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História The promises on the ice - Capítulo 13


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Notas do Autor


Olá meus amados,

Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Capítulo 13 - Derrota


Mal me levantei na manhã seguinte e Mikasa me evitou. Passei a semana inteira sendo ignorado por ela. Até mesmo nos treinamentos.

Ela estava me fazendo sentir um lixo. 

No sábado, segundo fim de semana de competições acordei ouvido vozes animadas na sala. Tomei um banho rápido e fui ver quem eram. Para minha surpresa os pais da Mikasa e tio Kenny.

- Bom dia. – Cumprimentei. – Vocês por aqui?! - Perguntei surpreso pela visita. 

- Olá Levi. – Disse a mãe dela. – Estávamos ansiosos para ver a apresentação de vocês. Mikasa me falou tão bem de você e de tudo que fiquei curiosa. 

O pai dela assentiu e tio Kenny também. 

-  Ela tem falado muito. – Disse meu primo. 

- Era o sonho da pirralha. - Disse o tio Kenny. 

Assenti. Eles continuavam a falar coisas que não prestei muita atenção. Apenas que  Mikasa havia saído sem ao menos me chamar. Disse qualquer coisa e sai rápido para o ginásio. 

Quando nos encontramos no rinque já estava próximo da nossa apresentação. 

- Onde esteve? – Perguntou de braços cruzados, furiosa. 

- Por aí. – Respondi. – Não me disse que seus pais vieram para ver você. 

- E precisava? – Perguntou chateada – Vieram ver a nossa apresentação. 

- Sim. – Respondi. – Agora precisamos dar ainda mais o melhor de nós. 

Ela balançou a cabeça em sinal de desdém.

- Faltam trinta segundos. – Disse nossa treinadora. 

Mikasa suspirou pesado. 

- Se vencermos hoje, e depois dos jogos olímpicos  eu não quero mais te ver. – Desabafou. -  Agradeço por tudo, mas sua indisciplina não me ajuda.

- Foi apenas aquele dia. Da para perdoar? - Justifiquei. – Eu não esperava que ela fosse fazer tudo isso. 

Ela me segurou pela mão e a nossa torcida vibrou.

- Não deveria ter sido nunca. – Disse irritada. – Não precisa mentir. Sei que me ensinou apenas para voltar para casa, que eu sou uma garota inexperiente que você deseja levar para cama e ter apenas um relacionamento casual.

- O que? - Perguntei. - De onde tirou isso? 

-Está satisfeito? - Devolveu a pergunta. 

- Você quem pediu para ir mais devagar. – Acusei. – Eu estou aqui para te oferecer o mundo e finge que não quer. Você me cansa. - Desabafei. 

Ela suspirou quando a música iniciou e começamos a fazer nosso programa. 

- Por que gosto de ter você por perto. De cuidar e ter o seu cuidado. Por que tem sempre que estragar tudo? – Perguntei.

- Esta dizendo que minha responsabilidade a vida estranha que você quer levar? – Questionou se juntando a mim.  – Cresca e assuma que você também está errado! – Pediu. 

Ela ouviu me viu dizer aos risos causados pelo álcool os meus planos para voltar para casa  através do vídeo publicado pela Petra.  Estava chateada comigo e com razão.  Continuamos a fazer os passos, juntos, mas mentalmente separados. Devido a tensão entre nós, ela acabou se desiquilibrando e caindo. Me dispus a ajudá-la, mas recusou. Pelo ao menos não se feriu.  Tivemos uma pontuação mais baixa que o habitual o que me levou a repensar minha atitude.

- Mikasa?! - chamei vendo a torcida vibrar e ela se afastar rapido. - Droga. - Resmunguei. 

Tentei conversar com ela por vários dias. Continuou recusando até mesmo durante os treinos. Quando estávamos em casa, fazíamos a linha social diante  da minha mãe e dos pais dela, ela se comportava muito bem. Em nossa última apresentação, assim que demos as mãos e entramos no rinque, tentei conversar novamente. Era o único momento que ela me permitia se aproximar. 

- Mikasa, ouça. – Ela continuava em silêncio. – Fiz do seu sonho a minha vontade sim para voltar para casa. Estou pedindo seu perdão. Errei, mas foca no que é importante agora, tudo bem?

Ela assentiu. Tivemos pouco tempo durante a semana para o meu trabalho e os treinos. Mal nos falamos para evitar criar tensão e os nossos parentes percebessem isso. Minha mãe observava tudo com atenção, mas sem fazer comentários. Isso ajudou a manter a harmonia. 

No sábado, terceiro e última apresentação,  nos apresentamos com a mesma técnica, demonstramos uma falsa paixão pelo que fazíamos. O gelo neste dia estava escorregadio que  o de costume, uma quase queda e eu me dispus a mantê-la de pé caindo em seu lugar chocando toda a plateia. 

- Levi! – Chamou percebendo que estava sozinha e a plateia estava perplexa. - Levi?! - Voltou o mais rápido que pode. 

Vi sua expressão preocupada. Hange estava horrorizada. 

- Tudo bem. – me levantei um pouco devagar  indo ao seu encontro e continuamos o programa. 

Ela me fitou nervosa e preocupada.

- Obrigada, mas isso não era necessário. – Falou séria. 

- Já disse que esta tudo bem. – Falei tentando passar confiança. - Garanto. 

 O resultado foi uma baixa pontuação, no final um terceiro lugar.  Ela saiu do rinque completamente chocada. Queria uma vitória, estávamos cada vez mais longe dela e distantes um do outro. 

- Não foi bem, mas garantiu um terceiro lugar. – Hange disse. – Não teve nenhuma lesão certo? 

- Eu sei. – Mesmo com dor assenti. – Está tudo bem, não se preocupe. Depois discutimos isso. - Falei correndo ao  encontro de Mikasa mancando um pouco. 

Ela andava rápido.

- Mikasa, ainda tem mais um campeonato. Sabe que podemos conseguir.. – Falei a segurando e a virando para mim. 

Ela olhou para mim em lágrimas, se desvencilhou e me deixou sozinho enquanto eu ainda ouvia a  torcida que vibrava. Sentindo meu corpo dolorido, ouvi a voz da minha mãe. 

- Precisamos conversar. – Olhou para mim me segurando. 

- Eu não estou em condições. – Falei sentindo como se eu tivesse quebrado algo. 

-Precisamos ir. – Falou  me apoiando. – Está tudo bem? 

- Acho que não. - Respondi. 

Ela me olhou perplexa e me retirou dali me amparando. Fomos direto  para o hospital. Depois de vários exames,  ela ainda estava ao meu lado. 

- Deveria me perdoar. – Pediu ao ver que a dor já estava controlada.  

- Eu não tenho nada para perdoar mãe. – Respondi chateado. 

Ela segurou a minha mão. 

- Lembra aquela vez que se acidentou? 

- Sim. – Falei olhando o monitor. 

- Não sabe o quanto tive medo de perde-lo. Não sabe o quanto me culpei por isso. E não entenderia agora. Seu pai não entenderia. 

Olhei para ela.

- O que aconteceu? – Perguntei. 

Ela sorriu. 

- Ele era meu parceiro. Eu era uma garota de quinze anos ansiando por um lugar no podium. Ele era lindo e desejado por outras garotas. – Sorriu nostálgica.  – Todas faziam tudo por ele. Ele usava o charme para ter todas elas. Só que nós éramos inseparáveis.  – Deixou que as lágrimas caíssem com saudade daquele tempo de patinadora. – Ele me conquistou. Me prometeu o mundo. Tivemos uma relação  bacana e muitas promessas. Me apresentou como sua namorada e vivemos felizes. Com direito a apresentação as famílias e tudo mais. – Suspirou ainda sorrindo. – Mas da mesma forma que surgiu a nossa relação, ela começou  a  se desgastar e comecei a ficar sozinha.  Um dia ele desapareceu e deu entrevistas falando que ia se aposentar. – Balançou a cabeça. - Estávamos cada dia mais frios um com outro,  até por que só nos falamos por telefone, depois que ele anunciou  sua aposentadoria sem motivos. Parecia não se preocupar mais como antes. Por que nao estávamos mais juntos e eu demorei a entender isso.  Ninguém me ouvia. Até que um dia ... - Chorou. –  Ele deixou de atender as ligações e eu me vi grávida e sozinha. - Chorou mais alto. – Então, Kenny pediu que eu abortasse o bebê...não valia a pena ter um filho de um cafajeste, mas eu insisti. – Me levantei me sentando na cama. - Acho que foi a melhor decisão que eu tomei na minha vida. 

Eu estava sem palavras com a história dela. Ela enxugou as lágrimas. 

- Eu desisti de tudo para ter você. E o fiz sozinha. Por que Kenny e o vovô não aceitavam essa gravidez. Meu amigo, seu patrao me arrumou trabalho e me ajudou como pode. Eu tinha dois empregos para sustentar você. Desisti da minha vida para que você vivesse a sua. Só queria que você pensasse nisso. – Se levantou e se preparou para sair. – Vai conhecer o seu pai. Ele livrou a sua cara da prisão. – Falou. – Quando você se acidentou o delegado se dispôs a fazer o teste de DNA. Pasme. – Olhou para mim. – Positivo. 

- E quem e o meu pai? O seu antigo parceiro? 

Ela sorriu. 

- Meu antigo parceiro, Jake.  Ele se aposentou para estudar direito - Respondeu. – Você não e fruto de uma inocente relação amorosa. – Saiu do quarto ressentida. 

Olhei e vi Mikasa encostada na porta com uma expressão triste. Ela acompanhou minha mãe e não me disse nada. Eu não sabia se ficava triste ou contente. Apenas  respirei fundo, fechei meus olhos e tentei descansar. 

 

*

Teria que fazer uma pequena cirurgia. Quando o médico disse o diagnóstico, fiquei um pouco preocupado. Ainda tinha uma promessa para cumprir a Mikasa. 

- Hange me perguntou sobre o diagnóstico. – Minha mãe disse.

- Ela acha que não conseguiria participar dos próximos campeonatos? – Perguntei.

Ela assentiu.

- Annie convidou Mikasa para ser a parceira dela. – contou.

Dei com os ombros. 

- Ela quem sabe. – Falei. 

Minha mãe sorriu. Annie apenas pensava em suas próprias conquistas.

- Ela recusou. – Minha mãe respondeu.

Suspirei pesado. 

- Kuchel. – Ouvi uma voz desconhecida. 

Minha mãe olhou para ele.

- Jake...- Sorriu. – Entre. – Pediu. Os dois trocaram um olhar amigável pelo ao menos. - Este e Jake. – Apresentou. - Seu pai, Levi.  – Disse menos magoada do que qualquer outra vez que tenha me lembrado. 

O meu pai tinha algumas semelhanças comigo, embora fosse bem mais alto e menos fechado. 

- Vou deixá-los a sós. – Ela disse com uma piscadinha. 

Ficamos em silêncio. Ele estava sem jeito de falar comigo. 

- Como está campeão? – Perguntou sorrindo procurando um jeito de quebrar a tensão inicial. 

Olhei para o raio x a minha frente. 

- Tentando me recuperar e reconquistar a minha namorada. – Falei frio. 

Ele assentiu. 

- Quando vi você naquele estado tive certeza que era meu filho. – Falou com orgulho. 

O fitei. 

- Que estado? – Questionei. 

- Rebelde, atleta e bonito. – Riu e fitou minha expressão fechada. – Não posso fazer muito por você agora, mas pode contar comigo para o que precisar. 

Engoli em seco.

- Não preciso de nada. – Respondi. 

Ele sorriu. 

- Quer um conselho? – Perguntou tentando manter um diálogo. 

- Não. – Respondi olhando o raio x. 

Ele também olhou a extensão. Estava preocupado com o que iria acontecer. 

- Então pare de correr. Você e o meu filho. – Fechou a cara. - Do delegado desta cidade. Não posso livrar você a vida toda. 

Abaixei os olhos. 

- Como se sente? – Perguntei. – Um filho para estragar a sua vida perfeita. – Ironizei. – Por que você não sai daqui? 

- Você e o único. – Respondeu. – Minha esposa não pode ter filhos. Ela ficaria feliz em saber que tenho um garoto. Estou animado.

- E? – Perguntei ainda  com ironia. – Então por que decidiu me conhecer só agora? 

O sorriso forçado dele se esvaiu.

- Não e tão fácil para mim. – Explica. – Minha família queria que fizesse faculdade e abandonasse os esportes. Foi o que fiz. 

Eu ri nervoso. 

- Para você nada foi fácil. – Falei  - Um filho, uma namorada fixa só estragaria as coisas do seu mundo perfeito. – Provoquei. - Você já desconfiava, não e? Se aposentou para não assumir responsabilidades. 

- Levi...- ele chamou. 

- E bem a sua cara fazer isso. Irresponsável. - Acusei. 

- Pode tornar as coisas mais fáceis? – Questionou. 

- Não. – Respondi sério. 

Ele suspirou. 

- Se soubesse de você eu faria tudo para ter você e sua mãe comigo. Eu amava, tudo bem? – Desabafou. – Eu mal o conheci e já o amo por que e meu filho. 

Ri novamente. 

- Como soube? – Perguntei. 

- Sua antiga babá era minha amiga. – disse. – Ela sempre me falou, mas não acreditei. Achei impossível, juro. - Suspirou. - Foi idiota, eu sei. Poderia ter perguntado a ela, mas... Só tive conhecimento quando você se acidentou anos depois.  

Dei com os ombros. Nada que ele dissesse tinha explicação. 

-Você precisa de uma cirurgia. – falou. – Sua mãe precisa da minha ajuda e você também. Precisa deixar de ser um moleque e entender isso de uma vez por todas.  

Balancei a cabeça. 

- Preciso que saia daqui. – Falei. – Mamãe me disse que não valia a pena. Estava certa. – Concordei. - O único moleque aqui e você. 

Eu não conseguia olhar para ele. 

- Levi...- Chamou.  – Eu preciso ter uma chance de me aproximar de você, filho. 

- Saia daqui  e não me procure. – Pedi. Ele pareceu estar indeciso. – Você ouviu. Saia daqui. 

Ele se levantou e deixou um cartão sobre a mesa.

- Pode levar seu presente. – Pedi. – Já disse que eu não preciso de sua ajuda e nem de nada que venha de você. 

Ele não levou. Tentei dormir, mas só conseguia ter raiva dele. Muita raiva. Ainda bem que eu não era nem metade do que ele foi. Pelo ao menos achava que não. 

Jake acompanhou a cirurgia e minha recuperação em casa. Embora não trocássemos nenhuma palavra, eu podia perceber o carinho que ele olhava a minha mãe. E eu, tinha a Mikasa tão perto e ao mesmo tempo tão longe. 

Eu entendia que seus sentimentos estavam magoados e feridos. 

Eu vou consertar isso. 

- Mikasa?! - Chamei quando veio ao meu quarto. 

Ela sorriu e tocou minha mão. Pelo seu olhar, ela também sentia saudade e estava preocupada comigo. Eu só precisava utilizar as palavras certas. 


Notas Finais


Muito obrigada e até o próximo!


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