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História The Prince (MALEC) - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


Hello Babys❣

Então né, KKKKKK só queria avisar que o capítulo não sou do jeito que eu planejava... mas espero que vocês gostem, eu estava tão perdida depois que passei dias sem internet que eu havia perdido a noção do tempo e tive que fazer esse capítulo nas pressas pra não deixar vocês sem nada hoje. Enfim espero que curtam o cp de hoje
Boa leitura ❣

Capítulo 16 - Fake News




Isabelle Lightwood Point of view 


  Não tinha nada pior do que acordar em ressaca do que acordar de ressaca completamente nua na cama de um estranho. Levantei rapidamente e comecei a catar toda as minhas roupas que estavam jogadas pelo quarto, esfreguei minhas têmporas na tentativa falha de afastar a dor de cabeça que já me consumia por completo. Praguejei mentalmente enquanto pegava minha calcinha que estava pendurada em cima da TV de lede do quarto do Oliver ou seria Dean? Não me lembrava bem do nome dele, a vesti e quando estava colocando o sutiã Dean ou Oliver (não sei) falou:

- Bom dia. – bocejou enquanto esfregava as têmporas – Já vai?

-Sim! – falei colocando meu vestido.

  O encarei e o mesmo estava sentando com as costas na cabeceira da cama ele estava fodidamente gostoso com os cabelos desgrenhados e os lábios inchados, olhei para seu pescoço e vestígios da noite passada eram evidentes. Sorri mordendo o lábio inferior, quando pensei na hipótese de repeti a dose meu celular começou a vibrar sem parar. Porra! O peguei sobre a cômoda e destravei e logo de cara havia uma manchete das grandes e eu arregalei os olhos e pensei, fudeu!

- Caralho! – falei alto.

- Aconteceu alguma coisa? – ele perguntou se levantando completamente nu, mostrando sua ereção matinal.

- Eu preciso ir, agora! – peguei meu sobretudo que estava jogado no chão e vesti, eu não conseguia nem raciocinar direito peguei meus saltos altos coloquei sair porta a fora.

  Puta merda! Era só isso que eu conseguia pensar naquele momento, parei o primeiro taxi que passou e adentrei, falei meu destino para o senhor e o mesmo assentiu. Disquei o número de Alec e o mesmo só dava caixa postal. Porra, porra, porra! O que eu iria fazer agora? Respirei fundo tentando me acalmar e novamente destravei o celular lendo pela milésima vez aquela matéria. Se Maryse vice aquela matéria ela iria surtar e com certeza iria como em um passo de magia tele transportar Alec para Idris. Graças ao anjo que eu havia voltado de Londres ontem, a costureira teve que adiar a prova do vestido do baile de Natal para hoje.

O taxi adentrou os grandes portões da minha “modesta” casa e rapidamente eu paguei o taxista e insistir que o mesmo ficasse com os 80 dólares como gorjeta já que ele não tinha troco para tirar 20 dólares de 100 o que gerou uma grande insistência para ele aceitar. Antes dele protestar novamente eu sai de dento do carro parecendo um furacão o que arrancou alguns olhares assustados e outros curiosos dos guardas que ficavam em frente da residência.

   Ignorei todos que estavam circulando por lá, eu nunca fui de fazer isso, mas a ocasião pediu. Eu precisava chegar ao quarto de Jace antes de encontrar Maryse pelos corredores, e como a vida tivesse me pregando alguma peça eu a encontrei enquanto passava pelo corredor de seu escritório.

- Para onde você nessa pressa toda? E porque ainda está com a mesma roupa da noite anterior? – Ouvir sua voz nas minhas costas.

Pelo seu tom de voz ela ainda não havia visto a matéria sobre Alec, agradeci aos céus por aquilo. Virei lentamente e a mesma me encarava com desaprovação.

- Você não respondeu nenhuma das minhas perguntas. – falou seria.

A encarei de volta.

- Eu passei a noite fora!

- De novo? Até quando você vai viver nessa vidinha, Isabelle!? – falou furiosa – Isso é uma...

- Isso é uma desonra para a família, blá, blá, blá. – a interrompi – Desonra vai ser quando todos descobrir que Alec está sendo obrigado a se casar com alguém que não ama só para não perder o trono para um dos filhos do Benedict!

Me virei e senti sua mão segurar meu braço com força.

- Dá onde você está tirando isso? Quer saber, não responda. Escute aqui, você pare com esse assunto, você quer o quer? Quer nos destruir é isso?

- Eu só quero a felicidade do meu irmão, você como mãe deveria prezar por isso. – falei puxando meu braço das suas mãos que o segurava com firmeza.

- O que é felicidade pra você? Viver na cama de um e de outro como se fosse uma vagabunda noturna?

Senti meus olhos lagrimejarem, eu não iria chorar em sua frente, não mesmo. Respirei fundo

- Se me permite, preciso ir ao banheiro – joguei meus cabelos para trás – A Vagabunda noturna precisa trocar de roupa. – falei seca enquanto me retirava.

- Isabelle! – ouvir sua voz furiosa e a ignorei subindo ligeiro as escadas.

  Cheguei em frente a porta do quarto de Jace e limpei algumas lagrimas que insistiam em cair antes de adentrar com tudo no seu quarto.

  O quarto estava escuro exceto pela frecha de luz que adentrava no meio das cortinas brancas pesadas. Rapidamente puxei uma das cortinas levando luz aquele ambiente que era impecável, mas que agora havia roupas espalhadas pelo chão.

- Que porra é essa? – Jace esbravejou se sentando e colocando as mãos no rosto assim que a claridade bateu em seus olhos.

- Levanta agora! – gritei puxando a outra cortina assim iluminando o quarto por inteiro.

- O que é isso? – uma loira saiu de baixo das cobertas e me olhou incrédula.

- Vaza! – falei pegando suas roupas e jogando em cima dela.

- Mas, o que... – falou se levantando e enrolando o lençol no seu corpo.

- Você não ouviu direito? Vaza agora! – joguei as roupas para ela e fui até a porta do quarto de Jace.

- Você havia dito que não namorava! – ela esbravejou para Jace.

Jace assistia aquilo tudo com um olhar entredito.

- E não namora, não que seja da sua conta, mas sou irmã dele. Você pode escolher qualquer quarto de hospede para se vestir. – falei assim que ela se pós para fora do quarto – Desculpas! – fechei a porta na sua cara.

- O que porra foi isso? – perguntou levantando só de box preta.

Destravei o celular e entreguei para ele.

- Veja com seus próprios olhos.

Ele pegou o celular e leu tudo atentamente antes de falar:

- Puta que pariu, achei que ele estava em Los Angeles não em Miami!– arregalou os olhos – A mamãe vai matar ele.

- Deixa de ser idota isso não é ele. – revirei os olhos, pois já sabia de toda a verdade e ele me olhou sem entender nada.

- Como não? Olha isso – encarou a foto pela milésima vez – Os cabelos, os olhos, o perfil dele, isso é Alec.

- Não é, porra! – esbravejei.

- Ei qual é, deixa de estresse, o que aconteceu? – falou colocando uma calça e se sentando ao meu lado na beira da cama.

- O de sempre, a mamãe... – engoli em seco.

- Ok, essa família só tem problemas. – falou me abraçando e eu sorri.

- Pode me soltar – levantei ligeiro – O ponto aqui não sou eu e sim Alec, o que vamos fazer?

- Precisamos ligar para ele o mais rápido possível.

- Você acha que eu não tentei fazer isso? O celular dele só da caixa de mensagem.

- Quando eu penso que não pode piorar. – suspirou pesado.

- Temos que dá um jeito nisso. – falei.

- E vamos dá, mas primeiro você tem que me atualizar do que está acontecendo aqui.

Alec Lightwood Point of view


  Acordei mais feliz do que nunca, as coisas pareciam realmente está fazendo sentindo na minha vida pela primeira vez desde a morte do meu pai. Levantei fiz minha higienes e terminei de arrumar minhas malas já que a partir de hoje eu era oficialmente vizinho de Magnus. Magnus... Sorri lembrando do dia de ontem. Depois de arrumar tudo, peguei minhas malas e fui direto para a recepção do hotel fazer o check out e pagar todas as despesas antes de seguir para o meu apartamento. Era estranho chamar o apartamento de “meu”, eu sempre sonhei em ter minha própria casa e agora eu tinha por mais simples que ela fosse e pela primeira vez na vida eu poderia viver do jeito que eu sempre quis, eu podia ter uma vida normal sem esse lance de paparazzi em cima de mim toda hora querendo flagrar algum deslize meu para jogar na mídia e dependendo da matéria eu ser julgado por não ser a pessoa mais certa para governar Idris.

Governar Idris.

  Fechei os olhos com força me lembrando desse pequeno “grande” detalhe. Enquanto eu estava vivendo uma vida de “conto de fadas” aqui, fingindo ser um cara normal (que aparentemente eu não era), Idris com certeza estava uma loucura por conta do casamento, do baile... O mesmo iria acontecer daqui a uma semana e com toda certeza do mundo ele iria mudar minha vida completamente e eu não sabia o que fazer, só de pensar nesse assunto eu ficava com vontade de sumir, sem deixar nenhum sinal para que ninguém conseguisse me encontrar. Balancei a cabeça negando esses pensamentos, eu iria pensar no agora, aliás, uma coisa que dá medo de cada vez, certo?

  Sai do hotel e olhei as horas no meu relógio de pulso e eram exatamente seis e dez da manhã, por sorte consegui um taxi mais rápido do que eu imaginei. Já dentro do mesmo tirei o celular do bolso e vi que o mesmo estava descarregado, eu estava tão feliz ontem que nem me lembrei de colocá-lo para carregar, boa, Lightwood! Revirei os olhos e guardei o mesmo novamente no bolso da mochila. Encarei a janela do carro e o pequeno som estava tocando Habit do Louis Tomlinson.

You’re the hight that I nedd right now” – cantarolei sem nem menos perceber.

  O motorista do taxi me olhou pelo pequeno retrovisor e sorriu assim aumentando o som, retribui o sorriso e fechei os olhos deixando que meus pensamentos embalassem junto com a música. Depois de incontáveis minutos ouvir uma voz bem distante, mas ao menos tempo bem perto e abrir os olhos lentamente.

- Chegamos. – o taxista falou sorridente.

  Passei as costa da mãos nas têmporas, eu estava morto de sono havia dormido tarde ontem e acordado cedo demais hoje. Depois de me despedir de Magnus eu havia ido ao shopping comprar algumas coisas (que eu deduzir ser necessária para o apartamento) e aquilo levou horas e mais horas de chatice e estresse. Eu já disse que odeio fazer compras?

   Sorri para o homem, e desci do carro seguido dele. O mesmo retirou minhas três malas de dentro do porta malas enquanto eu pegava o dinheiro da corrida, lhe entreguei o dinheiro e o mesmo sorriu me desejando um bom dia. Ainda em frente do pequeno prédio eu podia ver a moto de Magnus estacionada o que fez minha mente viajar até o dia em que andei com ele e só de lembrar senti o sangue correr mais depressa, fiz uma careta pra mesma e adentrei.

  Subi alguns lances de escada por causa que o elevador estava quebrado, e que segundo Magnus só Deus sabe quando iriam arruma-lo e finalmente cheguei no corredor que ficava meu apartamento. O mesmo estava silencioso e não havia ninguém circulando por ele, devagar caminhei até a porta do meu apartamento e antes de abri-la encarei a porta do de Magnus e sorri. Coloquei a chave na fechadura e a abrir, adentrei no mesmo e o ar quente do ambiente me fez se sentir aconchegado.

Finalmente em casa. – pensei.

  Forrei um grosso lençol no chão e me sentei sobre o mesmo, retirei da mochila meu notebook o colocando sobre meu colo. Eu precisava fazer alguma coisa pra passar tempo já que eu havia vindo cedo para o apartamento porque as coisas que comprei na noite anterior iria chegar agora de sete e quinze. Coloquei meu celular pra carregar e liguei o notebook.

   Assim que o notebook ligou encarei por alguns segundos a tela de fundo que era meu pai sentando na cadeira de seu escritório com ás pernas cruzadas e penduradas sobre a mesa o mesmo segurava o violão enquanto sorria. Eu me lembrava perfeitamente daquela fotografia, aquela foi a primeira foto que havia tirado com a câmera que tinha ganhado de aniversário, lembro que quando cheguei na sala Robert estava cantarolando Brother do Kodaline para Jace, Max e Izzy, ele sempre falava que aquela música combinava comigo e com meus irmãos por isso sempre cantava para nós. Desde aquele dia foi despertado em mim a paixão por fotografias. Um sentimento de saudades tomou conta do meu corpo e eu respirei fundo afastando aquele pensamento.

  Abrir a pasta de fotos e procurei a foto de Magnus, eu precisava terminar de edita-la. Assim que a encontrei observei os traços asiáticos do moreno e suspirei pesado, ele era tão lindo a foto que eu havia tirado foi no dia em que ele dormiu no hotel. Eu sabia que a fotografia não precisava de nenhuma edição já que ela estava perfeita, então apenas coloquei alguns efeitos que realçou ainda mais sua beleza exótica. Depois de encara aquela foto por mais tempo do que pensei fui tirado do meu transe quando ouvir algumas batidas lentas na porta, rapidamente me levantei colocando o notebook de lado e fui abrir a porta.

  Assim que abrir a porta me deparei com dois homens trajando as mesmas roupas blusas azuis escura e calças pretas e botas, eles se apresentaram como entregadores eu assenti. Depois de alguns minutos eles já haviam subido com todas as encomendas e a pequena sala estava cheias de caixas gigantes o que a deixou ainda mais pequena.

[...]

   Cheguei na loja faltando vinte minutos para as oitos e a mesma ainda estava fechada, como eu ainda não havia tomando café da manhã fui até a pequena cafeteria que eu já havia virado cliente número um. Fiz meu pedido e pedi algumas panquecas a mais para levar para Magnus já que ele havia gostado da mesma e para a Cat. Eu estava meio que inclinado no balcão conversando com a Clary quando ouvir uma voz atrás de mim.

- Bom dia! – ouvir uma rouca perto do meu ouvido.

Virei lentamente e me deparei com Magnus sorridente atrás de mim.

- Bom dia. – sorri.

Magnus se aproximou e deixou um selinho rápido em meus lábios, fechei os olhos e sorri.

- Isso foi um ótimo bom dia. – falei.

Ele sorriu e colocou a mão sobre a minha.

- Desculpas interromper, mas suas panquecas já estão prontas. – Clary falou colocando duas sacolas de papel com o símbolo da cafeteria em cima do balcão.

- Panquecas? – Magnus perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

- Sim, comprei para nós.

- Parece que você lê meus pensamentos – sorriu – Vim aqui justamente comprar para nós.

- Então você me deve panquecas, Sr. Bane. – beijei a pontinha de seu nariz.

- Estão juntos finalmente? – Clary perguntou risonha.

Olhei para Magnus e ele estava corado.

- A g-gente...

- Alec, relaxa, desde aquele dia que vocês vieram aqui eu sabia que iria rolar algo. – Clary falou – E como vocês fazem um casal bonito irão ganhar uma fatia de bolo de chocolate como cortesia.

- Vou usar isso no banco pra ver se eles diminuem minha dívida. – Magnus sussurrou risonho.

Peguei as sacolas que invés de duas agora eram três por causa da do bolo e paguei a Clary, Magnus e eu nos retiramos da cafeteria.

  O caminho até a loja foi tranquilo, vez ou outra Magnus fazia um carinho na minha mão e eu as vezes beijava sua bochecha e ele ficava parecendo um tomate de tão vermelho.

[...]

  Estávamos na hora do almoço na pequena sala que ficava no primeiro andar da loja, Magnus estava sentado com os pés em cima das minhas pernas e Cat estava resmungando depois de ter visto alguma coisa no celular.

- Porra! Meus namorados é muito gostoso! – exclamou ela.

- Começou! – Magnus falou revirando os olhos.

- O que? Olha isso – ela falou mostrando para mim e Magnus uma foto de Raphael e Ragnor sem camisa e suspirou – Muito gostoso.

Sorri e Magnus fez careta.

- Babona demais. – Magnus murmurou.

- Vai dizer que você não fica assim vendo as fotos do Lighgato?

Magnus corou.

- Falando nisso, qual seu instagram? – ela falou apontando para mim.

  Eu tinha dois instragram, o meu oficial que era público e que tinha centenas de seguidores, mas eu não mexia muito e quem atualizava ele era Charlotte e um privado que só Jace e Izzy sabiam que existiam e eu postava todas as minhas fotografias e coisas do dia a dia.

- Lightphotos. – falei.

Ela deslizou o dedo no celular e falou:

- Uou uma foto um tanto incrível.

  Ela estava falando da minha foto de perfil, a mesma era eu sentado em uma grade amarela eu usava um moletom cinza de touca e uma calça preta e tênis ao fundo havia um céu repleto de várias estrelas.

- Prontinho já mandei a solicitação é só você aceitar.

- Claro.

Sorri.

  Retirei o celular do bolso da calça e o mesmo ainda estava desligado já que eu havia retirado ele do carregador e esquecido de ligar. Apertei no botão de ligar e esperei alguns segundos e quando o mesmo ligou por completo começou a chegar mensagens e notificações uma atrás da outra.

Jace Lightwood Point of view 


  Me sentei na cama e Izzy começou a contar tudo o que estava acontecendo com Alec, a mesma não parava de falar um segundo enquanto andava de um lado para o outro. Eu ouvia atentamente tudo, até que ela terminou relatar.

- Puta que pariu! – exclamei – Alec trabalha em uma loja de brinquedos. – falei surpreso.

- Depois que de tudo que te contei a única coisa que você prestou atenção foi nisso? –Isabelle parou de andar e me encarou incrédula passando as mãos pelos seus cabelos negros.

  Encarei Isabelle que estava parada em minha frente com o celular na mão e tentei absorver o máximo de tudo que ela falava. Mas a única coisa que eu realmente fiquei surpreso foi saber que ele trabalha em uma loja de brinquedos.

- Você ouviu a parte que te falei que Alexander Gideon Lightwood vulgo o futuro Rei deste país, está apaixonado por um cara que provavelmente a essa atura estão namorando e que ele está trabalhando em uma loja de brinquedos em New York e daqui a alguns dias ele vai ficar noivo de Lydia só pra assumir a droga de um trono? Se a mamãe ver essa matéria vai matar ele, Jace! – falou jogando as mãos para o alto.

- Você queria que eu prestasse mais atenção na parte que você falou “Alec está apaixonado por um cara”, sendo que isso não é segredo para ninguém que ele é gay? – falei.

- Não! Eu só quero que você preste atenção na parte de que se a mamãe souber que ele é gay e que está namorando com um cara, e que está morando em New York ao invés de estar aqui com a sua “futura noiva” – fez aspas no futura noiva- ela vai querer matar ele. Alec vai perder o trono pra um dos filhos de Benedict! – falou nervosa – Você sabe que depois que o papai morreu Alec é a única pessoa que realmente é capaz de liderar isso tudo, e se essa matéria chegar até o conselho mesmo sendo mentira Alec vai perder tudo!

  Seus olhos se encheram de lagrimas e eu senti meu peito apertar. Era muita pressão que a mamãe colocava nele, ele sempre fazia tudo só para vê-la feliz, Alec sempre era o filho perfeito abria mão de tudo só para realizar os desejos da Maryse. E ver que ele está vivendo do jeito que sempre sonhou e sendo quem realmente era me deixou completamente orgulhoso.

- Qual é Izzy, Alec pela primeira vez na vida está feliz e está tendo a vida normal que ele sempre quis.

- Eu sei. – sorriu fraco – Nosso garoto agora está grande e sendo ele mesmo eu fico tão feliz por isso. – falou se sentando ao meu lado – Estou tão orgulhoso dele Jace, só tenho medo do que a mamãe é capaz de fazer pra acabar com essa felicidade.

- Ela vai ter que entender, Izzy, isso é quem realmente ele é. Ele está feliz assim e eu vou protege-lo de Deus e do mundo e principalmente da mamãe, não vou deixar que ninguém acabe com isso. Se for preciso me viro contra todos só para protege-lo.

Izzy me olhou e seus olhos brilharam.

- Vamos fazer de tudo pelo nosso garoto. – falou decidida.

- Isso ai! Pra começar temos que dá um jeito de tirar essa matéria do ar.

- Acho que vai ser um pouco impossível já está postada em três sites diferentes. – falou mexendo no celular.

- Mas são sites pequenos, só precisamos de alguém para derruba-los.

Encarei Izzy e sorri a mesma balançou a cabeça negando.

- Nem pense nisso!

- Eu não falei nada. – sorri sacana.

- Não vou fazer isso.

- Você vai, é só uma ligação Izzy, e de urgência.

- Jace eu não ligo para ninguém que eu já transei. E outra não tenho o número dele.

- Mas isso é uma urgência. E se eu me lembre bem, vocês já ficaram mais de uma vez quando você foi para New York. Agora liga para ele.

Puxei o celular de sua mão e coloquei na lista de contado procurando o nome “Nerd gostoso”.

- Me dá meu celular.

  Ela falou pulando em cima de mim e eu rapidamente me levantei e subi na cama a mesma ficou pulando tentando pegar o celular da minha mão enquanto me praguejava. Levantei os braços e deslizei os dedos sobre o mesmo achando finalmente o nome “Nerd gostoso”.

- Achei que você não tinha o número dele. – sorri sarcástico.

Disquei e no segundo toque ele atendeu.

“Isabelle!”

- Toma! – sussurrei colocando o celular no viva voz e lhe entregando.

Ela me olhou com um olhar mortal e puxou o celular da minha mão.

-Simon, oi!

“Está tudo bem? Qual o motivo dessa ligação surpresa?” – falou todo meloso.

- Que nojo! – falei baixo e ela me deu o dedo do meio e eu sorri.

-Preciso de um favor seu... – Izzy falou me encarando.

“Ah!”

A linha ficou muda alguns segundos, eu já estava agoniado então puxei o celular de sua mão e falei:

-Vai ajudar ou não?

-Jace, me dá esse telefone agora! – Izzy gritou.

“Izzy...” – ele falou e ela puxou novamente o celular da minha mão.

-Perdoa meu irmão, ele não tem jeito pra falar com ninguém!

Me olhou furiosa.

“Ele não tem jeito pra falar comigo, isso sim” – murmurou.

- Eu apenas não tenho paciência com você Simoella. – falei me sentando na cama.

A linha ficou muda novamente.

-Você pode nos ajudar, digo, você pode me ajudar? – Izzy falou calma.

“Se eu fizer alguma coisa vai ser por sua causa, e não desse brutamonte que você chama de irmão!”

  Simon Lewis e eu nos conhecemos em New York quando Izzy foi convidada para fazer um ensaio fotográfico para a revista New York Magazine e o Lewis era o fotografo. E desde aquele dia eu amava implicar com Simonella.

- Acho que isso é amor, você quer me beijar? – zombei.

“Prefiro beijar a bunda melada de um babuíno do que você!”

- Cala a boca os dois! – Izzy gritou colocando o celular em cima da cama – Você pode me ajudar?

“Depende, o que você quer que eu faça?”

Izzy explicou que aquela matéria era falsa e que precisaria sair do ar o mais rápido possível por que poderia prejudicar alguém.

“Isso é impossível fazer três sites sair do ar em meia hora, preciso de pelo menos duas horas para decodifica-los”

- Mais é possível? – perguntei.

“Sim é possível, mas preciso de duas horas ou mais”

- Você pode fazer isso? – Izzy perguntou.

- Posso! Me envia os links por mensagem que eu vou pedir a ajuda de uma amiga pra tira-los do ar o quanto antes.

- Muito obrigada, Si, te devo uma.

“Vou cobrar” – falou sorrindo.

A ligação se fez fim.

- Simoella parece sua cadelinha. – murmurei.

- Você é um idiota, Jace, se ele não fizesse esse favor eu iria entender perfeitamente.

- Hum...

Izzy enviou a mensagem e ele respondeu com um emoji apaixonado, quem respondia com emoji apaixonado?                                                                                                                                            - Agora é só esperar.


  Isabelle falou pegando seu celular e mexendo. Passamos mais alguns minutos conversando até que Izzy decidiu que iria tomar banho. A mesma se levantou e caminhou em direção da porta, assim que ela ia colocar a mão na maçaneta a mesma foi aberta com tudo.

- Mamãe! – arregalei os olhos.

- Que bom que estão juntos. – falou seria adentrando no quarto e fechando a porta com tudo.

- Mas o que...

- Isabelle não estou com paciência, por favor só se senta.

Sua voz era cortante, e Izzy engoliu em seco e apenas assentiu se sentando ao meu lado trocamos um olhar de como quem dissesse “ferrou” e Maryse começou a falar.

- Vocês podem me dizer o porquê de Alexander não me atender? – falou respirando fundo.

Pelo a sua expressão com certeza a matéria havia caído em suas mãos e ela estava uma fera, engoli em seco.

- Nós... – Izzy tentou falar mais foi cortada rapidamente.

- Vocês estão escondendo algo do Alec? Por que se tiverem acho melhor falar agora ou...

- Ou o que? Vai ameaçar cortar nossa mesada? Ou pior, vai voltar com a ideia de nos enviar para outro pais? – Izzy rebateu.

- Isabelle Sophia, você já está passando dos limites. – gritou.

- Eu estou passando? – se levantou – Você está completamente obcecada com quem vai assumir o trono desde que papai morreu! Você quer fazer do Alec o filho perfeito e ele pra não lhe decepcionar se deixa ser moldado por você! Isso é tudo uma farsa! Tudo! – gritou.

Eu estava sem reação nenhuma, meu corpo estava paralisado e minha voz parecia que havia sumido.

- Ele nunca vai ser feliz de verdade em um casamento de mentira, eu sinto pena dele. Sinto pena dele não poder ser quem realmente é por sua causa.

- Izzy! – falei me levantando e colocando a mão em seu ombro.

- Não, Jace, agora vou falar tudo que estou sentindo.

Me encarou e seus olhos estavam cheios de lagrimas.

- Eu nunca fui a filha que você sempre sonhou, mas sou a filha que mais lhe dar dor de cabeça, como você mesma diz. Você não se importa nenhum pouco com o que Jace faz ou deixa de fazer porque não permitimos que você tenha controle sobre nós, mas Alec, Alec, ele merece mais do que ninguém ser livre desse controle mental que você tem sobre ele. Ele é a pessoa mais incrível que eu conheci na vida e merece tudo de bom que o mundo tem a lhe oferecer. E não é uma matéria mentirosa que vai mudar isso.

- Então vocês já leram ela? – perguntou furiosa.

Assentimos.

- Vocês tem noção do quão grave isso pode se tornar se cair nas mãos do concelho? – Maryse falou tentando controlar a voz.

- O Alec pode perder o trono... – sussurrei.

Izzy me encarou com raiva.

- Ele vai noivar daqui a alguns dias, e essa matéria vai acabar com sua reputação, vai acabar com o nome Lightwood. Como Alec pode fazer uma coisa dessa? Mentir que estava em um lugar quando na verdade estava em outro e beijando outro homem. Outro homem! -esbravejou.

- Ele só pode perder alguma coisa se essa matéria fosse real!

  Falei alto interrompendo a briga que estava acontecendo entre Izzy e Maryse. Maryse que até então estava olhando furiosa e falando um monte de coisas para Isabelle me olhou sem entender nada.

- Do que você está falando? – perguntou.

- A matéria é falsa, isso não é Alec. Ele nunca iria fazer algo tão estupido assim, sabemos que ele está com Lydia, ele não seria capaz de traí-la e ainda por cima quando é seu noivado e o trono que está em jogo.

Isabelle entendeu que eu estava mudando o rumo da conversa e se acalmou.

- Como você pode ter tanta certeza assim? Isso é Alexander e eu vou até os confins da terra atrás dele, uma hora ou outra ele vai ter que me atender.

- Mamãe. – Izzy falou tentando manter a calma – Isso não é Alec, e podemos provar.

- Podemos!? – perguntei alto demais e Izzy me olhou com um olhar matador.

- Claro que podemos, só pegarmos o destino que o helicóptero traçou.

Maryse a olhou pensativa.

- E também não precisa se preocupar essa matéria só está rolando em três sites pequenos, e já tomamos a frente disso. – falei.

- Vocês tomaram a frente?

Assenti.

- Pedi que um amigo meu derrubasse os sites que postaram isso.

Eu não poderia falar que era amigo de Izzy se não iria começar outra discussão.

- Por favor só não vá perturbar Alec, senão ele vai sumir novamente, e é isso que você quer? Que ele suma? Sabemos que essa matéria é falsa e isso é só que importa. – Falei.

- Se essa matéria for realmente falsa esse seu amigo vai conseguir tira-la do ar? – a voz de Maryse estava mais calma.

- Sim, ele garante que sim.

Passamos alguns segundos em silencio até que Maryse falou:

-Vou confiar em vocês dessa vez. Vou acreditar que isso não é Alec e que essa matéria é falsa. Espero que vocês não estejam mentindo e me escondendo algo. Peço que me atualizem se ele conseguir tirar a matéria do ar.

Assentimos e a mesma saiu marchando rumo a porta deixando apenas eu e Izzy no quarto. Soltei o ar que não havia percebido que segurava e me sentei na cama.

- Alec está encrencado. Uma hora ou outra ela vai descobrir tudo. – falei.

- Só espero que ela descubra pela boca dele e não por matérias de jornais.

- Vou tentar ligar para ele novamente, ele precisa saber o que está acontecendo.

Peguei meu celular no criado mudo e disquei seu número e no quarto toque ele atendeu.

- Finalmente! – falei aliviado.

Alec Lightwood Point of view

   Depois que almoçamos ficamos conversando e eu não havia visto as notificações que haviam chegado. Aproveitei que Magnus estava cochilando e Catarina havia saído para encontrar Raphael peguei meu celular, o mesmo tinha mais de vinte ligações da minha mãe e incontáveis ligações de Izzy foras as mensagens, na hora meu coração começou a bater acelerado, será que havia acontecido algo com Max? Quando eu ia abrir a mensagem meu celular vibrou e o nome de Jace se fez presente.

- Mags! – cutuquei ele que estava deitado com a cabeça sobre meu colo.

- Hum, já está na hora de irmos para a loja? – perguntou ainda sonolento.

- Não, não, pode continuar cochilando. Vou no banheiro e já volto.

  Segurei sua cabeça e devagar a coloquei sobre o sofá, Magnus murmurou algo que não entendi, beijei sua testa e fui até o pequeno banheiro fechei a porta e me sentei na tampa da privada.

- Oi, aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado assim que atendi a ligação de Jace.

“Finalmente!” – Jace falou aliviado.

- Aconteceu alguma coisa com o Max? – falei ligeiro.

“Ei, calma, não aconteceu nada com o Max, ele está ótimo”

Suspirei aliviado.

- E por que meu celular tem um monte de ligações de Izzy e da mamãe? – perguntei encarando meu reflexo no espelho.

“Pelo visto você ainda não viu a matéria”

- Que matéria? – perguntei sem entender nada.

“Vou te enviar”

  Alguns segundos depois chegou uma mensagem de Jace, era um link de uma matéria, arregalei os olhos assim que li o título “Qual será o futuro de Idris?” e rapidamente abrir a mesma.

O futuro Rei de Idris o príncipe Alec Lightwood foi fotografado aos beijos com um homem desconhecido em um bar nos Estados Unidos. Segundo informações Alec havia fugido de Idris assim que anunciou seu noivado com a Duquesa Lydia Branwell.”


  Meu coração começou a bater lentamente, puta que pariu! Eu não acredito que eu fui fotografado no banheiro do Hunter’s Mon, eu achei que só tinha eu e Magnus dentro do banheiro. Passei as mãos pelos meus cabelos e rolei a tela para baixo e tinha uma foto “minha” aos beijos com outro homem. Rapidamente me levantei e segurei com firmeza na pequena pia que tinha ali.

  Só pode ser brincadeira! A foto era “eu” com a mão suspendendo uma das coxas de um homem loiro até a meus quadris enquanto o encostava na parede e mordia seu lábio inferior e assim seguia uma sequencias de mais cinco fotos que não eram tão legíveis. O “Homem” que diziam ser eu até que parecia bastante comigo de lado, mas bem poderiam ter pelo menos colocado um pouco mais de bunda nele pra poder compara-lo comigo. Suspirei mais aliviado por saber que não era eu realmente naquela foto. 


No final da foto estava escrito:

Alec Lightwood aos beijos com um cara desconhecido aos fundos de um bar em Miami no dia 10/12/2019”


Revirei os olhos com tamanha mentira e continuei lendo a matéria.

Será que nosso príncipe vai continuar sendo o favorito pra assumir o Trono depois de ter passado por cima da tradição da família real? Idris até agora nunca teve um Rei gay governando o país, e esse é apenas um pequeno detalhe comparado ao fato dele está em um relacionamento com Duquesa Lydia e lhe trair a poucos dias do baile do qual vai oficializar seu noivado. Vamos ficar de olho no que o concelho vai decidir, até lá vamos esperar o príncipe Alec se pronunciar sobre isso.”


  Fiquei em silencio encarando o celular sem saber o que realmente fazer ou falar, aquela matéria era completamente falsa e aquele cara não era eu. Aquele cara não era eu! Fiquei repetindo aquilo diversas vezes para mim mesmo. A mamãe vai me matar!

“Alec” – a voz de Jace ecoou pelo banheiro.

- A mamãe viu isso?

  Perguntei tentando manter minha voz calma até porque aquela matéria tinha muita verdade sobre mim mesmo a mesma sendo falsa. A frase “Será que nosso príncipe vai continuar sendo o favorito pra assumir o Trono depois de ter passado por cima da tradição da família real?” ficou rodando em minha cabeça e eu estava com vontade de gritar.

“Viu e ela está uma fera”

- Esse homem não sou eu... – falei baixo.

“Eu sei disso, pode ficar tranquilo, Alec”

- Como você sabe que não sou eu? – perguntei incrédulo.

“Eu já sei de tudo que está acontecendo, e quero dizer que eu estou com você e o apoio independente do que venha acontecer”

Fiquei paralisado e a vontade de chorar tomou conta de mim.

- Quem te contou? Deixa, eu já imagino quem foi...

Ao fundo eu podia ouvir uma voz baixa quase inaudível, ficamos alguns segundos em silêncio.

“Me dê o celular, eu quero falar com ele” – Izzy falou alto e eu reconheci sua voz “Deixa de ser chata!” – Jace esbravejou.

  Era incrível como eles brigavam até por um telefone celular, se fosse em outra situação eu iria gargalhar alto e fazer alguma piada de irmão mais velho, mas naquele momento eu só queria chorar.

“Alec” – ela falou.

- Oi...- minha voz saiu cortada.

“Fique calmo, nós já resolvemos isso. Você não precisa se preocupar.

- Como não Izzy? - encarei meu reflexo no espelho e meus olhos estavam lagrimejados – A mamãe deve estar me odiando agora, com certeza irei perde o trono por causa de uma matéria falsa que nem é tão falsa assim... O que eu vou fazer? Meu Deus!

Eu não podia decepcionar minha mãe, eu não poderia decepcionar meu país...

“Alec cala a porra da boca!” – Izzy falou alterada - “Você não vai perder nada, continue vivendo como você está, que aqui as coisas estão sobre meu controle e o de Jace. Já falei com um amigo e ele daqui a algumas horas vai tirar isso do ar, apenas relaxe, essa matéria é falsa”

Respirei fundo.

- Ela não é completamente falsa, ela não está mentindo quando diz que sou gay. Eu sou gay! – soltei uma risada baixa sem humor nenhum.

“Acho que vou ter que dar um soco na boca dele” – Jace falou – “Cala a boca Jace, você não está ajudando em nada”

A linha ficou em silencio por alguns segundos.

“Alec, eu estou tão orgulhoso por você realmente está sendo você. Eu sempre soube que você era diferente, mas um diferente não no sentido ruim é claro, mas no sentido bom. Lembra aquele dia que eu estava te mostrando a bunda daquela morena?”

- Lembro...

“Eu havia percebido que quem realmente você estava olhando era para o Will”

- Mas isso é errado, Jace, eu não consigo me libertar disso e como vou tentar me libertar se estou apaixonado por um homem? A mamãe nunca vai me aceitar.

“Errado é você está sendo quem você não é só para agrada-la. Eu te amo Alec e estou aqui pra você, se for preciso passar por cima da mamãe só pra te ver feliz de verdade pode ter certeza que passarei. – Jace falou e eu já estava quase chorando – Nós vamos te defender de tudo e todos, mesmo que as consequências seja grande.                                                                                                                                                                  - Qual é o nosso mantra? – Izzy falou.


Em um coro nos falamos:

- Somos os Lightwood, quebramos narizes e aceitamos as consequências.

  Sorri, apesar do mundo está praticamente caindo em minha cabeça Jace e Izzy sempre me faziam se sentir melhor. Ouvir umas batidas leves na porta e ouvir a voz de Magnus.

“Alexander, está tudo bem ai dentro? Não que eu esteja contando é claro, mas já faz quinze minutos que você está ai dentro, e eu estou preocupado. – sua voz saiu preocupada.

- Estou bem sim, já saio.

“Ok, estou te esperando”

“Acho melhor você ir, seu homem está lhe esperando” – Jace falou.

“Seu homem!?” – Izzy riu alto.

“Cala a boca Izzy” – rebateu.

- Calem a boca vocês! – falei revirando os olhos e segurando a vontade de rir.

“Pode ir Alec, assim que ele conseguir apagar as coisas te mando uma mensagem, fique tranquilo que aqui esta tudo sobre nosso controle”

- Não sei, não confio muito em vocês... – brinquei.

“Idiota!” – falaram em coro.

- Vou indo, meu homem está me esperando! – brinquei e eles gargalharam - Eu amo muito vocês.

“Também te amamos!”

Fim da ligação.

  Antes de sair do banheiro molhei meu rosto e encarei meu reflexo no espelho e meus olhos estavam um pouco vermelho. Droga! Molhei novamente e enxuguei o mesmo na toalha amarela que ficava pendurada sobre o porta toalhas. Sai do banheiro e corri os olhos pela sala e a mesma estava vazia, olhei as horas no celular e já eram duas e cinco, com certeza Magnus já estava lá em baixo. Desci o pequeno lance de escada e quando ia chegando no ultimo degrau meus olhos foram tampados e eu parei.

- Cat!? – falei.

Meu corpo foi puxado mais para trás e se colidiu contra outro.

- Errou! – Magnus falou com a voz rouca perto do meu ouvido.

Eu sorri e deslizei meus dedos sobre seus braços.

- Preciso de uma pista. – falei.

- Sem pistas, Sr. Lightwood. – falou em um tom brincalhão.

- Assim fica difícil de descobrir quem é.

- Só vou te dar uma pista. – senti seu peito subir e descer sobre minhas costas.

- Sou todos os ouvidos.

- Melhor ser todos os sentidos.

Senti a boca de Magnus deslizar sobre meu pescoço me fazendo arrepiar.

- Consegue adivinhar agora? – perguntou com a respiração pesada.

- Hum, não, preciso de mais. – fechei os olhos com força quando sua boca atrevida chupou o lóbulo da minha orelha.

- Vou te virar e tirar as mãos dos seus olhos e você tem que prometer ficar de olhos fechados.

- Prometo... – falei quase que em um gemido quando sua língua deslizou pelo meu ponto de pulso.

Lentamente ele virou meu corpo e eu fechei os olhos com força eu amava entrar nesses tipos de jogos com ele.

- Duvido você não adivinhar quem é agora.

  Meus lábios foram tomados pelos seus e eu arfei de surpresa, mordi o lábio inferior de Magnus e ele puxou meus quadris para mais perto do seu corpo. Como ele estava em um degrau acima do meu, ele ficou exatamente do meu tamanho e nossos corpos se encaixaram perfeitamente. Sua língua fazia um movimento delicioso dentro da minha boca o que estava enviando umas sensações diferentes pelo meu corpo. Apertei sua cintura com força e o mesmo puxou meus cabelos afastando nossas bocas, soltei um som frustrado.

- Você está bem? – ele perguntou ainda com a testa colada na minha.

- Sim.

Por incrível que pareça, eu esquecia todos os meus problemas quando estava com Magnus, parecia que eles nunca haviam existido.

- Eu havia ouvido um choro baixo e sua voz...

- E- eu... eu estava conversando com meus irmãos e eles haviam me lembrado do último evento que passamos com nosso pai, eu sinto tanta saudades dele. –menti sobre o assunto, mas a parte de sentir saudades do meu pai era completamente verdade, eu sabia que não havia sido convincente o suficiente eu era péssimo com mentiras .


- Eu te entendo, às vezes me pego chorando com saudades da minha mãe. – ele falou fazendo um carinho calmo em minha bochecha.

  Se ele realmente soubesse o que estava se passando, com toda certeza do mundo ele iria me mandar embora nesse exato momento.

  Sorri para o mesmo e seguimos para a loja, mas antes de ir ele havia me abraçado e beijado minha cabeça e sussurrado diversas vezes que iria ficar tudo bem.


Notas Finais


E ai o que acharam?
Teorias para o próximo capítulo?
Como está sendo a quarentena de vocês?


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