História The Residence - Capítulo 5


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Categorias Bruna Marquezine, Cristiano Ronaldo, Gabriel Jesus, James Rodríguez, Mats Hummels, Neymar, Philippe Coutinho, Roberto Firmino
Personagens Cristiano Ronaldo, Gabriel Jesus, James Rodríguez, Mats Hummels, Neymar, Personagens Originais, Philippe Coutinho
Tags Drama, Grey's Anatomy, Medicina, Neytinho, Romance
Visualizações 276
Palavras 2.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OOOOIII GENTE!! Mais um capítulo pra vocês. Muito obrigada pelos comentários e favoritos nos últimos capítulos, vcs são demais <3

Boa leitura!

Capítulo 5 - 5. Não deixe ele te derrubar


— Coutinho?

Philippe acordou de seus pensamentos quando sentiu vários estalos na frente do seu rosto. Era Gabriel, que percebendo o transe do colega, perdeu a paciência e decidiu tomar alguma atitude.

— Oi. — Philippe respondeu balançando sua cabeça.

— Que cara de morte é essa? — James opinou sobre a expressão que Philippe estava. — Vamos logo.

Philippe apenas concordou e levantou do banco que estava sentado na sala dos internos. Começou a seguir a fila que foi se formando e em pouco tempo, todos tinham chegado a Cristiano. Philippe não sabia qual seria a reação de Cristiano em relação a ele, mas ele tentava manter sua confiança.

— Bom dia, crianças. — Ronaldo os cumprimentou. Ele estava parado verificando um prontuário. — O dia de vocês vai ser bem diversificado, então eu não quero erros. Hummels e Jesus, vocês vão verificar prontuários hoje. Hernandéz e Rodríguez irão me acompanhar com uma paciente nova. E Coutinho... — Cristiano fez um pequeno suspense. — Vai pra emergência ajudar os internos do Dr. Ericsson. Com certeza vão precisar de você lá.

— Por que ele não pode ir junto com a gente? Ele sempre fica sozinho. — James questionou o médico.

— Simples, porque eu quero. — Cristiano respondeu. — Agora podem ir.

Philippe respirou fundo e bateu seu pé fortemente no chão. Gabriel e Mats, sem entenderem absolutamente nada, começaram a seguir Philippe, que a esta altura do campeonato, deveria estar caminhando mais rápido que um cachorro.

— O Cristiano está de implicância contigo? — Mats perguntou para Philippe.

— Eu sei lá! — Philippe fez-se de desentendido. — Olha a gente conversa no almoço.

— Acho bom mesmo você vir conversar com a gente. Você está estranho demais! — Gabriel gritou para Philippe logo que ele começou a descer as escadas pra ir para a emergência.

Philippe não tinha visto Neymar, pelo menos ainda não o tinha visto. A impressão que ele tinha era que a qualquer momento eles iriam trombar em algum corredor, iriam pra alguma sala e tinha duas opções: iriam discutir ou iriam acabar se agarrando. E quanto ao que havia acontecido envolvendo Cristiano, Philippe sabia que não seria nada fácil lidar com Neymar depois daquilo.

Ao chegar à emergência, vestiu uma espécie de capa, porém, sentiu-se retraído, porque havia poucos casos. Naquele dia, parecia que as pessoas tinham tirado um dia para não ficarem doentes ou se machucarem. Encostado contra a uma parede e observando tudo ao seu redor, viu Firmino fazendo uma sutura em um garoto que aparentava ter uns oito ou dez anos. Ele riu baixo quando lhe veio na sua mente à imagem de Caterina e Firmino no bar, bêbados e tendo crises de riso.

Finalmente, Philippe pegou alguns casos. Cortes que pode suturar tranquilamente e uma perna quebrada que ele acabou encaminhando para o traumatologista que estava de plantão. Pouco tempo depois, Philippe foi encaixado para receber um caso que estava prestes a chegar ao hospital. O dia na emergência poderia não ser tão ruim assim.

— Ontem isto aqui estava uma loucura. — Firmino disse á Philippe, se aproximando do rapaz enquanto ele esperava pela ambulância.

— Pois é. — Philippe respondeu. — Vai ajudar?

— Meu residente mandou. — Respondeu.

— Você não está de ressaca? — Philippe perguntou por pura curiosidade, pois Firmino havia bebido muito junto com Caterina e ele estava aparentemente bem.

— Eu tive que tomar soro quando cheguei aqui. Comecei a trabalhar atrasado por causa disso. Mas eu relevo, a Caterina é linda e super gente boa. — Firmino abriu um sorriso.

Os dois pausaram suas conversas quando a ambulância aproximou-se da entrada do hospital. A situação do novo paciente era propícia para uma cirurgia. Um homem que de trinta anos chamado Jimmy Alvez foi atropelado no centro da cidade. Voltaram com o homem para a emergência e o levaram para outra sala, sendo acompanhados por outros enfermeiros.

— Ele está com um traumatismo craniano e as pupilas estão fixas. — Coutinho afirmou enquanto examinava o homem, já cogitando outra situação. — Alguém chama o neurologista de plantão, preciso de ajuda. — Pediu a algum enfermeiro.

— O que está cogitando? — Firmino perguntou enquanto verificava os batimentos cardíacos.

— Acho que ele já morreu. — Philippe afirmou. Firmino o encarou com uma expressão desconfiada.

— Morte cerebral tão rápida assim? — O outro interno questionou.

— Numa probabilidade pequena, acontece. — Philippe concluiu. Logo, Neymar adentrou a sala junto e lançou um olhar rápido para Philippe, que desviou.

— Qual é o problema? — Neymar perguntou.

— Ele foi atropelado e está com um trauma na cabeça. Dá uma olhada nas pupilas dele, estão fixas. — Philippe respondeu. Neymar começou a examinar o homem enquanto Philippe se juntou a Firmino do outro lado e esperavam por uma resposta.

— Realmente. — Neymar bufou. — Façam um eletroencefalograma e observem ele. Mesmo que o resultado saia, se ele não reagir, já sabem o que fazer.

— Declarar morte cerebral? — Firmino perguntou, apenas para confirmar.

— Isso. Chamem-me quando sair o resultado do exame. — Neymar afirmou. Quando ele estava saindo da sala, Philippe foi atrás dele.

— Hey. — Philippe o chamou. — E se ele for um bom candidato a doação de órgãos? Posso fazer exames toxicológicos nele?

— Uh... — Neymar iria começar a falar quando Cristiano apareceu na emergência de repente. — Você é médico, não precisa vir me perguntar o que é melhor ou não. Procure a família desse cara e só me chame quando sair o resultado do eletro. É sua obrigação fazer isso. — Neymar respondeu grosseiramente e saiu de perto de Philippe.

O interno ficou boquiaberto com a grosseria de Neymar. E se irritou profundamente, porque aquela mudança de comportamento repentina só poderia ser por causa da presença de Cristiano naquele momento. Era naquele tipo de momento queria tanto ter uma varinha mágica para resolver os problemas sem precisar usar a força bruta.

Philippe apenas bufou e voltou à sala onde o paciente estava. Firmino, sem entender a troca de humor de Philippe, preferiu não perguntar nada a não ser o que eles fariam naquele momento. Optaram por levar o paciente para outro quarto e depois de tudo arrumado, começaram a fazer o exame. Em pouco tempo, tiveram o resultado.

— Não tem atividade cerebral. — Philippe bufou. Ele imprimiu o resultado do exame e levantou da sua cadeira. — Olha, eu já tinha dado o palpite antes, você pode falar com o doutor Jr sobre o resultado e eu procuro a família desse cara?  

— É justo. — Firmino deu de ombros e pegou o resultado do exame.

Coutinho suspirou e saiu do quarto. Agora ele começaria a sua busca pela família do rapaz e torcer para que aquele homem fosse uma pessoa saudável para poder pelo menos, convencer a família de uma doação.

●●●

A hora do almoço chegou, porém Philippe não foi para o refeitório. Decidiu se refugiar naquele lugar do hospital onde tinha se encontrado com seus colegas da última vez. Ali é onde há mais silêncio e ele queria poder descansar sua mente depois daquela manhã.

Coutinho achou a família do homem, porém, sua esposa e seus pais moram em Madri e precisariam se deslocar para Barcelona, pois Jimmy não tinha nenhum parente em Barcelona. Além disso, os exames toxicológicos apontavam que Jimmy não estava drogado e nem bêbado no momento do acidente.

Ele foi deitando os poucos na cama em que estava sentado e apoiou sua cabeça contra o seu braço, servindo como se fosse um travesseiro.

Em relação à Neymar, Philippe não queria falar com ele. Talvez por orgulho, ou por ignorância mesmo. Diversas vezes, acabou pedindo para que Firmino ou outro enfermeiro falasse com ele.

O silêncio acabou quando Philippe sentiu passos vindos em sua direção. De repente, alguém lhe jogou uma sacola no rosto. Ele gemeu quando sentiu que alguma coisa mais dura tinha batido na sua testa e levantou rapidamente. Quem atirou a sacola foi Gabriel, que estava sendo seguido por Caterina, Mats e James. Todos estavam com alguma coisa na mão e Mats já estava até mesmo devorando um sanduíche.

— Sanduíche de frango com palmito e suco de laranja. Faça um bom proveito, porque nós não perdemos tempo à toa indo pegar isso pra você e te procurar. — Gabriel ironizou logo depois que deu uma mordida em um pastel de forno que estava na sua mão.

— Valeu. — Philippe agradeceu enquanto retirava seu lanche de dentro da sacola.

— Quer conversar, Coutinho? — James perguntou.

— Que porra é essa? — Philippe resmungou. — Gente, eu estou bem.

— Eu começo ou você começa? — Mats jogou um olhar para Caterina a questionando.

— Deixa que eu pergunto. — Caterina se espreguiçou e sentou-se uma cadeira de rodas. — O que você andou aprontando ontem de noite?

— O quê? Eu não fiz nada. — Philippe se defendeu.

— Philippe, você sumiu do nada do bar. Quando voltou, parecia que tinha visto um fantasma e mal falava com a gente. Fora esse chupão que está no seu pescoço que é de pouco interesse da nossa parte, nossa preocupação é saber que tipo de fantasma você viu. — Caterina explicou em um tom de voz mais repreensivo.

— Somos seus amigos, não precisa ficar escondendo segredos da gente. — James completou. — Vai, desembucha aí o que aconteceu ontem.

— Gente, eu juro que não aconteceu nada. — Philippe tentou prosseguir com suas mentiras, mas vendo a cara de raiva que todos estavam quando já não engoliam mais suas palavras, suspirou e decidiu falar. — Por favor, vocês não vão contar pra ninguém?

— É claro que não. Agora fala. — Hummels ordenou.

— ‘Tá bom. — Coutinho respirou fundo. — Eu transei com o doutor Jr.

Philippe se viu numa situação constrangedora quando todos ali presentes ficaram boquiabertos. O garoto se encostou contra a parede e escorregou suas costas por ali. Um silêncio tomou conta do ambiente. Ele já esperava um sermão, mas ao contrário do que ele imaginou, o que ele ouviu foi uma série de risos descontrolados de todos.

— O que foi? Porque estão rindo? — Philippe perguntou, parecendo assustado com a reação de seus amigos.

— Estamos rindo porque cogitamos todos os tipos de coisas que você poderia ter cometido. — Mats gargalhou. — É só isso? Sério?

— O que deu em vocês? Eu esperava...

— O que? Um sermão? — Caterina riu. — Ora Philippe, você fala como se tivesse cometido um assassinato.

— ‘Tá, mas...

— Philippe, essa é a coisa mais normal que acontece dentro de universidades e hospitais. — Gabriel afirmou. — O que tem de errado nisso?

— O que tem de errado é que eu tenho outra coisa pra contar. Posso? — Philippe perguntou. Todos assentiram e ele ajeitou-se na cama. — Ontem eu sumi porque eu fui conversar com ele. Nós... Quase transamos dentro do meu carro, mas o doutor Ronaldo nos viu. E agora eu não posso fazer nada que possa irritar ele, porque ele pode acabar contando pro staff. — Philippe juntou suas pernas contra seu corpo e encostou sua cabeça em seus joelhos. — E aí, sejam sinceros comigo, o que vocês acham disso?

— Acho que você se fodeu. — Caterina afirmou tranquilamente e os garotos praticamente a fuzilaram com os olhos. — O que foi? Ele que pediu.

— Obrigado pela sua sinceridade, Caterina Hernandéz. — Philippe respondeu e continuou comendo seu sanduíche. Seu Pager começou a tocar e de imediato Philippe levantou. — Tenho que ir.

— Vê se não some. — James o avisou.

— Pode deixar. Ah, e Caterina, — Philippe diz. — O Firmino te achou linda e gente boa, deveria dar uns beijos nele. — Ele disse em meio aos risos e saiu correndo do lugar, deixando Caterina sem resposta.

●●●

A duração do trabalho foi apenas de quinze horas. Coutinho chegou em sua casa bem. Não estava cansado e foi por este motivo que estava assistindo Pulp Fiction pela décima vez. Deitado em sua cama e tendo só a luz da TV ligada iluminando o quarto, conseguiu desligar seus pensamentos sobre Neymar pelo menos por alguns minutos.

Depois do ocorrido entre eles pela manhã, Philippe engoliu tudo que queria dizer a Neymar pelo resto do dia. Chegava a ser engraçada a maneira que ele estava tentando lidar com as coisas.

A noite está chuvosa, o que criava um clima perfeito para Philippe ficar sentimental, mas por incrível que pareça, ele não estava assim.

Philippe estranhou quando ouviu o barulho da campainha tocar. Já estava passando da meia noite e ninguém em sã plena consciência iria tocar a campainha de alguém de madrugada, ainda mais com chuva.

Ele levantou bufando e desceu as escadas correndo, pronto já para abrir a porta e dar um sermão em quem estivesse ali.

Mas para sua surpresa, quando abriu a porta, levou um susto quando viu Neymar encostado contra o batente. Ele estava com o seu cabelo um pouco molhado, sinal de que havia pegado chuva no caminho até a entrada da casa. Coutinho suspirou e começou a agarrar a maçaneta com força.

— O que você está fazendo na minha casa?


Notas Finais


AGORA VAI, TUTS TUTS

Deixem comentários para eu saber o que eu posso melhorar, sugestões, se estão gostando, etc.
Até o próximo capítulo, beijinhos! <3


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