História The Proposal - Capítulo 21


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Categorias Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Lucy Hale, Normani, Shawn Mendes, Zac Efron
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Lucy Hale, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes, Zac Efron
Tags Ally Brooke, Alren, Ariana Grande, Camila Cabello, Camila G!p, Camilag!p, Camren, Camren G!p, Camreng!p, Camriana, Ctops, Demally, Demi Lovato, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Lucy Hale, Normani Kordei, Norminah, Zac Efron
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Palavras 2.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Fluffy, Musical (Songfic), Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Capítulo 21


Lauren Jauregui | Point Of View





O porteiro do condomínio abriu o portão assim que encostei para me identificar e pedir para ser anunciada. Nem foi necessário, ele simplesmente abriu e me deu passagem. Refiz o caminho já familiar. 




Camila abriu a porta quando minha caminhonete estacionou, ela sorria e ficava ainda mais linda quando isso acontecia. Realmente linda. Incrivelmente linda. 




Havia tomado banho, os cabelos úmidos denunciavam. Usava um short preto folgado, que cobria apenas um palmo de suas coxas e uma camisa com gola "v", cinza, que demarcava a silhueta fina e os seios medios. O seu perfume me atingiu, fazendo-me salivar. Tive vontade de encostar a ponta da língua em seu pescoço. Que loucura, não? 




— Como soube que eu estava chegando? – Ela pegou a minha mochila e jogou sobre os ombros. 



— Digamos que seu carro tem um jeito peculiar de se anunciar. – Ela riu e eu fechei a cara. Não gostava que falassem mal do meu carro. Pelo menos era meu. 



— O que vamos fazer? – Eu estava ansiosa. 



— O que você quer fazer? 



— Eu quero um monte de coisas, professora Cabello. 



— Eu tinha me esquecido que você é uma aluna muito aplicada, com uma infinita sede de saber. – Ela estava num humor incrível. Fiquei cheia de esperança. 



— E então? 



— Digamos que não precisamos desta ansiedade. Li seu material, não todo, mas uma boa parte. 



— Já? – Ela me deu passagem e fechou a porta assim que entrei. A casa estava toda iluminada e senti cheiro de queijo e algo gorduroso. 



— Queria discutir alguns pontos com você. – Imprimi o texto e fiz algumas anotações, está na bancada da cozinha. Vou colocar sua mochila em meu quarto e volto. Pode conferir o que já fiz. 





Olhei minha professora caminhar e sumir após passar pela sala, só então fui até o balcão da cozinha encontrando uma taça com vinho, uma caixa de pizza e alguns papéis espalhados com uma caneta vermelha e outra azul ao lado. 




Sentei em um dos bancos altos e comecei a conferir suas anotações. Sem perceber, peguei a taça e levei aos lábios. O vinho era bom. Muito bom. Continuei lendo e só então me dei conta de que Camila estava demorando demais. Levantei o rosto e a encontrei próxima ao balcão, as mãos nos bolsos, encostada na parede com um sorriso no rosto que me deixou desconcertada. 




Tomei mais um gole do vinho e desviei o olhar. 




 — Não sei se posso oferecer alguma coisa que contenha álcool a uma aluna. – Se aproximou daquele jeito que me fazia perder o ar. 



— Você faz coisas piores com sua aluna. – Ela se deteve, o ar preso, estreitou os olhos, mas concordou. 



— Preferi comprar uma pizza, espero que goste. É melhor do que cozinhar tendo tanta coisa para fazer. 




E o "tanta coisa para fazer" enfeitou meus pensamentos com imagens nada inocentes. 



— Gosto de pizza. 



— Como não sabia qual prefere, optei por margherita. 



— É, eu gosto. – Respondi tentando parecer animada. No fundo eu não via nada de extraordinário nas margheritas servidas no Rio de janeiro. Elas eram simplesmente óbvias demais. 



— Mas esta... – Ela abriu a caixa revelando uma pizza diferente das que eu conhecia com aquele sabor. — É feita à moda napolitana. Já comeu? – Ri baixinho. O cheiro era ótimo. 



— Não. 




Ela retirou um pedaço, o queijo esticando e o cheiro tomando conta da cozinha. Colocou em um prato e me entregou. 




— Gosto dessa massa, ela parece pão e eu amo pão. – Sorriu ao revelar. Eu achava realmente que pessoas com um corpo como o dela fugiam de carboidratos. Estava enganada. — E ela tem muito molho. Eu amo tomates. 



— Pão e tomates. É uma ótima pedida. – Ela cortou um pedaço da pizza no meu prato e com o garfo o levou até a minha boca. Aceitei sentindo minhas bochechas ficarem rosadas. 



— Não é ótima? 





Era. Uma delícia! Saborosa no maior estilo "eu morri e estou no céu". Não, este era o estilo escolhido para os orgasmos que eu tinha com a minha professora. A pizza era um degrau a menos. Quase no mesmo patamar. 




— Muito boa. – Eu disse com a boca cheia. 



— Já que vamos dividir a taça, podemos dividir o prato e os talheres. – E colocou um pedaço na boca. Meus olhos se demoraram em seu maxilar. Nossa, que mulher! 





Desviei o olhar tentando me concentrar no texto. Ela usava vermelho para o que achava importante mudar e verde para o que sugeria. Eu apenas colocava um "ok" quando concordava com suas observações. 





— Pensei que você tinha hábitos mais saudáveis. – Brinquei ao vê-la devorar a pizza. 



— Eu surfo, corro, jogo basquete nos fmais de semana na quadra aqui perto, treino três vezes na semana, então... – Cortou mais um pedaço levando-o a boca. — Preciso de calorias para queimar. – Sorri, mas minha mente só pensava nas partes do corpo dela que eu achava perfeita. Todas. 



— Eu deveria fazer alguma atividade também, quem sabe caminhar um pouco. – E me senti mal por não me importar tanto com meu corpo, deixando com que ele fosse daquela forma tão sem graça. 



— Seu corpo é lindo, Lauren. – Ela me olhou com intensidade e eu engoli com um imenso esforço. — Mas exercícios servem para a saúde e não apenas para cultuar o corpo. 



— É o que meu pai diz. – Voltei a prestar atenção no texto e em suas anotações, mas uma parte do meu cérebro me dizia que eu deveria acompanhar Ally em suas caminhadas. 



— Acha que vai ficar melhor assim? – Ela disse enquanto colocava outro pedaço de pizza em minha boca. — Na minha opinião ficará muito bom, Lauren. 



— Hum, hum! – Foi só o que consegui responder com a boca cheia. 




Ela me passou a taça, mostrou mais uma anotação e, neste instante, nossos braços se encostaram. Minha pele ficou arrepiada e minha professora me olhou de forma diferente. Ela tomou um gole do vinho, avançou o corpo sobre o balcão, se virando para mim. A tentação em pessoa. 




— Você acha que fazendo estas modificações o livro ficará da forma como deseja?




Minha voz estava tão fraca e baixa que me perguntei o motivo de ela estar assim. Camila continuava me olhando com intensidade, seus olhos, que sempre me consumiam além do imaginável, então encontrar a minha voz era definitivamente muito difícil. 




Camila sorriu. Aquele sorriso que crescia bem devagar, se estendendo mais de um lado do que do outro, sem mostrar os dentes, que ressaltava a perfeição do seu rosto. Umedeci os lábios, sem controle dos meus atos e minha professora acompanhou o gesto. 




— Não. – Falou ainda olhando para os meus lábios. — Eu posso te mostrar o caminho, apontar uma ou outra melhoria. – Voltou a me olhar com a mesma intensidade. Ela se aproximou. Um centímetro ou até menos, que fez toda a diferença. — Porém o texto é seu e as emoções precisam ser suas, Lauren. – Passou os dedos pelos meus fios lisos, deslizando até a minha cintura. — Será você quem determinará onde precisa ser melhorado. – Sua mão permaneceu em minha cintura, mantendo-me presa a ela, no entanto, respeitando o espaço existente entre nossos bancos. — Quer mais pizza? – Seus olhos me diziam outra coisa, me oferecendo algo muito mais quente do que um pedaço de pizza. Neguei com a cabeça. — E vinho? 



— Melhor não. – Ela riu baixinho jogando ondas elétricas em todo o meu corpo. 



— Para quem pediu tequila às oito horas da manhã, recusar uma taça de vinho é meio irônico. 




Não consegui responder, pois seus dedos se fecharam ainda mais em minha cintura e meu ventre se contraiu. Tentei controlar a respiração, meus seios subiam e desciam chamando a atenção dela e eu comecei a transpirar. Imediatamente pensei naquele banho e como seria se minha professora aceitasse. 




Camila se aproximou bem devagar, descendo do banco, ficando cada vez mais perto. Sem controle, levei as mãos ao rosto, arrumando meus óculos. Pisquei sentindo-me envergonhada. Ela segurou meu queixo com a outra mão, levantando o meu rosto. Ao mesmo tempo, seus dedos que estavam em minha cintura se enroscaram em uma mecha do meu cabelo, brincando com eles. 




— Precisa de mais alguma coisa? – Sussurrou com os lábios bem perto dos meus. 




Eu queria reagir. Queria me aproximar e forçar aquele beijo. Queria dizer que precisava dela dentro de mim. Que aquela história de preliminares já tinha ido longe demais e que poderíamos pular aquela etapa. Eu queria tantas coisas... No entanto não fiz nada. Apenas aguardei. 




— Menina... – Gemeu com os lábios roçando nos meus. — Por que perde a coragem quando eu me aproximo? 



— Eu... – Engoli em seco. — Não perco a coragem, apenas... 



— Apenas... – Passou o polegar em meus lábios. Fechei os olhos para apreciar a carícia, rapidamente os abri novamente. 



— Você me deixa ansiosa demais. – Confessei. 



— Ansiosa? –Concordei balançando a cabeça. — Ou excitada? – Fechei os olhos, engoli a saliva tentando me concentrar e evitar que meu rosto ficasse ainda mais rubro. — Lauren? 



— Excitada. Muito excitada, Camila. – E nossos olhos se perderam em uma profundidade que me tragava sem possibilidade de retorno. 



— Que bom. – Ela disse e me beijou. 





O beijo que inicialmente foi apenas um roçar de lábios e um experimentar de línguas, ganhou intensidade rapidamente. Camila exigiu a minha boca, devorando-me avidamente com uma fome que nunca teria fim. E em menos tempo do que eu eSperava, estávamos agarradas, eu imprensada no balcão e ela colada em mim. Uma delícia. 



Suas mãos correram minhas costas, puxando-me para perto enquanto seu corpo me prensava contra a madeira do balcão. Eu a sentia, dura e firme, roçando meu ventre e enlouquecendo-me. Enquanto sua língua me explorava e seus lábios devastavam os meus. 




Era informação demais e, durante alguns segundos, eu não sabia o que fazer além de retribuir o beijo. Até que meu corpo ganhou vida e eu me vi tão agarrada a Camila quanto ela a mim, em uma fricção de corpos que me deixava cada vez mais excitada. Corri meus dedos em seus cabelos longos e macios e a prendi em meus lábios com mais paixão. 



Camila apertou minha cintura e sua mão começou a subir em direção aos meus seios, então ela se deteve, interrompendo o beijo justo quando eu acreditei que me daria mais do seu jogo de prazer incessante. 



Ela deixou de beijar meus lábios, sem se afastar. Eu ainda a sentia quente, ansiosa, excitada. Completamente excitada. Então por que paramos? Eu queria continuar e se ela queria também, não deveríamos perder mais tempo com conversas. Afundei meus dedos em seus cabelos tentando puxá-la de volta, mas Camila recuou e beijou meu rosto, respirando profundamente. 



Ela se afastou me encarando e sorriu. Não aquele sorriso encantador, e sim um sorriso vaidoso, cheio de si, como se soubesse o que estava fazendo comigo. E ela sabia mesmo. 




— Já tem estímulo suficiente para escrever mais? 




Colocou as mãos nos bolsos, mantendo o sorriso presunçoso. Passei as mãos nos cabelos me controlando para não mandá-la para a puta que a pariu. Mordi os lábios e me encostei no balcão. 




— Acho que sim. – Voltou a se aproximar, com cautela, sua mão retornando a minha cintura e seu corpo tão quente quanto há alguns segundos. 



— Preciso fazer algumas coisas antes de me ocupar com você, então... por que não sobe e escreve um pouco? 




Concordei ainda com vontade de chutá-la. Eu realmente queria dar um delicioso chute na canela da minha professora, mas como isso poderia fazê-la desistir de passar a noite comigo, me detive. 




Ela fechou a caixa da pizza, colocou na geladeira, guardou o vinho na adega elétrica, deixou os pratos na máquina e me ofereceu a mão, a qual peguei ciente de que nada aconteceria. Por hora. 




Subimos até o seu quarto, onde ela apontou para a minha mochila, que estava sobre sua cama, e saiu dizendo que estaria no escritório. Fiquei sozinha ainda sentindo todo o calor do momento. 




Porra, Camila sabe realmente como esquentar uma mulher! 




Sentindo o corpo suado, achei que era melhor me preparar para o que poderia acontecer quando ela causasse de ser tão imbecil. Corri para o banheiro e tomei um banho completo. Estava ansiosa, nervosa, receosa... O que mais com "osa"? Sei lá! Eu devia estar como qualquer mulher nos momentos que antecediam sua primeira vez. Se é que aconteceria realmente. Bom, pelo menos eu tentaria. 




Usei um perfume suave, escolhi minha calcinha preta de renda transparente e duas tirinhas do lado, um sutiã meia taça que a vendedora me convenceu a levar, dispensei a camisola, já tinha roupa demais no meu caminho. Coloquei um robe preto meio transparente que descia insinuando minhas formas e era preso na cintura por um laço. Bem estilo virgem sexy fatal. 




Sentei na cama em uma pose sensual, sonhando que ela subiria, me veria e se renderia a mim. Com o computador no colo eu não conseguia me concentrar. Minha mente estava nos movimentos no andar de baixo, na porta, com a esperança de que ela retornasse e continuasse o que havia interrompido. 



Fiquei parada olhando a tela. Não conseguia pensar em nada interessante para escrever e sabia exatamente o porquê. Aguardei. Aguardei, aguardei, aguardei... Uma hora depois Camila ainda não havia me chamado nem subido. 




Andei pelo quarto e mexi em tudo o que ela guardava. Descobri em seu closet uma gaveta cheia de coisinhas engraçadas. Alguns potes com gel, uns anéis coloridos e brilhantes que piscavam quando eu apertava. Havia também algumas canetas, com seus sabores, escritos na frente. Cada uma de uma cor. Fiquei curiosa. 



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