História The Prom Queen - Capítulo 5


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Mina
Tags Colegial, Girlxgirl, Kpop, Michaeng
Visualizações 110
Palavras 3.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não tenho muito o que falar, era para ter postado mais cedo mas eu enrolei com algumas coisas :\

Mas tenho um adendo, dois na verdade.
- View em Ikon e em Stray kids

Boa leitura.

Capítulo 5 - Aproximação concedida, não estrague tudo


Chaeyoung

Meu dia tinha tudo para ser normal, ir à escola, passar desapercebida, aguentar a Momo falando sobre a crush dela, evitar a Mina como fiz nos últimos dois dias, voltar para casa, almoçar, e passar o dia no meu quarto já que eu tenho folga hoje. Seria assim se não fosse por ela. Pela Mina. E eu nem estou falando do fiasco. Tá, eu admito que exagerei um pouco. Mas aquela menina é alguém para se desconfiar. Certo, que ela não é tão ruim como eu imaginei, não é metida e nem tão narcisista, na verdade ela foi um pouco modesta até. O que ela fez no palco, me surpreendeu muito, não só a ginástica e tal, mas a forma como ela se encorajou e o final, teve uma mensagem incrível e que pode se aplicar em tudo. Foi algo natural, improvisado, verdadeiro. Lá ela meio que expos a pressão quem tem nos ombros e provavelmente nem percebeu. Ela tava tão imersa e concentrada, foi algo bonito de ver. Mas ela tinha que estragar as coisas. Vejam o meu lado da coisa, você é a excluida da escola, a esquisita, e do nada e sem motivo aparente, no dia que tinha tudo para ser normal, a popular da escola (categorizando por estereótipos) vem falar com você e te chamar para sair. Isso é mais do que suficiente para desconfiar, tem alguma coisa por de trás.

Voltando ao dia de hoje, que seria perfeito, caso, eu não fosse perseguida pela presidente até na minha casa! Sim, isso aí. De alguma forma, que eu desconheço, a stalker está lá na calçada conversando com meu pai, que dava corda! Ele estava se divertindo e rindo. Suspeito que tenha dedo da Momo nisso, ela foi muito sugestiva ontem. Se eu estiver certa, eu mato essa japonesa! As duas!

– Eu não acredito que ela veio atrás de você – meu irmão comentou olhando pela persiana da janela.

– Nem eu. Como ela sabe onde eu moro? Isso ta virando perseguição! – eu também espiava pela janela. – Ai, Hoon, dá espaço. Não precisa montar em mim. – empurrei ele com o cotovelo.

– Saí você! A bonitona tá lá embaixo e você vai ficar aqui? – empurrou minha cabeça

– Eu não chamei ela aqui. Nem sei porque ela está aqui. Ela é louca. – me sentei no banco embaixo da janela.

– Um louca maravilhosa. – mumurou e eu revirei os olhos. – Se você não for, eu vou investir. Não posso perder essa chance.

– Que chance, pirralho? Ô idiota, ela é lésbica. – o empurrei com o pé, ele está de joelhos no banco, inclinado na janela.

– Não, ela é bi. E quem não arrisca, não petisca. – deixou a janela e foi para porta.

– EI! HOON! Não vai lá! Deixa ela ir embora. – me levantei num pulo e corri até ele que já descia as escadas apressado.

– Perdeu, ChaeChae. – pulou os últimos degraus e correu para fora.

Demorei alguns segundos para sair também, tive que calçar um chinelo. Quando sai, os três conversavam perto da camionete.

– Quer ver um filme? Ou jogar alguma coisa? Tenho varios jogos. – o idiota do meu irmão tentava convida-la para entrar.

– Ele tem muitos mesmo. – meu pai deu corda. Mas gente!

– Isso parece divertido. Talvez mais tarde. – a japonesa respondeu sorrindo.

– Podemos falar um minuto? – fui ríspida.

– O que eu fiz? – meu irmão perguntou.

– Você, não. Ela. – apontei

– O que eu fiz? – perguntou inocentemente. Sínica. Indiquei com a cabeça para que ela me seguisse e andei alguns passos para a esquerda da porta da frente, na grama.

– Olha, não sei como descobriu onde eu moro, mas você não pode vir e aparecer do nada! – bati o pé.

– E você não pode continuar me evitando. Naquela noite, o que houve?

– Eu tinha outra coisa para fazer. – defendi.

– É, surtar. – falou sarcástica.

– Desculpe, mas eu não surtei. – tentei manter a calma.

– Ah, surtou sim.

– Não! – rebati irritada.

– Sim. Foi puro surto! – sorriu.

– Talvez eu tenha exagerado um pouco. Mas eu não surtei.

– Tudo bem, é um começo. E então... – Sorriu de lado. Ah Deus, ela tem que parar de fazer isso! – Quer ir à praia? – indagou como quem não quer nada. Franzi o cenho.

– Não. – Seu sorriso foi se desfazendo.

– Agora o que, você odeia areia? – falou tediosa.

– Sim. – dei de ombros. E ela encarou minha alma, juro. – Não. – desmenti e desviei o olhar. Gente, o que foi isso? Me senti incapaz de menti sobre um olhar tão... intenso. – Não tenho tempo para isso. – sem falar que já está de tarde, o sol se põe daqui a a algumas horas.

– Tudo bem. – deu de ombros. Ela tem um sorriso estranho, como se tivesse planejando algo. Estranha.

– Eu vou embora. – decretei.

– Tudo bem. – deu ombros mais uma vez. Eu me afastei duvidosa, já estava perto da porta quando ela voltou a falar, mas não comigo. – JeongHoon, você tem Just dance?

– Ãn... é, tenho. – sorriu abobalhado.

Ela não ta fazendo isso! Que droga! Andei até ela e a virei para mim – O que acha que está fazendo?

– Vou joga Just dance. Com seu irmão. Ele parece legal. – falou como quem não quer nada.

– Não, não vai. E ele só quer realizar o sonho erótico dele. – ri pelo nariz, mas estava transbordando de raiva. Quem ela é para vir na MINHA casa, conversar com MEU pai, e ficar amiga do MEU irmão?

– Ele é bem bonitinho até... – se virou para ele e depois para mim. Não acredito que ouvi isso. –Mas não faz meu tipo, se é que me entende. E eu fui convidada.

– Eu estou desconvidando. – ignorei o comentário sobre meu irmão.

– Você não manda nela. – o Hoon se aproximou.

A idiota sorriu e continuou sem tirar os olhos de mim: – Ele tem um ponto importante. – suspirou e cruzou os braços com um sorriso contido – É, acho que será uma longa tarde de vídeo games. – estralou os dedos. – Ah, talvez seu pai também possa me contar mais histórias. Acredita que uma vez, ele deixou um casal olhar a casa sozinhos por alguns minutos e quando voltou pegou eles em um momento... constrangedor? – contou como quem conta uma fofoca. Mais sínica impossível. Para quem ficou meio perdido com a história, meu pai é corretor de imóveis.

– Vou pegar meu maiô. – falei com uma voz derrotada. Seu sorriso de canto foi aumentando como se ela não conseguisse conter. Que raiva!

Aproveitei para trocar de roupa. Não é muito conveniente ir à para de calça. Vesti uma jardineira sobre uma blusa larga e com respingos de tingas. A maioria das minhas roupas tem manchas, mas nada que me incomode, até gosto

[...]

– Quando as nuvens passaram, até que ficou um dia bonito. – Mina comentou enquanto andávamos na areia, as ondas morriam nos nossos pés. A água até estava boa.

– Já está quase anoitecendo. – rebati. O sol ainda não estava se pondo, mas já estava baixo deixando a iluminação mais amena.

– Veja só o mar! – parecia que nada abalava seu humor, mas eu fazia questão de tentar. Sempre que ela apontava um prós, eu observava o contra.

– Sabe quantos galões de substâncias químicas são despejadas no oceano todo ano? – ela bufou.

– Você está fazendo de propósito. – sua cara emburrada me fez querer rir, mas segurei. – Você nunca relaxa? Eu sei que o mundo tem seus problemas. Mas seria tão ruim se você sorrisse de vez em quando?

eu provavelmente seria grossa, mas ela perguntou de uma forma tão cuidadosa e curiosa, quase de uma maneira infantil, que me sentiria culpada se fosse grosa. Então fui sincera. Já estou aqui, que mal tem manter uma conversa normal.

– Eu sorrio. Você mencionou o oceano, e eu vi um programa na CNN...

– Não! – exclamou dramática. – esqueça a CNN.

– EI, MYOUI. E AÍ? – um cara alto, de regata deixando amostra varias tatuagens, gritou descendo a escada que dava para praia, mais a frente. Tinha um monte de gente com ele, traziam consigo varias cadeiras, duas ou três pranchas e alguns coolers.

– Ótimo. – ela murmurou descontente. – Certo, escute.- paramos de andar. – Se vamos ser amigas, temos que lidar com isso cedo ou tarde, certo?

Nada respondi, apenas a encarei com a maior cara de tédio que eu consegui fazer. Será que ela não percebe que eu tava de boa, na minha, e ela começou a me perseguir? Não é assim que uma amizade funciona.

– Vem, vamos.- buscou meu ombro e me impulsionou para andar, logo me livrei do contato.

– Liguei para sua casa, e disseram que você estava na praia, daí eu pensei que estaria nessa área. Muitas garotas transam aqui. – o cara que de primeira eu achei bonito, e agora acho um babaca falou com a Mina, mas senti a sugestão na sua voz na ultima parte. Revirei os olhos.

– Cala a boca, Jay. – uma garota de cabelos curtos, bem bonita diga-se de passagem, deu um tapa no seu ombro.

– Perdoe meu amigo. O sol fritou o que restava de neurônios. - um menino loiro com bochechas pouco gordinhas, passou por ele e me estendeu a mão. – Eu sou o Jimin. – sorriu estreitando os olhos. Ele é fofo, e com certeza mais educado. E meu gaydar deu uma apitada, vale ressaltar.

– Eu sei quem você é. – saiu de maneira mais ríspida do que eu gostaria, me repreendi internamente por isso, e retribui seu aperto.

– Oi, Chaeyoung. É Chaeyoung, certo? – a menina de antes me cumprimentou sorrindo.

– Sim. – respondi hesitante.

– Mina, ajude-nos a trazer o resto da coisas. – o denominado Jay, falou já dando as costas.

– Tá. – se virou para mim. – Já volto, não fuja tá. – falou risonha. Dei de ombros e ela se afastou com o babacão.

– Então, o período de luto já acabou? – a garota que me cumprimentou antes perguntou para outra, montando sua cadeira.

– Por favor. – falou com desdém – há muito tempo. – a garota 2 respondeu esticando sua toalha.

– Período de luto? – me intrometi enquanto tirava minha toalha da bolsa.

– Sim, sem a Park, Mina agora está disponível. – garota 1 me respondeu já se sentando.

– Mas qual é a história? Não me diga que vocês estão saindo. – a garota 2 abriu um guarda sol.

– Não. – fiz uma careta. – Somos só... – Não somos amigas, como eu deveria nos denominar?

– Amigas? – garota 1 completou rindo.

– Por aí. – arrumei minha toalha no chão usando a bolsa de peso.

Soltei a jardineira e deixa-a cair por minhas pernas, logo depois tirando o blusão. Meu maiô era até ajeitadinho, com as costas abertas, um decote normal, e um detalhe de tule na cintura. Eu sou a esquisita da escola, mas só nos olhos do outros, minha autoestima é normal. Não é tão elevada quanto a da Mina, mas eu não me escondo de espelhos.

Me deitei de bruços e tirei meu portfólio da bolsa, logo me concentrando nele. O bonitinho loiro veio correndo com uma bola de volei na mão. Uma visão legal, visto que ela esta sem camisa e tem um ótimo corpo -apesar de faltar um pouco de cor-, o vento bagunçava suas madeixas claras.

– E então, é isso que vocês vão fazer o dia todo? – indagou assim que se posicionou em frente as meninas.

– Não. Pretendo trocar de lado em quinze minutos. – garota 2 respondeu de olhos fechados, tomando sol.

– Está bem. Achei que iriam querer jogar. Trouxemos rede. – girou a bola nas mãos. Será que meu gaydar estava errado? Digo, seu tom é firme, e parece comer as meninas com os olhos. Ou talvez, ele seja bi. – E você, Chaeyoung?

– Não, acho que não. – garota 2 respondeu por mim com uma voz estranha. Hmm, já não gostei dessa.

– Licença, seu nome é Chaeyoung? – Jimin perguntou sarcástico.

– Não, graças à Deus. – se virou para mim e deu de ombros. – Sem querer ofender.

– Não ofendeu. – na verdade, eu prefiro as pessoas que não se fazem, e falam tudo o que pensam.

– Vi você na aula de ginástica. Você corre como uma garota. – falou desdenhosa.

– Eu sou uma garota. – respondi calma.

– Você entendeu o que eu quis dizer.

– Na verdade não. Mas vou ignorar porque uma garota ser machista é o cúmulo da estupidez. – mantive o tom calmo, mas transbordando veneno. A garota 2 pareceu atônita e sem resposta, e a garota 1 parecia orgulhosa, tanto que riu.

– Então está dentro ou fora? – o loiro olhou para mim sorrindo.

Fechei o portfólio e me levantei, notei seu semblante surpreso ser contido ao me ver em pé. – Dentro. – é verdade que eu não sou muito atlética, mas o que a garota 2 falou me irritou.

– Ótimo. – sorriu mais.

A garota um, que observava tudo por cima de uma revista, fechou a mesma e se levantou. – Eu também.

Fui até o Jimin e peguei a bola, ele foi na frente nos guiando. Passamos perto de uma pedra e logo a frente vi a Mina e o babacão terminando de montar a rede.

No jogo, os times eram: eu, Mina e Jimin; Babacão, garota 1 e uma outra menina, essa vai ser a garota 3. Eu comecei com a bola, saquei na rede. Opa. Do outro lado da rede, a garota 1, que aparentemente se chama Jungyeon, sacou, mas assim como eu, ela errou e acertou o babacão. Eu ri, foi satisfatório.

O saque voltou para nós e quem sacou dessa vez foi a Mina. Para manter a decência prefiro não comentar sobre a Mina de biquíni, grata. O jogo estava divertido, eu fugia da bola, o babacão e a Jungyeon se trombavam e morriam de rir, Jimin comia areia fazendo peixinho, Mina cortava, sacava, defendia, muito bem. Ela era a única chata. Todo mundo errando e me fazendo rir enquanto ela é perfeita demais para cair de bunda.

– Assim ó. – a sra.perfeição tentava me mostrar como levantava a bola

– Assim? – repiti seu movimento, levantando as mãos.

– Dá pro gasto. – falou com humor e eu apontei língua para ela depois sorri contido, tendo certeza que ela não veria, óbvio.

Teve um momento ótimo, Jimin estava muito focado na Jungyeon arrumando o biquíni que nem viu a bola voando bem na sua cabeça. Conforme íamos jogando, mais pessoas se união ao jogo, alguns desconhecidos, outros que vieram com os amigos da Myoui. Teve outra hora, que eu e a Mina investimos juntas e acabamos trombando, ela riu tanto que me contagiou.

[...]

O sol já estava bem baixo, já estávamos indo embora, eu já estava com a jardineira (mas nem vesti o blusão), Mina estava com a camiseta do Jay que ia até suas coxas desnudas, porque a dela molhou e estava ventando.

– Mina, vejo você na minha casa? – Jimin nos alcançou com a rede debaixo dos braços, cabelo molhado e toalha acomodada no ombro. Estava sexy.

– É, pode ser.

– E você, Chaeyoung? – Jungyeon veio junto com Jimin – Vai à casa do Park hoje?

– Acho que não. – falei tediosa. Esse não é o tipo de programa que me atrai.

– Vamos, você precisa ir. – Jimin insistiu. Eu estava pronta para negar novamente quando outra pessoa invadiu a conversa e abraçou meu pescoço com uma intimidade que eu não dei, inclusive.

– É, você deveria ir. As festas do Minnie são as melhores. Bebidas, música, garotos... Garotas se você curtir. – Jay foi me arrastando enquanto falava e deu um sorriso sugestivo na última parte. Eu ri do seu entusiasmo. Ele não é tão babaca na personalidade, é idiota na inteligência. Deve ser o sol, como Jimin disse.

– Jay... – Jungyeon revirou os olhos repreendendo-o.

– Sério, a casa dele é enorme. – me soltou – O pai dele é dono da Harrison Ford.

Franzi o cenho – O Han Solo? – indaguei rindo, pude ouvir a risada da Mina também.

– Não, da concessionária.

– Então, o que me diz? – Jimin voltou a perguntar, quando terminamos de subir a escada.

Olhei para Mina e ela concordou – Você devia ir.

– Tudo bem, então. Eu acho – concordei incerta.

– Ótimo! – Jimin exclamou animado e seguiu para seu carro, Jay também se afastou deixando Mina e eu sozinhas.

– Isso vai ser interessante. – Garota 2 falou entrando no jipe do babacão.

– Quer calar a boca? Sua voz está me irritando. – Jungyeon reclamou sentando do lado dela. Concordo.

– Oque? Mesmo separados, se Mina aparecer com ela, Jihyo vai ter um chilique. – Não tenho certeza se era para eu ter ouvido essa conversa, já que elas falavam meio baixo.

– Mina, Chaeyoung, foi um prazer. – Jay falou mostrando um pouco de educação. – See u later! – Gritou arrancando o carro, logo sumindo de nossas vistas.

Mina e eu voltamos a caminhar até seu carro.

– Sobrevivemos, certo? – Sorri e assenti, olhando para meus pés – Então, o lance do Jimin está noite...

– Não posso ir. – estávamos já ao lado do carro da japonesa

– Mas você falou que...

– É, eu sei. – interrompi, ela apoiou o braço na carro e continuo me fitando – Eu só... esqueci que tenho que fazer faxina. A casa está imunda. Quase inabitável. – ela assentiu com um semblante decepcionado.

– Lamento ouvir isso. – abriu a porta do carona para mim. Entrei sem contestar, ela fechou a porta, e deu a volto pela parte traseira.

[...]

“E você disse não?” Momo indagou pelo telefone.

– É.

“por que?”

– Falei que tinha coisas para fazer.

“Chaeyoung, sentar com seu pai e o Hoon de samba-canção para assistir Ellen deGeneres não se qualifica como ‘coisas a fazaer’.” nesse momento estiquei o pescoço para ver a sala, onde meu pai e meu irmão estavam e jogados no sofá rindo da televisão.

– Você me conhece bem demais. Convivência é uma droga. – suspirei pesadamente.

“É por isso que sou sua melhor amiga. E como sua melhor amiga, acho que tem medo de deixar algo bom acontecer. Nunca pensou que talvez Mina realmente goste de você?” Ri.

– É uma piada?

“Não! Eu to falando sério, Chae.”

– Confie em mim. Ela não gosta. – ouvi batidas na porta, e olhei para a sala, os dois nem se mexiam. – Preciso desligar. Tem gente na porta. – sem esperar resposta eu desliguei. Deixei o telefone no gancho. Eu não vou gastar meus créditos com a momo né, por favor...

Passei por trás do sofá logo chegando na porta. Assim que abri, sem nem ser convidada, se pôs um passo adentro.

– Olá. – sorriu fechado e eu pisquei atônita.

– Eu falei que tinha coisas para fazer.

– Hey, Mina! – meu irmão veio e a cumprimentou com um meio abraço. Ela estranhou mas contribuiu.

– Você está de cueca? – ela perguntou quando ele se afastou. Hoon arregalou os olhos e puxou a blusa para baixo cobrindo suas coxas.

– É uma samba-canção. – correu para as escadas e eu ri, esquecendo por segundos da figura na minha frente.

– Você falou que tinha que fazer uma faxina.

– E tenho. Tinha. Terei... – me atrapalhei mas ela não pareceu notar.

– É o seguinte: que tal eu poupar seu tempo? – sorriu e abriu espaço na porta. Umas cinco crianças entraram, segurando baldes, panos e luvas.

– Eu cuidarei da cozinha.

– Está bem, eu cuido do banheiro.

– Esse não é o time de futebol? – encarei atônita seguindo o movimento de cada criança que entrava.

– É o mirim.

–Preciso de um aspirador. – uma das crianças falou

– Tem um no armário da escada. – meu pai respondeu, nem ligando se tinha crianças desconhecidas na sua casa para limpa-la

– Vá se vestir. – A louca falou.

– Desculpa, mas você é louca. Além de stalker, é exploradora infantil! Você tem que parar, sério. 

– Não é exploração! É só uma troca de favores. E se você facilitace, eu não precisaria dar uma de stalker. – se defendeu.

– Já pensou em procurar ajuda profissional? Seu problema pode ser sério. – sugeri preocupada e ela revirou os olhos.

– Meu problema é que eu estou tentando de tudo para me aproximar e ser amiga de uma garota, mas ela só me da toco. – foi a minha vez de revirar os olhos. – É sério Chae. Olha, passamos o dia na praia, nos divertindo juntas. Eu não sou alguém ruim, sou?

– Não de um todo. - murmurei.

– Você não conhece meu "todo". Na verdade, não meu deu a chance de mostrar nem um terço. Qual é, Chae, por favor~ – fez aegyo. Foi um pouco fofo, admito. Admito também que ela está certa. Um chance, Mina, é tudo que tem. Não estrague tudo.

– Não posso. Olhe só para você. Você está ótima. Belas pernas aliás. Quer dizer... – escapou! É a adrenalina do momento! – Quero dizer que eu não tenho... – ela levantou uma sacola de loja de roupa. –...roupas. Meu Deus. – ofeguei. Passei as mãos pelo cabelo. – Mesmo assim, estou horrorosa. – pensei que ela desistiria mas só sorriu de canto e se afastou da porta novamente. A droga do sorriso de canto.

Uma menina mais alta que a Mina, de olhos castanhos claros quase esverdeados, cabelos preto e em corte curto. – É aí que eu entro. – Apesar de ter feições asiáticas, ela não tinha sotaque. – Ennik Douma, cabelo e maquiagem. Pode me chamar de Somi, é meu nome coreano. – se virou para a japonesa que se divertia com a minha surpresa. – Se precisarem de nós, estaremos lá em cima. – pegou meu punho e me arrastou escada acima.


[...]

– Ouch! – agora ela estava fazendo minha sobrancelha. Primeiro me pediu para tomar um banho rápido e lavar o cabelo. Não questionei, precisava mesmo de um banho. E agora sentada na tampa do vazo, de roupão e cabelo enrolado na toalha, estava tendo minha sobrancelha arrancada por uma pinça.

– Chaeyoung, sem querer ofender, mas quando foi a última vez que depilou?

– O quê?

– Suas sobrancelhas. – puxou mais uma vez me fazendo grunhir.

– Nunca. Por quê?

– Você já assistiu a Vila sésamo? – acenti. – Lembra do Bert?

– Ouch! – grunhi mais uma vez. Ela se afastou e checou seu trabalho.

– Bem melhor. – se virou para pia e pegou uma base, acho. – Você nunca usa maquiagem?

– Minha mãe morreu antes de eu ter idade para usar essas coisas.

– Sinto muito. – passou uma esponja no meu nariz.

– Foi há muito tempo. Puxa, JeongHoon ainda era bebê. – Lamentei a última parte.

Ficamos alguns minutos até ela terminar a maquiagem e soltar meu cabelo. Deu uma arrumada nele com as mãos e se afastou.

– Não é nada pessoal, mas esse penteado não combina com o formato do seu rosto.

– O que tem em mente?

– Bem, eu tive uma ideia.

– Que tipo de ideia?

– Vai precisar confiar em mim.

E seja o que Deus quiser!


Notas Finais


Estão preparados para o debut de Loona hoje?
Vcs acompanharam o projeto de apresentação?
Aiai, 12 meses aguardando esse debut. Não to me cabendo, juro.

Xoxo <3


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