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História The Prince (MALEC) - Capítulo 35


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Notas do Autor


Hello babys,
O capítulo de hoje eu não sei se está a altura do que vocês merecem ler KKKKK e peço perdão, quem me acompanha no insta sabe que meu PC está com problema e eu não sei nem como que eu eu consegui terminar esse capítulo, mas enfim Boa leitura ❣

Capítulo 35 - Happy New Year


Magnus Bane Point of view


  Depois da noite animada e repleta de diversões, bebidas e maconha que tivemos ontem, finalmente o último dia do ano chegou e com ele um puta de uma ressaca coletiva. Devido a ressaca optamos por passar o dia em casa descansando e só no final da tarde iriamos sair para conhecer os pontos turísticos de Atlantic City.

   Olhei as horas em meu celular e vi que já eram cinco e dez da tarde, eu estava deitado na cama esperando Alexander que estava na cozinha pegando sorvete já que o mesmo alegou está com vontade. Já tinham se passado dez minutos e ele ainda estava na cozinha e eu já estava começando a ficar impaciente. Estava apenas eu e Alec na casa, nossos amigos saíram para conhecer a cidade mais cedo e nós iriamos nos juntar a eles daqui a vinte minutos e eu precisava apressar o Alec. Sai do quarto e fui rumo a cozinha, assim que parei na porta ouvir o Lightwood resmungando.

- O que o gatinho emburrado já está resmungando uma hora dessa? – perguntei me encostando no balcão onde apoiei o rosto sobre as mãos.

   Alexander estava de costas para mim e vestia apenas um short e eu admito que fiquei admirando aquela bunda gigante por tanto tempo que só me toquei que ele havia virado quando sua bunda saiu do meu campo de visão dando lugar a seu abdômen. Olhei de seu membro até chegar em seu peitoral que estava melado de sorvete, eu não pude evitar de passar a língua em meus lábios.


- Eu derrubei o sorvete em mim. – ele choramingou segurando uma colher.

  Eu lhe fitei e me levantei caminhando em sua direção sem falar nada, assim que me aproximei peguei a colher de sua mão e a enchi de sorvete e a levei até a minha boca. Alexander me olhava sem entender.

- O que você está fazendo? – ele perguntou dando um passo para trás e se encostando no balcão.

- Ah Daddy, eu estava experimentando o sorvete para ver se ele é gostoso o suficiente para que eu possa chupar ele no seu pau.

  Alexander deixou um gemido baixo escapar dos seus lábios que estavam entreabertos. Quando estava perto dele parecia que eu mandava a minha sanidade para a puta que pariu, eu simplesmente não conseguia me controlar. Eu sorri e me aproximei colando nossos corpos, enchi outra colher de sorvete e a coloquei em minha boca e em seguida o beijei.

  Ele segurou com força a minha cintura e eu entrelacei os dedos em seus cabelos, Alexander estava encostado na bancada e eu estava entre suas pernas. Nosso beijo era lento e cheio de desejo, ele tinha gosto de menta com chocolate por causa do sorvete, nossas línguas estavam geladas e travavam uma batalha para ver quem dominava a situação deixando as coisas mais deliciosas. Deslizei com as mãos até a sua bunda na qual cravei as unhas por baixo do seu short fino.

- Porra... – ele gemeu na minha boca.

  Com a mão que estava sobre seus cabelos puxei sua cabeça para trás e a segurei fazendo com que ele me encarasse. De forma safada deslizei com a língua sobre seus lábios e desci para o seu pescoço, Alexander fechou os olhos com força. Seu peito subia e descia por causa da sua respiração descompassada, me afastei poucos centímetros e fitei seu pescoço pálido, ali daria uma marca maravilhosa e assim o fiz mordisquei o lugar e o chupei em seguida.

- Magnus... – gemeu arrastado e apertou ainda mais meus quadris com seus dedos longos.

  Coloquei sorvete na colher e derramei sobre seu peitoral e abdômen e ele se arrepiou quando o sorvete gelado que agora estava derretendo tocou em sua pele.

- O que você está fazendo? – falou entrecortado.

- Eu te falei que iria experimentar o sorvete para ver se ele era gostoso o suficiente para que eu possa colocar em seu pau e lhe chupar, pois bem, ele é delicioso e eu vou começar lambendo cada parte do seu peitoral e abdômen até chegar em seu pau. – falei perto de sua boca e ele estremeceu.

  Me inclinei e deslizei a língua sobre todo o sorvete e ele me soltou e segurou com força as laterais da bancada e arqueou a cabeça para trás.

- E se alguém chegar e nos ver? – ele perguntou baixo.

- Bem você me fudeu no banheiro de um show lotado e ninguém nos viu...

  Continuei a lamber cada parte do peitoral até que cheguei em seu abdômen, desci os olhos para o seu short e seu membro estava completamente duro e eu engoli em seco. Lambi cada gominho de seu abdômen, agora eu distribuía beijos e mordida e Alexander gemia baixinho. Me ajoelhei e levei as mãos até seu short onde o retirei e joguei em qualquer lugar da cozinha, olhei para cima e meu namorado me encarava com os olhos brilhantes de desejo.

  Beijei sua glande por cima da boxer do mesmo jeito que ele fez comigo e ele apertou com mais força a bancada atrás dele. Raspei os dentes em sua virilha enquanto ele se contorcia em minha frente.

- Você vai chupar ou não essa porra?! – ele esbravejou quando eu dei uma leve mordida em sua glande.

Eu sorri vitorioso ele estava caindo direitinho nas minhas provocações.

- Se você não chupar essa porra agora eu juro por Deus que eu vou te fuder de um jeito que você vai ficar sem andar por uma semana! – gritou me fitando, seus olhos estavam completamente escuros.

  Eu arregalei os olhos e engoli em seco e como me foi ordenado retirei sua boxer e seu membro pulou batendo em meu rosto e minha boca salivou. Sua glande rosada estava melada de pré-gozo mordi meu lábio inferior e lhe encarei.

- Será que você poderia colocar sorvete para que possa chupar? – pedi com a voz mais inocente possível.

Um sorriso safado brotou em seu lábios.

- Ah babe, se você pudesse ver através dos meus olhos você iria teria o prazer de te ver de joelhos para mim todo rendido e submisso.

Meu coração acelerou ao ouvi-lo falar daquele jeito tão ousado. Ele jogou sorvete sobre seu membro o labuzando por inteiro.

- Agora é só você me mostrar o que sabe fazer com a boca, Bane. – sua voz saiu carregada de tesão.

  Ele entrelaçou os dedos em meus cabelos e então puxou minha cabeça para seu membro. Deslizei a língua pela sua glande e olhei para cima e Alexander me fitava com fascínio e aquilo foi a gota d’água para mim. Segurei seu membro que pulsava e o levei até a boca onde suguei sua glande e o liquido gelado estava me levando a loucura, deslizei a língua por toda sua extensão e raspei com os dentes, eu podia ouvi-lo gemendo baixinho.

  Coloquei boa parte do seu pau na boca, e gemi  frustrado por não conseguir colocá-lo por inteiro. Comecei a lhe chupar com mais intensidade, Alexander então segurou meus cabelos ditando a velocidade das chupadas. Seu pau batia com brutalidade na minha garganta e meus olhos estavam se enchendo de lagrimas, mas mesmo assim eu não parei de lhe chupar. Ele fudia a minha boca sem dó, suspendi uma de suas pernas a colocando meu ombro me dando mais espaço para lhe chupar.

- Eu vou gozar, caralho.... – ele gemeu.

  Eu quis sorrir mais seu pau gigantesco ainda estava em minha boca, eu lhe chupei com vontade até que eu senti minha boca sendo preenchida por jatos grossos e quentes que eu tratei de engolir o máximo que consegui. Lambi todo aquele liquido que escorreu e ele me fitava com os olhos brilhando, sua porra tinha um gosto adocicado e era delicioso, depois de deixar seu membro completamente limpo deslizei meu polegar pelo meu lábio inferior de um jeito totalmente obsceno. Alexander que ainda estava com uma das mãos em meus cabelos o puxou com força me fazendo levantar.

- Bom garoto, engoliu tudo direitinho. – falou próximo a minha boca.

  Mordi meu lábio inferior reprimindo um gemido já que ele ainda segurava meus cabelos com força. Alexander tomou meu meus lábios em um beijo agressivo e sugou minha língua sentindo seu próprio gosto, minhas mãos percorreram todo o seu corpo. Ele me suspendeu e me colocou sentado na bancada fazendo com que o pote de sorvete virasse, mas aquilo não nos impediu de continuarmos nos beijando loucamente. Suas mãos foram até a minha bunda e ele puxou meu corpo para mais próximo do seu fazendo seu membro ainda descoberto roçar em minha coxa, ele puxou meu lábio inferior com os dentes e eu gemi sobre sua boca. Ele me soltou ligeiramente quando ouvimos a porta ser aberta e a voz de Ragnor ecoou sobre a sala.

“Rapha onde você deixou a carteira?... Eu vou ver se está na cozinha!”

- O que fazemos? – Alexander perguntou arregalando os olhos.

- Veste a roupa! – falei entre sussurros.

- Eu não sei onde está o meu short!

Pulei da bancada ficando de frente para ele.

- Porra! - olhei de um lado para o outro - Se abaixa e fica ai!

Ele assentiu e se abaixou na minha frente.

- Porra! – xinguei baixinho.

Me virei e comecei a limpar a bagunça que fizemos.

- Magnus! – Ragnor me chamou e eu me virei para fita-lo.

- Rag... – sorri amarelo – Hum, o que faz aqui?

Ele encarou toda a bagunça atrás de mim.

- Raphael esqueceu a carteira. O que aconteceu aqui? Passou um furação?

  Alexander gargalhou baixinho e eu me aproximei mais dele e juntei meu pau que ainda estava coberto em sua boca e ele beliscou minha coxa.

- Filho da puta! – esbravejei baixinho.

- Magnus você está bem? – Ele perguntou preocupado.

- Estou sim, só estou com uma puta de uma dor de cabeça. – menti.

Eu sentia a língua de Alexander fazer movimentos circulares em meu membro coberto, então o chutei de leve.

- Você me parece estranho.

- É só a ressaca.

- Por que você não toma aquele suco que a Cat fez para o Alec de manhã? – sugeriu.

- Boa ideia.

- Falando em Alec, onde ele está?

  Quando eu iria abrir a boca pra falar Alexander abaixou um pouco meu short e minha boxer e eu rapidamente juntei meu corpo contra a bancada e agradeci aos céus pela bancada ser alta senão Ragnor iria presenciar o pervertido do meu namorado lambendo minha glande.

- Hum.... Ele está tomando banho! Isso tomando banho. – repeti nervoso.

- Ok...

Ele correu os olhos pela cozinha e fitou a carteira de Raphael que estava sobre a bancada de bebidas.

- Olha ela ai! – caminhou em passos lentos e pegou carteira – Acho que já vou indo.

Mordi meu lábio inferior reprimindo um gemido. Alexander me paga, esse filho da puta!

- Oh, encontramos vocês daqui a pouco então.

- Claro, estaremos no Steel Pier esperando vocês.

Sorri nervoso.

- Até daqui a pouco. – ele falou.

- Até! – dei um xauzinho.

  Ele começou a caminhar em direção da porta e quando Alexander iria se levantar empurrei sua cabeça novamente para baixo quando Ragnor se virou.

- Já ia me esquecendo, a chave do carro está no porta chaves da sala.

- Obrigado! – falei segurando a cabeça de Alexander embaixo – Até daqui a pouco.

Ele assentiu e se retirou, por precaução só deixei Alec levantar quando ouvir a porta da frente ser fechada.

- Qual é o seu problema? Por que ficou fazendo aquilo? – esbravejei.

Ele ainda pelado me encarou e depois sorriu.

- O que porra você está rindo? – perguntei com raiva ajeitando meu short – A gente quase foi pego!

- Mas não fomos, então...

- Então vai se fuder Alexander!

- Você com raiva parece aqueles Pinscher.

Eu revirei os olhos.

- Eu te odeio! – cruzei os braços com raiva.

Ele balançou a cabeça negando e se aproximou de mim envolvendo seus braços em meu corpo e me puxando mais para si.

- Você odeia ficar longe de mim, isso sim.

Beijou o topo da minha cabeça e a raiva que eu estava a segundos atrás simplesmente sumiu. Apesar dele ser um furacão, ele também era a minha calmaria.

[...]

  Eu observava as ruas movimentadas de Atlantic City de dentro do Porshe preto que Alexander dirigia, estávamos a caminho do Steel Pier onde iriamos conhecer e passar a rompida de ano.

- Eu amo essa música! – Alexander falou aumentando o som do carro.

  Encarei Alexander que vestia uma camisa branca com alguns botões aberto deixando boa parte dos seu peitoral amostra, seus cabelos estavam para trás e a bandana do USA os segurava, ele usava um short preto juntamente de um tênis branco. Eu simplesmente não conseguia lidar com a beleza que meu namorado tinha.

- Now we’re just outside of town And you’re making your way down. – ele cantarolou batucando os dedos na direção.

  Ele virou a cabeça quando paramos no sinal e deu um sorriso tão lindo que eu juro que quase fiquei sem ar. Uma brisa leve tocou seus cabelos escuros fazendo alguns fios se soltarem da bandana, eu precisava registrar aquele momento peguei meu celular e o filmei enquanto ele ajeitava seus cabelos.

- Amor... – choramingou assim que viu que eu o filmava.

- O que? Apenas estou registrando em meu celular a beleza que meu namorado tem.

Me aproximei e lhe dei um selinho rápido e ele sorriu.

- Canta comigo, Bane! – pediu manhoso.

- I’m not trying to stop you, love But if we’re gonna do anything We might as well just fuck. – cantarolamos juntos.

- Eu concordo com essa parte da música. – ele falou.

- Qual parte? – franzi o cenho em sua direção.

- A parte que diz que se vamos fazer alguma coisa, poderíamos muito bem só transar.

Eu o encarei incrédulo.

- Você é alguma máquina insaciável de sexo? – perguntei alto e ele gargalhou.

- Talvez...

Dei um tapa leve em seu braço.

- Você é um idiota!

  Gargalhamos juntos e continuamos a cantar. Eu filmei e tirei diversas fotos nossas enquanto íamos para o Pier, cada segundo ao seu lado parecia até um sonho. Alexander era muito mais do um dia eu sonhei em ter como namorado, os momentos ao seu lado por mais simples que fossem ele os tornava inesquecíveis. Minutos depois ele estacionou o carro, eu desci primeiro e fiquei observando maravilhado aquele lugar.


- Aqui não tem um lugar feio. – falei assim que Alexander parou ao meu lado.

- É porque você ainda não foi a Las Vegas, ainda te levo para lá.

- Vou cobrar, Lightwood!

  Ele beijou minha bochecha e entrelaçou nosso dedos, isso era uma das coisas que eu mais amava nele, Alexander não hesitava nenhum momento em demonstrar carinho em público, ao contrário, ele sempre fazia questão de mostrar ao mundo que eu era o seu namorado.

 Caminhamos ainda de mãos dadas entre a multidão que se divertia. O Steel Pier tinha uma gigantesca e iluminada roda gigante localizada bem no meio, ao redor dela tinha outros brinquedos, barraquinhas e um pequeno restaurante localizado mais ao canto e de onde estávamos conseguíamos ver nossos amigos. Assim que nos aproximamos Cat foi a primeira a nos ver.

- Finalmente chegaram. – a morena falou alegre.

Nos juntamos ao nosso amigos que bebiam e comiam batata frita.

- Vocês querem pedir alguma bebida? – Rapha perguntou levantando um copo com um liquido verde, será que aqui só tinha bebida colorida?

- Pelo amor de Deus, não! Eu não quero ver bebida na minha frente nem tão cedo. – falei de forma dramática e eles riram.

- Magnus você é muito molenga. – Raphael revirou os olhos – E você Lighgato?

- Não obrigado, não quero arriscar em nos fazer sermos quase presos novamente. – fez uma careta fofa – E outra, estou dirigindo.

Ficamos ali entre conversas e risos, era incrível como meus amigos eram cheios de uma vibe gostosa.

Alec Lightwood Point of view


  Olhando as pessoas em minha volta eu sentia como se estivesse vivendo em um sonho onde tudo estava perfeito. Fitei Magnus ao meu lado que sorria fazendo uma careta fofa e meu coração transbordou de alegria e naquele momento eu soube que era ele e sempre iria ser ele o dono do meu coração.

- Eu quero um boné daquele! – Ragnor falou apontando para o boné dos monstros SA que uma garotinha usava.

- Você parece uma criança, amor! – Rapha falou beijando a mão do seu namorado.

Ragnor sorriu.

- Rapha, eu queria guardar de recordação para dar ao nosso filho ou filha quando tivermos um e contar para ele(a) que essa foi uma das melhores viagens da minha vida.

  Assim que ele terminou de falar Catarina se engasgou com o suco que tomava, seus namorados lhe ajudaram a desengasgar e ela os encarava com os olhos arregalados.

- Você está bem amor? – Ragnor perguntou preocupado limpando o canto da boca da morena.

Catarina me fitou e sussurrei “Essa é a hora certa pra contar” ela engoliu em seco e então assentiu.

- Eu preciso contar um coisa para vocês. – ela falou brincando com os dedos – Principalmente para vocês dois. – fitou os namorados.

Ragnor e Rapha a encararam sem entender.

- O que eu tenho para dizer pode mudar tudo, quer dizer, pode não, vai mudar tudo...

Eu sorria para ela lhe dando apoio enquanto o restante do pessoal apenas a encaravam em silencio.

- E se vocês me deixaram eu juro por Deus que eu quebro as pernas de vocês. – lançou um olhar mortal para eles.

- Catarina você está nos assustando! – Santiago falou.

- O que você está rindo? – Magnus sussurrou para mim.

- Hum, eu não estou rindo. – sussurrei de volta.

- Claro, só está com de cara de idiota.

  Eu segurei a risada, eu não podia estragar o momento de Cat. A morena respirou fundo e fechou os olhos então falou:

- Eu estou gravida!

  Ragnor que estava tomando sua bebida a cuspiu e Raphael arregalou tanto os olhos que eu achei que eles iriam pular do seu rosto, eles ficaram em silencio.

- Como assim gravida? – Ragnor falou ainda confuso.

- Com um bebe na barriga e tal...

- E como isso aconteceu? – ele perguntou.

- Esqueceu que rebolei no pau de vocês? – ela falou sem paciência.

  Raphael e Ragnor se entreolharam e o restante do pessoal estavam segurando a risada por causa da resposta atrevida de Catarina.

- Caralho a gente vai ser pai, Fell!

- Sim vocês irão ser pais.

  Ficamos em silencio observando Raphael e Ragnor processar a informação, olhei para o lado e Magnus estava com um semblante surpreso e confuso ao mesmo tempo.

- Puta que pariu! Catarina, eu vou ser pai! – Ragnor gritou abraçando a morena – Vamos ser pais Raphael!

- Caralho! Vamos ser pais! – ele repetiu sorridente abraçando Catarina e Ragnor.

Então batemos palmas em comemoração aquela novidade tão maravilhosa e desejamos felicidade para o trisal.

- Por um momento achei que vocês iram me deixar. – ela falou aliviada.

- Seriamos loucos em fazer isso, Catarina você é a mulher que escolhi para a minha vida.

- Só pra deixar claro, que você é a mulher escolhemos para as nossas vidas. – Raphael falou de forma dramática e nos sorrimos.

- Você entendeu Raphael! – Ragnor revirou os olhos.

- O jeito que você falou foi como se quisesse ela só para você! – Santiago falou enciumado.

- Não quero só ela para mim, como também quero você seu bobo. – ele falou se esticando já que Catarina estava no meio deles e deu um selinho no namorado.

- Agora quem está enciumada sou eu!

Eles então voltaram a dar atenção e até alisar a barriga da namorada.

- Se for menina irá se chamar Luna. – Rapha falou.

- Nada disso, ela irá se chamar Ella. - Ragnor rebateu.

  Os três começaram a discuti sobre os nomes que iram colocar no bebe. Voltei minha atenção para Magnus que estava brincando com o canudo em seu copo.

- Você está bem? – perguntei.

Ele me fitou e sorriu.

- Estou tentando processar a informação. – falou risonho – Minha amiga está gravida, e eu vou ser tio!

- Sim, você vai ser tio.

Ele me fitou.

- Por que você não ficou surpreso quando ela contou? – perguntou curioso.

- Porque eu já sabia... – arqueei a sobrancelha.

- Como assim Alexander já sabia e eu não, Catarina? – Magnus perguntou furioso.

- Em defesa dele, ele só soube hoje de manhã e eu pedi que ele não falasse nada para ninguém e assim ele o fez. Você é ótimo em guardar segredos Lighgato, eu estava apostando comigo mesmo que você contaria ao histérico do seu namorado.

Eu gargalhei e Magnus me fitou com cara feia.

- Segredos foram feitos para serem guardados, Magnus.

- E minha mão foi feita para arrebentar você, se me esconder mais alguma coisa!

  Ao ouvi-lo falar sobre esconder algo um tsunami de realidade me invadiu, eu simplesmente não conseguia contar a Magnus toda a verdade sobre mim. Eu sabia muito bem que ele não iria reagir bem, mas ele precisava saber sobre a minha outra vida por mais infeliz que ela seja. Eu iria lhe contar toda a verdade quando voltarmos para casa, poderia contar agora? Poderia, mas não iria estragar a viagem. Olhei para frente em busca do apoio dos meus irmãos e eles não estavam mais lá, droga!

- No que está pensando? – ele perguntou ao perceber que eu encarava as cadeiras vazia a minha frente.

- Que eu nunca andei de roda gigante e que você deveria me convidar. – menti.

- Você é uma criança. – ele falou brincalhão me dando um tapa no braço – Pessoal se nos deem licença irei levar meu namorado para andar na roda gigante.

   Eles assentiram sorrindo e Magnus entrelaçou nossos dedos e caminhamos até a roda gigante. Eu confesso que senti um medo surreal ao olha-la de perto e ver o quão gigante ela era.

- Alexander você está pálido! Está passando bem?

Eu assenti ainda fitando a roda gigante.

- Você está com medo? – ele perguntou zombeteiro.

- Logico que não! – dei de ombros.

- E por que está pálido?

- Ela é alta demais!

- Não é à toa que se chama roda gigante.

- Bane eu só não te bato porque estamos na fila do ingresso e aqui está cheio de gente.

Ele gargalhou sapeca ao meu lado e ficou na ponta dos pés para me dar um selinho.

- Esse selinho que me deu não anula a vontade que tenho de te bater.

- Espero que queria me bater na cama também.

Virei a cabeça e ouvir um casal que estava atrás da gente gargalhar baixo.

- Vejo que está pronto para mais uma foda, não vejo a hora de te amarrar na cama e fazer o que eu quiser. – falei e sai de perto dele já que a fila havia andado o deixando me encarando sem acreditar no que eu havia acabado de falar.

  Depois de mais alguns minutos finalmente havia chegado a nossa vez, adentramos na pequena cabine e eu estava com vontade de sair correndo segurei com força a mão dele e senti meu coração bater de forma frenética quando a roda gigante começou a subir. Fechei os olhos e respirei fundo várias vezes, a ideia de saber que eu estava a metros do chão me aterrorizava. Vocês devem estar se perguntando por que tenho medo da roda gigante e não tenho medo de avião, pois bem, respondendo sua pergunta, o avião ele é todo fechado e eu não vejo que estou a metros de altura já a cabine da roda gigante é completamente aberta e eu posso ver tudo daqui de cima. Xinguei baixo quando a roda gigante parou de subir de modo brusco, eu me senti tonto.

- Porra! – xinguei ainda de olhos fechados.

- Amor... – ouvir a voz suave de Magnus – Se você quiser posso pedir para descermos.

- Nada disso! – a brisa leve tocava em meu rosto e naquele momento eu soube que estávamos no topo da roda gigante – Estamos no topo né? – perguntei engolindo em seco, naquele momento meu corpo estava paralisado.

- Estamos sim, e por Deus, a vista é fantástica.

- Queria muito poder ver.. – falei baixo.

- Abra os olhos amor.

- Eu tenho medo, Mags...

- Eu estou aqui com você e te prometo que irei te ajudar a enfrentar seus medos. – ele apertou com mais força a minha mão.

- Promete?

- Prometo!

Magnus tinha o poder de fazer todo o medo que eu sentia sumir, respirei fundo e aos poucos fui abrindo os olhos.

- Eu não consigo Magnus! – choraminguei quando vi o quão alto estávamos eu me sentia paralisado.

- Amor, olha para mim.

  Eu não conseguia mover minha cabeça, Magnus lentamente levou sua mão ao meu rosto e o virou e eu estava novamente de olhos fechados.

- Você confia em mim, Yeah?

Eu assenti ainda de olhos fechados.

- Se eu disser que se você abrir os olhos nada vai te acontecer?

Eu engoli em seco.

- Então se você estiver pronto abra os olhos e apenas me encare, se você quiser é claro.

- Ok.

Eu abrir os olhos lentamente e fitei meu namorado que me encarava com os olhos brilhantes.

- Se você se sentir confortável tente olhar para trás de mim.

Desviei o olhar dele e fiquei completamente admirado ao ver a gigantesca lua que refletia sobre o mar.

- Pelo anjo! – falei maravilhado.

- Eu te falei que a vista daqui de cima era linda. – ele sorriu contra meu ombro.

  E aquela tontura que eu sentia deu espaço para admiração lentamente corri com os olhos e realmente a vista de lá era fantástica. De cima podíamos ver todo o Pier iluminado e repleto de pessoas que se divertiram, os prédios gigantes a frente competiam para ver quem era mais iluminado, mas o que realmente me chamou atenção foi a gigantesca lua cheia, voltei a fita-lá.

- Aqui é fantástico. – falei sem olhar para baixo.

  Magnus sorriu e eu envolvi meus braços ao redor do corpo pequeno de Magnus e novamente entrelacei nossos dedos, Magnus deitou com a cabeça em meu ombro e eu encostei a minha cabeça sobre a sua.

- Como você está sentindo agora? – ele perguntou.

- Com você ao meu lado me sinto seguro.

- Eu te amo. – ele sussurrou.

- Eu também de amo. – beijei seus cabelos escuros.

  Depois de mais duas voltas na roda gigante apesar de não está olhando para baixo o medo que eu tinha de altura havia diminuído. Demos mais uma volta então a mesma parou por causa do tempo que havia esgotado, sai de dentro da cabine ainda com o coração batendo a mil por hora.

- Pelo anjo! Eu nunca mais invento de andar de roda gigante.

- Eu não entendo, você tem medo de altura mais anda de boa de avião.

- O avião é fechado e eu não vejo nada, pra você ter ideia eu fecho a janela!

Magnus sorriu baixo ao meu lado.

- Você é um idiota, Bane!

Ele me mostrou língua e eu mostrei de volta, parecíamos duas crianças.

- Onde você quer ir agora? – Magnus perguntou.

Olhei os brinquedos ao meu redor e sorrir.

- No pula pula! – falei.

Magnus me encarou incrédulo.

- Como? – perguntou confuso.

- Quero ir no pula pula. – repeti.

- Você sabe que...

Eu não o deixei terminar e caminhei em direção onde um gigantesco pula pula.

- Boa noite. – falei ao me aproximar do homem.

- Boa noite. – ele respondeu de forma simpática.

Magnus parou ao meu lado.

- Por quanto você cobra para deixar eu e ele pularmos um pouco?

- Alexander! – Magnus me repreendeu.

- O que? Eu só quero pular.

O homem nos fitou.

- Infelizmente o brinquedo é só para crianças.

Peguei minha careteira e puxei uma nota de 50 dólares.

- Nem por 50 dólares?

O homem olhou de um lado para o outro e encarou a nota respirando fundo.

- Ok, eu deixo vocês entrarem por 10 minutos deixa só o tempo dessas crianças acabarem.

- Isso! – comemorei.

Entreguei os 50 dólares ao homem e me sentei no banco pra retirar meus sapatos.

- Eu não acredito que você pagou 50 dólares para pular por 10 minutos. – ele me encarou boquiaberto.

- Não posso negar os prazeres da vida, mesmo que ele me custe 50 dólares.

Ele arqueou a sobrancelha.

- Qual é Magnus, você não vai pular comigo? – perguntei.

Ele balançou a cabeça negando.

- Vai me deixar pular sozinho feito aqueles garotinhos que ninguém quer por perto? – falei fingindo drama.

- Isso se chama chantagem, sabia disso né?

- Então você vem?

Ele fitou o pula pula e depois voltou a me encarar.

- Não posso negar aos prazeres da vida, certo?

Eu me levantei e pulei em seus braços lhe dando um abraço apertado.

- Se você quiser que eu ainda pule com você acho melhor você me soltar! – ele falou abafando dando três tapinhas em minhas costas.

- Oh claro! – lhe soltei rapidamente e Magnus estava com o rosto vermelho.

O homem nos olhou curioso.

- Agora é a vez de vocês, rapazes.

Magnus retirou rapidamente os sapatos e então adentramos. O pula pula era enorme e tinha um enorme escorregador.

- Ai meu Deus! – falei feliz.

Comecei a pular perto de Magnus o derrubando.

- Me deixa levantar, porra! – ele esbravejou sentando enquanto eu pulava em sua volta – Alexander... – ele choramingou.

Eu gargalhei alto o deixando mais bravo ainda.

- Você me chama para pular e não me deixa me deixa levantar! – falou com drama.

- Você é dramático!

- E você é um pé no saco! – revirou os olhos.

Ignorei suas reclamações e comecei a subir a estreita escada para o escorregador.

- Você vai descer e não vai me esperar? – falou incrédulo.

  Eu mandei beijinhos lá de cima para ele e então desci escorregador a baixo, sim eu parecia uma criança porem não estava ligando. Ao chegar lá embaixo sem querer derrubei Magnus que tentava se levantar.

- Mas que porra! – ele resmungou.

Eu não pude deixar de gargalhar alto e o mesmo me deu um tapa forte no braço.

- Ai!

Ele me mostrou o dedo do meio e com rapidez se levantou e começou a pular ao meu lado.

- Você é muito vingativo! – reclamei enquanto tentava me levantar.

- Eu não chamaria de vingativo, apenas estou lhe dando o troco.

- Besta!

- Chato!

- Arrogante!

  O fitei e quando ele menos esperou prendi meus pés em volta das suas pernas e o derrubei. Em um movimento rápido me coloquei em cima dele e segurei suas mãos em cima da sua cabeça.

- Por que você fez isso? – perguntou me fitando com raiva.

- Só queria te dar um beijo.

Lhe dei um selinho rápido e o mesmo tirou aquela carranca de raiva do rosto e sorriu.

- Você vem escorregar comigo? – perguntei estirando a mão para ele que pegou.

- Claro.

  Então subimos na pequena escada entre gargalhadas e entrelaçamos os dedos e descemos juntos, eu não consigo nem me lembrar de quantas vezes repetimos isso. Depois de mais alguns minutos descemos do pula pula que já tinha uma fila enorme para brincar, algumas pessoas nos olhavam curiosos e algumas crianças sussurravam entre elas que quando crescesse queria ter a coragem da gente.

  Aproveitamos o máximo possível daquele parque, fomos em todos os brinquedos quer dizer, quase todos o homem responsável pelo carrossel não nos deixou andar brincar nele nem por 50 dólares. Quem em sã consciência rejeitava 50 dólares? Agora estávamos indo encontrar nossos amigos para assistirmos a queima de fogos, chegamos no lugar combinado e eles ainda não haviam chegado.

- Eu estou acabado. – Magnus falou de forma dramática.

- Eu que diga. – falei.

- Você me faz aceitar cada coisa, Alexander. – sorriu balançando a cabeça.

- E você gosta.

- Fazer o que. – deu de ombros - Estou com vontade de comer algodão-doce, você quer? – ele falou retirando os cabelos dos olhos de forma adorável.

- Claro! – sorri.


  Ele me mandou um beijinho e então saiu de perto de mim, caminhei até o parapeito do Pier e me encostei nele fitei o mar que estava calmo a minha frente e minha mente começou a repassar tudo que aconteceu hoje. Essa viagem estava sendo surreal e inesquecível em todos os sentidos, olhei para o lado e um casal brincava com uma criança o que me lembrou da Cat, eu estava tão feliz por ela e por seus namorados. Ela estava esperando um bebe e todos nós estávamos felizes, eu sempre escutei quando crianças que filhos trazia felicidade e por esse motivo eu sempre quis ter uns 4 filhos o que eu não sabia era se Magnus tinha o mesmo desejo que eu. A gente nunca conversou sobre o nosso futuro ou sobre construir uma família juntos, pra ser sincero eu não sabia nem se iriamos ter um futuro e tudo que me importava nesse momento era viver o agora como se o amanhã não existisse.

- Aqui seu algodão-doce. – ouvir a voz suave de Magnus e me virei.

- Obrigado! – sorri e peguei de sua mão o algodão-doce.

Magnus se encostou também no parapeito do píer e levou um tufo de algodão-doce a boca.

- No que estava pensando? – perguntou com uma expressão suave.

- Se você também sonha em ter uma família grande. – falei – Eu sei que não faz muito tempo que estamos juntos, e a gente nunca conversou sobre...

Ele me encarou com uma expressão entredita.

- Eu sempre sonhei em ter uma família grande, várias crianças correndo pela casa enquanto eu corro atrás delas para vestir suas roupas para podermos visitar a casa do vovó. – falou bobo.

Eu sorri.

- Obrigado! – ele falou.

- Obrigado? – perguntei sem entender.

- Obrigado por reviver esse sonho dentro de mim. – falou – Eu tive que matar esse sonho aos poucos enquanto estive em outros relacionamentos, sabe trabalho e dinheiro falava mais alto que família... –sua voz saiu tremula.

Eu sabia muito bem de quem ele estava falando e minha raiva por aquela cobra só aumentou.

- Você trouxe de volta para mim tudo aquilo que eu tentava fugir e que eu escondia pra tentar ser o namorado perfeito. E eu sou muito grato a você por me deixar ser quem eu sou, só a você eu me mostrei por completo e você me aceitou.

O puxei para um abraço.

- Eu seria um tolo se eu não te amasse do jeito que você é.

  Beijei sua testa, meu coração batia frenético e eu sabia que ele podia ouvi-lo já que estava com a cabeça em meu peito. Ficamos tanto tempo assim que nem notamos o lugar em que estávamos estava começando a encher de pessoas, nos soltamos e Magnus me fitou.

- Você acha que seremos bons pais? – perguntou.

- Não tenho dúvida disso.

  Ele sorriu pequeno e beijou meu ombro. Nossos amigos chegaram e se juntou a nós estávamos conversando enquanto começava a queima de fogos, a música alta se misturava as pessoas que conversavam histéricas.

- Quando saímos daqui, vamos para um Luau. – Raphael falou – O vizinho nos convidou.

 Sorrimos para Raphael então a contagem regressiva começou. Abracei Magnus e ele envolveu os braços em voltado do meu pescoço sorrindo.

- Três, dois, um! – contamos em um coro perfeito e gritamos juntos quando os fogos começaram a subir iluminando todo o céu.

- Feliz ano novo meu amor! – falei lhe dando um selinho.

- Nosso primeiro ano juntos. – ele sussurrou contra a minha boca.

- O primeiro de muitos.

- Eu te amo.

  Então o beijei na frente de todos sem nem me importar com nada. Assim que nos separamos eu vi meus irmão beijando seus ficantes ou namorados eu não sabia ao certo. As pessoas batiam palmas e se abraçavam uns aos outros tipo clima de ano novo, desejamos feliz ano novo aos nossos amigos e continuamos ali assistindo a queima de fogos.

- Eu nunca imaginei que iria dar meu primeiro beijo do ano no cara que melou minha camisa com o recheio do churros. – falei risonho.

Ele sorriu convencido.

- E eu nunca imaginei que iria namorar meu funcionário.

- Ex-funcionário, agora sou seu sócio. – falei fingindo formalidade.

- Oi sócio! – falou zombeteiro.

Eu mostrei a língua para ele.

- Você fez algum pedido para o ano novo? – perguntou.

- Yeah. – assenti.

- O que pediu? – perguntou deslizando os dedos pelo meu peitoral descoberto.

- Eu não vou te contar! É segredo. E você o que pediu?

- Eu não vou te contar, é segredo! – repetiu cínico e eu revirei o olhos.

- Já está na hora de irmos, crianças! – Catarina falou batendo as mãos.

- Por que está nos tratando assim? Como se fossemos crianças? – Magnus perguntou zombeteiro.

- Porque eu sou a única responsável do grupo, agora vamos!

- Tá parecendo minha mãe! – Rapha resmungou.

- Você gosta quando eu te castigo na cama e nem excita em me chamar de mamãe.

Todos nós gargalhamos.

- Vejo que não é só eu que gosta de aplicar um bom castigo. – falei rouco no ouvido de Magnus e eu o senti se arrepiar.

- Filho da puta! – me xingou baixinho então eu sorri.

  Depois de quinze minutos estávamos estacionando os carros na garagem de Raphael. O trisal e meus irmãos haviam ido primeiro para o Luau e eu havia ficado na casa esperando Magnus sair do banheiro.

- Pelas minhas contas já fazem dez minutos que você está dentro desse banheiro. – resmunguei jogando uma bolinha para cima e pegando.

Eu não obteve resposta então a porta foi aberta e Magnus saiu de dentro do banheiro com o rosto molhado.

- Tomou banho? – perguntei arqueando a sobrancelha.

- Só lavei o rosto pra ver se meu amiguinho se acalmava, você tem que parar de me falar putaria em público.

  Sorri safado e me levantei, Magnus ergueu a cabeça para me fitar e eu deslizei os dedos por seus lábios o contornando.

- Ficando duro sem eu ao menos te tocar, Bane?

Sua respiração saiu pesada entre meus dedos.

- Oh, desculpa interromper. – Clary falou tapando os olhos.

Magnus e eu nos afastamos e meu namorado de forma nervosa passou as mãos em seus cabelos.

- Pode tirar as mãos dos olhos, Clary. – falei.

A ruiva lentamente retirou as mãos dos olhos e nos fitou desconfiada.

- Só vim pegar meu celular que esqueci.

- Já estávamos de saída. – Magnus falou com as bochechas coradas – Vamos, Alec?

   Eu assenti e seguimos a ruiva, ao chegamos na casa ao lado demos de cara com uma gigantesca fogueira e algumas pessoas ao redor dela conversando, o lugar era iluminado com várias luzes coloridas, ao canto tinha um bar daqueles havaianos e do outro lado um pequeno palco onde tinha um DJ.

- Finalmente chegaram! – Raphael falou – Me deixe lhe apresentar o dono da festa, pessoal esse é o Nico.

O homem que estava de costas se virou e Magnus e eu arregalamos os olhos.

- Acho que nós já nos conhecemos. – ele falou risonho.

  Ele era o mesmo homem que havia nos oferecido roupas no dia que roubaram nossas calças e o mesmo que adentrou no banheiro quando eu estava beijando Magnus no show do Arctic Monkeys.

- Eu estou começando a achar que você é um tipo de perseguidor. – Magnus falou sarcástico.

- Vocês se conhecem? – Raphael perguntou.

- Foi ele que nos ofereceu roupas emprestadas quando roubaram a nossa. – Magnus falou com cinismo.

- Se tivessem aceitado não teriam usado as folhas dos coqueiros nos quadris. – deu uma piscadinha para Magnus que bufou de raiva.

- Acho que vou para casa. – Magnus falou se virando.

O puxei trazendo seu corpo para junto do meu.

- Desculpe o meu namorado. – falei – Eu me chamo Alec e esse é o Magnus. – nos apresentei.

- É um prazer conhecer vocês. – ele falou estirando a mão em um cumprimento que eu retribuir e Magnus hesitou um pouco mais retribuiu. – Fiquem a vontade.

Ele então se retirou.

- Eu não vou com a cara desse cara. – Magnus revirou os olhos.

- Por que? Por que ele parece seu sósia? – Raphael falou zombeteiro.

  Fitei Nico e talvez ele até tivesse alguns traços de Magnus, sua pele era morena dourada, seus cabelos eram pretos e seus olhos eram puxados, mas não chegavam nem perto dos do meu namorado.

- Meu namorado é muito mais bonito. – falei.

- Está falando isso só pra não apanhar. – Raphael deu de ombros se retirando.

- Você me acha mais bonito que ele? – Magnus perguntou me fitando sério.

- Você é mais bonito que qualquer outra pessoa nessa festa.

Coloquei as mãos em seus quadris e juntei nossos corpos lentamente deixei uma sequência de selinhos em seus labios e quando eu realmente iria lhe beijar ouvir uma voz familiar ao meu lado.

- Eu estou de folga por uns dias. – o homem falou risonho para o outro homem a sua frente.

  Olhei para o lado procurando o dono daquela voz e abrir a boca e fechei várias vezes sem saber o que falar. Tanto lugar para ele ir, ele tinha que está justamente ali?


Notas Finais


E ai Babys o que acharam?? Teorias??


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