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História The Prince(ss) - Minsung - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


oi oi, perdão pela demora eu estava com muitos problemas, mas o que importa é que eu estou de voltaaa!

E no capítulo de hoje, nós vamos ver o Jisung tomando jeito🙏🙏

boa leituraa🧚‍♀️

Capítulo 9 - Nine - Entre conversas e lágrimas


Quando chegou no parque e avistou Jisung sentado na sombra de uma árvore, Minho correu até ele e se sentou ao seu lado ainda em silêncio, esperando que o Han desse a primeira palavra.

— Me desculpa. — Essas foram as únicas palavras que Jisung conseguiu dizer, depois de ter ensaiado tantas falas sozinho no seu quarto.

— Tudo bem, Jisung. Afinal, eu gostei daquele dia. — Minho sorriu fraco, encarando os olhos tristes do mais velho. 

Jisung o encarou de volta, sentindo um aperto no coração junto da sensação de culpa que sentia. Ele tinha pensado muito sobre os seus sentimentos e tinha tomado uma decisão, que, de alguma forma, o seu coração estava desaprovando. 

— Minho, eu não te chamei aqui exclusivamente para pedir desculpas. — Jisung suspirou, antes de continuar. — Eu te chamei aqui também para te dizer que não vai rolar nada mais entre a gente.

O coração de Jisung doía a cada palavra dita, mas a sua consciência estava dizendo que aquela, era a melhor decisão a ser tomada. 

Minho por outro lado sentia tudo nele doer, inclusive o seu coração, que já não aguentava mais sofrer de tão machucado que estava. Tudo parecia um empecilho no , seu romance com Jisung, que ele ainda tinha esperanças de que iria acontecer.

— Como assim? — Minho tinha entendido, mas queria ouvir tudo da boca do Han, para ver se assim ele se conformava de vez. 

— Eu sou noivo da sua irmã, eu amo a sua irmã e não posso mais traí-lá ou enganá-lá, principalmente com você que é irmão dela. — Jisung disse, tentando disfarçar a voz trêmula.

Ele estava quase chorando, mas fazia de tudo para se segurar na frente do Lee, porque não queria chorar na frente dele de maneira alguma.

— Não vou mentir, eu sinto algo muito forte por você, mas não posso ser desleal com Minhye mais uma vez. — Seus olhos estavam fixos na grama verdinha, a qual ele estava sentado. — Me desculpa.

— Como eu disse antes, está tudo bem. Não é como se eu alimentasse esperanças sobre você, afinal, nós mal nos conhecemos. — Minho respirou fundo e se levantou. — Você tomou a decisão certa, eu tenho orgulho de você por isso. 

Jisung riu fraquinho e se levantou, encarando os olhos indecifráveis do Lee.

— Amigos? — Jisung estandeu sua mão.

— Amigos. — Minho apertou a sua mão, se esforçando para não entregar sua tristeza no tom de voz. 

Os dois continuaram se encarando por mais alguns minutos, até que Minho tomasse a iniciativa de se despedir e ir embora a pé mesmo. 

No caminho de casa, Minho pensava em cada palavra dita por Jisung e também refletia sobre os seus sentimentos. Será que valia mesmo a pena toda aquela dor por causa de um amor, que, ao que tudo indicava, era totalmente platônico? Essa era a pergunta mais frequente na mente de Minho naquele momento.

Quando chegou no palácio, a primeira coisa que fez foi ir até o quarto da irmã que estava tocando uma música qualquer no piano, buscar um pouco de apoio e carinho por parte da mais velha.

Minhye parou de tocar quando viu o irmão sentado na sua cama, com algumas lágrimas escorrendo pelas bochechas. Deitou a cabeça do Lee no seu colo, fazendo um cafuné no cabelo dele.

— Quer me contar o que houve? — Ela perguntou baixinho, para não incomodar o irmão. 

— O Jisung disse que te ama e que a gente não podia ficar junto, já que ele não quer te trair mais uma vez. — Ele disse, com a voz um pouco falha. 

— É sobre aquilo que aconteceu no vestiário, né? 

— Como sabe disso? — Minho levantou do colo da irmã, quando ouviu a pergunta dela e se assustou.

— Hyunjin me contou, detalhe por detalhe. — O sorriso sugestivo de Minhye, fez o susto de Minho aumentar.

— Que belo amigo eu tenho! — Deitou no colo de Minhye novamente, voltando a receber cafuné.

— Belo mesmo, porque o Hyunjin é um gatinho. — Minhye soltou um sorrisinho ladino, recebendo a indignação de Minho.

— Oras estamos aqui para falar do meu problema, não da beleza do Hyun. — Minho fez um biquinho, passando a mão sobre as lágrimas secas no seu rosto. 

Minhye levantou suas mãos como sinal de rendição e esperou Minho contar tudo o que tinha conversado mais cedo com Jisung, para poder dizer uma coisa muito sábia: 

— Puta que pariu! — Ela praticamente gritou aquilo. — Esse Jisung é burro ou se faz? 

— Me faço esse pergunta todos os dias. — Minho revirou seus olhos, mordendo um pedaço do bolo que Berenice tinha trago a alguns minutos atrás. 

— Mas enfim, o ponto positivo é que ele foi honesto e tomou a atitude correta dessa vez. Mas o ponto negativo é que agora tudo vai ser mais difícil, já que o Jisung é meio lerdinho. 

— E o que a gente faz agora? — Minho questionou. 

— Primeiro de tudo nós precisamos testar a fidelidade e o caráter do Jisung, porque eu não quero ver meu irmãozinho metido com um cafajeste. — Minho riu, vendo o jeito super protetor de Minhye entrando em ação. 

— E depois? 

— Depois a gente põe o meu plano em ação, mas por enquanto é sigilo total. 

•••


Depois de passar o final de tarde no quarto conversando, Minho e Minhye desceram para tomar o café da tarde junto dos seus pais. Mas quando chegaram no último degrau da escada, eles tiveram uma baita surpresa. 

Jisung estava sentado no sofá da sala, com um buquê de flores vermelhas nas mãos trêmulas. O seu semblante mostrava preocupação e um pouco de culpa também.

— Minhye, o seu noivo está aqui para vê-la. — Sooyoung disse, se levantando da poltrona onde estava sentada anteriormente.

— Ah sim! É um prazer vê-lo, meu noivo. — Minhye cumprimentou Jisung, que se levantou e foi até ela. 

— O prazer é todo meu, minha noiva. — Beijou sua mão e entregou o buquê de flores. 

— Fico grata pelo buquê! Mas me diga, o quê veio fazer aqui tão tarde? — Ela já imaginava do que se tratava, mas ainda tinha que se fazer de desentendida. 

— Eu preciso conversar com você. — Jisung abaixou a cabeça, evitando encarar Minhye.

— Ok, vamos até o escritório. — Puxou o noivo pelo braço, o levando até o escritório do palácio. 

Os dois seguiram pelo corredor estreito, até chegar ao escritório que ficava no finalzinho do corredor. Enquanto isso, Minho se preparava para sair de fininho da sala e ir até o escritório ouvir a conversa dos dois, com os seus pais na cozinha, Minho viu aquele como o momento prefeito para correr na ponta dos pés até onde os outros dois estavam. 

No escritório, Minhye se mantinha calada esperando que Jisung desse a primeira palavra. 

— Minhye, eu vim aqui para me desculpar com você por causa daquela minha crise de ciúmes. Eu fui um babaca. — Ele disse, em tom de voz baixo.

— Eu te desculpo, Jisung. — Ela disse e esperou que Jisung continuasse, já que ele parecia ter algo a mais a dizer. 

Jisung respirou fundo tomando coragem para continuar.

— Não tem só isso, Minhye. — Ele encarou o chão, batendo os pés sobre o piso de madeira. — Eu te traí. 

— Traiu? — Ela se fez de desentendida. 

O Han abaixou a cabeça e tentou encontrar palavras para continuar a se explicar. 

— Sim, Minhye, eu te traí. — Jisung disse com a voz baixa e falha. 

Minhye resolveu usar o que aprendeu nas aulas de teatro que fez quando ainda estava no colégio, fingindo chorar enquanto mudava totalmente sua expressão para uma de tristeza.  

— C-com quem? — Minhye fingiu a voz trêmula, chamando a atenção de Jisung que sentiu o peito doer quando viu que a Lee chorava por sua causa. 

— Eu não posso dizer porque a pessoa não tem culpa, eu que errei e só eu mereço ser castigado. — Jisung disse, enquanto lágrimas desciam dos seus olhos. — Eu vim aqui te contar isso e falar que você tem todo o direito de não querer mais se casar comigo, eu vou entender perfeitamente se você terminar tudo.

Minhye respirou fundo, secando as lágrimas falsas e se aproximando de Jisung que chorava sem parar. 

— Eu não vou terminar, mas você tem que me prometer que nunca mais vai me trair. — Ela disse, segurando as mãos de Jisung.

— Eu prometo, nunca mais farei isso com você. — Ele disse, entrelaçando suas mãos nas da Lee. — Eu te amo muito, Minhye. 

Era óbvio que Minhye não iria acreditar apenas nas palavras do Han, aquela era apenas a primeira fase do seu plano para testar o caráter de Jisung. 

O Han ainda teria que batalhar muito para passar no teste de Minhye, que pretendia testa-lo com técnicas militares. 

••• 


Depois da conversa, Minho correu para o seu quarto e deitou abraçada à alguns travesseiros enquanto botava seus pensamentos no lugar. Jisung foi embora assim que terminou de conversar com Minhye, e a Lee foi direto para o quarto do irmão contar sobre a conversa, mal sabendo que ele tinha escutado tudo atrás da porta. 

Entrou no quarto, encontrando o irmão agarrado nos travesseiros. 

— Esse Jisung é um otário! 


Notas Finais


eu não respondi os comentários do outro cap, mas eu li tudinho!💓

nem parece, mas o final ta pertinho.......
👁👄👁


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