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História The Prostitute - Capítulo 38


Escrita por:


Notas do Autor


Hey, sei que demorei mais que o normal e me odeio por isso, mas os motivos para a demora são:

* Fiquei doente essas semanas e quase surtei achando que era Covid- 19 (espero que vocês estejam seguros) mas era apenas alergia por conta das mudanças de clima.

* Sabia o que iria acontecer mas não conseguia escrever de jeito nenhum.

* Já escrevi o capítulo duas vezes e o bloco de notas apagava metade do que tinha escrevido e me bateu um desânimo que quase desisti de continuar. (Se estiver confuso e uma merda, me desculpem e avisem que irei corrigir).

* Era pra ser o hot mais esperado mas não consegui escrever da maneira que queria, por causa do motivo acima. Tem outro motivo mas esse falo apenas no próximo capítulo.

Me desculpem pela demora e boa leitura!


Tradução: Começando a nos entender

Capítulo 38 - Starting to understand us


Estou extremamente cansada.

Não aguento mais revisar pastas e mais pasta, que são mandadas de hora em hora.

Maldito.

Depois que saímos do restaurante e voltamos para a empresa, Castiel, para supostamente me punir pela ordem que ignorei, começou a me manda pastas do tamanho de um livro.

Bufei pela milésima vez no dia ao lembrar da sua infantilidade.

Quantos anos ele tem mesmo? Oito???

A filha tem mais maturidade do que ele. E ela tem apenas seis anos.

Verifico no relógio do corredor, faltam quinze minutos para o fim do expediente. Priya, Mad e Kim já foram dispensadas. Alexy e Armin se despediram alguns minutos atrás, Lysandre ainda está em sua sala mas pelo que percebi, ele tem algum compromisso e sai daqui a pouco. Rosalya passou um tempo comigo e até me ajudou um pouco, como ela estava adiantada no serviço, teve um bom tempo livre, mas logo me abandonou pois tinha um jantar com o Rafael e seus pais, para conhecer os mesmos.

E a criança do meu chefe está em sua sala, fazendo só Deus sabe o quê, e não quer que eu apareça por lá tão cedo. Desisti de terminar as revisões e caminhei até a sua sala, abrindo a porta sem sequer bater.

_ Pode entrar querida. - diz sorrindo sarcástico. O infeliz, estava com as pernas em cima da mesa, mexendo distraidamente em seu celular, sem levantar o olhar para mim.

_ Acabei o trabalho por hoje, chefinho. - ergui as pastas revisadas, batendo-as em sua mesa - Meu horário de saída ultrapassou, espero receber pelos minutos extras.

Ele olhou o seu relógio de pulso e ergueu o olhar para mim.

_ Vou conversar com o RH para acrescentar algumas moedas no seu salário, pelos cinco minutos extras. - levantou saindo da sala, fiquei parada no lugar sem entender - Vai ficar aí?

Esqueci por um momento que "moro" com ele, e que ele é a minha carona pra "casa".

***

O relógio marcava quase meia noite. Clary estava na casa de sua avó passando a noite por lá, Castiel estava em seu quarto, provavelmente dormindo, e eu deveria fazer o mesmo mas não consigo pregar os olhos.

Levantei da cama quando desisti de contar carneirinhos.

Saio do quarto e vou descendo as escadas, seguindo logo após para a cozinha.

Escuto um barulho de vidro quebrando, ando rapidamente até lá, resmungando por ter me atrapalhado ao bater o dedinho na mesinha.

Ascendo a luz da cozinha, tendo um djavú ao encontrar Castiel na mesma situação que a minha há algumas semanas atrás.

_ Que merda Castiel. - ando até ele mas vejo que ao contrário de mim, ele não se machucou.

_ Pare aonde está.

_ Preciso limpar essa sujeira.

_ Não precisa, volte para o quarto.

_ Para de ser tão mandão. - volto a andar para perto dele.

_ Para você, de ser tão teimosa.

Grunhi nervosa, batendo o pé como uma criança.

_ Quer saber? De repente recuperei meu sono. Vou voltar a dormir antes que você me faça perder ele de novo.

Refaço meu caminho de volta, mas antes de subir as escadas, ouço sua voz.

_ Qual é a porra do seu problema? - diz - Ultimamente só anda estressada.

_ O meu problema? - pergunto sem sair do lugar- Você. Você é a porra do meu problema.

_ Continue.

_ Eu só quero saber o que está acontecendo. Desde aquele dia em que você me beijou...

_ Nos beijamos. - me corrige.

_ Tanto faz. - digo firme sentindo o meu rosto queimar - Desde aquele dia, você está estranho comigo. Inventa uma desculpa qualquer para fugir quando tento falar com você, se afasta quando chego perto, me enche de trabalho mas sente ciúmes quando estou com outra pessoa. - solto um suspiro e continuo - Sei que você tem a Debrah mas...

_ Não estou com ela mais.

_ Como?

_ Terminei com ela no dia seguinte do nosso beijo.

Ah, o dia que ele sumiu o dia inteiro.

Não falei mais nada, ainda estava processando a informação.

_ Estava confuso. - continuou - Ainda estou, pra falar a verdade. - passou a mão pelos cabelos nervoso e subiu as escadas.

Não, ele não vai fugir dessa vez.

Fui atrás dele que tinha entrado no seu quarto, deixando a porta aberta. Entrei no mesmo, ele estava sentado na cama me esperando.

_ Confuso desde quando?

_ Desde que te beijei pela primeira vez. - pausou - Quando estava bêbado. No aniversário da Lynn.

Lembro bem desse dia, quando meus sentimentos por ele começaram a aparecer. E também me lembro do quanto fiquei decepcionada, por ele me beijar não por ser eu, mas sim por ser uma lembrança da falecida esposa.

_ Pensei que não se lembrava.

_ Me lembro, não com clareza mas sei que era você, e não Lynn.

_ Mas na hora você estava beijando a lembrança dela.

_ Não foi bem assim. - suspirou - Senta aqui. - bateu no espaço ao seu lado, neguei e sentei na poltrona do outro lado - Vou te contar tudo, desde daquele dia. Mas preciso que apenas me escute, ok? - concordei - Naquele dia, a Clary descobriu que era o aniversário da mãe. Ela me pediu para contar como nos conhecemos, como começamos a namorar, casar, até o nascimento dela.

"Então, inventei uma história totalmente diferente da real. Meu casamento com a mãe dela, não foi o conto de fadas como ela imagina ser. Foi na verdade uma faxada, casei somente para que a Clary pudesse ter uma família, mesmo que seja de mentira. Não vou detalhar o que acontecia antes da sua morte, mas saiba que foi um inferno e que ela não era a pessoa que aparentava ser quando namorávamos "

"Depois daquilo, liguei para a minha mãe para que ficasse com Clary, enquanto iria para um bar qualquer esquecer as malditas lembranças que me assombrava. Depois de beber todas, fiquei com remorso por me sentir aliviado por ela não está mais por perto, por mais que ela tivesse sido uma péssima mãe e pessoa, ela não merecia uma morte como aquela. Aí você apareceu e fiquei confuso, pois sua imagem misturava com a dela. Sussurrei o nome dela, mas era um pedido de perdão, por achar você uma versão melhorada dela."

_ Quando reencontrei Debrah, vi nela uma chance para te esquecer. Foi em vão, pois não consegui, mesmo estando com ela.

Fiquei sem saber o que falar depois disso. Fiquei mais confusa do que estava antes. Percebi que estava chorando quando ele limpou minhas lágrimas, nem sabia o motivo por está chorando.

Contei para ele que as ações dele teve consequências para mim, por também está sentindo alguma coisa por ele. Não conversamos metade das coisas que deveríamos falar um com o outro, mas que por enquanto é o suficiente.

Fui até ele, me sentando em seu colo e o beijei. Nossas roupas foram desaparecendo aos poucos, suor e gemidos começando a aparecer e aumentar.

Nessa noite fizemos "amor" devagar, rápido, carinhoso, selvagem... Enfim de todas as maneiras possíveis. Não dizemos aquelas palavras mas pudemos sentir elas.

Não consigo dizer o quanto foi maravilhoso, foi muito mais do que imaginei, a realidade superou todas as minhas expectativas.

***

Os dias a seguir se passaram rapidamente, e o aniversário de Clary chegou, na verdade é amanhã mas estamos entrando no ritmo de festa hoje.

Estávamos todos em casa, preparando o almoço. Castiel fugiu com a filha para algum canto da casa, nos deixando na cozinha.

Valerie percebeu que o clima entre Castiel e eu, mudou drasticamente. Desde aquela noite, em que finalmente nos entregamos e colocamos tudo o que sentimos na mesa, estamos mais grudados, digamos assim. Não estamos namorando, apenas aproveitando a companhia um do outro.

_ O que está acontecendo entre vocês? - Valerie acenou com a cabeça em direção a Castiel, que estava brincando com a Clary - Não me diga que não está acontecendo nada, pois eu sei que está. Até a Clary deve ter percebido.

_ É complicado.

_ Tudo pra vocês é complicado. - rolou os olhos - Qual é o impedimento?

"Não sei quem eu sou, além de uma prostituta"

"Tenho um passado que não sei qual é, mas que afeta o meu presente"

Como posso entrar em um relacionamento, se nem ao menos eu me conheço?

Está claro que amo o Castiel, mesmo não admitindo antes ou demonstrado. A única certeza que tenho é essa.

_ Não consigo seguir em frente sem a uma parte da minha memória.

_ Não estava seguindo até agora?

"Não"

"Tudo o que fiz, foi porque estava sendo obrigada. Inclusive, entrar nas suas vidas"

_ É diferente. - terminei de cortar os tomates para a salada - Vou chamar eles para almoçar. - saio dali o mais rápido possível.

O dia se passou com tranquilidade, risadas, e ansiedade por parte de Clary. Essa é a primeira festa, que ela tem consciência dela, e sem a presença mãe. Mas isso não o impede o sorriso do seu rosto toda vez que tocamos no assunto.

_ Hora da soneca? - pergunto para ela, que está com os olhos quase se fechando. Estamos em seu quarto assistindo um filme da Barbie, esse é o segundo. Seu pai pegou no sono nos primeiros minutos desse filme, enquanto ela reluta para se entregar ao sono. - Pode dormir amor, outro dia vemos ele. - passo a mão pelo seu rosto, e deixo um beijo na sua testa.

_ Dorme comigo e com o papá? - apenas concordo, me aconchegando melhor na cama e a trazendo para os meus braços. Quando estava quase pegando no sono, sinto outro par de braços nos envolvendo.

***

_ Sophie? Acorde querida. - abro lentamente os olhos ao ouvir a voz doce de Valerie. - Vamos sair para jantar hoje. Só você e eu.

_ Onde está Castiel e Clary? - pergunto quando percebo que estava sozinha na cama.

_ Acordaram tem um tempo, foram ao parque de diversões num momento pai e filha.

_ Ah, finalmente ele cumpriu sua palavra.

_ Sim. Então, vamos nos arrumar? - faço uma cara confusa, tinha esquecido o que ela disse antes - Para o jantar. - concordei. Logo ela saiu do quarto e disse que tinha uma hora para me arrumar.

Desta vez não formos no restaurante do Joe. Esse era mais simples e muito acolhedor.

O jantar inteiro foi feito de desabafos da minha parte. Val não se contentou com a nossa conversa no almoço, por isso me intimou até aqui.

Contei todas as minhas inseguranças, medos, ocultando algumas partes. Ela me ouviu atentamente, e concordou comigo quando disse que o filho dela foi um cretino infantil.

Quando terminamos a última conversa, desta vez sobre ela, depois da sobremesa, decidimos que era hora de ir embora.

_ Querida, vou pagar a conta. Se importa de me esperar um pouco?

_ Claro que não. Vou para o jardim na entrada, aquele lugar me encantou.

_ Faz bem, está uma linda noite. - sorrio, concordando com ela.

Passo um tempo contemplando a lua iluminando o jardim.

Desde que acordei, tenho uma sensação horrível. Algo me diz que meus momentos de tranquilidade, está chegando ao fim. Empurro esse pensamento pra longe, não quero pensar nisso.

Ouço um som de passos ao longe, me viro ao pensar em ser Valerie.

Mas não encontro ninguém.

_ Valerie? É você?

Passos e galhos se quebrando.

_ Quem está aí?

Quase grito ao ver de longe a silhueta de uma pessoa me olhando encostada em uma árvore. Penso em andar até a pessoa para saber o que tanto me encara.

_ Tudo bem Sophie? - perguntou Val me assustando - Tem algo de errado alí? Está pálida. - olha para o local que antes estava focada e agora está sem ninguém.

_ Não, não é nada. Estava apenas distraída pensando na festa. - invento uma desculpa - Não quero que nada dê errado amanhã.

_ E não vai dar, você se esforçou bastante e fez tudo o que a Clary...

Novamente vi o vulto, desta vez entrando em um carro, mas não antes sem olhar para mim uma última vez.

Agora vendo com mais clareza, percebo que é uma mulher.

Está vestida totalmente de preto, como se estivesse tentando se esconder na escuridão da noite com um chapéu enorme que tampa uma boa parte de seu rosto ao abaixar ele.

Por mais estranho que pareça, ela é familiar para mim.



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