História The Psychopath and the Suicidal - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Pai?


Suicida

Minha vida está um caos de uns dias para cá, se bem que… Minha vida sempre foi um lixo então não tenho muito do que reclamar.

Estou praticamente morando no apartamento de Andrey e isso porque segundo ele, Andrey poderá me proteger ainda mais comigo morando com ele.

Qual o problema se eu morrer de uma vez?

Enfim, estou deitado na cama do psicopata pensando no que fazer agora. Meu pai não deu mais sinal de vida desde aquele dia e isso me preocupa de certa forma, não sei o que ele pretende fazer comigo mas sei que não é para dizer que estava com saudade e que me ama. Com certeza não.

Bom… Eu não sei o que fazer no momento, me sinto perdido, confuso e não tenho a quem socorrer, não tenho com quem contar.

Eu poderia conversar com a minha mãe mas ela vive ocupada demais por causa do trabalho dela. Para ser honesto, ela nunca esteve presente na minha vida, nunca tivemos um natal juntos, ano novo ou aniversários. Nada, nunca fomos mãe e filho de verdade, somos como desconhecidos; ela não sabe nada sobre mim assim como eu não sei nada sobre ela.

Ela só me colocou no mundo e praticamente me largou nele.

Eu poderia falar com meu pai mas acho que deu para perceber que ele não é o pai do ano. Nunca entendi o porquê dele me odiar tanto e me tratar como lixo, não que eu não seja um lixo mas também não precisa ficar me jogando na cara também.

Eu poderia falar com algum amigo mas eu quase não confio em ninguém e em quem eu confiava como amigo, Andrey o matou e o motivo? Então, não tem, ao menos não no meu ponto de vista.

Eu não tenho mãe, não tenho pai… Eu não tenho ninguém para pedir carinho. Tem vezes em que eu estou andando na rua, eu vejo uma criança com uma mulher ao lado, admito que tenho inveja. Inveja de ver uma criança brincando com sua mãe no parquinho, inveja quando um fedelho cai no chão e a mãe o pega no colo.

Quando a minha mãe me pegou no colo?

Nunca tive a oportunidade de cair no chão e ser pego no colo. Nunca tive a oportunidade de ir num jogo de futubol ou algum esporte com o meu pai. Nunca tive tive a chance de sair em família ou qualquer coisa do tipo.

Não tenho nada. Não tenho ninguém com quem contar. Eu poderia contar com Andrey mas… Andrey é complexo e muito insensível mesmo que às vezes tente disfarçar e ser mais “sensível” mas nunca dá certo porque eu sei que uma coisa forçada.

Sabe quando tudo o que você quer é colo? Simplesmente que um colinho, um cafuné gostoso…

Sabe que você quer simplesmente sumir? Tudo porque os problemas parecem não ter fim. Sabe aquele vontade que se tem de morrer? Tem vezes que quero morrer para ver se assim as coisas melhoram para todos que eu deixar afinal, quem vai sentir a minha falta? Minha mãe, duvido muito, provavelmente ela irá chorar na frente das câmeras mas no fundo não vai passar de fingimento. Meu pai? Ele vai agradecer por eu finalmente morrer. Andrey? Talvez ele fica mal por um dia ou dois mas não acho que vai passar disso.

No fim, eu sou apenas uma coisa nas quais ninguém vai dar falta.

Bom, acho que vou me levantar porque eu ainda tenho que me arrumar para o inferno chamado “escola”. Para minha sorte este é meu último ano nesta desgraça.

Pego uma muda de roupas e uma toalha e rumo para o banheiro. Tirar as roupas sempre é a mesma coisa desagradável.

Meus cortes, queimaduras e cicatrizes.

Minha sujeira. Cada marca feia em meu corpo é uma lembrança dolorosa da minha sujeira, do quão imundo eu sou. Cada corte me lembra do grande alívio que eu sentia na hora da minha dor mas em seguida me lembrava da culpa, da vergonha e do quão fracassado eu sou.

A água do chuveiro não esta levando embora a sujeira do meu corpo mas isso não me surpreende. Não mais. Quer dizer… Eu já nem sei mais o que pensar agora. Não sei mais quem eu sou, sinto falta daquele garotinho bobo e cheio de sonhos impossíveis de serem realizados.

Saio do banheiro já vestido com o uniforme da escola e agasalhado com um moletom dois números maiores assim pode esconder perfeitamente meus pulsos marcados.

-Pronto? – Andrey tem um tom grave e marcante de voz e como sempre, sua voz sai sem emoção alguma. Pego minha mochila e o fito. Não me surpreende ele estar bonito, mesmo com o uniforme, e o que deixa ainda mais lindo, é sua jaqueta de couro preta que o deixa sexy.

O que um garoto como ele viu num lixo como eu?

-Sim, vamos

Fomos para o colégio com o carro do psicopata e assim que chegamos, todos os olhares foram direcionados a nós. Todos nos fitam com certa estranheza, as garotas olham Andrey com desejo e os garotos o olham ou com admiração ou inveja. Mas quando todos me olham, só sinto olhares de deboche e nojo, como se eu fosse algum tipo de desgraça aqui no mundo.

Talvez eu seja mesmo.

Abaixo minha cabeça e apresso meus passos em direção do meu armário para pegar um livro. Vejo Milena andando em minha direção; sinceramente, eu não tenho nada contra a garota mas sei que elá não é exatamente o tipo de companhia que eu quero perto de mim. Milena é arrogante, prepotente e sempre que pode, humilha alguém de um jeito que eu me pergunto como ela consegue dormir em paz à noite.

-Oi Yan – me surpreendo com o fato dela saber o meu nome.

-Oi

-Vi que você tem conversado bastante com o Andrey

-Ah… Sim por quê?

-Queria saber se ele tem namorada

-Bem… Uma vez ele disse que era gay então acho que ela não tem namorada

-Querido, você não entendeu – a encaro confuso.

-O que eu não entendi?

-Ele disse que era gay só pra afastar as putas

-Você fala como se não fosse uma – digo mais baixo.

-O que você disse seu merda? – ela fala quase gritando e todos do corredor param para ver o que esta acontecendo.

-Ah… Eu sinto muito, eu realmente… - fui calado com um tapa no rosto. Nunca levei um tapa em toda minha vida e com todos olhando a cena, me sinto mais humilhado ainda.

-Você ta se achando né garoto? Você é lixo! Andrey só fala com você por pena – abaixo a cabeça. Que humilhante.

Viu só? Até mesmo ela sabe que você é lixo!

E que o garoto só fala com você por pena

Seu lixo

Saio cabisbaixo e entro o mais rápido possível na sala. Milena esta certa sobre o psicopata. Por que ele perderia o tempo dele comigo? Ele tem algum tipo de obrigação? Só pode ser isso, não vejo outra saída para isso.

(…)

Intervalo finalmente!

Eu gostaria de ter prestado atenção nas aulas mas não o fiz. Preferi dormir nas três primeiras aulas do que ficar ouvindo todos sussurrando sobre a minha humilhação. Normalmente Andrey até me protegeria mas ele decidiu matar as aulas.

Aposto que ele esta com aquela garota

Ela é muito mais bonita do que você!

Todo mundo é mais bonito que você!

Se as vozes fossem pessoas, com certeza elas estariam rindo de mim.

Saio da sala de aula logo depois que todos sairam, não gosto de sair amontoado com todos. Estava andando pelo corredor, indo em direção da cantina na qual eu não demoro muito para chegar.

Não disse?

Por que…? Por que Andrey esta…? Ele… Milena…

-A… Andrey? – ele encerra o beijo com a garota e me fita espantado

-Yan, eu posso explicar. Não é o que ta pensando – dou um sorriso forçado.

-Você não tem que explicar nada. Não somos nada mesmo

Essas palavras me doeram mas é a mais pura verdade. Andrey e eu não somos nada, nem namorados, ficantes ou amigos. Não sei o que somos. Não sei porque mas o que eu disse parece ter ferido o psicopata de alguma forma.

-Não é bem assim Yan – ele se aproxima e tenta pegar minha mão porém eu recuo.

-É claro que é! Não somos nada, nem sei porque você perde seu tempo comigo

-Yan…

-Tudo bem, eu já entendi. Você não tem que ficar perto de mim, você é livre, leve e solto

-Yan…

-Eu já vou indo nessa. Espero que fique bem – saio raídamente da cantina.

Achou mesmo que ele gostava de você?

Como você é ridículo!

Pulo o muro da escola e caio na calçada do lado de fora.

Péssima ideia.

-Oi filho – seu sorriso é tão perverso quanto antes, quando eu era criança

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-P… Pai?



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