História The proposal. - Capítulo 2


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Johnny, Jungwoo, Lucas, Yuta
Tags Luwoo, Nct, Perseguição, Woocas
Visualizações 33
Palavras 1.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde!
Mais um capítulo fresquinho pra vocês, hm. Eu quero muito agradecer a quem leu e favoritou, não fazem ideia o quanto isso me estimula.
A forma de postagem será de dois em dois dias e pretendo manter assim.
Sem mais enrolação e boa leitura!

Capítulo 2 - Chapter two.


Fanfic / Fanfiction The proposal. - Capítulo 2 - Chapter two.

3 anos depois.

Acordo com o barulho do despertador.

Me espreguiço abrindo os olhos, porém, os fecho na mesma hora por conta da claridade que adentrava ao cubículo. Com muito esforço os abro novamente, olhando para aquela pequena caixinha infernal. Peguei meu celular, vendo diversas mensagens do capeta ali.

Eu estava super atrasado.

Pulo da cama para um banho rápido, aproveitando para fazer toda minha higiene. Ao sair, visto uma cueca boxer preta, seguida da calça social da mesma cor, camiseta branca e um terno cinza; optando por uma gravata também na cor escura.

Era meu dever estar bem vestido para o trabalho se eu não quisesse morrer.

Gastei todo meu dinheiro nessas roupas. Por enquanto, não precisava me preocupar com as refeições, as fazia no trabalho.

Com isso, economizei para as roupas novas que precisaria futuramente.

-Puta que pariu...- Resmungo, correndo até a escadaria e pulando de degrau em degrau.

Atrevesso a rua atento ao trânsito, e faço sinal para um ou dois carros, para que parassem enquanto isso. Logo chego a padaria preferida do capeta, se comprasse em outro lugar ele saberia.

O movimento era grande no pequeno estabelecimento, a fila estava enorme.

Caralho, não vai dar tempo.

-J-jung?-

Saio de meus devaneios sobre mais um esporro pelo milésimo atraso da semana para procurar a dona da voz.

Uma moça, que aparentava ter uns 40 anos acenava atrás do balcão; ela não me era estranha.

Sou chamado para mais perto e ela me puxa rapidamente para o depósito do local.

Isso estava muito estranho.

Ela era nova ali, o pouco tempo que estou aqui já pude perceber.

Franzi o cenho ao vê-la tão nervosa, remexendo os dedos e ofegante.

Quando eu iria me pronunciar, ela o fez antes.

-Eu sou sua mãe.-

-O que?..- Senti minhas pernas fraquejarem e me encostei no balcão, vendo a moça debulhada em lágrimas.

Eu não conseguia pensar, meu coração estava doendo..

-Sei que todo esse tempo você achou que eu estava morta. Mas, quem morreu aquele dia foi minha irmã. Te deixei com ela assim que nasceu, por medo. Eu era nova de mais para ter tanta responsabilidade, e também não queria que você correse um perigo, mesmo sabendo que iria. Todos vocês, aliás. Eles não podiam ter filhos e aceitaram ficar com você logo de primeira.-

Era muita coisa para se absorvida em tão pouco tempo, ela continuava falando mas eu não escutava nada.

Uma confusão se alastrava em mim.

Nisso tudo, até havia esquecido que estava atrasado.

-Por anos eu vivi uma mentira, meu coração sofria toda vez que eu passava um dia das mães sem você, as saudades..-

-Quando quiser conversar, já sabe onde me encontrar. Aqui está meu número e seus pedidos.- Em questão de segundos, eu já estava na empresa, apenas com um estalo de dedos.

Entrei no elevador, ainda pensando em tudo o que havia escutado, sentindo o nó em minha garganta me sufocar. Eu não podia entrar chorando e ser metralhado por perguntas; muito menos ser taxado de fraco pelo chefe. Se teve uma coisa que eu aprendi  rápido foi a conviver em sociedade, fui obrigado a  isso. Me adaptei rápido aos costumes, jeitos e estranhezas. Agora, querendo ou não, eu era ''normal'' como todos ali.

Me recompus rapidamente, chacoalhando a cabeça de um lado para o outro, querendo livrar-me de mais pensamentos conturbados.

Respiro fundo, fechando os olhos ao mesmo tempo que a porta do elevador se abre.

-Por um milésimo, Jung.- Ouço de Jenny, uma das secretárias que trabalhavam comigo, ao entrar no grande escritório.

-Estou tendo um dia horrí...- Nem termino de falar e, ironicamente, trombo com alguém, me fazendo derrubar o café em minha roupa novinha.

-Inferno!- Grito de raiva ao ver o estado em que fiquei e na incomodação que teria.

Eu estava fodido.

Mais uma coisa que aprendi foi a a me expressar com palavras de baixo calão.

Ri soprado de mim mesmo, realmente patético.

Vários murmúrios misturados começam a ecoar pelos corredores do escritório, mas logo um silêncio tomou conta do local. Isso só significava uma coisa. E eu ainda me encontro parado e encharcado de café.

Pego um terno qualquer estendido sobre a cadeira, deixando o meu no lugar. Logo, corri até meu armário e retirei uma blusa extra a colocando e fechando agilmente os botões. Nisso, Lucas entra pela porta, exuberante em seu traje totalmente escuro, que apenas seus olhos amendoados o quebravam.

-Bom dia. O Sr. tem uma reunião com os escritores e colunistas do jornal em meia hora.-

Ele arrancou o café de minhas mãos e seguiu para a sua sala. 

-Sobre o marketing de primavera. Eu sei. -Disse em seu tom raivoso de sempre.

Me segurei para não respondê-lo.''

''Como se eu não soubesse que você sabe, mas esse é meu trabalho.''

-Reunião com os funcionários as dez, e.. Ah! seu advogado da imigração ligou e disse que é importante e também quer marcar uma reunião.-

-Mantenha os escritores e cozinhe o advogado.- Suspirou pesadamente e depois fez um sinal para que eu me afastasse de sua mesa.

-Você está ridículo com essa roupa, garoto, te pago o suficiente para que possa comprar roupas que prestem. Realmente, você trabalha na mais renomada editora da Coréia.-

Escutei tudo calado, afinal, por mais que eu quisesse meter a boca nele, não podia.

Ele adorava me deixar pra baixo, parecia ser seu fetiche.

Saio de sua sala, com os devidos papéis em mãos e enquanto a reunião não começava, passei a digitalizar os livros antigos que haviam no depósito, antes do capeta me chamar.

-Sobre seu manuscrito.- Engoli em seco e me aproximei receoso, passando a andar ao lado dele no mesmo momento em que tive de equilibrar dezenas de pastas para a bendita reunião.

-Li algumas páginas, não me impressionou muito, nada se surpreendente. Está bem ruim, mas já vi piores. Veja isso como um elogio.-

Ele estava com minha escritura em mãos e a colocou no triturador de papéis, continuando andar para a sala de reuniões. Abri a boca, porém dela nada saiu, apenas meu suspiro.

-Posso opinar?-

-Não.-

-Eu já li milhares de manuscritos e este é o primeiro que dou para você. É uma história incrível, tem o perfil exato do que a editora pro-

Tenho minha fala interrompida pela centésima vez naquele dia.

-Mas vindo de você, nada sairia bom. Desde o primeiro dia me dando trabalho, dificilmente acertaria dessa vez. Desista.-

O xinguei mentalmente.

Eu achei que conseguiria impressiona-lo, pois o que escrevi foi minha história, algo original, rico em detalhes, sem ocultar nada. Coloquei meus sentimentos em cada palavra e vírgula, isso é injusto e insensível. Agora, não passam de tirinhas de papéis. 

Entramos na sala de reuniões, com todos os chefões e editores importantes da empresa.

Fico parado ao lado do bebedouro, deixando minhas costas pousadas na porta de vidro.

-Junhyuk, você está demitido. -  

Todos na sala olharam para Lucas ao mesmo instante, com a mesma expressão de surpresa. 

Agora eu estava puto, fiz dezenas de relatórios e pesquisas para essa reunião de dois minutos?

O diabo seguiu para a porta, e eu me afastei dali, abrindo-a.

-Você irá trabalhar esse fim de semana para revisar todas as documentações dele.

-Não tem outra pessoa que possa fazer isso?- Perguntei com um enorme bico nos lábios, Lucas nega enquanto entramos em seu escritório.

-Algum problema?-

-Sim. Amanhã completa um ano da morte de meus tios, e eu pretendo visita-los.- Lucas me da as costas sem ligar para o que digo e me fita com desdém.-

-Não quero saber, apenas cumpra seu trabalho.-

[...]

Eu estava devastado.

Sabe quando tudo começa a dar errado ao mesmo tempo? Estou no olho do furacão, sendo puxado do chão. Desde que comecei a trabalhar na editora não pude ter uma folga sequer.

Esquento a lasanha pronta enquanto me lamento e peço desculpas a quem me criou, por mais uma vez não poder vê-los.


Notas Finais


Me digam suas opiniões sobre o que acharam, amores! Até mais, se cuidem.


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