo pelos degraus.

Claro, não havia muito o que fazer diante de quase uma hora de atraso, então fiz o que toda pessoa sensata faria, decidir não dar as caras na universidade e tirar um dia de folga para mim. Yoongi somente ligou para empresa e cancelou a reunião na parte da manhã, ficando mais tranquilo na hora de me acompanhar na primeira refeição do dia.

Fizemos piada com toda a situação, ainda que estejamos lindamente encrencados por conta de nossa pequena falha. Não há como nos culpar por dormir mais que a cama, quem foi que disse que devemos ser perfeitos a todo instante?

– Bom, acho que vou para a empresa. Você quer carona para algum lugar? – ele indagou, logo se levantando da mesa após limpar a boca com um dos guardanapos.

– Não vou sair agora. Se eu precisar posso usar meu carro, não se preocupe.

– Tudo bem. Nos vemos a noite então. – o mais velho respondeu tranquilamente. – Pense naquilo que te falei, sobre irmos jantar fora.

– Certo. Prometo que vou pensar com carinho. – ele apenas sorriu, iria seguir seu caminho caso eu não houvesse notado um pequeno problema. – Yoongi, espere! – o mais velho ficou parado no meio da sala, e me encarou curioso assim que me aproximei para arrumar a gravata torta. – Agora está ótimo. Tenha um bom dia.

– Hum... Acho que ainda falta uma coisa. – disse ele, logo segurando minha cintura com carinho e unindo nossos lábios em um beijo calmo. – Tenha um ótimo dia, Hana.

Então ele seguiu até a porta, me deixando de pernas bambas e ainda em choque depois do beijo. Obviamente Yoongi não se deu conta de como me deixou, caso contrário teria ficado por mais tempo rindo do estado em que me encontro.

Quando finalmente me recompus, voltei ao meu quarto com um sorriso enorme estampado no rosto. Confesso que não é sempre que meu dia começa feliz, e até desconfio da forma que ele pode se encerrar no final da tarde. De certo modo preferi ficar relaxando do que pensar em possíveis problemas, os momentos de paz realmente precisam ser curtidos a cada minutinho.

Passei boa parte da manhã terminando de ler um dos romances que encontrei na biblioteca, o único cômodo da casa pelo qual me apaixonei perdidamente. Apenas percebi que havia ficado horas atirada sobre a cama, quando Yura veio me chamar para o almoço.

Esperava ao menos que Yoongi fosse vir me fazer companhia, mas como ele disse mais cedo, haverá uma reunião por volta do meio-dia, o que irá contribuir para que seu retorno seja apenas no final da tarde. O fato é que não gosto de ter minhas refeições sozinha, principalmente quando sei que nossa casa vive cheia de funcionários que se recusam a socializar por alguma razão.

– Yura, sente-se e almoce comigo, por favor. – pedi educadamente, vendo a garota recuar assustada diante do convite. – O que houve?

– Obrigada pelo convite, senhora. – ela respondeu ainda de cabeça baixa. – Não posso aceitar, funcionários devem comer na cozinha.

– Não na minha casa, você não é diferente de mim. – insisti, me levantando para tentar convencê-la. – Por favor, eu odeio comer sozinha.

– Mas, senhora Hana...

– Por favor, acho que já conversamos sobre me chamar de senhora, isso não me deixa nem um pouco confortável. – respondi puxando a cadeira para ela se sentar. – Sente-se, eu vou servi-la.

– Não precisa, senh... Hana. – disse ela já se sentando, porém um pouco envergonhada enquanto eu lhe servia uma porção. – Obrigada.

– Temos quase a mesma idade, é estranho ser tratada como superior sendo que claramente dispomos da mesma composição física. – a mais nova permaneceu calada por um tempo, mas logo reagiu com um sorriso simples.

Durante toda a refeição, Yura e eu conversamos sobre nossas vidas. Pude conhecê-la melhor, saber que sua família ainda mora no interior e seu grande sonho é trazê-los para Seul. A mais nova disse que não visita os pais há pouco mais de dois anos, e que sente muita saudade dos mesmos e de seus irmãos.

Prometi que conversarei com Yoongi para lhe dar alguns dias de folga, assim como irei ajudá-la com os custos da viagem para que ela possa acabar com a saudade que tanto aperta seu coração. Apesar de ter nascido e sido educada em berço de ouro, jamais me senti melhor que ninguém por simplesmente dispor de uma condição de vida estável.

Acabei desistindo de ir para aula de dança também, tirei a tarde para explorar a casa e a propriedade onde vivo há algumas semanas. Não conheço tudo, não tive tempo tendo em vista que passava boa parte dele discutindo com a versão babaca de Yoongi.

Me senti como uma arqueóloga em uma expedição de grande importância, fiz descobertas incríveis, como a coleção de troféus que Yoongi mantém a sete chaves em uma das salas. Ele é simplesmente uma caixinha de surpresas, pena que nem todos são capazes ou têm a liberdade de explorar todos os enigmas que o compõem.

Depois de meu tour por toda a propriedade, decidi retornar à sala para procurar por Yura, no entanto, não encontrei a cena de paz que esperava. Ouvi vozes conhecidas, inclusive a de alguém que venho fazendo absolutamente tudo para evitar nos últimos dias.

– Onde está minha filha, coisinha inútil? – minha mãe indagou, deixando Yura completamente acuada diante de sua arrogância.

– Não fale com ela desta maneira, não está em sua casa. – a repreendi sem pensar duas vezes, saindo em defesa de minha mais nova amiga. – Tudo bem, Yura?

– Prefere se preocupar com uma empregadinha qualquer do que com sua mãe? – a mais velha indagou, sendo completamente ignorada por alguns instantes. – Hana, estou falando com você.

– É minha mãe apenas quando te convém, senhora Park. – rebati tendo finalmente coragem de enfrentá-la com igualdade. – Não está em sua casa, e aqui Yura é minha amiga, não apenas uma funcionária.

– Isso não anula o fato de quem eu sou, ainda tenho autoridade materna sobre você.

– Me poupe, senhora Park. Não se importou com seu maldito direito materno quando me atirou em um casamento arranjado. – respondi no mesmo tom usado por ela. – Yura, pode ir. Eu dou um jeito nela.

– Tudo bem, Hana. – disse a mais nova me mostrando um breve sorriso. – Devo trazer um chá ou uma água?

– Não, você não irá servi-la. – respondi calmamente, encarando a mais velha que parecia se encher ainda mais de raiva. – Ela já está de saída, não vai ficar por muito tempo.

Então a mais nova concordou, e seguiu até a cozinha sem se dar conta do olhar mortal que estava em sua direção. Mesmo tendo convivido com tamanha arrogância durante anos, nunca tive coragem de rebater minha mãe desta maneira. Acontece que finalmente me cansei, cheguei ao meu limite depois que percebi que não tenho tanto valor assim para a mais velha.

Ao ser lançada em um casamento arranjado, me vi como um objeto completamente descartável nas mãos de meus pais. Me senti como uma marionete para eles, onde simplesmente puxam as cordas e me deixam no local e situação que melhor convém à conta bancária deles.

– O que a senhora veio fazer aqui?

– Vim visitar minha filha, isso não é óbvio. – disse ela, fazendo questão de observar atentamente cada detalhe da decoração da sala principal. – Deveria me servir um chá, afinal sabe que é bem difícil fazer visitas a alguém.

Para encerrar aquele clima tenso, apenas deixei que ela falasse sozinha boa parte do tempo. Não lhe servi absolutamente nada, afinal não me sinto na obrigação de dar algo para alguém que simplesmente chega acreditando que pode mandar em tudo.

Obviamente sua visita tem um ponto de interesse, e depois de quase meia hora de elogios falsos e reclamações da vida, ela decidiu tocar no assunto delicado de antes. Em sua mente doentia e manipuladora, eu preciso arrumar urgentemente uma forma de engravidar de meu marido, fazendo assim o contrato se estender por mais tempo e por total obrigação de ambas as partes.

Jogo sujo, mas nada que me surpreenda partindo de alguém que idolatra o dinheiro como se fosse o ser supremo de uma religião. Para minha mãe a felicidade nunca importou, talvez por ter sido infeliz durante boa parte da existência que ela chama orgulhosamente de vida.

– A senhora só pode ter perdido o juízo. – gargalhei com certo tom de ironia. – Já disse aquele dia, não sou e nem vou ser a vadia que a senhora deseja que eu me torne, mamãe.

– Acha que o amor se sobressai aos bens materiais, querida? Sentimentos não alimentam o ego, tampouco a conta bancária. – ela respondeu se mostrando ofendida com meu modo de pensar. – Você me enche de desgosto, criança. Achei que estivesse deixado bem claro os meus ensinament...

– E eu acreditei que estivesse deixado bem claro que as portas desta casa estão abertas apenas para meu cunhado, senhora Park. – me assustei com a voz de Yoongi, então me dei conta de que ele estava ouvindo absolutamente todas as asneiras ditas pela mais velha. – Acho que sua visita acaba aqui. Já pode ir, senhora.

– Querido, você está enganado.

– Por favor, não me force a lhe faltar com respeito. – meu marido disse ainda parado na porta, visivelmente controlando para não explodir em fúria. – Apareça nesta casa somente se for convidada.

– Eu compreendo. – ela respondeu completamente envergonhada, logo pegando a bolsa e tentando sair de cabeça erguida. – Boa noite, meus queridos.

Assim que ela passou pela porta eu desabei, a única forma que meu corpo encontrou de se livrar da pressão novamente imposta pela mais velha. Também me veio o medo de acreditar que talvez Yoongi pense que estou compactuando com tudo isso, logo agora que estamos nos dando tão bem.

Foi então que senti seus braços envolverem meu corpo, e o perfume forte invadindo minhas narinas e de certo modo me trazendo calma. Aos poucos e com toques carinhosos ele trouxe de volta a paz que a mais velha expulsou, evitando assim uma possível crise depois de ouvir aquela quantidade de absurdos.

– Ela já foi, Hana. Vai ficar tudo bem.

É isso o que ele pensa, e por ora prefiro acreditar que seja a verdade.

É isso o que ele pensa, e por ora prefiro acreditar que seja a verdade.


Notas Finais


Olá, amores!

Senhor Min já chegou ateando fogo no parquinho.

Espero que tenham gostado.

Perdão pela imensa demora, irei deixar uma breve justificativa em meu mural de mensagens, se puderem deem uma lida no textinho, por favor.

AMO VOCÊS! <3

~ Sweet


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