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História The Red Line - Capítulo 42


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Capítulo 42 - Forty two


— Qual é Maddison, eu te conheço. O que houve, por que você está dando ideia para o Thomas depois do que ele te fez? —  Lisa levantava a sobrancelha.

— Li por favor eu não quero falar disso, você que precisa de atenção aqui, não eu. Eu não quero que meus problemas sejam prioridades agora. — eu estava fazendo beicinho e me segurando para não chorar.

— Maddie, isso não é uma disputa de problemas merda. Eu tô sem a Hanna a algumas semana e você não me vê chegando igual um panda na revista porque eu durmo bem todos os dias, ao contrário de você pelo visto. Vai, fala, o que rolou? — Lisa estava de pé agora.

Uma lágrima involuntária começa a rolar em minha bochecha e eu dou um longo suspiro de olhos fechados.

— Lisa, por favor, se você quiser a gente pode conversar isso na sua casa, na minha, no bar onde você quiser. Mas por favor. Não quero falar disso agora. Não aqui.  — eu reúno todas as minhas forças para responder com a voz falha.

— Merda Maddie. Tá, tudo bem. Saindo daqui nós duas vamos pra sua casa ok? — Lisa respirou fundo e se acalmou.

— obrigada amiga. Obrigada por tudo.— sorrio.

Me sento e volto a escrever o artigo.

Meu celular toca de novo

Al as 11:36 am

Maddie por favor, você tem que confiar em mim. Me liga por favor.

Dessa vez eu resolvi responder.

Para Al as 11:37am

Alexander, você não tem uma música para ensaiar, talvez sair com a sua ex para vocês voltarem a ser capa de tabloide de fofoca, algo para fazer? Faz o favor e me esquece.

Resolvo entrar num site de passagens aéreas e comprar minhas passagens e depois ligo para minha mãe.

'ello momy.

— Filha, aconteceu alguma coisa?

— Não mãe, na verdade sim. Eu estou comprando minhas passagens e eu vou para Inglaterra em alguns dias, vou passar as festas de fim de ano aí.

— sério? Não brinca filha. Faz tanto tempo que você não vem.

— muito sério mãe, por isso, já faz um tempo que eu não vou, e eu estou com saudades.

— e quando você vem?

— dia cinco meu voo sai às oito da manhã aqui, provavelmente chego em Londres a uma da manhã daí.

— Tudo bem filha — minha mãe falava emocionada no telefone — vou dizer para seu pai te buscar em Londres.

— de jeito nenhum mãe, não tem porque papai dirigir tão tarde, eu fico em Londres ou pego um voo para doncaster. Mas ainda não decidi isso.

— tudo bem filha, vou preparar uma ceia de natal como você gosta, você pode convidar Alex já que ele sempre está por aqui no natal.

Fico em silêncio na linha.

— Mãe, a Lisa vai comigo também.

— Ah que bom filha, tudo bem então.

— Olha só mãe, eu tenho que desligar, mas em alguns dias eu tô aí tá ?

— tá bem filha, mamãe tá te esperando tá ?

— Tá bem mãe, olha, manda um beijo pro papai. Logo logo eu tô aí. Amo muito vocês.

— Também te amamos filha. Até logo.

Então eu desligo a chamada.
E resolvo ir a sala de Lisa.

— Ei — dou algumas batidinhas na porta

— Oi, que houve — Lisa estava trocando lentes de câmera.

— Nada, eu só comprei minha passagem para Inglaterra pro dia 5 queria saber se você quer ir comigo? — sorrio

— senta aqui, vamos ver se tem poltrona perto. — lisa puxou uma cadeira pra perto dela e eu me sentei.

Estávamos decidindo sobre as passagens e rindo sobre alguns assuntos quando Annie a recepcionista me chama.

— Maddie, deixaram flores para você.

— Pra mim ? Tem certeza? — Lisa e eu logo interrompemos a conversa e eu levanto a sobrancelha.

Se for o maldito do Turner eu juro que eu vou lá na casa dele jogar essas flores na cara dele.

As flores eram rosas vermelhas, a ideia de Turner foi descartada logo de começo. Alex saberia que rosas são flores que eu não gosto. Havia um poema de Shakespeare que dizia que nem amores nem dores devem ser subestimados, porque rosas ainda que tenham espinhas se colhem. Por isso eu não gostava. Pra mim rosas eram flores subjulgadas, além do fato de que todo mundo gosta de rosas e eu odiava ser igual a todo mundo. Alex sabia muito bem disso.

O arranjo de flores estava acompanhado com um cartão.

Para Maddie.

Rosas são vermelhas
Violetas são azuis.
E nosso amor é para sempre

Com amor.

T.O

— É sério isso ? — eu olho o cartão desacreditada.

Lisa chega um pouco depois e também lê o cartão.

— Cara, que merda isso hein? — Lisa faz cara de nojo.

— Sim... Annie por favor, joga isso no lixo. — digo virando as costas.

— certeza? — Annie me olha incrédula

— Sim — ainda de costas eu faco um sinal de deixa pra lá com as mãos.

Lisa está balançando a cabeça positivamente para Annie e ri, e logo sai andando atrás de mim.

— eu só quero que esse dia acabe. — Digo me sentando de novo em minha cadeira.

— Maddie, o Thomas te fez alguma coisa ? — Lisa sentou ao mesmo tempo que eu na cadeira a frente

— Não Lisa, Thomas não me fez nada. Aliás, ele tem sido até bem gentil. Eu só não consigo... Sei lá. Gostar dele de novo. — disse sincera.

— Maddie, pelo amor de Deus, não vai cair nessa de novo. E o Turner, você não tava toda feliz com ele? — Lisa perguntava curiosa.

— Sim, estava. — Abaixo a cabeça.

— Ok ok, já entendi. Mais tarde conversamos. 

Fumei pelo menos uns três cigarros no dia, almocei só uma salada e não comi tudo, tomei mais copos de café do que deveria. Apesar de apagar as conversas e as fotos, era impossível tirar Alex da minha cabeça. Frequentemente eu me pegava pensando nos momentos bons que tivemos agora e a 10 anos atrás. Alguns me arrancam uma boa risada. Fico nostálgica com a ideia de que antes era mais fácil. E ainda que fosse, eu não me entreguei na primeira vez e nem agora.

Eu eu Lisa saímos da revista e passamos no Little ceasars para fazer o que gostamos de fazer sempre que estamos juntas. Comer pizzas e ver besteira na internet. O resto do dia passou sem mais mensagens no celular. Chegamos no apartamento e Lisa como de costume se joga no sofá, e eu coloco a pizza em cima da mesa de centro.

— E aí, o que você tem para me contar ? — Lisa está esticada no sofá e eu me sento ao fim de suas pernas.

— Turner ... — engulo a seco. — Eu fui encontrar com ele em sua casa — pauso a fala — ele ia ensaiar e eu ia com ela como fazíamos quando tínhamos dezeseis, e...quando eu cheguei lá, Arielle abriu a porta, e eles pareciam ter acabado de transar.

Me encolhi com minhas pernas e comecei a chorar tudo que segurei durante o dia todo. Lisa se levanta rapidamente da posição que estava e passa os braços em volta de mim numa tentativa de abraço.

— Não é possível. Turner não ia ser tão idiota a esse ponto. — Lisa tentava me consolar — NÃO É POSSÍVEL TURNER. — Ela olho para cima e falou num tom mais alto ainda desacreditada.

Eu não tinha mais voz para continuar a história. Apenas chorava de soluçar.

— Maddie, eu ... Não tô querendo defender o Turner nem nada. Mas todo mundo via o quanto ele estava feliz com você. E ...— Eu a interrompi.

— Eu não aguento mais todo mundo falando isso. Alex já tinha feito isso uma vez. E fez de novo. Só isso. Isso é o que Alexander David Turner é. Ele não mudou. — eu cuspi as palavras num misto de tristeza e raiva.

— Desculpa Maddie. Mas eu ainda acho isso muito estranho — Lisa argumentava sem deixar de me abraçar.



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