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História The Queen's Daughter - Capítulo 9


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Notas do Autor


Hello meus amores, voltei

Capítulo 9 - Fireball


Fanfic / Fanfiction The Queen's Daughter - Capítulo 9 - Fireball

- Robin, você não deve jamais repetir essa palavra na frente da sua mãe, nunca, nunca. – Regina pensava em algo para distrair a sobrinha, mas nada vinha em sua mente. – Que tal falar tia, tia é muito mais fácil e você já sabe. Fala, t-i-a.

- Feia... – a neném ria enquanto falava. – mama feiaa.

- Não, titia. Tia.

- Feia. – enquanto pronunciava a palavra Robin juntava os dedinhos mostrando para a morena o que sabia fazer.

- E tia, você quer falar tia?

- Nã... feia.

- Sua mãe vai me matar. – enquanto se preocupava com o vocabulário da menina, Regina aproveitou para a arrumar, já que ela iria sair com Eva e Tomas. – Justo hoje a Lana teve que ir para a empresa, eu aposto que ela ia conseguir tirar essa palavra da sua cabecinha. Aquela menina só pode ser uma bruxa, por que...

- Buxa... – Regina olhou para a sobrinha e quase surtou, até se lembrar que a irmã realmente era uma bruxa e que o tinha dito não era nenhuma mentira.

- Mamãe bruxa. – a morena voltou a se animar com a possibilidade de a menina esquecer do que estavam falando antes.

- Isso, mamãe bruxa, a mamãe é...?

- Mama feia.

- Não Robin.

 

                                                                                   ***

 

Enquanto arrumava o quarto onde a salvadora iria ficar, Zelena ouviu a campainha tocar. Esperou alguns segundos até ter a certeza de que ninguém iria abrir a porta. Bufou irritada e foi até a porta.

- Que foi? – perguntou mal humorada sem checar quem era na porta.

- Credo Zel, que mal humor é esse? – Eva estava com o filho no colo e estranhou a atitude da amiga.

- Regina que já me irritou cedo.

- São, quatro horas, não acho que seja cedo. Eu vim buscar e Robin para o parquinho. – as duas entraram na casa e a morena colocou o filho sentado no sofá.

- Olá pequeno príncipe, eu meio que esqueci disso e deixei a Robin dormindo, lá em cima e eu não vou acordar ela não, ela é bem mal humoradinha... – enquanto explicava para o menino coisas que ele certamente não entendia, Regina descia com Robin já arrumada.

- Ainda bem que eu presto atenção nos compromissos da minha sobrinha não é mesmo? – a morena tentava segurar a chupeta na boca da sobrinha que lutava para cuspir.

- Por que tem uma chupeta na boca da Robin? Ela nunca gostou disso. – Zelena arqueou a sobrancelha ainda na frente de Tomas que passava de leve os dedos pelos cabelos da ruiva.

- Ela viu na mesa da Hope, e pediu. – a morena sorriu e levou a ruivinha até a amiga. – Eva que bom te ver, quando vocês voltam? Quer saber? Não se apressem, Robin merece esses momentos de diversão, se divirtam, bye. – enquanto Regina tentava expulsar a mulher de sua casa da maneira mais gentil que conhecia, Zelena cruzou os braços e ficou encarando a irmã.

- Regina Mills, o que você fez?

- Eu? Como assim o que eu fiz? Eu não fiz nada? – mordeu o lábio inferior encarando a sobrinha que a olhava com os olhinhos sapecas.

- Tira a chupeta da Robin.

- Mas...

- Sem, mas, tira agora. – a morena bufou e tirou a chupeta da boca da sobrinha que começou a fazer careta. – Está feliz agora.

- Eu só vou ficar feliz quando eu descobrir o que você fez de errado e pensar em algo para te punir.

- Vai me deixar de castigo é? – Regina começou a rir de forma sarcástica, logico que ela não queria ensinar a sobrinha a chamar a mãe de feia, mas não tinha culpa das coisas que a menina escolhia aprender.

- Você sabe que eu coloco.

- As duas vão terminar de discutir hoje? Querem que eu espere? – Eva perguntou enquanto pegava a menina no colo.

- Nossa Eva, você as vezes é tão grossa. – Zelena colocou a mão no coração fingindo estar magoava.

- Você é chata todos os dias e eu não estou reclamando. – a morena de olhos verdes sorriu e apontou a menina para mãe. – Da tchau para a titia e para mamãe.

- Mama.

- Oi meu amor, mamãe vai morrer de saudades.

- Mama feia. – Regina olhou para a sobrinha e tentou balançar a cabeça discretamente atraindo a atenção da irmã.

- Mamãe é que filha?

- Feia. – a menina repetiu olhando para Eva e sorrindo.

- Quem te ensinou essa palavra meu amor?

- Titia... buxa. – Regina fechou os olhos e se virou para irmã.

- Ela agora fala bruxa, não é lindo ela saber as origens?

- Ela me chamou de feia.

- E de bruxa. – Eva disse rindo enquanto chamava o filho. – Vejo vocês depois.

- Você sabe que eu não me importo com o bruxa, mas o feio é um problema...

- Zel, me desculpa, eu nem sabia que ela estava escutando quando eu disse que o feia, sua filha nunca fala e quando fala é só mama e ti, ai feia já é uma coisa mais complicada, nunca que passou pela minha cabeça que ela ia gravar justo isso e saber empregar contra você, não briga comigo, eu estou sensível pela gravidez.

- Os gêmeos nasceram a três meses. – Zelena continuava com os braços cruzados encarando a irmã.

- Gold me deixou mais sensível para eu ser mais humana ao tratar meus clientes.

- Não deixou não. – a ruiva semicerrou os olhos.

- Eu te amo e você é a melhor irmã do mundo.

- Vai arrumar o quarto da sua namoradinha e eu te perdoo. – Zelena se virou sorrindo e deixou Regina confusa sobre a namoradinha. Primeiro Regina ficou sem reação, depois quando foi entender sua irmã já estava no final da escada.

- ZELENAAA.

                                                                           ***

 Henry estava terminado de arrumar seus livros para a faculdade, ele tinha menos de uma semana para arrumar tudo, mas sua cabeça estava em outro lugar. Tinha medo de algo acontecer com Emma e ele estar do outro lado do oceano sem poder ajudar.

- Ei coisinha. O que foi? – Zelena estava parada na porta observando o homem que o menino estava se tornando, e começou a pensar se um dia estaria do mesmo jeito observando a filha preparando as coisas para sair de casa.

- Coisinha? – Henry sorriu de lado e voltou a sua arrumação, a cada dia que passava sua tia arrumava um novo apelido para ele.

- Eu estou testando está bem? – a ruiva sorriu e entrou. – O que se passa nessa sua cabecinha?

- Minha mãe.

- Regina anda te enlouquecendo também? Acredita que ela ensinou a Robin a me chamar de feia? Logo eu? – a mulher balançou a cabeça como se realmente estivesse indignada, mas Henry sabia que ela apenas queria fazer graça para ele. – Emma vai ficar bem Henry, seja lá o que tenha acontecido, nós vamos cuidar dela. Nem que isso a mate.

- Você está tentando me ajudar?

- Logico que não, você não precisa de ajuda, sua mãe precisa de ajuda. Você meu querido, precisa de distração, e eu já sei o que fazer. – a ruiva sorriu maliciosa enquanto puxava o sobrinho.

- Tia, você sabia que a minha mãe é muito brava?

- Eu como irmã mais velha, sou mais brava ainda. – Zelena desceu as escadas e mandou o menino esperar no carro. – Vou falar com a sua mãe e já volto.

 A ruiva andou até o quarto onde Emma iria ficar e ficou observando Regina de um lado para o outro arrumando tudo.

- Que linda. Mas eu ainda acho que seria melhor ela ficar com você no seu quarto.

- Eu vou ignorar você. – Regina disse verificando se tudo estava em seu devido lugar.

- Então não vai adiantar muito se eu disse que eu vou sair com o Henry e que você vai ter que olhar os dois gêmeos que estão acordados nesse momento, não é? Poxa que pena. – a ruiva sorriu e virou as costas. – Volto antes da Robin chegar.

- Para onde você vai levar o meu filho?

- Dar uma volta, ele precisa se divertir Gina, e esquecer um pouco os problemas. – a ruiva beijou a testa da irmã e saiu.

 Regina deixou para se preocupar depois. Ainda tinha coisas a resolver. O quarto já estava em completa ordem. Verificou uma última vez e saiu. Foi até a cozinha e arrumou a pequena bagunça que tinha. A todo momento verificava o seu celular para ver se tinha alguma notícia da xerife, ou a babá eletrônica para saber dos filhos.

 Depois de verificar a casa toda, Regina foi até o escritório, sua licença já tinha acabado e teria que estar de volta na segunda. Seu coração apertava em antecedência do que estava por vir. Se separar dos seus filhos, mesmo que por algumas horas, não era o que ela queria. Queria cuidar deles de perto, da mesma forma que tinha feito com Henry, mas sabia que a possibilidade era inexistente.

 Checou uma última vez seu celular e abriu seu e-mail. Tinha alguns referentes a lojas de bebês o que ela certamente olharia com Zelena depois, os de trabalho que ela procurava e um de um remetente anônimo. Deixou este por último e se concentrou nos que eram referentes ao seu trabalho. Aproveitou que Pietro ainda dormir e Hope provavelmente fazia o mesmo já que não estava chorando.

                                                                   ***

- Você é horrível. – Zelena comentou entediada no banco do passageiro olhando para o sobrinho.

- E você, péssima professora. – o menino desligou o carro e apoiou a cabeça no volante. – Mas confesso que foi uma ideia boa, ao invés de me preocupar com a possível morte da minha mãe, eu me preocupei com a minha.

- Eu disse que iria te ajudar não disse? – a ruiva riu e encostou a cabeça no banco. – Você sente saudades?

- De que? – Henry virou levemente a cabeça para encarar a mulher.

- De Storybrooke. Quer dizer, você saiu de lá a quase 5 meses e não deve sentir falta de muita coisa...

- As vezes, eu cresci lá, eu descobri sobre a maldição, lutei contra vilões mesmo sendo uma criança, lutei até contra a minha própria mãe por não a conhecer de verdade. São coisas que eu vou levar pra sempre comigo. Mas eu não pertenço a aquele mundo, e agora eu consigo ver, sempre fui a ponte que ajudaria a salvar a todos, mas eu não faço parte dos mocinhos que precisam ser salvos, eu sou do mundo real, cresci com memorias reais de normalidade, cresci com uma mãe real. Eu sou do mundo real, tia e mesmo podendo ser o autor, ou o príncipe encantado dois ponto zero, eu não desejo nada disso. Eu já cumpri com o meu papel e eu não sou mais criança, magica já não me anima mais.

- Você fez um belo discurso, pena que me deu sono na terceira palavra. – os dois riram e começaram a pensar no rumo de suas vidas.

- Eu fico feliz por ter tirado a Robin de lá, ela vai crescer como você. Em mundo normal, do seu jeito. Não vai ser julgada por ser minha filha, ou sobrinha da rainha má, ou neta da rainha de copas. Robin vai receber tudo que eu não tive.

- Tenho certeza que sim. – Henry apertou a mão da ruiva. – Não sente saudades da magia?

- Nem um pouco, eu amo fazer as coisas manualmente, principalmente cozinhar.

- Ama cozinhar, ou ama cozinhar para a minha mãe?

- Amo cozinhar para a sua mãe ou sua mãe ama a minha comida?

- Acho que é um pouco dos dois. Você gosta que ela coma da sua comida por isso faz, ela gosta de comer da sua comida e por isso deixa você fazer.

- Você não namorava?

- Do nada? – Henry ri com a mudança abrupta de assunto. – Sim, eu namorava com a Violet, mas eu resolvi fazer faculdade e ela voltar para casa. Não íamos durar.

- Se você diz...

- E o Michael?

- Eu evitava sair com ele por um motivo, eu não gostava dele nem como amigo, e na maioria das vezes, eu sé queria tacar uma bola de fogo nele para ele deixar de ser chato e insistente.

- Você meio que improvisou isso. – Henry semicerrou os olhos se lembrando.

 Depois de um mês ignorando Zelena, Michael percebeu que o plano da irmã dela não tinha surtido muito efeito. Por isso ele resolveu trocar de tática e ser mais direto. Em uma linda manhã chuvosa de segunda, o elenco não teria que gravar pois o clima não estava cooperando muito, mas para o homem seria perfeito ir bater na porta das Mills. Era a primeira vez em dias que Hope, Robin e Pietro regulavam sono. Regina e Zelena estavam esgotadas e Henry ajudava da melhor maneira possível.

 Todos dormiam. Henry estava no seu quarto com o travesseiro sob a cabeça e fones de ouvido. Regina e Zelena estavam deitadas na mesma cama no quarto da ruiva, abraçadas desajeitadamente sonhando que estavam dormindo, quando de repente a campainha começou a tocar incessantemente. As duas se assustarem e se levantaram ao mesmo tempo batendo uma cabeça contra a outra, por um momento se encararam confusas até ouvirem o choro dos três bebês. Pietro era o que mais gritava e por isso o que pedia mais atenção.

 Regina ao perceber que não dormira mais que três horas começou a chorar enquanto ia até os filhos, Henry foi para o quarto de Robin, ainda com os fones tocando música, e Zelena voou até o andar debaixo jurando que iria matar quem quer que fosse que estivesse incomodando. Quando deu de cara com Michael, seu colega de trabalho inconveniente, com um buque de flores em uma mão e um sorriso presunçoso, a mulher começou a proferir vários xingamentos em espanhol, língua que ela nem sabia que falava e entrou dentro de casa onde pegou a caixa de fósforos que estavam a sua disposição. 

O homem sem entender uma palavra entrou atrás da ruiva que literalmente só faltava cuspir fogo. Zelena tomou o buque de suas mãos e acendeu vários palitos antes de conseguir colocar fogo nas flores. Michael que ficou surpreso com a atitude da ruiva, não poderia imaginar o risco que correu quando a mulher jogou uma flor por vez contra ele.

- Eu juro Michael, se você aparecer na minha frente novamente sem ser no nosso local de trabalho, eu vou cortar cada centímetro do seu corpo com uma tesoura de poda e jogar para os peixes. – enquanto vociferava, uma Regina preocupada descia as escadas a tempo de impedir a irmã de jogar mais um bola flamejante de flor no homem e possivelmente queimar sua casa.

- A culpa foi toda dele Henry, ele acordou as crianças, acordou a mim e a Gina, e acordou você. Olha como eu amo vocês a ponto de colocar meu emprego em risco só para que coisas assim não se repitam.

- Você acha que um juiz acreditaria nisso?

- Provavelmente não, mas ninguém poderia dizer que eu não tentei.

 Enquanto conversavam sobre bobeiras e Zelena tentava convencer o sobrinho a voltar dirigindo. Henry recebeu uma mensagem do avô dizendo que estavam em um hospital para tratar do ferimento de Emma e que em seguida iriam para o hospital até que a loira fosse liberada para viajar de avião. Mas que quanto a magia que continha no punhal, ele poderia ficar despreocupado que fora da cidade, não afetaria a loira com intensidade e que ele iria procurar uma solução.

- Isso é ótimo Henry. Isso me lembra que... estamos atrasados para voltar para casa.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado


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