História The Purpose - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Conexão, Deus, Espiritualidade, Evangelho, Geração Do Avivamento, Gospel, Intimidade, Jesus, Max Schneider, Relacionamento, Religião, Zendaya
Visualizações 33
Palavras 1.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


◇A fic possui conteúdo cristão mas se você não é, sinta-se super à vontade pra ler.
◇Perdoem os possíveis erros ortográficos, não pude revisar.
◇Abordarei assuntos um pouco pelêmicos e esclarecerei com embasamento na bíblia, ainda assim como minha forma de interpretar, ou seja, é minha opinião.
◇Leiam as notas finais.
◇Boa leitura!

Capítulo 2 - Taking Risks


Fanfic / Fanfiction The Purpose - Capítulo 2 - Taking Risks

ISABELLA MENEZES – POV

Depois do meu momento atípico com Deus prossegui de metrô até a faculdade já que naquele dia meu pai sairia um pouco mais tarde e minha mãe iria trabalhar em casa. Ao entrar na universidade todos estavam falando alto e pareciam estressados, ou não sei se era eu que ainda estava entorpecida de tanta paz.

Entrei na sala e quando a aula começou, eu não conseguia prestar atenção, minha mente viajava pro meu momento durante a manhã e meu coração parecia esquentar e querer sair de dentro do meu peito, aquela sensação esquisita, como se fosse uma grande descoberta que tivesse sido feita por mim naquele momento. Subitamente voltei a me concentrar no assunto sem aparente motivo.

-Freud exclui Deus da criação, para ele, a ideia de um “deus” como Pai-protetor é uma espécie de devaneio humano, na busca de algo para se apegar e livrá-lo das consequências de suas próprias ações ele inventa Deus, o regulador do universo como se nós, enquanto seres humanos fossem marionetes em suas mãos._O professor Guimarães voltou a falar e eu revirei meus olhos com sua “explicação”.

Aqueles comentários sempre aconteciam no ensino médio e mesmo com vontade de responder sempre me mantive calada.

-A religião perpetua uma certa a ilusão infantil e enganosa de estar protegido do mundo e de si mesmo pelas mãos de um pai bondoso então, ao ter essa percepção iniciou uma busca de libertação desse anseio considerado pelo próprio como infantil. – Fez uma pausa. – Isso obviamente fez de Freud o homem esclarecido e referência como o pai da psicanálise, ficar dentro da caixa da crença idiota de um ser completamente abstrato que se apresenta como “supremo” numa escritura feita sem qualquer referencial cientifico que prove a veracidade das informações o faz evoluído, ao contrário desses cristãos que ficam por aí achando que todos tem que ser tão encaixotados como eles são._ Terminou rindo-se de forma idiota.

Então, eu fiz uma coisa improvável, que quando me dei conta, já havia feito.

- Segundo Sara Duncannes, psicanalista, cientista forense e filantropa, a concepção de Freud sobre a morte de Deus se dá através de situações traumáticas de sua infância, como a péssima relação com seu pai que lhe tira a ideia de um Deus que é chamado de “pai” ser realmente bom e protetor aniquilando suas chances de um bom relacionamento com Deus, aí nasce sua aversão à figura divina, fazendo com que o mesmo crie sua própria teoria para buscar nela algum refúgio, além disso, ele lia a bíblia e tinha o hábito de estudá-la e até colecionar coisas referentes a diversos textos bíblicos, inclusive, foi através dessa intensa movimentação em busca de negar a existência de um ser criador e supremo que ele descobriu muito de suas teorias que o colocaram onde está, o estudo da bíblia mesmo que não intuitivamente produziu conhecimento nele, nós cristãos não somos encaixotados, vazios ou “não evoluídos” como pensa, senhor Guimarães, somos muito mais que isso._ Praticamente cuspi as palavras logo após me encolhi sem reação.

Dentro de mim só conseguia pensar “merda, reprovei” e o professor ainda estava lá imóvel me olhando como se aquela fosse a cena mais estranha e inesperada de sua vida.

O sinal que indicava o final daquela tortura acabou e professor arruma suas coisas e quando penso que tudo ia ficar bem ele diz.

- Não conheço essa tal de Ducannes, não ligo pra o que você diz e pensa sobre religiosos, Freud foi o próprio deus, e finalmente me diz sobre pessoas alienadas como você. Liberte-se da religião ou vai ser uma pobre escrava dessa crença a vida toda. E psicologia não é pra gente quadrada como você, se remolde e quando tiver maturidade pra ficar calada e não se inflamar, religiosa, você vem pra minha aula._ Falou e começou a caminha até a porta.

O resto da sala estava imóvel ainda, mas ao que o professor saiu recebi uma enxurrada de gargalhadas, então uma garota loira, cheia de pirceings começou a dizer.

-Esses religiosos engraçados nunca tomam jeito, acham que podem chegar perto de nós e falar sobre suas divindades e nós iremos engolir toda essa bobagem, mas somos mais inteligentes, espertos o bastante para saber que Deus está morto!_ Ao terminar e saiu da sala com mais uns três seguidores.

Aquele caos havia me deixado triste, mas no fundo do meu coração eu ainda sentia a esperança, sentia as mãos de Deus guardar minha vida, apenas confortável naquele abraço. Guardei alguns livros no meu armário e peguei um que precisava devolver à biblioteca, coloquei uma música chamada “oceans” da hillsong e andando distraída pelos corredores fui de repente parada. Uma garoto alto, cabelos escuros, barba por fazer e look total Black” me encarava com uma feição de pena e súplica misturadas.

- Você é Isabelle não é?_ Perguntou meio nervoso.

- Uhum, sou._ Assenti tentando não demonstrar medo.

- Sua fama está sendo espalhada por aí._ Disse sorrindo.

Eu sorri amarelo, um pouco desconfiada sobre onde ele queria chegar.

- Mas eu não vim falar sobre isso. _ Falou se aproximando e ficando frente a frente comigo.

- Tudo bem, do que quer falar então? _ Perguntei sinalizando que ele me acompanhasse.

- Queria ter uma conversa com você sobre Deus, eu não sou ateu, só queria fazer umas perguntas sem intenção de ofender suas crenças. _ Disse soando educado.

- Então vamos pra algum lugar onde possamos falar disso. _ Disse agora desviando o caminho da biblioteca e inda direto para uma parte nos fundos, quase nunca ocupada.

Como sempre estava muito tranquilo, sentei na grama e ele sentou-se ao meu lado.

- A propósito, meu nome é Israel, prazer – Iniciou – Bom, você deve tá achando isso estranho, mas você é a única pessoa cristã que eu já ouvi falar nessa faculdade, quer dizer, a maioria dos professores aqui fazem esses comentários ateístas e ninguém nunca se importou, eu tenho 19 anos e estou a mais ou menos dois semestres na faculdade, e você foi a primeira a defender a religião. _ Ele disse sem me encarar.

- Eu não defendi religião alguma, eu defendi Deus e as pessoas que creem nele seja lá a qual religião pertencerem, mas eu sou evangélica, meus pais são pastores e eu me reconciliei com Jesus hoje de manhã através de uma música e uma ministração no rádio._ Disse rindo fraco sem pensar muito.

- Você é cristã desde hoje de manhã e arriscou seu curso por Deus?_ Disse incrédulo.

- Não, eu já era, mas acabei me dispersando por que, coisas acontecem... Mas hoje fui tocada de uma forma que nunca fui antes e sabe o que descobri essa manhã? – Falei dando uma pausa e ele sacudiu a cabeça em negação – Sem Jesus não há vida, eu amo psicologia e as coisas que eu posso aprender e fazer através do curso, mas sem o amor dEle eu sou o que? Não me sinto e não sou nada. Por isso se eu tiver que arrumar treta com todos os meus professores pra defender o que eu acredito, eu quero fazer isso. Eu já me acovardei demais e me calei sobre o que eu sou e tenho como verdade. Não vou deixar mais me machucarem e ofenderem meu Deus, não mesmo. _ Falei limpando uma lágrima que escorreu.

- Tá com medo?_ Ele disse agora me olhando nos olhos.

- Estou claro, não quero ter que largar meu sonho e nem arrumar inimizades por aí, mas Deus sabe de todas as coisas, quero tentar descansar nEle. Faz um tempo que eu inconscientemente voltei pra Jesus, comecei a agir de outra forma e pensar nele, uns quatro meses, mas hoje foi o dia de sentir o toque e derrubar todas as barreiras dentro de mim, parece que Jesus morreu por mim hoje, e senti o véu sendo rasgado dentro de mim, me entreguei de vez. Foi apenas, diferente._ Disse lembrando da cena de manhã.

- Meus pais são pastores, meu irmão prega por aí, só eu que não sigo a religião, eu tentei, mas não deu muito certo._ Ele disse passando a mão sobre o rosto.

- Eu também, não consegui enquanto era apenas pela religião, mas acredite, quando começar a enxergar como algo sobre Ele, as coisas vão mudar. Eu preciso alcançar liberdade nEle, eu sou tão escrava de mim mesma, eu preciso cura, propósito... Já procurei isso em festas, namorados e estava prestes a procurar em bebidas e drogas, mas não cheguei lá, graças a Deus, o fato é que agora eu sei que essa lacuna no meu peito é do tamanho dEle. _ Falei sorrindo.

Ficamos calados. O celular dele vibrou e ao olhar no visor disse que tinha que ir e eu assenti. Antes que ele saísse resolvi acrescentar.

- Ouça uma música chamada “simple gospel”, reflita no que ela diz.

Então ele voltou pra perto de mim e deu um papel com seu número escrito, depois me passou a caneta fazendo sinal pra que anotasse o meu, sem qualquer tipo de restrição o fiz, eu estava simplesmente fazendo as coisas como se não tivesse total domínio sobre mim. Anotei meu número na sobra do mesmo papel e o entreguei novamente a parte correspondente.

- Precisando, não deixa de ligar._ Falei o vendo assentir e sair em silêncio total.

Depois disso levantei e levei meu livro até a biblioteca pegando mais outro, vamos de Karl Max agora. Ao ouvir o vibrar do celular percebi que meu pai provavelmente estava me esperando e comecei a andar até a saída. Alguns olhares maldosos, risadas, e frases como “passou a crente” “evangelismo estudantil” “ainda acham que estão certos” e “quando quer ser vadia mas é encubada”. Saí rapidamente ignorando tudo e todos e entrei no carro. Desabei a chorar e meu pai não perguntou nada, apenas ligou o rádio e dirigiu em silêncio. Começou a tocar simple gospel numa rádio que não era gospel, nos entreolhamos e eu parei de chorar e finalmente entendi aquele encontro estranho com o garoto na universidade. As obras de Deus são assim, às vezes parecem confusão, mas são pura sabedoria. Comecei a sentir novamente certo alento em meu coração que me seguiu até em casa.


Notas Finais


Bom, primeiro uma reflexão geral sobre o cap.
Em 1 Coríntios 1 tem escrito que "Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;"
1 Coríntios 1:27
Um exemplo vivo disso tem sido eu, inclusive. Qualquer dia eu contarei a vocês o quanto tem sido difícil me manter viva e continuar acreditando em Deus e na bondade dEle diante da dor e das dificuldade.
Mesmo assim, como um certo imã Ele tem me mostrado propósito e me atraído, dessa forma mesmo, loucamente e sem nenhuma lógica. Tenho corrido todos os riscos possíveis na linha tênue, mas no final a liberdade será gratificante.
O controle que ele tem exercido sobre mim me fazem lembrar que longe dEle não existe vida.
Enfim, muito obrigada, mais uma vez e AMO DEMAIS TODOS VCS. MUITO OBRIGADA DE VERDADE.
Só poderei atualizar a fanfic depois do dia 25 de novembro (dessa vez real e oficial), até lá estarei estudando muito pra recuperar minhas notas em matemática, e física, sinceramente não entendo nada (gente, sinceramente, não sei pra que fazer isso) , orem por mim pois, essa minha fase tá complicada.
Espero que leiam e gostem, de coração Deus tem à dias me inspirado a escrever essa história. Beijooos ♥ ♥ ♥ ♥


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