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História The Real Thing - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oi, meus amores!

Free Time é a música que me fez ter a ideia para esse plot, então esse capítulo é bem especial.

Espero que vocês gostem!

Capítulo 4 - Free Time


Duas semanas depois

 

Ele se arrepende no momento em que Hyunwoo estaciona o automóvel e todos os olhares se voltam à dupla, mas Kihyun respira fundo e desce, afinal, promessas são dívidas. É fato que os moradores de Cheonan o esperam, pois Jooheon não é, nem de longe, a criança mais quieta da província. A mãe do menino também não havia mantido a boca calada e espalhara à todo canto que Yoo Kihyun estaria presente no show de talentos para ver o pequeno Lee.

O Yoo ainda é a sensação da pequena cidade, uma celebridade que ali nasceu e cresceu e retornou com toda a sua glória e valores. Reforçando sua presença, há Hyunwoo, a quem as pessoas não reconhecem, mas seu porte e postura os encantam de uma maneira surreal. Eles só não são cercados porque a distância entre o carro e a entrada do teatro é muito pouca. Mas são cumprimentados a cada passo, com gentileza, curiosidade e admiração.

Não é surpresa quando são conduzidos até as poltronas da frente, um lugar visivelmente especial, como se fossem convidados importantes - e não é mentira tal fato. Kihyun acena para o pequeno Jooheon quando o vê sentado na outra ponta de cadeiras, junto de outras crianças muito bem vestidas e ansiosas.

O show de talentos faz jus a seu nome: todos os jovens que sobem ao palco para tocar ou cantar são incrivelmente bons no que fazem. A comoção apenas dá trégua quando um garoto sobe ao palco para um número de dança. Kihyun nota os narizes se torcendo, a cultura pavimentando em silêncio um preconceito contra uma arte tão bela, apenas porque julgam-na como algo vulgar ou para ser executada daquela forma apenas por mulheres crescidas. Ao final da apresentação, porém, Hyunwoo aplaude com entusiasmo, contagiando a contragosto os demais espectadores.

Quando Jooheon sobe ao palco, curvando-se como os grandes pianistas, Kihyun lhe dirige um sorriso confiante. O menino se senta diante do piano e respira fundo, esticando as mãos pequenas sobre as teclas. Quando toca, a melodia entra não apenas pelos ouvidos, mas também em cada poro, criando uma sensação de orgulho em seu instrutor. Ele não erra nenhuma nota e, quando termina, é ovacionado.

Kihyun sorri grande e não percebe estar sendo observado por Hyunwoo.

Eles comemoram a primeira colocação de Jooheon numa lanchonete próxima, elogiando o quanto o garoto se esforçou para performar com perfeição. Os cumprimentos e festejos só não são estendidos porque as nuvens carregadas cobrem o sol e anunciam a chegada, em breve, de uma chuva há muito esperada. Despedem-se e Kihyun e Hyunwoo voltam ao carro, falando sobre a apresentação durante todo o caminho de volta. Não é tão tarde quando estacionam em frente à casa do Son, mas está escuro por causa da chuva. Kihyun agradece a carona e a companhia, mas Hyunwoo não o deixa sair do automóvel.

— Lembra-se de uma conversa que tivemos há duas semanas? — ele pergunta e é claro que o Yoo se recorda, pois todas as trocas de palavras estão gravadas em sua mente em páginas e pautas especiais. — Sobre algo que você encontra apenas aqui? Sobre termos de aguardar a chuva?

Kihyun morde o lábio, incerto. Quer mostrar o lago a Hyunwoo, mas sabe que pode ser perigoso submeter-se à friagem das tempestades. Sente-se muito mais forte e saudável, mas não tem confiança suficiente em sua sorte.

Ainda assim, não resiste, e Hyunwoo o segue por um caminho plano até ambos serem engolidos por uma floresta de árvores de porte médio. É no centro dela que fica o lago e as gotas ainda leves da chuva quebram-se contra a água enquanto centenas de vagalumes procuram abrigo e acabam por iluminar as margens e parte das folhagens. Com o céu escuro é como se eles estivessem sob um véu, uma redoma protetora que faz barulho e os isola do resto do mundo.

Existe um deque comprido e uma estrutura arredondada no centro do lago e é para lá que Kihyun caminha, sentando-se com as pernas cruzadas sobre a madeira molhada, fechando os olhos e curvando o pescoço para trás para ser atingido pelas lágrimas da natureza.

— É lindo — ele escuta Hyunwoo dizer e a voz soa tão próxima que ele não tem coragem de abrir os olhos para espiar. Sente-o a seu lado porque, por um instante, suas mãos se tocam, mas é rápido demais.

— Eu costumava vir até aqui com meu melhor amigo quando éramos meninos — o Yoo conta, finalmente abrindo os olhos e fitando Hyunwoo que parece distraído com as luzes verdes que se movimentam pelo ar. — Os vagalumes são engraçados. Eles ficam muito mais luminosos quando chove. Talvez estejam com medo.

— Talvez estejam se gabando — Hyunwoo brinca, agora encarando Kihyun com um sorriso no rosto. — Gotas são lupas naturais. Eles devem saber que são parte do espetáculo.

Kihyun ri, mas tosse em seguida, e Hyunwoo se preocupa, porque ambos sabem como é traiçoeira a brisa noturna. Ele ajuda o Yoo a se levantar para que eles façam o caminho contrário, acompanhando o pianista até sua casa, mas sendo impedido de ir embora. A desculpa é a de que Kihyun também tem chá em sua cozinha, além de uma lareira sem teias de aranha.

— Mas não tem roupas secas que me caibam — Hyunwoo pontua e está correto. Sendo assim, Kihyun o deixa ir, sentindo tristeza no peito.

Trocado e aquecido, Kihyun mal termina de esquentar a água para a bebida quando escuta batidas na porta. Há um guarda chuva aberto na varanda e um Hyunwoo sorridente que entra sem ser devidamente convidado, embora não seja preciso, e ele sabe muito bem disso.

Existem coisas que não precisam ser ditas e o avanço dos atos claramente demonstra isto. É como uma sinfonia de guerra que parte para notas violentas de forma imprevisível, tormentas de acordes sacolejando instrumentos e o fôlego dos músicos. É por isso que a chaleira chia, mas nenhum dos dois escuta, porque está chovendo cada vez mais forte e porque Hyunwoo só se importa em manter Kihyun equilibrado em meio a um beijo repentino e intenso. As mãos do Yoo se agarram à camisa do mais alto, mas ele tem de respirar, então se afasta e olha para baixo, encabulado e sem reação.

— Eu fiquei com vontade disso — Hyunwoo diz, sem certeza de que soará coerente. Kihyun se solta e caminha até a cozinha, onde desliga o fogo, mas vira o corpo para olhar para o homem parado na entrada do cômodo, ambos incertos sobre qual será o melhor passo.

Não é nada como nos sonhos, mas é tão repentino quanto, e Kihyun não entende porque não viu possibilidades nessa loucura criada por sua mente antes.

Mas ele nunca se dispõe a mentir, o que é outra de suas grandes qualidades.

— Me desculpe... — é o que Hyunwoo pede quando vê Kihyun retornando. O mais baixo o interrompe com um movimento negativo de cabeça.

— Até onde vai a sua vontade? — ele pergunta, parando na frente do outro. — Pode me mostrar?

A cama de Kihyun tem lençóis cheirosos e o colchão é muito macio. Quando Hyunwoo se deita sobre seu corpo, é como se tivessem sido moldados em conjunto. O Son o beija com carinho e violência, ao mesmo tempo, alternando entre invadir sua boca com a língua quente ou chupar-lhe a pele. Eles não falam, mas controlam um ao outro através de murmúrios e livram-se de suas roupas uma de cada vez. A cicatriz praticamente corta o tronco de Hyunwoo e é por ela que Kihyun corre seus dedos, até o fim dela, até a intimidade que lhe provoca porque, apesar de não ser uma novidade, há muito o Yoo não sabe o que é estar daquela forma com alguém. As marcas no corpo de Hyunwoo lhe são apresentadas e ele só consegue pensar que quer traçar e beijar e lamber cada uma delas. O Son também o toca, porque a liberdade é recíproca, imediata. Eles são como os estrondos na noite, os clarões entre nuvens, misturando-se, chocando-se, cuidando-se enquanto maculam-se de desejo e tornam impuro o que era apenas breve amizade.

Hyunwoo não é só beijos, mas investidas, suor e apertos. Kihyun não é só dedos, mas abertura, gemidos e aconchego. Hyunwoo pode ir fundo e mais fundo iria, não fosse o medo de prejudicar os pulmões de Kihyun, que já respira tão forte e marca a pele do mais velho como se, com isso, fosse capaz de controlar o descompasso na traquéia. Hyunwoo acelera e prende Kihyun sob si e entre seus estômagos, a fricção contribuindo para o prazer, o deleite tão próximo, tão seguro e tão forte.

Quando acaba, ele não beija os lábios do mais novo, mas afunda o rosto em seu pescoço, escutando o ar que entra e sai depressa da boca do músico. Espera até que se recomponha e faz o mesmo, exausto, molhado e quente, e então ergue-se o suficiente para encarar Kihyun e encostar seu nariz ao dele, ambos sorrindo pelo que fizeram.

Há lágrimas escorrendo dos olhos do Yoo, porque todos sempre dizem que sonhos nunca se tornam reais.

Mas ali está a prova do contrário.

— É muito cedo para nós? — é o que Hyunwoo precisa saber, já que nunca foi tão impulsivo. O Yoo só consegue negar.


Notas Finais


Eu avisei lá no começo que as coisas não seriam muito enroladas por esta ser uma fic curta, mas queria me desculpar se parece que estou atropelando as coisas. Me deixem saber o que vocês acham sobre isso, okay?

E desculpe o lemon fajuto kkkkkkkk

Vejo vocês na próxima atualização!!!


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