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História The Return (Jikook- Segunda temporada de TKB) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Hey!

Boa leitura a todos 💜🐰

Capítulo 3 - Capítulo Um


Fanfic / Fanfiction The Return (Jikook- Segunda temporada de TKB) - Capítulo 3 - Capítulo Um

"Toda ironia tem um pequeno laço de um psicopata...

pois a escuridão de cada um ilumina as profundezas do mundo."

01/08/2002

⟩ Busan, 00:23 da madrugada, casa dos Jeon's.

Dor.

É uma experiência sensorial ou emocional desagradável que ocorre em diferentes graus de intensidade – do desconforto leve à agonia.

Muitos fogem da dor, outros enfrentam a dor. Existe alguns "esteriótipos" vamos assim dizer, onde se você enfrenta a dor você é a pessoa mais forte que existe, mas se você foge da dor você é a pessoa mais fraca que existe.

Coisas idiotas, criadas por pessoas idiotas.

Jungkook se sentia fraco. Ele não entendia o motivo de sentir tanta dor, já que não merecia, era apenas uma criança de quatro anos.

Muitas pessoas dizem que tudo o que passamos é um castigo por nossas ações, ou melhor, pagamos pelos pecados dos outros. Jungkook pagava pelo seu pecado todos os dias e de várias formas diferentes, não teria um fim tão cedo, mas o que ele se questionava a todo minuto era o motivo daquilo tudo.

Seu corpo clamava por misericórdia, gritava em plenos pulmões para parar com isso tudo enquanto sentia seu sangue esvaindo lentamente em sua pele, mas ele não deixou de acreditar que seu pai o ouviria e pararia. Então ele continuava nesse ciclo. Sentia o gosto metálico do sangue em seus lábios, ele queria chorar porém não tinha mais lágrimas para isso.

Nesse exato momento estava em mais uma das sessões especiais dada pelo seu pai, onde recebia choques e facadas por todo o corpo e ele só conseguia visualizar a face do seu pai que portava um sorriso sádico, fora tanta dor que ele passou a gostar da sensação, seu corpo estava relaxando aos poucos e Jungkook só conseguia gostar daquela sensação.

Pelo menos uma pontinha do seu coraçãozinho amargurado e machucado, sentia isso.

Saber que uma criança de quatro anos gosta de receber vários tipo de choque, pode resultar em vários tipos de expressões.

Choque, indignação, repulsa e raiva.

Até por que quem daria choque no próprio filho?

Não podemos esperar muito de psicopatas, são pessoas cruéis onde apenas seu prazer importa e os outros que se fodam. Senhor Jeon gostava de torturar Jungkook, e só isso importava na mente do pobre velho.

Os gritos se tornaram rotina para a vida de Jungkook, poderíamos considerar seu modo de viver monótono desde que sua vida diária era;

Acordar, comer, ir para a escola, voltar e participar das sessões que duravam por volta  de duas a três horas.

Monótono.

Deprimente.

Doloroso.

Essa sim, era a rotina de Jungkook, uma criança de quatro anos.

[…]

Um mês se passou e o aniversário do pequeno Jungkook chegou para trazer felicidades ao pequeno.

Pelo menos era para ser isso.

Existe um famoso ditado que provavelmente devem ter escutado por aí. "A curiosidade mata o gato."

Então, há algumas semanas atrás Jungkook teve uma curiosidade, ele se perguntava internamente como seria usar aquela máquina que tanto o fazia sofrer em algum animal.

Os primeiros sinais de psicopatia são mostrados na infância, e as principais vítimas são animais.

Será que ao usar a máquina em algum animal pequeno, teria o mesmo efeito que tinha no corpo dele? Ele não sabia, mas estava disposto a descobrir.

Ele queria uma vítima, e o universo dessa vez colaborou com ele.

Um passarinho com um canto horrível.

Observou de perto o passarinho em sua janela, pensou e repensou. Se afastou e caminhou em passos rápidos para fora do quarto, se dirigindo até a sala especial.

Ele se lembrou que existia uma máquina de choque pequena, aquelas que os polícias utilizavam para imobilizar algum bandido ou fugitivo. Correu para o jardim e jogou algumas sementes para o passarinho, ele mantinha um sorriso no rosto que qualquer um que olhasse, teria um certo medo.

Seu sorriso era tão grande que por breves segundos dava a impressão que iria rasgar seu delicado rosto.

Conseguiu atrair o pobre passarinho, e seu coração bateu mais rápido em ansiedade para que aquilo acabasse logo, a todo momento ele se perguntava como seria a sensação de ver outro ser sofrendo igual a ele e ele teve sua resposta.

Amarrou o passarinho de uma forma que ele não conseguisse escapar e mirou a arma de choque para o animal.

Ouviu o canto estilhaçado do ser e sorriu mais ainda.

Ele havia gostado.

Sua mente dizia que aquilo era acerto, então não tinha o que se culpar. E ele continuou nesse ritmo até visualizar a cerne do animal carbonizada e totalmente sem vida, fez um biquinho triste pois aquilo tinha sido tão divertido que queria repetir algumas vezes, quem sabe aquilo não viraria seu hobby.

Após sua pequena sessão guardou tudo e jogou o corpo do animal fora em um lugar onde ninguém encontraria, era clara a sua felicidade e quando chegou perto da porta de entrada foi recebido com abraços e beijos dos seus parentes.

— Onde estava, meu filho? — Escutou a voz de sua mãe preocupada.

— Omma! Eu estava brincando na rua.

— Com quem e o quê? — Envolveu os braços na cintura do menor, o puxando para cima.

— Sozinho. — Fez um biquinho chateado. — Com alguns gravetos e insetos.

Segundos sinais de psicopatia é a mentira e a falta de remorso.

E seguiu com a sua festa de aniversário, brincando e correndo com seus amigos. Sendo uma criança normal aos olhos das pessoas e de sua família.

Mas, na calada da noite, quando todos estavam dormindo ele voltou a entrar na sala e pegar o objeto de metal que, com apenas um apertar de botão poderia lesionar algum animal, ou até mesmo carbonizar.

Jungkook se sentia feliz com isso, ele sabia que era errado, desde mais novo ouviu na escola que machucar animais era de fato um crime e algo horrível. Mas, ele não ligava, definitivamente não.

Poderia ser apenas uma fase, uma longa fase.

Andou calmamente até as portas do fundo, e passou pela porta de vidro fumê. Foi até o Jardim e procurou algum animal, apenas achou seu fiel e companheiro Dong, um cachorro da raça husky siberiano, o chamou e acariciou sua cabeça.

Levou a arma até o peito do cachorro e sorriu.

[…]

No dia seguinte foi acordado com a notícia do falecimento do pobre cachorrinho, sua mãe chorava compulsivamente e seu pai não tinha uma reação exata, sua feição era séria e carregava um sorriso inexplicável.

Seus mirantes caíram no mais novo daquele lugar, Jungkook por outro lado não sabia o que sentir, um misto de sentimentos para uma criança de cinco anos.

Ele sabia que foi a causa da morte do animal, porém não sentia algum tipo de culpa. A propósito, apenas tirou o animal do mundo cruel em que viviam, por várias e várias vezes seu pai o alertou do quanto o mundo era cruel.

Pessoas grossas e manipuladoras viviam soltas por aí, o mais seguro seria permanecer em casa com todo amor e carinho.

Mas a pergunta que sempre passava na mente do garoto era:

Amor e carinho se resume nas sessões em que ele participava? O amor que seu pai lhe entregava era choques e cortes e o carinho que tanto almejava era dado por base de gritos e tapas.

Amar é machucar? Amar é fazer uma criança de cinco anos chorar e gritar até os pulmões implorarem por ar?

Mas Jungkook não se importava, cada um tinha sua forma de amar e demonstrar isso, e no final das contas.

Ele gostava disso.


Notas Finais


E esse foi o capítulo de hoje, espero que tenham gostado.

Até amanhã ~


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