História The Red Line - (Long Imagine Kim SeokJin) - Capítulo 11


Escrita por: e Invisible_dead

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Personagens Originais, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Exército, Imagine Jin, Medicina, Romance, Seokjin
Visualizações 32
Palavras 3.781
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite manas (os) !

Tudo bem com vocês? Espero que sim. Sei que faz um tempinho que não posto nada e peço desculpa. Estou correndo contra o tempo e sinceramente gostaria que meus dias tivessem umas 28 horas cada. HUASHASAUSAHSA

Bom não ficou como eu esperava, mas é só para não passar em branco.

Amanhã (ou hoje) 17/05 é um dia muito especial. É aniversário de uma das minhas melhores amigas, uma pessoa muito importante para mim. E como ela me cobra todo dia por capítulo resolvi postar um de presente.

Então é isso miga, dedico esse capítulo á você. Espero que goste, prometo escrever outro hoje. Feliz aniversário meu xuxu, tudo de MELHOR sempre. Eu te amo muitão e desejo que seja muito feliz! Estarei aqui para tudo.

Saranghae!

Eu fiz esse capítulo ouvindo: Always - Yoon Mi-rae, então fica aí a sugestão.

Boa leitura á todos!

Capítulo 11 - Black


Fanfic / Fanfiction The Red Line - (Long Imagine Kim SeokJin) - Capítulo 11 - Black

 

Mesmo que o tempo passe tem coisas que nunca seremos capazes de que esquecer. Felizmente ou infelizmente, eu diria. A memória prega peças e todos esses momentos que marcam de alguma maneira, ficam presos em algum lugarzinho ali só esperando o momento certo para vir á tona. Jamais caem no esquecimento afinal, está tudo lá, tudo o que realmente importou. A pior parte são esses momentos que marcam de forma ruim, aquela sensação presa entre o estômago e o coração. Aquele gelo de borboletas estressadas que não é nada bom de sentir.

Soo Yun tinha certeza que aquele momento seria um... desses que ela se lembraria para sempre. Tinha boa memória, por isso não gostava de nada marcante. Era muito complicado. E seria mais difícil ainda se continuasse naquela posição. O coração acelerou e as pernas se enfraqueceram assim como todo mero mortal.

‘Droga!’

- Ele... Ele está apertando minha mão! – Foi o que conseguiu dizer.

Involuntariamente seus olhos cruzaram com o de Kim Seok Jin e o tempo pareceu paralisar. Sentia a mão de Yoongi, mas não tinha coragem de olhar para ver se ele tinha ou não acordado. Seria decepcionante demais se os olhos ainda estivessem fechados, assim como seria um choque se encontrasse seu olhar naquele momento. Não sabia o que fazer.

Não que esperasse que Jin a ajudasse naquele momento era só que... Não sabia o que fazer.

Estava apavorada.

- Jin, chame alguma enfermeira! – Hoseok correu até Yoongi e começou a examiná-lo. Checou os olhos, o pulso, tudo o que era possível. – Isso pode acontecer Soo, pode ser espasmo e você confundiu. Ou mesmo o subconsciente dele sente sua presença! De alguma forma, ele sabe que está aqui.

Seok Jin conseguia sentir perfeitamente as toneladas que aquele olhar lhe proporcionava. Não conseguia desviar, queria, queria mesmo, mas não conseguia. Os olhinhos redondos brilhavam petrificados e ele sabia que ela deveria estar apavorada. Talvez devesse ir até ela e tirá-la dali. Talvez devesse sorrir e dizer que isso era uma coisa boa.

Talvez, talvez, talvez.

Como um filme em câmera lenta, viu Soo Yun virar para Yoongi e lhe dar as costas. Quando saiu de seu transe a garota estava praticamente em cima do noivo falando com Hoseok sem parar.

Talvez devesse apenas chamar uma enfermeira já que todo o exame sobraria para si. Hoseok estava vestido para uma festa, tinham horário a cumprir. Sentia um desapontamento estranho no cantinho do pensamento. Quase nada, apenas um resquício de tristeza.

Quase nada.

- Vão! – Falou atraindo a atenção dos dois logo depois de chamar alguma enfermeira pelo interfone. – Eu cuido dele! Prometo ter todos os detalhes logo.

- Obrigado hyung, fico te devendo uma. – Hoseok entregou o estetoscópio.

- Duas. – Jin respondeu tentando deixar o clima mais ameno.

- Está bem, duas. – Sorriu. – Vamos Soo!

A garota apenas assentiu e saiu encarando o chão. Jin segurou seu braço num impulso que nem sabia de onde vinha.

- Quando voltar dessa tal festa dá uma passada aqui, por favor. – Perguntou rapidamente soltando seu braço. Antes que a garota respondesse, partiu em direção a Yoongi e começou a mexer nos aparelhos.

Sentiu-se ridículo, mas precisava disfarçar. Não queria tomar nenhuma patada dela, não naquele momento. Teria que falar com ela uma hora ou outra. Teria que explicar que fugiu porque interpretou as coisas de uma maneira errada.

Não queria que o clima entre os dois ficasse daquela forma. Ele também sentia falta dela e de Taehyung. Queria dizer isso, queria ouvi-la reclamando dele. Queria chamar Taehyung pra beber cerveja de novo.

Ouviu o barulho do salto no granito ficando cada vez mais distante e só então conseguiu respirar fundo. Yoongi mantinha-se estável e não tinha tido nenhuma alteração. Talvez fosse mesmo um espasmo. De qualquer forma aquele incômodo permanecia.

Queria salvá-lo!

Iria salvá-lo, por ela.

...

Hoseok observava as pessoas ao redor. Podia ver claramente quais eram do exército e quais não, era interessante. Nunca tinha reparado nisso. Mas era claro como cristal ali, onde tinha um monte deles. Todos agiam elegantemente, condescendentemente. Nada estava fora do lugar, na verdade ele se sentia deslocado. Mesmo que estivesse no traje caríssimo de Jin, mesmo que seu cabelo estivesse meticulosamente penteado. Sabia que era um dia importante para Soo Yun e que ela precisava de suporte. O pai tinha acabado de chegar e já fitava o casal de longe. O passo seguinte seria caminhar até os dois e chatear Soo Yun, certeza.

- Soo o que acha de dançarmos?

- Sabe dançar? – Ela perguntou curiosa.

- Mais ou menos, você sabe?

- Mais ou menos também. – Encarou alguma coisa distante.

- Acho que seu pai está ansioso para saber quem é seu par e está se dirigindo para cá. Que tal testarmos nossas habilidades agora?

- Ótima ideia. – Falou levantando rapidamente.

Hoseok ofereceu o braço de modo cortês e ela riu. Ao chegar no meio da pista puseram-se a ‘se mexer’. Porque dançar não estava nos planos de Soo Yun, não com aquele salto. Não na frente de toda aquela gente.

- Estamos disfarçando bem? – Ela perguntou e Hoseok a encarou. Era a primeira vez que ela falava com ele desde que saíram do hospital. Normalmente ela só respondia ao que ele perguntava.

- Eu acho que sim, quase ninguém está olhando. – Puxou-a para mais perto e esperou pelo reflexo da garota, mas ela nada fez. Aproximou-se mais, até os corpos colarem e ali ficou. – Soo olhe para mim.

A garota encarou e só então pareceu notar a proximidade afastando-se.

- O que...

- Sei que foi um choque o que aconteceu no hospital, mas isso é normal. Não pense muito.

- Eu sei disso Hoseok, sei lidar com situações chocantes.

- Não foi convincente. Está distraída! Desde o momento em que saímos do hospital parece não estar nesse plano. O que está havendo com você?

Soo Yun o encarou. O que estava havendo com ela?

...

Taehyung dirigia a toda velocidade. O som do carro ligado no último, queria mesmo incomodar a tal garota. Não queria que ela gostasse dele, na verdade queria que o odiasse. Pegou algumas músicas de Thrash Metal que ouvia na adolescência e colocou. Em parte porque queria que ela o detestasse, em outras porque sentiu saudade do som.

Estacionou em frente a casa e encarou, respirou fundo e desceu. Atravessou o gramado da frente e foi direto na campainha da porta. Tocou.

- ENTRA!!!!

Ouviu a voz de uma mulher. Entrou fechando a porta atrás de si.

A sala era muito iluminada, quase inteira branca, mas bem aconchegante. Olhou ao redor e não viu ninguém.

- Com licença, mas...

- Senta ai...eu fico pronta em 5 minutos. – Uma garota passou pela sala em direção ás escadas. Taehyung sentiu o queixo cair e não teve forças o suficiente para fechar a boca.

A moça estava com o coturno e a calça camuflada que lhe era tão familiar, no entanto não trajava nada mais do que a parte de cima de uma lingerie branca. Inevitavelmente seu olhar a seguiu até que sumisse no topo da escada. Sentou no sofá para tentar recuperar o fôlego, mas mal deu tempo e a garota estava de volta.

Agora vestia um vestido preto curto e um sapato de salto da mesma cor. Não usava maquiagem nenhuma e também não parecia ter penteado o cabelo, que por sinal era extremamente parecido com o de Soo Yun: curto, mal encostando no ombro.

- Não tenho p-pressa, se quiser s-se arrumar fique á vontade... – Tentou parecer o mais tranquilo possível.

- Por quê? Não pareço arrumada pra você? – Ela tombou a cabeça para o lado como se o que ele dissesse realmente não fizesse sentido.

- N-não e isso, é só que... – Sentiu a expressão da garota se fechar cada vez mais. – Esqueça, você está ótima. Sou Taehyung... – Esticou a mão e ela apertou firme.

- Nari, muito prazer. – Soltou a mão dele calmamente e sorriu. – Tenente Oh Nari.

- Ah sim, claro. – Riu também. – Capitão Kim Taehyung.

- Não vou bater continência pra você. – Fez uma careta e colocou o casaco.

- Não precisa. Vamos ter muitas ‘continências’ para bater nessa festa ridícula.

- Por que está falando assim da festa do meu avô Kim Taehyung?- Perguntou ofendida.

- S-seu avô...m-me desculpe, é que m-meu pai....

- É mentira seu idiota, ‘tô te zoando.  – Fechou  porta. – Nem sei quem é o cara.

Taehyung olhou a garota que atrevidamente ia para o banco do carona. Não fazia seu estilo, embora se lembrasse muito a Soo Yun, não queria uma garota como sua irmã para casar. Amava Soo Yun, mas não queria uma Tenente do exército como esposa. Odiava verde.

Ainda tinha a missão de fazê-la o odiar. O máximo que conseguisse, iria executar seu plano infalível de música ruim. Afinal, a música define muito bem uma pessoa.

Puxou o cinto e sorriu ladino.

- Se importa se eu ligar o rádio?

- Não, claro que não. O carro é seu, fique á vontade. – Sorriu para disfarçar a grosseria habitual de quem tinha que lidar com um punhado de homens todos os dias.

O som da guitarra estridente começou junto com a bateria de um dos bateristas que Taehyung mais gostava: Vinnie Paul.

‘I wonder if we'll smile in our coffins

While loved ones mourn the day

The absence of our faces’

- Living, laughing eyes awake. Is this too much for them to take? Too young for ones conclusion, the lifestyle won...Such values you taught your son…

Taehyung sentiu os olhos se arregalarem. Não era possível!

Ela estava cantando.

Não que fosse impossível uma garota coreana conhecer Pantera, mas cantar Pantera gritando era diferente. E era isso o que ela estava fazendo, gritando mais que Phil Anselmo.

- Gosta de Pantera?

- NOSSA! – Ela respondeu animada e num tom mais alto por causa da música. – EU ADORO!!!

‘Droga’

Abaixou o volume e decidiu perguntar.

- Sabe o que nossos pais estão tramando, certo?

- Claro que sei Kim Taehyung, mas você está esquecendo da parte mais importante.

- Qual parte?

- A parte em que a gente aceita ou não aceita. Simples assim. – Esticou-se. – E eu não planejo me casar aos 28, sinto muito.

- Oh graças a Deus... – Deixou escapar. – Não, quer dizer...eu também não quero me casar agora. Nem penso muito nisso pra falar a verdade, tenho que cuidar da minha irmã mais nova e só depois que ela casar...bom, aí vejo o que faço.

- Sua irmã é Soo Yun, certo?

- Sim, conhece-a?

- Eu a vi uma vez mas logo em seguida fui transferida para Busan. Sou fisioterapeuta, então assim que me tornei tenente fui para lá.

- Ah sim... E pretende ser Capitã? Vai tentar a prova?

- Talvez sim, talvez não. Por enquanto não estão muito a fim não. – Encarou o salão que já entrava na área de vista deles. – Sua irmã está aí também?

- Está sim.

- Eu sinto muito por ela Taehyung...Deve ser chato pra caramba!

- Sente muito por quê?

Nari o encarou por um tempo, parecia pensar no que ia dizer. Mais do que isso, parecia ter contado um segredo que ninguém mais sabia, e esse ninguém, se referia a Taehyung.

- Por nada, estamos chegando. Precisamos pelo menos fingir ser amigos hoje.

- Claro... – Taehyung a encarou pensativo. – Claro, vamos fazer isso.

Desceram do carro de braços dados e atraíram diversos olhares pelo salão. De longe viu Soo Yun dançando com Hoseok no meio da pista de dança. Sorria tímida, do outro lado o pai estava distraído com os amigos. Estava protegida, pelo menos ali onde ele tinha que manter as aparências.

...

- Não estou distraída. – Tentou. – Quer dizer, talvez eu esteja um pouco. Mas é só o medo e essa ansiedade estranha que estou sentindo.

- Soo nos conhecemos há quanto tempo? Talvez um mês?

- Não sei...

- Sei que não tenho intimidade suficiente para falar esse tipo de coisa para você, mas eu realmente me sinto curioso sobre isso. – Parou e quando ela não disse nada, decidiu continuar. – Realmente ama o Yoongi? Quer dizer, eu sei que você o ama, claro que ama. Mas já parou para pensar se o que sente é realmente amor ou gratidão?

- Gratidão? – Afastou e o encarou. O sangue ferveu nas veias, queria xingá-lo como normalmente fazia com Jin, mas a expressão no rosto do rapaz a fez esquecer tudo.

- Sim, gratidão. Seu irmão nos contou algumas coisas e depois que conversei com os pais de Yoongi...

- O que? O que os pais deles disseram sobre mim?

- Eu só acho que talvez não valha a pena você sofrer e se responsabilizar do jeito que está fazendo.

- O que os pais dele disseram Hoseok?

- Bom, eu não vou lembrar com exatidão mas, basicamente te acham egoísta e disseram que você não é noiva dele. Eu senti como se eles acreditassem que você ‘prende’ o Yoongi a você e no final, ele quem vai sair prejudicado.

- Aishhh cobra venenosa! – Resmungou e respirou fundo.

Hoseok riu.

- Desculpa, mas é engraçado vê-la assim.

- Assim como? – Afastou sem parar de ‘dançar’.

- Não sei explicar. – Suspirou e começou antes que a coragem fosse embora. – Uma hora eu a vejo com aquela farda verde toda suja de sangue e terra, dando ordens para um monte de homens armados até os dentes. Depois que a vejo de moletom rosa andando como uma menina perdida no mundo e então te encontro uniformizada como alguém que irá ensinar como ser um soldado de verdade a um bando de adolescentes recém-formados. E agora...

- E agora...

- E agora eu vejo uma linda mulher deslumbrante num vestido vermelho. O que quero dizer é que ao mesmo tempo em que é uma Capitã respeitada, também é uma mulher com ar de menina. – Fechou os olhos por um instante. – Oh Deus, não estou te cantando, eu juro! É só que estou fascinado.

Soo Yun não conseguiu evitar o sorriso, fazia muito tempo que alguém não a elogiava. Na verdade só Taehyung e Yoongi falavam coisas próximas a um elogio. Sentia a sinceridade nas palavras do médico. Sabia que Hoseok tinha as melhores intenções possíveis e estava agradecida por ele estar lhe fazendo companhia naquela noite. Sem ele ali, as coisas teriam sido indiscutivelmente mais difíceis.

...

Os ponteiros se mexiam lentamente. Jin estava cansado de encarar o relógio. Quanto tempo mais ficariam naquela maldita festa?

Estava entediado e nervoso. Queria falar logo com Soo Yun e resolver aquele mal entendido. Na verdade queria muito poder dormir naquele sofá novamente, apenas para poder ter uma boa noite de sono novamente.

Parou na recepção e viu que a enfermeira chefe estava de plantão aquela noite.

- Boa noite Sra. Choi eu preciso de algumas informações.

- Claro Dr. Kim, o que quer saber?

- Eu estive com um residente na sala de cirurgia recentemente, acho que ele está em nefrologia.

- Ah sim, claro. – Mexeu em alguns arquivos e voltou com uma pequena parta. – O nome dele é Kang Yoon Min, ele estudou em...

- Onde ele está? Não o vejo desde aquele dia e fique de assinar a residência dele.

- Ele teve que voltar para resolver uma pendência na universidade Dr. Kim. Mas em breve ele estará de volta. Quer saber sobre algo mais?

- Não, eu pedi uma pesquisa para ele. Só queria saber se ele chegou a fazer a tempo... – Jin sentiu o ar lhe faltar dos pulmões. Será que o residente tinha conseguido descobrir alguma coisa?

- Terá que esperar por ele Dr. Kim, mas aviso assim que tiver notícias tudo bem?

- Claro Enfermeira Choi, obrigado.

- Por nada Dr. Kim.

...

- Estou seriamente impressionado com o modo elegante que vocês dois dançam. De verdade, parecem dois... Hum, vejamos...gansos flutuantes?

- Cale a boca Taehyung ou te faço engolir esses dentes. – Soo Yun semicerrou os olhos. – Eu sou uma especialista quando se trata de dança.

- E aí Hobie, beleza? – Estendeu a mão para o médico que sorriu em troca.

- Tudo em ordem, e você Capitão?

- Opa... – Continuou parado olhando a irmã e o médico e só então lembrou de Nari. Quando olhou para o lado a garota estava com os olhos vidrados em Hoseok. Ela sequer piscava. – E essa é a Oh Nari.

- Tenente... – A garota disse baixinho esticando a mão em direção ao médico.

- Perdão? – Hoseok sorriu e Nari sorriu junto.

- Tenente Oh Nari, á sua disposição.

Soo Yun pigarreou e levou as duas mãos para trás com a mesma postura de quando estava treinando seus soldados. Encarou Taehyung que lhe fez uma careta de ‘nãoseioqueestaacontecendo’ e sorriu em seguida.

- Capitã Lee Soo Yun. – Soo Yun estendeu a mão para Nari.

A garota prontamente bateu continência e depois apertou sua mão.

- Muito prazer Soo Yun, é uma honra finalmente conhecê-la! – Sorriu e por um momento parou de babar em Hoseok. – Cara você é linda! As meninas diziam que você era bem baixinha, mas até que não.

- Estou de salto.

- Hum, tem essa também. Mesmo assim, acho que somos da mesma altura.

- Pode ser... Este é Jung Hoseok, é um amigo próximo. Ele é médico no hospital Kim.

- Oh sim...muito prazer, de novo.

- Que tal se sentarmos um pouco? – Taehyung sugeriu e os outros três concordaram.

Taehyung fez questão de que a mesa fosse o mais escondida possível para que ficassem longe dos olhos do pai e do alcance de qualquer um. Meia hora depois os quatro conversavam como grandes amigos.

Nari e Taehyung disputavam para ver quem falava mais. A garota estava visivelmente caidinha por Hoseok, mas Taehyung não se mostrava incomodado. Interagia com Soo Yun a todo momento, e a mais velha reagia como se a outra fosse um gatinho impertinente. Hoseok apenas observava o trio estranho e amigável.

Deveria agradecer Soo Yun por tê-lo convidado. Fazia muito tempo que não se divertia daquele jeito. Era bom, leve e aconchegante.

Queria ter trazido o celular para tirar uma foto de Soo Yun sorrindo, apenas para mostrar para Jin. Era realmente uma garota incrível e queria ajudá-la. Faria o possível e o impossível para salvar Yoongi. Independente do que ela sentisse.

Faria por ela.

...

Os olhos pesavam, já passava das 3h da manhã. Decidiu descer até a recepção do pronto atendimento e pegar um café. Não iria conseguir terminar aquela noite, não sem cafeína. Quando dobrou o corredor assustou com Hoseok, Taehyung e uma garota estranha que parecia Soo Yun, mas não era.

Tinha certeza.

Alguma coisa diferenciava...

‘Ahhhh....’

Soo Yun não estava de preto. O resto era igual.

- Boa noite intrusos! – Soltou tentando ser simpático. Onde estaria Soo Yun? – Eu sinto muito mas o horário de visita foi há... – Encarou o relógio no pulso esquerdo. – Umas nove horas.

- Boa noite Jin. – Taehyung o puxou para um abraço. – Soo Yun disse que tinha que passar por aqui.

- Onde ela está? – Perguntou tentando não parecer ansioso.

- Acho que foi procura-lo. – Hoseok respondeu. – Essa é a Tenente Oh Nari. – Apresentou a moça.

- Sou Kim SeokJin. – Falou rapidamente a moça continuou calada o encarando inexpressiva. – Vou atrás dela.

- Espere! – Taehyung chamou e ele parou. – Preciso falar com vocês três antes que Soo Yun chegue. É uma coisa muito importante e ela não pode saber.

Jin sentiu o coração disparar.

O que poderia ter acontecido?

- Sábado é aniversário da Soo e eu queria fazer uma festa surpresa pra ela. – Falou de uma vez e Jin soltou o ar lentamente.

- Não acho que ser apropriado. – Falou seco. Queria encontrar Soo Yun logo. – Yoongi está em coma e não acredito que ela esteja no clima.

- Por isso mesmo Jin, ela está ficando doente. Conheço minha irmã, está se entregando. Não tem amigos e não se abre com ninguém. Eu quero animá-la. Agora que temos a Nari podemos fazer uma festa surpresa para ela, nós quatro. O que acham?

- Eu topo. – Hoseok falou primeiro.

- Se você topa, então eu também. – Nari sorriu pra ele.

- Fechou então! – Taehyung interrompeu o clima estranho. – Jin, mando os detalhes da festa no grupo depois.

- Que grupo Tae?

- Que eu fiz e já te coloquei. Então é isso! Vá falar logo com ela porque eu estou morrendo de sono.

Jin apenas concordou e saiu pelos corredores á procura de Soo Yun. Ficou irritado de repente.

Teria que percorrer todos os corredores até encontra-la?

Ou iria direto para a UTI?

Caminhou rapidamente e parou diante do vidro, sabia que ela estaria lá.

SeokJin já tinha visto muitas coisas em sua vida. Principalmente depois que iniciara sua trajetória como médico. Tinha conhecimento da dor num nível pessoal. Já tinha visto aquela cena milhares de vezes, tantas que não seria capaz de contar.

Mas assim somos nós, seres humanos. Estamos á mercê do medo, á mercê da vida e do destino. E mesmo que a mesma cena se repita mil e uma vez, nunca estaremos preparados de fato. Não somos treinados para isso. Não nascemos com um manual sobre como lutar contra o medo. Sobre como ser forte, sobre como consolar. Como oferecer um abraço ou um ombro amigo.

É injusto ter que aprender com a prática e sermos julgados por isso. Julgados pelos erros. Jin sabia que teria que buscar coragem da onde não tinha. Teria que afastar tudo aquilo que estava sentindo naquele momento e fazer o que lhe era correto.

Amparar.

Soo Yun chorava descontroladamente. Viu a garota jogada por cima do corpo do rapaz, inconsolável. O cabelo preto esparramado sobre os fios dos aparelhos que mantinham sua vida e a pele pálida do Tenente em coma. O vestido vermelho contrastava em todo aquele branco.

Por um momento lembrou-se de Sophie.

Soo Yun precisava dele, e ele sabia disso. Respirou fundo e quando tomou coragem, viu a garota depositar um beijo nos lábios arroxeados de Yoongi.

SeokJin paralisou. O coração palpitava, a respiração ficava cada vez mais pesada. Ele queria segurar sua mão, queria dizer que estava tudo bem. Que ele faria tudo ficar bem.

Mas no fundo sabia que aquela noite terminaria com ele parado diante do vidro.

...

- Tae,,, - Nari chamou a atenção do rapaz. - Como sua irmã lida com Kim SeokJin? E ele?

Hoseok encarou Taehyung e esperou para ver onde aquilo daria. O que Naria queria dizer com aquilo?

- Ah sei lá! Eles brigam feito gato e cachorro, mas no fim das contas são amigos.

- Ah sim... - Foi o que a garota respondeu antes de encarar Hoseok. - E você Dr. Jung, é comprometido?


Notas Finais


Só avisando, a fic não foi inspirada no dorama dessa música ok? AHHAUSAHSAHUSAUHAS Para quem não sabe, o drama chama Descendants of the sun e é MARAVILHOSO! Vale a pena.

~Kisses


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...