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História The professor - Capítulo 12


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Notas do Autor


Esperam que estejam gostavando pq eu mesma não sei dizer se essa fic tá boa.

Capítulo 12 - Visita


Era por volta das 18hrs, estava fazendo muito frio então os alunos saíram das salas após a aula e foram direto para o dormitório, nenhum quis ficar no jardim ou no refeitório, o que foi estranho porque eu nunca havia visto aquela área tão calma e vazia naquele horário.

Mas apesar de eu adorar me deitar na grama, aproveitei a oportunidade. Aposto que não vai ter ninguém na biblioteca e nem nas salas então eu posso muito bem dar um pulinho lá para ver meu professor favorito. 

Enfrentei o vento frio que passava pelas minhas roupas e quase entrava nos meus ossos e saí do dormitório atravessando o gramado até o prédio principal. Durante todo o caminho até a biblioteca não vi ninguém no corredor, apenas alguns professores na sala revisando algo. 

Quando abri a porta da biblioteca não apareceu ninguém, andei pelas mesas e pelas estantes esperando que Edward aparecesse atrás de mim e me desse um susto ou algo do tipo. Mas isso não aconteceu. 

Até cheguei a folear alguns livros mas o tempo foi passando e nada. Guardei o livro que estava em minhas mãos e sai da grande sala fechando a porta atrás de mim. Decidi passar na frente da sua sala apenas para testar uma teoria.

E foi lá que o encontrei, olhando alguns papéis usando fones. Ele balançava a cabeça algumas vezes no ritmo da música eu acho, e parecia estar se divertindo apesar de concentrado. 

Entrei na sala e ele nem me viu, aproveitei e fechei a porta mas isso acabou me entregando, ele deve ter visto o movimento. Quando seus olhos caíram sobre mim sua expressão mudou totalmente, ele já parecia estar contente antes mas agora um semblante leve e risonho tomava conta dele. Me senti tão confortável com ele me olhando daquele jeito, queria que fosse sempre assim.

- Ora, ora. Parece que alguém não conseguiu aguentar um dia inteiro sem me ver - ele diz tirando os fones e girando a cadeira para onde eu estava. 

- Diz isso como se não fosse passar no meu quarto mais tarde de qualquer jeito - reviro os olhos. 

- Bem pensado. - deu dois tapinhas em sua coxa me chamando. 

Me virei e girei a tranca da porta. Fui até ele me sentei em seu colo de lado. Ele envolveu os braços pela minha cintura e me beijou ternamente, com carinho. Ele me abraçava e passava seu nariz pelo meu ombro sentindo o meu cheiro. 

- Você tem um cheiro ótimo... como se fosse algo de comer. - diz me fazendo rir.

- Deve ser o meu shampoo. Então eu tenho cheiro de comida? 

- Não exatamente, só que é um cheiro gostoso. É viciante, e eu adoro.

- Sério? - digo manhosa, olhando em seus olhos. 

- Uhum... já disse que adoro quando você fala com essa voz manhosa? - diz passando suas mãos da minha cintura para a minha coxa me fazendo arrepiar.

- Você vai me visitar hoje também? - pergunto esperançosa. 

- Talvez - ele diz divertido - o que eu vou ganhar com isso?

- Não sei, um beijo talvez.

- Mas só um?

- Isso vai depender. 

- Do que? 

- Se eu gostar do primeiro beijo, eu decido se você merece outro. 

- Ah tá, como se você não tivesse gostado de algum beijo meu. - isso era verdade.

- Como você é metido - digo me levantando e me soltando das suas mãos.- Como se você fosse tudo isso. - sua boca se abre mostrando surpresa. 

- E como você é teimosa - me puxa novamente me fazendo cair em seu membro, arrancando um leve gemido dele. - Claro que vou fazer uma visitinha pra você hoje. Senão quem mais te daria um beijo de boa noite? 

- Acho que o Henry não se oporia a...

- Acho melhor você nem terminar essa frase - ele diz com a voz seria mas ainda com o semblante tranquilo. Apertou minhas bochechas fazendo minha boca ficar um biquinho. - Não teste a minha paciência.

Tiro sua mão do meu rosto e seguro seu punho aproximando meu rosto do seu como se fosse lhe beijar.

- Senão o que?- estou impressionada com a minha ousadia ultimamente. 

- Você está muito abusada, garotinha. Na verdade, talvez eu mostre para você hoje à noite.

Ri alto, achei divertido mas ao mesmo tenho um leve medo e excitação borbulharam dentro de mim imaginando o que ele faria. 

- Enfim professor Fitz. Agora eu tenho que voltar. - digo me levantando de seu colo à contragosto.

- Professor Fitz? - ele também se levanta e organiza suas coisas, rindo.

- Seu sobrenome é muito grande, só quis diminuir. Aonde vai?

- Já trabalhei muito por hoje. Acho que vou ir tomar um banho para me refrescar.

Imaginar ele tomando banho me distraiu um pouco, e distraiu ainda mais quando vi seus braços grandes juntando os livros com as mangas da camisa social arregaçadas. Balancei a cabeça, foco.

- Refrecar? - digo rindo - Lá fora tá um gelo. 

- Que culpa eu tenho de ser um homem quente? - diz me olhando safado, e eu gargalho com o duplo sentido da frase.

Saímos da sala e ele fecha a porta. Não havia ninguém no corredor quando saímos. Andamos a uma distância razoável no corredor, apesar de não ser o que queríamos. 

Dobrávamos o corredor quando topamos com a diretora. 

- Ah que susto Edward. - ela diz botando a mão no peito. - E senhorita... - ela diz olhando para mim.

- Montgomery, senhora. - digo tímida.

- O que faz aqui a essa hora? A maioria dos alunos está no quarto. 

- Ela veio tirar uma dúvida - Edward diz - É uma das minhas melhores alunas, e os alunos interessados que fazem tantas perguntas são os meus favoritos. - diz me olhando de lado.

- Sim, é verdade. É estimulante responder perguntas. Quer dizer que o aluno entendeu a matéria o bastante para ter dúvidas - ela diz rindo. - Mas enfim, eu vou para a biblioteca. Podem ir

Ela continua seu caminho e eu solto uma risadinha. 

- Como você é sínico - sussurro quando ela já está fora de vista. - ele revira os olhos.


Já estávamos todos sentados comendo, eu pensei que por ser um dia frio ninguém viria, mas aconteceu o contrário, serviram uma sopa maravilhosa, e a maioria senão todos os alunos vieram. 

Me sentei entre Rose e Lexie, e aproveitava a sopa enquanto conversávamos. 

- Só estou falando que Grey’s anatomy só parece ser uma série chata sobre médicos, mas na verdade é uma série divertida sobre médicos. - Rose diz.

- É verdade, é muito, muito boa. - eu disse

Rose e eu tentávamos explicar para nossos amigos que Grey’s Anatomy não era a pior série do mundo.

- Mas tem 16 temporada sobre médicos, o que tem de divertido nisso? Tipo, o que eles fazem além de cirurgia? Sem falar que é uma série muito longa e deve ser cansativo de assistir.  - Henry diz 

- Não, não é. Se você gostar, então você vai amar o fato de ter muitas temporadas porque você tem muito o que assistir, entende?- digo e depois tomo mais da sopa.

- Eu ouvi falar que muitos personagens morrem nessa série. - Kevin diz 

- Se for verdade eu não vou assistir nunca. Eu odeio série triste, eu me derreto de tanto chorar e depois minha pele fica um lixo - Lexie fala dando de ombros.

Rose e eu nos olhamos.

- Realmente, sobre isso não tem o que falar. Muita gente morre mesmo. - Rose diz

- O Mark... digo olhando para ela.

- Nem me fala amiga. 

- Lexie se você gosta de série feliz então você tem que assistir Brooklyn Nine Nine. É muito engraçado. - Henry diz 

- Cara, eu adoro essa série. - Kevin diz e eles batem as mãos.

- Eu também gosto dela, a minha personagem preferida é a Gina. - digo

- Eu não conheço - Rose e Lexie dizem juntas.

- É sobre policiais - Kevin diz

- Ah não, Rose e Alissa queriam fazer a gente assistir uma de médico e agora vocês querem que eu assista um de policiais? - Lexie diz

Continuamos a discussão por muito tempo, quando terminamos o refeitório estava quase vazio, e já tínhamos comido tanto que nem conseguíamos falar. 

Praticamente nos rolamos até o dormitório e cada um foi pra o seu quarto. Quando cheguei até o meu, meu arrumei pra dormir e dei uma leve arrumada no quarto para esperar minha visita. 

Quando já ia me deitar, lembrei de uma tarefa de química que era para amanhã. 

- Droga, ninguém merece. 

A tarefa não era muito grande, e nem eu achava a matéria difícil então eu resolvi fazer a tarefa na cama mesmo porque estava quentinha. 

Eu estava quase terminando e ele não havia chegado. Olhei o relógio e já era 1:39 da madrugada. Odeio que temos que nos encontrar assim. 

Enquanto eu pensava como era a minha   chata apesar de divertida relação com meu professor. Ouvi minha porta sendo aberta e por ela passando meu professor usando um moletom preto que caia muito bem em seu corpo.

- Fazendo tarefa a essa hora? 

- Era pra ter sido feita a tarde mas eu estava meio ocupada - disse rindo 

- E na cama ainda? O que adianta a escola comprar uma escrivaninha? - perguntou apontando para a mesa. Revirei os olhos.

- Para de ficar bancando meu professor e deita aqui. - cheguei meu corpo para frente.

Ele se deitou de pernas abertas na cama e eu me deitei entre elas. Ficando com o corpo apoiado em seu peito enquanto eu fazia a tarefa e ele me acariciava.

- Gostei disso - ele diz se referindo a nossa posição.

- Ah... eu também. 

Ficamos em silêncio e eu me apressei ao máximo para terminar a tarefa logo. 

-Finalmente terminei - digo me bocejando. 

Me levantei e coloquei meu caderno na mesa. Quando me virei Edward me fitava.

- Que sorrisinho é esse? - pergunto tímida.

- Nada. Só gostei da sua camisola, mais especificamente, da sua camisola em você.

Fiquei corada e fui até a cama me deitando sobre ele.

- Até agora você não me beijou - digo manhosa - seu sorriso cresce ainda mais. 

- Ah é? - ele diz se aproximando.

Começamos um beijo cheio de carinho, suas mãos corriam pelo meu corpo e meu cabelo, enquanto nossas línguas dançavam num ritmo que eu adorava. 

- Já está muito tarde, vá dormir - ele diz cortando meu fogo. - Eu sei que você está cansada. 

Eu não podia negar, se eu tivesse feito a tarefa eu já estaria adormecida a muito, e apesar de pequena ela dobrou meu sono. 

- Deita aqui, vem - ele me chama para o seu peito.

- Mas e o meu beijo de boa noite? - isso ele não vai negar.

Ele me beija calmo e suave, como num sonho. Me aconchego em seu peito, com o seu corpo grande quase me cobrindo por inteiro. Ele puxa minha coberta e cobre nossos corpos.  Pressiono minha bochecha no algodão macio e cheiroso do moletom. Me sentindo de certa forma, completamente feliz. Adormeço e não sonho com nada. Apenas com o vazio. Mas isso não me incomoda. Não percebo quando ele me solta e vai embora. 




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