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História The Prince's Fate - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá~
Postando fanfic de madrugada de novo porque é quando a criatividade vem, não tenho muito o que dizer, apenas que tô amando esse plot rs
E tava quase me esquecendo, agora já é aniversário do Taeyong na Coreia, então parabéns pro nosso líder maravilhoso #HAPPYTAEYONGDAY 🥰

Enfim, boa leitura ♡

Capítulo 3 - Chapter 3


Fanfic / Fanfiction The Prince's Fate - Capítulo 3 - Chapter 3

Após ter sido flagrado pelo meu pai com a mão na massa, quer dizer, com a boca na boca, - que, inclusive, não era a boca do meu noivo, era a do irmão dele - eu esperava gritos, confusão, e castigos também. Essa última parte ainda aconteceria, em breve.

 Porém, o rei apenas esbanjou a sua expressão descontente e nada amigável no rosto, enquanto Taeyong e eu nos recompunhamos, pensando num argumento convincente.

- Pai, eu posso…

- Não diga nada. - Fui interrompido. - Já vi o que precisava. - Ele respirou fundo, contendo-se. - Por ora, me acompanhe, pois temos convidados importantes à nossa espera.

 É claro que temos, as alianças, os interesses políticos e a diplomacia sempre foram a maior prioridade. Até o que eu fizesse de errado podia esperar. Estava farto disso.

 Olhei para Taeyong, que parecia cabisbaixo. Conhecendo como eu o conheço, sabia que ele estava se culpando internamente. Toquei seu braço direito com as pontas dos dedos, numa despedida silenciosa. Logo virei as costas para si, seguindo o Rei sem dizer nenhuma palavra.

 Assim que voltamos para o salão de festas, algumas pessoas da nobreza foram se aproximando, me enchendo de perguntas, principalmente sobre o meu noivo.

 "Onde ele está?"

 "Como pode um noivo não comparecer ao aniversário de seu prometido?"

 "Se fosse no meu caso, eu desfaria o compromisso."

 Um bando de intrometidos.

 A minha cabeça parecia que ia explodir se ouvisse mais algum riso forçado dessas pessoas. Ao menos, o meu primo Yuta tinha aparecido, e agora estava do meu lado. Talvez conversar com um conhecido me fizesse bem, ou não.

- Por onde você andou, Yuta? - Me aproximei de seu ouvido, pondo a mão na frente para abafar nossa conversa.

 - Estava por aí, procurando alguém que fosse interessante. - Entendi, Yuta estava procurando um possível pretendente. Por ser mais velho, a pressão em cima de si deveria ser maior. - Encontrei alguém, mas não sei se devo te dizer…

 Só tinha um nome que me vinha à mente, o único qual eu me importaria.

 - Taeyong. - Falei mais para mim, do que para ele.

 Algum tempo atrás, eu tinha notado uma aproximação forçada por parte de Yuta, ele tentava se achegar quando eu estava conversando com Taeyong. Na época, pensei que não era nada demais, já que Yuta sempre foi alguém extrovertido e espontâneo, achei que ele queria fazer apenas amizade. 

 Todavía, me enganei.

 - É… Você gosta dele? Não que isso importe, pois você é noivo do irmão dele, não é?

 Não o respondi.

 Era óbvio que eu me importava, ele era o meu melhor amigo, afinal. Agora sobre gostar, eu não sei, sinto como se um furacão estivesse arrastando minha cabeça para longe do meu corpo. Era difícil raciocinar com tantas coisas acontecendo.

 Primeiro: o Tae me beija, depois sou flagrado - sei bem que isso não ficará impune - e agora, Yuta diz que quer o Taeyong pra si. Fora Johnny que continua agindo de uma maneira estranha. Já é a terceira vez que o vejo andando de um lado para o outro, servindo convidados, e ignorando a minha existência. Será que eu tinha feito alguma coisa? Não sei, preciso descobrir.

 Só sei que eu desejava muito que essa festa acabasse logo de uma vez. Por sorte, algumas pessoas estavam começando a se despedir. Acho que não duraria mais do que uma hora. Aproveitei o momento para pedir permissão ao Rei para usar o banheiro, não antes de dar um sinal para Johnny. Queria conversar com ele a sós por alguns instantes.

 Assim que subi as escadas para o andar superior, vi Johnny vindo logo atrás. Paramos ali mesmo, no corredor, pois ninguém estaria por perto para ouvir a nossa conversa, sendo assim, não teria problema.

- Amigo, por que você tá assim? - Olhei para o seu rosto, mas ele não me encarava, pelo contrário, permanecia com os olhos no chão. - Eu te conheço, anda tão calado, tão distante.

 - Tenho os meus motivos, príncipe Ten. - Eu nunca tinha recebido um tratamento tão frio do mais velho, isso estava me incomodando.

 Nós sempre fomos próximos, lembro que no último inverno quando eu adoeci, foi Johnny quem cuidou de mim.

 

 A neve branca caía lá fora, congelando rios, árvores, e seres vivos também. Enquanto dentro do palácio, estava eu, acamado, e quase congelado. O meu corpo doía, desde a cabeça até as pontas dos dedos dos pés. Não foi uma sábia decisão nadar no rio algumas horas atrás. Agora, aquela sensação de calafrios não me deixava, eu estava repleto de cobertores e parecia não ser o suficiente.

- Jo-Johnny, estou com frio. - Meus dentes tremiam.

 - Eu vou preparar um chá quente, irá te esquentar e ajudar a dormir. - Já era de noite, mais ninguém além dele se preocuparia comigo, e eu não queria ficar sozinho.

 - Não vá. - Respirei fundo, ofegante.- Deita aqui comigo.

 - Desculpe, vossa alteza, mas eu não posso. - Vi o mesmo desviando o olhar, desconcertado.. - Ainda é o príncipe, mesmo que tenhamos consideração um pelo outro, isso seria inadmissível…

 - Por favor, ninguém precisa saber, e você apenas estará me esquentando. - Eu não tinha nenhuma má intenção, estava apenas pedindo ajuda. Talvez precisasse apelar. - Além do mais, você não quer que o príncipe tenha uma hipotermia durante a noite, e morra, quer?

 Não queria ter chegado ao ponto de fazer chantagem…

- Com sua licença. - O mais velho corou, puxando as cobertas da beira da cama e deitando-se em seguida, do meu lado. - É realmente necessário?

 Dei um risinho, satisfeito.

- S-Sim, muito. 

 Me aconcheguei no ombro dele, feito um filhote de felino no meio de sua ninhada. Graças ao corpo grande e caloroso do outro, eu pude dormir tranquilamente.


 

Diferente daquela vez, no momento, ele não estava sendo nada caloroso. E eu não poderia suportar isso por muito mais tempo, me sentia péssimo. 

- Te fiz alguma coisa? Por favor, diga. - Segurei em sua mão, sentindo a aspereza da mesma. Era o completo oposto da minha, que parecia tão macia, como se eu usasse óleos hidratantes o tempo todo.

 - Não, não fez nada. - Johnny permanecia com seu olhar cabisbaixo. Suspirando fundo, e após uma breve pausa, ele finalmente resolveu se abrir comigo. - O problema é que eu estou apaixonado.

 - Mas Johnny, isso é ótimo! Apaixonado por quem? E você já se confessou?

  Ele riu, sem vontade.

 - Como posso me confessar a um príncipe? Sou um mero cozinheiro. No futuro, o máximo que posso me tornar é mordomo. - De qual príncipe ele estaria falando? Ele quase não saía daqui do palácio... - Eu jamais te daria a vida que merece, e jamais seria visto como um homem a sua altura. 

 Assim que percebi que ele estava falando de mim, eu entrei em choque. Automaticamente levei a mão a minha boca, a cobrindo.

 - E-Eu… - Gaguejei, sem reação.

 - Não precisa dizer nada, nunca esperaria reciprocidade. - Ele suspirou outra vez. - Eu te garanto que lutei muito contra esses sentimentos, e lutarei todos os dias da minha vida. - Senti um nó se formar em minha garganta com as suas últimas palavras. - Creio que, de agora em diante, é melhor nos afastarmos. Apenas espero que seja muito feliz na sua vida, vossa alteza.

 E assim, Johnny se foi, descendo os inúmeros degraus da escada, um após o outro. Me deixando pra trás, confuso e desestabilizado.

- Espera… - Foi tudo o que consegui dizer, mas ele não esperou.

 

 

 Após perder o mais velho de vista, eu não tinha cabeça pra mais nada. Corri até meu quarto, batendo a porta atrás de mim, e logo me jogando contra a cama. Desabei, tentando entender - em meio a soluços - o que estava acontecendo. Será que eu era muito ingênuo pra não perceber que as duas pessoas mais próximas de mim, estavam confundindo os sentimentos? 

 Sempre gostei de estar próximo deles, Taeyong era meu melhor amigo, e Johnny como um irmão mais velho. O que eu poderia ter feito de errado? Fiquei pensando nisso, até ter dor de cabeça e precisar dormir pra fazê-la passar. 

 Devo ter dormido por uma hora, ou quase. Apenas acordei porque fui sacudido de leve por alguém que eu não esperava ver em meu quarto.

 Era Hendery, aquele cavaleiro de antes.

- O que está fazendo aqui? - Questionei, ainda despertando. - Quero ficar sozinho…

 Cocei os olhos, logo passando as mãos pelo rosto.

 - Eu ordenei que ele viesse te procurar. Essa confraternização foi um desastre, e a culpa é exclusivamente sua. - Era a voz imponente do Rei Kun me julgando. - Algumas mudanças acontecerão, Yongqin. Pude perceber pelas suas atitudes imaturas nessa noite que não é seguro deixá-lo sozinho. 

  Permaneci em silêncio, cabisbaixo. Realmente, eu fiquei perdido nessa festa, e acredito que merecia algum castigo. Não faria diferença alguma pra mim. O que de pior poderia acontecer? 

  - Desse momento em diante, até uma segunda ordem, o jovem Hendery passará a ser seu cavaleiro, guarda costas e, obviamente, o meu informante. - Seus braços cruzados e a pose ereta fazia tudo parecer pior. As vestes elegantes, junto daquela coroa brilhante, me lembravam do futuro a minha frente. Eu deveria me tornar o que ele era, frio. - Entendido, cavaleiro?

 O jovem, até então calado, se curvou em obediência. 

- Sim, vossa majestade. Executarei a tarefa com perfeição. - Era impossível sentir raiva do cavaleiro. Eu sabia que ele estava apenas seguindo ordens, mas isso não quer dizer que não me incomodaria com uma figura me seguindo para cada canto que fosse.

  Então, por isso, tentei contestar, em vão.

- N-Não é necessário que ele me siga, juro que vou me comportar. - Soltei baixo, olhando para as minhas pernas sentadas na cama, mesmo que eu já soubesse que não adiantaria.

 Meu pedido sequer foi ouvido, e os castigos não pararam por aí.

- Aliás, não quero mais que se encontre com aquele príncipezinho bastardo. - Ele continuou, áspero, sem fazer contato visual comigo e dando as costas para sair do cômodo. - O seu noivo voltará em breve, e é apenas com ele que se encontrará.

 Yukhei estava voltando? Desde quando? Significava que o noivado ainda continuava válido, e provavelmente, nós estaríamos presos um ao outro, para sempre. Nem tive tempo de conversar com Taeyong, desde aquele beijo que demos. Queria perguntá-lo sobre os seus sentimentos, sobre a volta do irmão - se ele sabia disso - e como faríamos para nos encontrarmos nessa situação, eu não queria perdê-lo, se possível gostaria de sair correndo pelos corredores, clamando o nome dele, até que o mesmo aparecesse. Mas, parando pra pensar, é capaz que ele já tenha ido embora.

 Tampouco posso andar sozinho…

 O outro estava lá, enraizado no meio do meu quarto, como se fizesse parte da mobília. Ele estava levando a sério as suas orientações, e a nova função imposta a si. Quem diria, algumas horas atrás nós dois dançávamos juntos, fiquei encantado com a sua beleza, quer dizer, com a sua gentileza, acreditando até que poderíamos nos tornar amigos algum dia. Porém, agora, é apenas um homem ordenado pelo meu pai.

 Eu gostaria de ficar um tempo sozinho, pensando, por isso pedi a Hendery que se retirasse do meu quarto. Ele poderia perfeitamente me vigiar do lado de fora, atrás da porta. Não é como se eu fosse fugir pela janela, por exemplo, tinham mais de dois metros de altura até o chão. Além de baixinho, sou um tanto medroso, e não quero me espatifar lá embaixo.

- Sinto muito, príncipe, daqui eu não saio. 

 Revirei os olhos, bufando em seguida.

- Pode pelo menos se virar de costas? Eu exijo o mínimo de privacidade. - Engrossei um pouco a voz, mesmo não gostando de agir assim.  - Anda logo, preciso trocar de roupas.

 O que era verdade, eu tinha pego no sono com a roupa de gala, queria vestir algo confortável para poder descansar. Apesar de relutar por alguns instantes, o cavaleiro fez o que eu mandei. Agradeci aos céus por isso, talvez a nossa convivência juntos pudesse funcionar, se ele me obedecesse...

 Foi um pouco constrangedor tirar a roupa com ele ali, no mesmo cômodo que eu. Mas ele não se virou, fiquei o observando o tempo todo, de costas. Assim que terminei de vestir meu conjunto macio de algodão, me aproximei até a sacada da janela, respirando o ar puro da noite.

 Torci para que aquele dia terminasse logo de uma vez, e que no dia seguinte, tudo voltasse ao normal, ao que sempre foi. Porém, ainda estava cedo para acabar, eu fui surpreendido por uma voz conhecida me chamando do lado de fora.

- Teeen! - Olhei para baixo e encontrei Taeyong, pronto para subir numa árvore próxima do meu quarto. 

 - Não suba! Fique onde está. - Eu já imaginava que, se os dois se encontrassem, algo de ruim aconteceria. Tentei avisar o Tae, mas ele não me deu ouvidos.

 Quando me dei conta, ele já estava no galho mais alto, se impulsionando para pular na grade da sacada. Dei alguns passos para trás, por precaução. Taeyong poderia ser um príncipe como eu, mas o seu preparo físico era superior, ele sabia como lutar também. 

 E, com um pulo ligeiro, ele estava ali, de frente pra mim, como se o meu desejo de vê-lo tivesse sido realizado. Não pude controlar minhas emoções, aquela sensação de quentura em meu peito se fez presente.

- Senti a sua falta. - Taeyong disse, respirando fundo, ofegante. - Não conseguiria ir embora sem antes te ver. Me perdoa se estraguei a sua festa de aniversário, ou se, de alguma maneira, dificultei as coisas com o seu pai.

 - Tá tudo bem. - Segurei em sua mão, sorrindo. - Você não teve culpa de nada, mas não temos tempo para conversar agora, tenho que te dizer que nós nã-

 E antes que eu pudesse terminar o aviso, senti o meu pulso sendo puxado com força para trás, desvinculando as nossas mãos, e assim, batendo as minhas costas contra o peitoral alheio.

- O que ele está fazendo aqui?! - Hendery levantou o seu tom de voz, quase berrando em meus ouvidos. Me arrepiei sem perceber. - Não ouse se aproximar do príncipe Ten, nunca mais. Saia daqui, imediatamente.

 - Como é que é? Quem você pensa que é para me dar ordens? - Taeyong o media com os olhos. - Só saio daqui quando o Ten quiser. 

 Já eu, ficava naquela impasse. Não queria que Taeyong fosse embora, mas Hendery não nos deixaria a sós, e ainda poderia contar para o meu pai sobre essa visita inesperada, estragando todo o restante da nossa relação.

 Fui empurrado pelo cavaleiro, sendo praticamente jogado em cima da minha cama. Resmunguei, descontente.

- Se não vai embora por bem, eu terei que usar a força bruta. - Vi o mesmo desfazendo o nó de sua gravata e assumindo uma pose de luta. - Fui designado pelo próprio Rei Qian a proteger o seu herdeiro.

- Acha mesmo que pode me bater? - Taeyong riu, com desdém. - Pouco me importa se é um cavaleiro, príncipe, ou se o Rei te protege, não aceitarei que fique no meu caminho.

 Depois disso, tudo aconteceu numa velocidade tão rápida que os meus olhos não conseguiram acompanhar. Vi Taeyong partindo pra cima de Hendery, desferindo um soco de direita em seu rosto, enquanto o cavaleiro logo respondia com um chute no estômago do meu amigo. Ambos pareciam que não se cansavam, que não se dariam por vencidos, então antes que o pior acontecesse, eu fui apartar a briga. 

 Não foi fácil, eu deveria ter tido mais interesse nas aulas de defesa pessoal. Me coloquei no meio deles, e por acidente, Taeyong acabou me acertando em cheio no peito. Porém, isso serviu para que os dois parassem, Hendery correu me segurar em seus braços para que eu não caísse no chão. Eu sabia que eles não me machucariam, apesar da raiva que estavam sentindo um do outro.

 Fiquei alguns instantes sem fôlego, enquanto era abanado. Mas logo voltei ao normal, acho que tive sorte.

- Melhor que eu vá embora mesmo, me perdoa Ten. - A voz de Taeyong saiu tristonha, carregada com o peso da culpa de ter me atingido. - Estraguei todo o seu aniversário...

 - Não, Tae.

  E ele se foi, correndo em direção à sacada da minha janela, por onde ele veio. Fui atrás com Hendery me seguindo. Me preocupei quando ele pulou na árvore, não conseguindo manter o equilíbrio e caindo de uma vez no chão.

- Taeyong! Você está bem?! - Gritei.

 - S-Sim, não se preocupe. - Ele respondeu, se levantando, porém, mancando bastante ao andar.

 Voltei para dentro do meu quarto, entristecido.

- Você gosta dele? - Hendery tinha perguntado, mas eu não sabia como responder essa pergunta, então desconversei.

 - Gosto, ele é meu melhor amigo.

 - Não desse jeito. - Ele não desistiria. - É apaixonado por ele? - Seus olhos grandes e brilhantes me encaravam. Desviei um tanto quanto envergonhado.

 - N-Não sei, além do mais, isso não é da sua conta.

 Corri até a minha cama, cobrindo o meu corpo, tentando me esconder de seu interrogatório. Sem sucesso.

- Eu sei que ele é, e se aceita um conselho… - Ouvi um suspiro pesado. - Desista desse sentimento o quanto antes, você não sobreviveria como um não-príncipe, e ser exilado do reino é o único futuro que teria com essa pessoa.

 Suas palavras doeram mais do que o soco que eu havia levado anteriormente, fiquei ainda mais pensativo em relação aos meus sentimentos por Taeyong. 

- Vou buscar gelo, é bom colocar depois que se briga com alguém.

- Certo. - Ele tinha razão, e eu acabei participando da briga mesmo sem querer. Falando nisso, será que o rosto dele está muito dolorido? E Taeyong? Além do que levou, parece ter machucado ou torcido algum dos tornozelos também.

 Alguns minutos depois, Hendery estava de volta ao meu quarto. Pedi para que ele se sentasse em minha cama e tomei o saco de gelos de sua mão.

- N-Não precisa... - Ele gemeu, sofrido, assim que depositei o gelo no canto direito de seu belo rosto. - Não se incomode comigo.

- Não é incômodo algum. 

 Queria ajudar, e fazer outra coisa, além de pensar nesse dia catastrófico. Acredito que me faria bem. No entanto, era estranho observá-lo de tão perto. Sua aparência realmente era de invejar qualquer um, algumas pessoas poderiam até dizer que ele era o príncipe, e não eu. 

 Enfim, depois que terminamos de derreter todas as pedrinhas de gelo, nós resolvemos ir dormir, eu sabia que ele permaneceria a noite toda aqui, de guarda. Mas fiquei me questionando sobre onde ele dormiria? Então resolvi perguntar.

- No chão, é claro, em qual outro lugar um serviçal dormiria? - Revirei os olhos, pois sabia que ele tinha respondido assim apenas para me provocar.

 - Pode ficar com aquela poltrona se quiser… - Apontei para mesma, que ficava logo ao lado da minha cama. 

 - Tem certeza? - Assenti. - Sendo assim, eu aceito a sua gentileza, príncipe Ten.

  Sorri, sem jeito.

 Nós nos ajeitamos e não demorou nem meia hora para que ele dormisse sentado. Como estava começando a esfriar, eu peguei um cobertor que não iria usar e coloquei em cima dele. Tive a impressão de ver um sorriso em seus lábios, mas deve ter sido a minha imaginação. Tratei de seguir o seu exemplo, deitando novamente, e tentando não pensar em muitas coisas para poder pegar no sono.


Notas Finais


Vou aproveitar pra dormir também porque já são quase 4h da madrugada, mas antes, só eu tenho dó desse Ten? Tão perdido, tão sofrido, coitado kkk
Obrigada pra quem leu, favoritou, comentou :'D


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