1. Spirit Fanfics >
  2. The Prince of Dragons >
  3. Breakouts and Clashes

História The Prince of Dragons - Capítulo 50


Escrita por:


Capítulo 50 - Breakouts and Clashes


Fanfic / Fanfiction The Prince of Dragons - Capítulo 50 - Breakouts and Clashes

Nuvens de fumaça levantavam da ilha, restos de incêndio eram vistos por todos os lados e destruição era o que definia a situação do vilarejo.

Alvin soltava faíscas de raiva pelos olhos, aquele garoto havia frustrado seus planos mais uma vez e ainda havia condenando seus homens a nadarem pela água gelada do oceano até alcançarem a praia.

Não havia por onde escapar, seu plano estava a um passo de ser completado e foi uma pena que Soluço libertou o fogo de bala tarde demais. O dragão não era mais necessário, ele já havia cumprido com seu dever e dizimado a vila.

Foi então que aconteceu...

Em meio calada da noite o assobio de fúria da noite se reverberou pelo silêncio, avisando que o perigo estava a espreita e pronto para atacar a qualquer momento.

Alvin tentava encontrar o dragão, mas a fumaça dificultava seu trabalho e o manto escuro da noite piorava ainda mais. Era impossível saber onde eles estavam...

Os exilados cercaram seu líder, em um ato de proteção enquanto buscavam cegamente pela presença do inimigo.

O assobio se tornou mais próximo, sua intensidade aumentado cada vez mais levaram os párias a ficarem cada vez mais receosos e diminuírem ainda mais o círculo.

Então ocorreu um ataque, em uma velocidades luz um grupo de exilados foram arremessados para longe abrindo um terço do círculo.

Houve um mínimo rangido quando as mãos de Alvin se apertaram, os nós de seus dedos parecendo brancos contra a pele de punho. Tudo em sua expressão demonstrava raiva...

— Não fiquem parados seus incompetentes, derrubem esse dragão e me tragam aquele pirralho!!! – vociferou em tom de ordem.

Mais um ataque.

Outra abertura no círculo, mais exilados eliminados da batalha.

Antes que os párias pudessem obedecer a ordem, Banguela ousou bruscamente em frente ao restante e rugiu ferozmente.

Alvin xingou ao quatro ventos quando seus homens fugiram como covardes que eram, deixando ele para trás com a menino dragão.

Soluço desmontou de seu dragão e pediu para que ele fosse ajudar o Dagur, algo que o fúria da noite não pensou duas vezes em obedecer.

Alvin e Soluço se desafiaram pelo olhar.

Enquanto o exilado retirou sua arma da bainha, o rapaz colocou seu escudos em suas costas e cruzou os braços.

— Que tal uma proposta, eu te venço nessa luta e te dou uma chance de me contar tudo o que eu quero saber e te poupo de passar o resto do seu dias em uma das celas de Berk. – arqueou uma sobrancelha em expectativa.

Alvin soltou um risada sem graça.

— Eu vou pegar leve com você garoto, quando eu te derrotar vou fazer da sua vida miserável e você finalmente vai me dizer onde conseguiu esses poderes. – começou a rodear o rapaz com passos lentos e perigosos. — Mas essa lista precisa ser justo, isso incluiu sem uso de nenhuma de suas habilidades sobre humanas.

Soluço permaneceu neutro.

— Eu não preciso dos meus poderes para te derrotar, se eu fosse você não pegaria leve. – murmurou. — Sabe qual o seu problema Alvin? Você subestima demais o seu adversário e isso um dia será a sua ruína.

Mal terminou de dizer isso e deve que desviar no último segundo de um ataque por trás, quando o exilado investiu novamente ele pegou sua espada flamejante e as lâminas colidiram com um barulho estridente.

Alvin tentou lhe acertou um chute, mas ele se esquivou para o lado e tentou uma investida na lateral algo que rapidamente foi defendido.

— Sabe não foi nada corajoso da sua parte atacar um vilarejo indefeso Alvin, não sabia que havia chegado a um ponto tão baixo. – Soluço debochou.

Alvin rosnou e ergueu a espada correndo para atacá-lo novamente, Soluço se preparou para o golpe que prontamente foi defendido mais isso não o impediu de vacilar alguns passos para trás.

— Ninguém aqui quer ouvir sua opinião garoto. – zombou.

Soluço deu um sorriso irônico.

— Isso é uma pena, porque eu só estou começando...

***

Dagur corria o mais rápido que suas pernas permitiam, estava a poucos metros da entrada das minas e Soluço realmente não o ajudou muito ao deixá-lo em ponto meio distante para ir enfrentar aquele traidor.

Olhou para cima tendo a vista dos outros dragões o acompanhando na corrida pelos ares, praguejou mentalmente ao se lembrar que podia ter montado em um deles e poupado de toda essa canseira. Mas agora já era tarde.

Suor escorria pelo seu rosto, enquanto seus nervos estavam a flor da pele.

Não sabia como se povo reagiria ao vê-lo depois de tanto tempo e com tantas mentiras colocadas em suas cabeças temia que ocorresse uma rebelião em um momento tão inapropriado como esse.

Parou no meio do caminho quando a visão dos bersekers reunidos em frente a entrada, alguns gravemente feridos sendo apoiados pelos que estavam em situações melhores, enquanto outros estavam desmaiados.

Todos tinham um semblante sofrido e uma expressão exausta.

Dagur hesitou em se aproximar, estava com medo deles não o ouvir e decidirem permanecer na ilha a qual não sabia quanto tempo duraria.

Havia um incêndio tomando a floresta, fogo esse que não tardaria em chegar até as minas e essa por sua vez corria o risco de desabar.

Em meio ao seu devaneio, Banguela pousou ao seu lado e chamou a sua atenção com um grunhido irritado.

Dagur voltou em si.

— Desculpe Banguela, mas eu não posso fazer isso. – murmurou falho. — Vorg colocou muitas mentiras ao meu respeito na mente deles, todos devem me odiar e nunca irão me ouvir.

O fúria da noite compreendeu, mas não podiam parar com o plano.

Dagur estava com medo de ser rejeitado, isso era normal considerado essas circunstâncias mais se ele quisesse recuperar a confiança do seu povo, o melhor caminho era consertando os seus erros do passado.

Banguela queria fazer um discurso motivador, mas o berseker não entenderia uma palavra e sendo assim a única coisa que fez foi empurra-lo até às minas.

Dagur tentou escapar mais foi tarde, vários vikings já haviam o visto e a expressão deles não era nem um pouco receptiva. Estava mais para puro ódio, raiva e decepção.

E isso acabou com ele.

Mas as próximas palavras acabaram por destruí-lo.

— O que faz aqui? Você não é bem vindo. – um deles falou com rancor. — Como teve coragem de voltar depois de ter traído o seu próprio povo, para baixo com ele!!!

***

Soluço admitia que não estava sendo nada fácil lutar contra Alvin, ao contrário dos seus guerreiros, o exilado era rápido e tinha ótimos reflexos. Além disso, ele tinha a força ao seu favor e querendo ou pária era muito mais forte que ele mais nada que não pudesse suportar.

Tinha a leve impressão que Alvin nem sempre lutou bem assim, parecia que ele havia passado por um treinamento bem pesado para aprimorar suas habilidades e ser capaz de lutar contra ele de igual para igual.

— Quem é Grimmel? E o que ele ganha destruindo Berseker? – perguntou pela enésima vez naquela luta.

O rapaz não queria estender por muito tempo aquele duelo, fazia pelo menos umas meia horas que estavam trocando golpes. No início da luta debochou o máximo que pode do exilado, mas logo enjoou daquele jogo sem sentido e ficou no que realmente era importante.

Conseguir informações sobre a possível conexão entre Alvin e Grimmel.

Mas isso não estava sendo fácil, o exilado não estava disposto a colaborar e até agora não havia conseguido arrancar nenhuma palavra dele a respeito.

— Você não cansa de perguntar isso?! Soluço, Soluço, Soluço, seu pai não te ensinou que não deve se meter onde não é chamado? – murmurou debochado. — Grimmel vira atrás de você cedo ou tarde, não devia ter se colocado no caminho dele.

Novamente respostas misteriosas, Soluço estava perdendo a paciência e isso provou quando em uma velocidade luz ele deu uma rasteira no exilado que não consegui desviar a tempo.

No próximo instante, Alvin tinha uma espada apontada para sua garganta e sua mão sendo esmagada pela prótese do garoto.

— Eu cansei de ser compreensivo Alvin, ou você me diz o que eu quero saber ou vai descobrir como é o cheiro de pele queimada. – ameaçou. — Me diga, quem é Grimmel?

Alvin o olhou com zombaria.

— Você não desiste não é mesmo?! Pois saiba que não é uma queimadura que vai me fazer falar, mas só posso te dizer que ele é um velho amigo.

Soluço sentiu a raiva borbulhar em seu interior, mas antes que esboçasse alguma reação foi arremessado para longe e suas costas colidiram fortemente contra uma das paredes de uma casa que permaneceu em pé e com o impacto ela se quebrou.

O rapaz se sentou desnorteado, sua mente tentando assimilar o que tinha acontecido e de onde viera o golpe. Não teve tempo de descobrir, pois em um piscar de olhos o pária estava a sua frente e sua espada descia de encontro com eles.

Arregalou os olhos em surpresa e rolou para o lado, a lâmina da espada atingiu a madeira ao invés dele. Soluço levantou em um salto pronto para dar continuidade aquele duelo, sabendo que qualquer tentativa de conseguir informações sobre esse caçador seria em vão.

Alvin não era mais esperto do que pensava.

— Olhe a sua volta Soluço, você perdeu essa batalha! – provocou. — Você pode ter tentado, mas não consegui impedir de eu concluir o meu objetivo. Berseker foi destruída, você falhou!

Soluço sentiu aquelas palavras atingirem ele em cheio, o exilado estava certo.

Ele falhou...

Havia chegado agido tarde demais, olhou ao redor e se deparou com as chamas consumindo o vilarejo, casas completamente destruídas e a floresta em chamas.

Ele não foi capaz de proteger, havia falhado em sua missão.

Dagur confiou nele para salvar o ilha da destruição, mas ele falhou.

Aquele pequeno momento de distração foi suficiente para Alvin acertar um soco poderoso em seu estômago, que o jogou a quase um metro de distância.

O ar havia sumido de seus pulmões, sua visão ficou desfocada e suas forças pareciam ter sido sugadas. Estava desnorteado...

O líder exilado aproveitou sua vulnerabilidade para desferir mais golpes, esses os quais Soluço não foi capaz de defender.

***

Banguela nunca pensou que chegaria a esse ponto, mas estava preocupado com o estado do berseker e não podia fazer nada para ajudá-lo pois ele tinha escolhido isso.

Quando seu povo decidiu se revoltar contra ele, Dagur não fugiu apenas pediu para o fúria da noite se esconder e com a cabeça erguida ele esperou que viessem.

Ele não reclamou quando recebeu uma sequência de golpes dolorosos, ou quando teve o seu nariz quase quebrado e muito menos dos chutes que levou no estômago. Aguentou todo aquele espancamento em silêncio, se esse era o preço a pagar para conseguir consertar os seus erros ele havia pago.

Porque isso não era nem a metade do que havia passado, talvez seu corpo tivesse se acostumado a sentir dor e isso facilitou um pouco as coisas.

Depois do que pareceram horas, tudo cessou e os vikings se afastaram enquanto gritavam palavras ofensivas em direção ao ex-líder.

Dagur estava deitado com os olhos fechados, sentia seu corpo amortecido de tanta dor mais isso não o impediu de reunir as suas forças e se levantar. Agora era a sua vez de falar e eles deveriam ouvir.

Os bersekers perceberam o movimento, passando a zombar do ruivo e a insultá-lo. Cada palavra dita o matava por dentro, aquilo era demais até mesmo para um suposto vilão.

— Espero terem se sentido melhor depois disso. – disse com a voz meia rouca. — Eu entendo que estão com raiva de mim, fiz algumas coisas que são imperdoáveis e me arrependo, não estou aqui para pedir perdão porque eu não mereço. – respirou fundo. — Estou disposto a fazer o que for preciso para conquistar a confiança de todos vocês, de provar que eu posso ser sim um bom líder e não um tirano como eu era.

Murmúrios ecoaram no ar, com o crepitar do fogo a distância como uma música de fundo.

— E você quer que acreditamos no que você diz? Você traiu a todos nós!!! – gritou um homem do meio da multidão. — Você é uma falso Dagur, nos nunca confiaremos em você novamente.

A expressão de Dagur vacilou.

— Eu não estou pedindo para confiarem em mim, apenas quero que me deem uma novam chance para eu provar a todos vocês o meu valor. – murmurou de cabeça baixa. — Eu quero consertar esse erro do passado, eu sei que Vorg deve ter falado muitas coisas a meu respeito para todos mais nem tudo é verdade. – engoliu em seco. — Olha, eu aceito que vocês não me querem como um chefe mais por favor, me deixe ajudá-los e depois de estarem a salvos vocês decidem o que fazer comigo. Eu só peço mais uma chance.

Uma mulher alta e robusta, com o rosto e as roubas toda suja tomou a frente da multidão com um brilho escuro em seus olhos.

— Como vamos saber que você não está enganando a gente como as outras vezes? – questionou friamente.

Dagur sentiu uma pontada de esperança.

— Porque eu estou dizendo a verdade, eu só quero consertar os meus erros. Vocês não podem ficar aqui, o incêndio está se alastrando rapidamente pela floresta e não vai demorar para chegar até às minas e isso sem contar que ela ameaça a desabar a qualquer momento. – apontou para a entrada da caverna. — Eu aprendi muitas coisas durante esse tempo, dentre ela é que os dragões não são criaturas sanguinárias como pensávamos que era e quando se ganha a confiança de um, não há nada que um dragão não faça por você.

Banguela que escutava aquele discurso com atenção, encontrou a abertura perfeita para sair de trás dos arbustos onde havia se escondido e se aproximar cautelosamente do berseker e pedir por carinho.

Dagur observou o medo em cada expressão, assim como a descrença e ele só pode olhou para Banguela e o acariciar agradecendo- o mentalmente pelo apoio e colaboração.

— Aqui está a prova do que eu disse, se fosse em outra situação esse dragão não hesitaria em me matar mais ambos aprendemos a confiar um no outro.

Pouco a pouco, os bando de dragões que o fúria da noite tinha chamado começou a pousar lentamente atrás deles.

— Não precisam ter medo, eles estão aqui para ajudar. – abriu os braços apontando para os dragões. — Tem um navio ancorado do outro lado da costa esperando por vocês, precisamos sair dessa ilha antes que seja tarde e só peço que confiem neles.

— Eles mataram centenas de nós, Berk sofre ataques constantes dessas feras e como espera que nos acreditamos que eles não vão nos matar no momento em que nos aproximarmos? – perguntou a mesma mulher de anteriormente.

Banguela cutucou Dagur com a cabeça, dando sinal para ele montá-lo e assim ele fez.

Suspiros surpresos foram ouvidos.

— Confiem em mim só dessa vez, eu ainda preciso resgatar as crianças e idosos que estão presos no Grande Salão e só poderei fazer isso se colaborarem comigo. – argumentou. — Os dragões não vão atacá-los, tido o que eles querem eu ajudar todos a chegarem em segurança no navio.

Um nadder mortal de coloração roxa se aproximou da mulher que permaneceu estática no lugar enquanto a multidão se afastava com medo, ao invés de atacá-la ele se abaixou causando confusão e surpresa.

— O que? – perguntou ofegante.

— Ele quer que você saiba em suas costas, ele não vai te machucar é só confiar. – Dagur explicou suavemente.

Os vikings observavam a cena com atenção, embora alguns gritasse para que a mulher se afastasse ela não o fez. Não sabia o porque, mas ao olhar nos olhos do dragão ela viu a ela mesma e talvez seja por isso que ela tomou coragem e subiu em suas costas.

Dagur abriu um sorriso enorme quando ela fez isso, afinal nem tudo estava perdido e ela parecia fascinada com o dragão.

— Agora eu entendo o que quis dizer, eu não tenho palavras para descrever isso tudo e vou te dar um voto de confiança Dagur. – falou a mulher com emoção. — Mas o que eu devo fazer agora?

— Apenas segure firme que ele vai te levar até o navio. – respondeu.

A mulher obedeceu, segurou firmemente na coroa de espinhos do nadder e depois disse:

— Estou pronta.

Então o nadder alçou um voo suave, arrancando um suspiro trêmulo da mulher.

Todos observaram quando o dragão desapareceu na penumbra da noite com a mulher montada em suas costas, ninguém dizia nada e Dagur temia que isso fosse algo ruim.

Passado alguns minutos, o nadder retornou a mulher e pousou ao lado do fúria da noite.

—Onde está Heyla? – perguntou um homem de meia idade.

— No navio em segurança. – respondeu confiante. — Agora acreditam em mim? Os dragões só querem ajudar levando todos vocês até o navio, por favor, deixem essa teimosia de lado e ouçam a voz da razão. Não temos muito tempo, se ficarem aqui iram morrer.

Um longo silêncio se seguiu, Dagur se sentia ansioso.

Então o inesperado aconteceu, um jovem saiu do meio da multidão e aproximou do mesmo nadder que abaixou para ele montar e assim o fez. Então, um garota de mesma idade saiu do veio de encontro com ele e o dragão abaixou novamente e ela subiu em suas costas.

— Nos leve até Heyla. – pediu o rapaz e o dragão obedeceu.

Então a multidão começou seguindo o exemplo, se aproximando hesitante dos dragões que se abaixavam para eles subirem.

Dagur ficou emocionado...

Eles ainda confiavam nele, ainda tinha esperança dele ser alguém melhor e não desperdiçar ia essa chance.

***

Soluço estava em apuros, quase não conseguia se defender dos golpes de Alvin e da maneira que a situação ia ele precisaria da ajuda de seus poderes.

Pelo canto do olho acompanhava os dragões levando os bersekers até o navio, causando um certo alívio nele em saber que Dagur havia conseguido e não o tinha decepcionado.

Não sabia quanto tempo havia se passado, mas o céu começava a clarear mostrando que em pouco tempo o sol se mostraria no horizonte e estrelas perderiam o seu brilho.

Assim como ele perderia essa luta se não usasse seus poderes...

Talvez, apenas talvez tenha subestimado um pouquinho o exilado e por causa desse seu deslize ele agora estava entre a espada e a parede, e isso não era no sentido figurado.

— Parece que o grande mestre dos dragões não é assim tão bom quanto eu pensava. – Alvin debochou mais uma vez. — Grimmel ia adorar te conhecer, mas é uma pena que tenhamos que acabar assim.

Soluço fechou os olhos esperando pelo momento em que a espada atravessaria o seu coração, nunca havia imaginado que teria um fim tão trágico. Pula-Nuvem havia errado em escolher ele para ser o Príncipe dos Dragões, nem ao menos tinha sido capaz de cumprir com aquela profecia.

Não havia como escapar, estava fraco demais por conta dos golpes sofridos.

No momento em que o exilado abaixou a espada, uma explosão de plasma o arremessou alguns metros de distância e Banguela pousou com maestria em frente ao se cavaleiro, rosnando ameaçadoramente para o exilado.

Dagur não estava com ele.

— Não pensou que se livraria de mim assim tão fácil, não é mesmo?! – comentou com uma ar divertido.

Soluço deu um sorriso amigão

— Obrigado amigão, se não fosse por você eu não estaria mais aqui.

Banguela grunhiu em resposta.

Soluço fez um rápido carinho nele e depois subiu em suas costas, olhando sem expressão para Alvin que havia acabado de se levantar.

— Acabou pra você Alvin! – semicerrou os olhos.

O exilado soltou uma risada anasalada.

— Eu acho que não Soluço! – contrariou em um tom sombrio.

O rapaz não disse nada, apenas sinalizou para Banguela pegá-lo. O fúria da noite alçou um voo a toda velocidade e quando estava a um passo de pegar o exilado, algo agarrou antes e o Banguela pegou o ar ao invés disso.

Soluço piscou surpreso.

— Mas o que?

— Eu acho que nós despedimos aqui Soluço. – a voz de Alvin ecoou em um ponto próximo.

Soluço olhou na direção e abriu a boca em surpresa, um dragão que nunca tinha visto antes segurava o exilado em suas garras. Ao lado dele há ia mais quatro da mesma espécie, ele não conseguia compreender.

Os dragões não pareciam estar acorrentados, muito menos sendo obrigados a fazer isso.

Balançou a cabeça, pensava nisso depois.

— Banguela pega eles amigão!!!

O assobio do fúria da noite cortou o ar indo a toda velocidade em direção aos novos inimigos, Banguela preparou uma rajada de plasma e antes que pudesse usá-la desviou bruscamente de um ataque de ácido.

Alvin se deliciou com a visão.

— Acabem com eles e me tragam aquele fúria da noite!!!

***

Em Berk...

Stoick observava a silhueta encapuzada descendo de um dos navios ancorados, atrás deste vinham seus dois comandantes. Tudo neles esbanjava elegância e poder, não era de se esperar menos de caçadores como eles.

Bocão estava mais atrás do homem de barbas ruivas, acompanhado dos melhores guerreiras de Berk.

Um clima misterioso e ao mesmo tempo tenso pairava no ar, ambos os lados pareciam prontos para lutarem se necessário.

Stoick não sabia pelo que esperar, havia uma frota de navios com emblemas em suas velas que nunca vira antes ancorados no cais. A bandeira branca erguida sinalizava que virem em paz, mas ele duvidava seriamente disse.

— Quem são vocês? O que os trazem até Berk? – perguntou quebrando aquele silêncio ensurdecedor.

Um sorriso malicioso se forçou nos lábios do encapuzado, então ele abaixou o capuz revelando seus cabelos platinados.

— Acredito que não fomos devidamente apresentados. Sou Grimmel, líder dos caçadores de dragões e eu tenho uma proposta pra você chefe Stoick...


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo, não sei se ficou muito criativo mais é o que temos.
Até a próxima pessoal...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...