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História The Prince's Fate - Capítulo 2


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Notas do Autor


Voltei ♡

Como sempre postando capítulos de madrugada que é quando minha criatividade surge, boa leitura~

Capítulo 2 - Chapter 2


Na manhã seguinte, logo que acordei, fui recebido com novas batidas na porta do meu quarto, dessa vez era Johnny.

- Bom dia, vossa alteza. - Ele carregava uma bandeja com meu desjejum. - Como está se sentindo?

John era filho do nosso cozinheiro, estava aprendendo a se tornar um confeiteiro. Por ser quatro anos mais velho do que eu, agia como um irmão cuidadoso e um tanto chato, às vezes.

- Não me chame assim, por favor. - Ele sabia que eu não gostava desse tratamento e fazia de propósito. - Não estou nada bem, ainda sinto dor pelo meu corpo todo e não quero lembrar dessa realidade que me assombra.

Ele depositou a bandeja perto de mim e se sentou na poltrona ao lado.

- A realidade de que você é o herdeiro sucessor do trono, ou que vai ser obrigado a se casar com o garoto mais detestável aos seus olhos?

Sempre me surpreendi com a maneira que ele conseguia enxergar o que eu estava sentindo. Não tinha como esconder nada de Johnny.

- Por isso, sim, mas acredito que seja por tudo. - Levantei com ajuda do mais velho e comecei a comer uma fruta. - Eu imaginava que um dia seria prometido em casamento, só que não tão cedo e não para o Yukhei. Logo ele!

- Você não esperava se casar com o Taeyong, não é? Todos sabem que ele é um filho adotivo, portanto não tem os mesmos direitos que o filho legítimo.

- Eu sei. - Apesar de ter cogitado a ideia. - Mas Johnny, isso aqui deve ser só um arranhãozinho. - Olhei pra minha perna enfaixada e suspirei profundamente. - Não deveria me impedir de nada. Quem ligaria se meu corpo tem marcas ou não?

- Deixa eu ver... os seus pais, a realeza, seu futuro marido... - Johnny contava usando os dedos. - Quer que eu continue? - Neguei com a cabeça. - Ótimo. Além do mais, vocês dois precisam amadurecer e com o tempo podem se tornar ótimos parceiros e confidentes um do outro.

Talvez ele estivesse com a razão, como sempre. Só que imaginar Yukhei melhorando era algo inacreditável pra mim. Conviver ao seu lado e beijá-lo então, eca. Dessa água não bebereis. Conversamos mais um pouco e terminei de me alimentar. Johnny saiu e deixou que eu repousasse o restante da manhã. A única vantagem de ficar doente ou machucado era que eu não precisava fazer nada, muito menos aquelas aulas chatas e cansativas. Também fiquei sabendo que Yukhei não estava mais por perto, ele iria passar um tempo com seu avô, que era extremamente rígido. Seus pais não aceitaram o que ele fez comigo e disseram que dessa vez esse seria o castigo. Confesso que fiquei com um pouco de dó, porém ele fez por onde.

Já Taeyong e eu continuamos a nos comunicar o tempo todo, através de cartas, é claro, e esperando a cada longos três dias para obter resposta. Levar e trazer cartas à cavalo não era nada prático. Quem sabe no futuro isso não mude e a comunicação se torne mais rápida? Confesso que iria adorar.


5 anos depois


Querido Ten,

Não é necessário fazer apresentações porque você já sabe quem está escrevendo. Fiquei lisonjeado com o convite de seu aniversário de quinze anos e sem sombras de dúvidas comparecerei. Já faz mais ou menos um ano que não nos vemos pessoalmente, não é? Agora que estamos mais velhos, nossas obrigações aumentaram e fica complicado nos encontrarmos. Sinto saudades de te ver, das nossas maratonas literárias e passeios a cavalo ao pôr do Sol. Gosto de te ver sorrindo também, é aconchegante para mim. Enfim, deixarei para te bajular pessoalmente, e por favor, me responda o mais depressa possível, pois estou aguardando ansiosamente.

Até breve, Taeyong.

Sempre que terminava de ler uma carta de Taeyong, eu sentia meu peito aquecer e um sorriso involuntário estampar o meu rosto. Sentia um carinho muito especial por ele e era gratificante saber que era recíproco. Nem mesmo o tempo ou distanciamento faria com que diminuísse. Eu costumava receber muitas cartas dele, porém nenhuma de Yukhei… eu sei que não tivemos uma boa relação no passado, nem espero que ele goste de mim, mas como o noivado ainda continuava sendo válido para ambas as partes, pensei que ele poderia mandar um sinal de vida, ao menos.

No dia do meu aniversário, eu não conseguia ficar muito animado. Na verdade, poderia dizer que estava um pouco irritado. O palácio estava impecável, com seus corredores e escadas extensas brilhando de tão limpos; não tinham muitas decorações exageradas ou diferentes do habitual porque eu não desejei. Prefiro que tudo seja o mais simples possível. Pra ser sincero, eu não convidaria nem metade daquela lista de convidados e faria uma singela tarde de chá. Infelizmente não posso me intrometer nessa parte, mas quem sabe no ano que vem?

Vesti um terno preto, elegante pra quem vê e desconfortável pra quem usa. Nada muito diferente do habitual, essas roupas de alfaiataria são péssimas.

Depois de muito tempo sem ver meu primo Yuta pessoalmente, ele resolveu aparecer. Estava lindo, usava um traje não muito diferente do meu, porém seu cabelo comprido penteado para trás chamava muito mais a atenção para si. Não me considerava feio, mas ele me deixava sem palavras. Além de Yuta, tinham outros dois rapazes que estavam chamando bastante a atenção de todos no saguão: Taeyong, que já era esperado que apareceria em meu aniversário; e mais um, só que esse eu não reconhecia. O estranho - que provavelmente era da realeza também - sorriu pra mim quando me viu. E eu me senti extremamente envergonhado, porque além dele ter um sorriso perfeito, eu não sabia quem ele era. Talvez já tenhamos nos encontrado antes, mas não consigo me lembrar. Ele tinha um rosto fino marcante, olhos grandinhos e seu cabelo escuro era comprido o suficiente para cobrir as orelhas. Deveras atraente, devo dizer.

Assim que a primeira música começou a ser tocada no piano, eu senti um arrepio na espinha, um frio na barriga tomar conta do meu corpo, e uma vontade absurda de subir correndo de volta para o meu quarto. Havia chegado a hora da dança, ou seja, a hora mais detestável. Eu não gostava de dançar, não digo que não sei porque aprendi por obrigação em uma daquelas inúmeras aulas. Entretanto, isso não quer dizer que eu realmente saiba dançar. Enfim, o pior de tudo era ter que sorrir, passar de mão em mão por cada um daqueles possíveis pretendentes, e ainda me curvar com uma expressão feliz e grata.

Porque sim, teoricamente o meu noivado com Yukhei era oficial, só que, como ele nunca apareceu, e faz anos que não sei nada sobre ele, nada além das poucas informações que Taeyong me cedia. Sei bem que, se alguém se interessar por mim e fizer uma proposta interessante aos olhos do meu reino, eles desfazem esse noivado de infância em instantes, e sou obrigado a me casar o mais breve possível. Afinal, tudo isso não passa de um jogo de interesse, ninguém aqui compareceu para me desejar felicidades e uma vida longa e próspera. Talvez o Taeyong, e quem sabe Yuta.

Falando nos dois, eu não tive que dançar com Yuta, porque ele estava tão ocupado quanto eu com os outros convidados. E Taeyong, o perdi de vista já fazem uns bons minutos, queria saber o que ele está fazendo.

Quando pensei que já tinha dançado com todas as pessoas possíveis, aquele garoto estranho me tirou. E pra variar, eu não pude recusar.

- Finalmente nos conhecemos pessoalmente, príncipe Ten, eu me chamo Hendery. - Me curvei novamente, e logo demos as mãos para começar aquela dança. Inclusive, éramos o único par que ainda estava na pista, o que tornava tudo ainda mais constrangedor para mim. - Não estou acostumado a ser o centro das atenções assim, deve ser difícil ser um príncipe, não é?

Ele sabia como se iniciar uma conversa, isso eu não poderia negar.

- É sim, não sei se você percebeu, mas está todo mundo olhando pra gente. - E eu precisava me concentrar bastante para não acabar dando um pisão no pé do meu parceiro. - Não vejo a hora dessa música acabar.

- Eu também. - Nós rimos, discretamente. - Perdão, só te tirei pra dançar porque queria ter uma desculpa pra me aproximar. Eu sou um amigo de Johnny, ele costuma falar muito bem de você.

- Sem querer ser rude, mas ele nunca me falou de você, pode me dizer de onde é e o que faz? - Como amigo de Johnny, já descartava a ideia de ser outro príncipe, apesar dele ainda parecer ser alguém importante.

- Sou originalmente de uma vila pequena próxima daqui, foi lá que o conheci. O ajudei a recuperar suas compras uma vez que tentaram roubar. - Eu nunca tinha ouvido falar dessa história. - Johnny pode ser um cara grandão, mas não luta muito bem, e é muito gentil pra isso... diferente de mim.

Não pude conter a minha curiosidade, acabei perguntando mais sobre si.

- E você por acaso luta? - Franzi as sobrancelhas, confuso. Eu não veria um rapaz tão bonito como ele, sendo um cavaleiro real, por exemplo. - Não é um daqueles baderneiros, é?

Acho que falei um pouco demais, a minha sinceridade ainda vai me encrencar.

- Confesso que já fui. - Ele achou graça da minha pergunta, e deu uma risadinha. - Mas oficialmente, sou um cavaleiro real. - E finalmente a última música tinha acabado de ser tocada, nos separamos curvando em agradecimento. - Acho que nós nos veremos mais vezes, principe Ten, foi um prazer conhecê-lo.

Me despedi de Hendery, e encontrei John arrumando umas taças com bebidas, pedi uma pois estava morrendo de sede.

- Acabei de conhecer o seu amigo. Por que nunca me falou dele? - Acredito que tinha o direito de saber, dei um gole em um suco de laranja em seguida.

- Não era necessário, vossa alteza. - Ele parecia diferente do habitual, cansado ou estressado, devia estar trabalhando bastante, então deixei esse assunto de lado por enquanto. Uma hora teria que me contar tudo.

Um silêncio tomou conta dali, até eu ver Taeyong na sacada mais afastada e ir atrás dele. Foi um dos poucos que eu ainda não tinha visto hoje, e sendo bem sincero, era quem eu mais gostaria de ver nessa festa idiota.

Toquei em seu ombro pelas costas, e ele parece ter levado um susto, como se estivesse escondendo algo.

- Tae, tá tudo bem com você? Queria te ver, você sumiu de lá. - Vi suas mãos esticadas para trás, segurando alguma coisa… Seria um presente? Ele sabia que eu não ligava pra essas coisas.

- Estou sim, Ten, eu tinha ido buscar um presente pra você, espero que aceite e goste, pois foi feito com muito amor e carinho. - Como posso recusar assim?

Aceitei a caixinha rosa com uma fita pérola em volta, desfiz o laço, e assim que abri, fiquei encantado. Era uma pulseira com dois pequenos pingentes em forma de T, acredito que representando as nossas iniciais.

- Então… você gostou? - Taeyong continuava ansioso, aguardando uma resposta minha. Eu notava pelo seu hábito estranho de roer unhas, que ele estava fazendo agora, bem na minha frente.

- Hm… eu adorei! Foi você quem fez? - Ele confirmou balançando a cabeça, dando um sorriso de felicidade. - É lindo, Tae, mas não estou surpreso com o seu talento. Tudo que você faz é incrível.

Demos nossas mãos, encarando os olhos um do outro. Eu estava muito feliz por vê-lo, Taeyong era o meu melhor amigo, e quem mais me entendia.

- Fico contente que tenha gostado. Porém, têm algo a mais que eu gostaria de te dar, se possível…

Fiquei confuso, o que mais ele poderia me presentear?

- Confia em mim? Se sim, feche os olhos. - Era óbvio que sim, logo fiz o que ele pediu. E talvez tenha me arrependido um pouco.

Taeyong me beijou.

Sabe aquele momento clichê dos doramas, quando a mocinha é beijada de surpresa e fica parada feito uma estátua com os olhos arregalados? Era eu, quer dizer, ao menos eu fechei os olhos.

Eu não tive tempo de sentir alguma coisa com aquele beijo, de ver a reação de Taeyong depois disso tudo, ou o que aquilo significava. Porque uma voz muito familiar nos dispersou.

- O que significa isso, Yongqin? - Somente uma pessoa me chamava assim, o próprio Rei Qian Kun, vulgo meu pai.

Eu diria que aquele aniversário de quinze anos foi um borrão surreal e estressante, infelizmente muitas coisas ainda iriam acontecer.


Notas Finais


Se alguém tiver chegado até aqui e quiser deixar um mimo de comentário, eu ficaria muito feliz kkkk acho que não demorarei pra postar o próximo.
PS: Yongqin é o nome chinês do Ten.

E não posso esquecer de agradecer a Ju, minha revisora maravilhosa outra vez, obrigada fada.

Até breve ♡


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