História The Residence - Capítulo 22


Escrita por:

Postado
Categorias Bruna Marquezine, Cristiano Ronaldo, Gabriel Jesus, James Rodríguez, Marcelo Vieira, Marco Reus, Mats Hummels, Neymar, Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Toni Kroos
Personagens Cristiano Ronaldo, Gabriel Jesus, James Rodríguez, Mats Hummels, Neymar, Personagens Originais, Philippe Coutinho
Tags Drama, Grey's Anatomy, Medicina, Neytinho, Romance
Visualizações 346
Palavras 2.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus amores, turu bom? Gente, eu peço desculpas pela demora para postar, estou ficando bastante ocupada e só está me sobrando tempo para escrever durante a noite :/

Então gente, no capítulo de hoje eu decidi abordar um pouco sobre homofobia. Como ele ficou um pouco extenso, dividi em duas partes para facilitar e não ter que ficar sem o que postar depois pra vocês, ok?

Mas espero que vocês gostem, beijos e boa leitura! <3

Capítulo 22 - 22.1 - Como salvar uma vida - Parte 1


Coutinho sentiu que estava recebendo um carinho em seu cabelo e começou a abrir seus olhos aos poucos. Sorriu fraco quando virou o seu corpo para o lado em que Neymar estava deitado e suspirou.

— Bom dia! — Neymar o cumprimentou. Philippe notou que o médico já estava vestido.

— Bom dia. — Philippe bocejou e fechou seus olhos por alguns segundos. — Nossa, que horas são?

— Já deve ser sete e dez. — Neymar respondeu a pergunta de Philippe e o interno sentou-se na cama.

— Caramba! Dormimos tanto assim? — Philippe questionou e ergueu o seu corpo para pegar suas roupas que estavam jogadas do lado da cama.

— É, nós transamos, dormimos, mas você dormiu mais porque eu precisei sair de madrugada pra ver um paciente. — Neymar explicou enquanto Philippe se vestia.

— É melhor eu ir pegar no batente antes que sobre o pior pra mim. — Coutinho disse quando estava para vestir sua camisa, mas Neymar o abraçou por trás. — Eu preciso terminar de me arrumar.

— Você fica melhor sem camisa. Ou melhor, sem roupa alguma. — Junior deu um beijo no ombro de Philippe e o interno riu.

— Você também, mas não é por causa disso que você vai ir trabalhar sem roupa. — Philippe ironizou em meio aos seus risos e Neymar soltou-se dele.

— Sem graça. — O neurologista disse e Philippe terminou de colocar sua camisa, em seguida virando em direção ao médico e o puxando para um beijo.

— Eu tenho meus horários, e você tem os seus. Estamos quites. — Philippe disse depois de parar o beijo.

— Tudo bem. Tome o seu Pager, nos vemos depois. — Neymar deu um beijo na bochecha de Philippe e lhe entregou o seu Pager.

Após deixar a sala de descanso, Philippe foi lavar o seu rosto para ficar mais acordado e poder prosseguir normalmente com o seu dia. Logo depois, comprou um café e começou a andar pelos corredores. Acabou indo para a clínica, que por surpresa de Philippe, já estava bastante movimentada, mesmo sendo muito cedo.

A clínica era uma parte do hospital que era mais específica para a realização e análise de exames mais simples — como os de sangue — e também funcionava como uma “emergência” para os casos que chegavam ao hospital e não tinham tanta urgência como outros.

Enquanto Philippe aplicava um soro numa menina de seis anos que tinha dado entrada no hospital com uma forte dor de cabeça, sentiu uma sensação estranha percorrer por ele, como se tivesse pressentido algo. Infelizmente, Philippe sabia que aquele pressentimento não era bom e de certa forma, começou a sentir-se um pouco assustado, porque raramente sentia algo dessa maneira.

Deixando isso de lado, foi tomar um copo de água. Sentiu a presença de Gabriel ao seu lado e suspirou.

— Oi, onde você passou a noite? — Gabriel perguntou, aparentando estar bem alegre.

— Neymar, sala de descanso. — Philippe codificou e Gabriel logo entendeu, rindo.

— ‘Tá pra valer agora? — Gabriel questionou e Philippe apenas assentiu. — Que bom, boa sorte pra vocês!

— Obrigado. — Coutinho riu e começou a caminhar com Jesus. Pensou suas duas vezes se iria dizer para o amigo e decidiu falar. — Gabriel, já te aconteceu de ter um pressentimento e ele ser muito ruim?

— Não que eu lembre. — Gabriel respondeu. — Por quê?

— Estou me sentindo assim. — Philippe disse e Gabriel estranhou a resposta do amigo.

— Ué, como assim? — Gabriel franziu a sua testa.

— Sei lá, é uma sensação estranha. Como se eu fosse morrer, sabe? — Coutinho explicou e Gabriel revirou os olhos.

— Credo Philippe, vira essa boca pra lá! — Gabriel fez o sinal de cruz e Philippe riu com a sua reação.

— Desculpa, mas é sério. — Coutinho continuou rindo.

— Couto, se você sair na rua e for atropelado por um carro, aí eu vou acreditar que é sério e você é um vidente. — Gabriel debochou.

— Engraçadinho. — Philippe fez uma expressão de indignação mas desfez esta quando sentiu o seu Pager tocar. — Opa, sangue na emergência.

— Meu dia melhorou. — Gabriel afirmou depois de ter recebido o mesmo chamado que Philippe em seu Pager.

Rapidamente, correram para a emergência. Ao chegar lá, Philippe deparou-se com a presença de Marcelo e Thiago. Ficaram esperando por pouco tempo até que a ambulância chegasse. Quando a ambulância chegou, o paramédico de imediato saiu e já estendeu a ficha do paciente para Thiago.

— Eric Clarke, dezessete anos, está com fraturas no abdômen e uma luxação no braço esquerdo. Ele e o irmão estavam indo para um sítio quando sofreram um acidente na estrada. — O paramédico afirmou enquanto outros dois ajudavam a retirar a maca da ambulância. Outro rapaz, alto, forte e loiro estava saindo junto da ambulância e ele estava com filete de sangue em seu rosto.

— Quem é ele? — Philippe perguntou para o paramédico quando o rapaz saiu da ambulância.

— Sou o irmão dele, Austin Clarke. — O rapaz se identificou. Seu semblante era de quem parecia desesperado. — Ele vai ficar bem né?

— Vamos fazer de tudo. — Thiago afirmou depois de olhar para Eric, que aparentava estar bastante assustado e deu sinal para que adentrassem a emergência. — Coutinho, leva o Austin para fazer alguns exames preliminares.

— Mas eu estou bem, só o meu rosto que ‘tá meio fodido. — Austin afirmou, porém Philippe não deixou de lhe puxar pelo braço.

— É só uma precaução, Austin. Ás vezes você aparenta estar bem e do nada infarta. — Philippe explicou na tentativa de convencer Austin a não querer escapar dali.

Depois disso, enquanto Eric foi levado para a sala de trauma, Philippe permaneceu com Austin dentro da emergência e o fez sentar na cama para poder limpar o ferimento do rosto de Austin.

Na sala de trauma, Eric parecia bem assustado. O seu medo não se devia por estar num hospital; ele estava até aliviado de estar ali. No entanto, o que acontecera antes do acidente de carro era o que lhe estava perturbando e como consequência disso, acabava não deixando com que os médicos trabalhassem direito.

— Eric, eu preciso que você pare de se mexer, precisamos avaliar a sua gravidade. — Thiago pediu ao garoto.

— ‘T-Tá bom. — O menino gaguejou. Thiago mudou o seu olhar do corpo do garoto e olhou para Marcelo e Gabriel.

— Vieira, chama o doutor Cavani e Jesus, me ajude a fazer o raio-x do Eric. — Thiago afirmou.

Os minutos que se prosseguiram foram baseados em exames. Enquanto Cavani verificava a gravidade da fratura que Eric tinha, Gabriel notou alguns hematomas contra o pescoço que desciam até o final da nuca do adolescente. Gabriel percebeu que aqueles machucados não se tratavam de causa de batidas violentas em algum acidente. Fitou Thiago por alguns segundos e o chamou.

— Olha isso. — Gabriel disse baixo e Thiago estranhou. — Não foi por causa do acidente, né?

— I-Isso não é por causa do acidente. — O garoto respondeu e todos os médicos ali voltaram suas atenções para ele. — Ele quase me matou. Meu irmão quase me matou.

— Como assim? — Edinson perguntou sem entender.

— O Austin não aceita que eu sou gay. Nossos pais são separados e eu moro com ele. Desde que eu me assumi, ele me bate e diz que isso é pra mim “virar homem”. — O adolescente contou em meio a uma soluços, pois estava chorando. Marcelo ficou chocado com a afirmação do menor. — Estávamos indo para o sitio do meu vô e começamos a discutir. Ele me puxou pelo pescoço e quase me estrangulou...

— Espera aí, ele tentou te estrangular enquanto dirigia? — Thiago questionou Eric.

— Não, ele parou em um acostamento, mas eu consegui colocar o meu pé no acelerador e o carro acabou caindo um barranco. — Eric engoliu em seco. — P-Por favor, não o deixem chegar perto de mim de novo.

— Não, tudo bem. Ele não vai. — Cavani afirmou e afastou-se do garoto, chamando Gabriel, Thiago e Marcelo para fora da sala. — Jesus, siga o protocolo de segurança ao paciente e vá deportar essa situação pra assistente social e a polícia. Vou precisar levar o Eric para a cirurgia.

— E você Marcelo, vá avisar o Philippe Coutinho sobre o que está acontecendo e peça para ele não deixar o irmão desse garoto sair do hospital. — Thiago ordenou a Marcelo, que apenas assentiu.

Separando-se, Gabriel seguiu até a sala do chefe enquanto Marcelo seguiu para procurar Philippe e Austin. Os encontrou ainda na emergência, com Philippe terminando um curativo no rosto do rapaz. Marcelo suspirou e caminhou em direção á Philippe.

— Coutinho, eu preciso falar com você. — Marcelo disse e Philippe deu sua atenção ao interno de Thiago. Marcelo afastou-se dali e Philippe o seguiu.

— O que foi? — Philippe perguntou e Marcelo respirou fundo.

— O irmão do Eric Clarke tentou esganar ele antes do acidente. — Marcelo contou e Philippe arregalou seus olhos, sem acreditar no que Vieira tinha acabado de contar.

— O que?!

— É. Pelo o que o Eric nos contou, o irmão tentou matar ele no carro porque ele simplesmente não concorda que o menino seja gay e o acidente acabou acontecendo. — Marcelo reafirmou e os dois fitaram Austin rapidamente, que não tinha percebido aquela atenção caindo por cima dele. — O Thiago pediu pra você não o deixar sair daqui do hospital e pra ficar vigiando ele.

— Está bem. — Philippe suspirou.

— Quer que eu fique junto contigo? — Marcelo o questionou.

— Não precisa, eu me viro com ele. — O interno afirmou e respirou fundo. Marcelo ficou um pouco preocupado com a resposta de Philippe, mas deixou que ele voltasse para Austin.

Philippe por um momento teve uma reação um tanto quanto peculiar para examinar Austin novamente, fazendo com que o rapaz automaticamente já ficasse um pouco mais desconfiado de sua atitude.

— Doutor, o senhor já viu os meus olhos. — Austin afirmou quando Philippe começou a usar a lanterna para ver suas pupilas.

— Eu sei, mas é só uma precaução. — Philippe desviou. — Vou ter que levantar sua camisa para ver se não há lesões no abdômen.

— Tudo bem. — Austin suspirou e deixou com que Philippe o examinasse. De imediato, Coutinho notou um hematoma grande logo abaixo do seu peito no lado esquerdo. Por um lado, Philippe ficou mais aliviado para poder segurá-lo mais tempo no hospital.

— Esse hematoma pode ser sinal de hemorragia interna. Vou precisar fazer uma tomografia para confirmar. — Philippe afirmou.

Depois de relutar para fazer a tomografia, Philippe finalmente tinha conseguido convencer Austin. Os dois seguiram para a sala do tomógrafo. Tudo parecia estar ocorrendo bem e Coutinho já estava começando a ter certeza de que estava seguindo bem em mantê-lo no hospital. No entanto, não era assim que Austin estava pensando.

O irmão de Eric já estava com uma desconfiança muito alta. Não estava confiando em Philippe, e algo já lhe dizia de que logo iria acabar se ferrando. Mas não que ele não pudesse resolver.

Com o exame já feito e com o diagnostico de que realmente se tratava de uma hemorragia interna, Austin foi colocado em quarto e aguardaria por uma cirurgia.

Enquanto Philippe distraiu-se por alguns segundos indo verificar algo no computador do hospital que havia no quarto, Austin começou a levantar da cama. Philippe ouviu o barulho de Austin levantando e voltou em direção ao rapaz para chamar sua atenção.

— Austin, precisa ficar deitado. — Philippe começou a dar empurrões de leve no peito do paciente. Assustou-se quando Austin puxou e agarrou o seu braço bruscamente.

— Acha que eu não sei? — Austin enfrentou o interno e levantou da cama, sem soltar o braço de Coutinho. — Eu sei que o Eric deve ter falado para vocês.

— Eu não sei do que você está falando. — Philippe rebateu, tentando não parecer nervoso. Clarke apertou mais forte o braço de Philippe quando o interno tentou se desvencilhar. — Me solta!

Ao contrário do que realmente deveria acontecer, Philippe sentiu que seu corpo chocou-se bruscamente contra o armário de medicamentos, fazendo com que o vidro dele quebrasse com tamanha força. Uma dor extremamente forte subiu pelas suas costas e ele conseguiu revidar a agressão de Austin com um soco, mas isto não foi o suficiente.

Aquela agressão toda durou um pouco mais de dois minutos. Em todos os momentos, Philippe lutava para que as coisas não começassem a piorar, mas já sentia que estava ficando sem forças, afinal, querendo ou não, Austin era bem mais alto e muito mais forte do que ele. Sentiu o gosto de seu próprio sangue em sua boca depois de ter levado um golpe contra a sua barriga.

E o pior: todos que passavam pelo quarto, nem sequer notaram os barulhos constantes, ou se notaram, deixaram de lado.

Para sua sorte — ou não — Austin começou a sentir-se mal e desmaiou. Philippe escorregou da cama e caiu no chão. Estava fraco e machucado. Sentia como se o seu peito fosse explodir. Coutinho estava começando a se sentir sufocado e tossia constantemente.

Finalmente, conseguiu levar sua mão até os botões de emergência e acionou o botão de código azul. Sua visão estava começando a ficar turva e a única coisa que ele conseguiu ver antes que desmaiasse era o movimento repentino de enfermeiros.

Daquele momento em diante, sua vida estava em jogo.


Notas Finais


sei que vcs estão pistolando comigo agora mas me perdoem

Aliás gente, quero pedir uma opinião de vocês: eu estou em dúvida se posto a segunda temporada DENTRO dessa fanfic, ou se posto ela separada desta. O que vocês acham? me helpem pls pq eu to muito em dúvida ksjskjsksj

Deixem comentários para eu saber o que eu posso melhorar, sugestões, se estão gostando, etc.
Até o próximo capítulo, beijinhos! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...