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História The Return (Jikook- Segunda temporada de TKB) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Hey, como estão?

Sei que não está na hora de postar capítulo, mas resolvi postar agora. Não estou me sentindo muito bem e para não deixar vocês sem capítulo, preferi postar agora :')

Boa leitura a todos 💜🐰

Capítulo 5 - Capítulo três


Fanfic / Fanfiction The Return (Jikook- Segunda temporada de TKB) - Capítulo 5 - Capítulo três

13/10/2009

⟩ Busan, 08:00 da manhã, Casa dos Park's.

Um dia incrível.

Na realidade, era para ser um dia incrível.

Era aniversário de Jimin e ele não estava feliz, já fazia um tempo que ele não se sentia feliz. Duas semanas atrás acabou que - mesmo sem querer - se isolou de todos, principalmente do seu melhor amigo. Jungkook.

Notou que Jungkook também estava diferente, aparecia por muita vezes com hematomas, arranhões e em casos raros com vários chupões em seu pescoço.

Aquilo era estranho.

Mas, não perguntou nada em questão a isso, ele não queria que o maior se sentisse desconfortável porém notou o olhar de desdém vindo de Jungkook em referência a tudo aquilo, era como se ele não sentisse mais nada e estivesse acostumado com tudo aquilo. Várias vezes em diferentes ocasiões notou os mirantes de Jungkook vazios, sem expressão e sem o brilho que ele tinha quando se conheceram.

No final, Jungkook também estava mudado.

Cinco anos se passaram e a amizade deles não mudou, ambos viviam juntos e grudados nada separava. Teve dia que até pensaram que eram namorados, o dia mais divertido da vida deles e também o dia em que o coração de Jimin vibrou ao escutar um eu te amo vindo de Jungkook.

Ele sabia que era apenas na amizade e nem pensava em ter algo a mais com o maior, nem se nascesse novamente faria o tipo de Jungkook.

Ficou curioso em saber o motivo daquilo mas no final relevou, era fútil e sem fundamento, não tinha o que se interessar.

— Jimin? — Escutou a voz de Jungkook e se assustou levemente, olhou para a porta ainda fechada pensando se deveria responder ou não. — Eu sei que você está aí.

— Entra. — Sua voz foi rouca, sentiu sua garganta doer era a primeira vez que falava com alguém durante aquela semana, então o efeito foi nítido. Voz fraca, igual a Jimin.

Ouviu a porta ser aberta fixou seu olhar nela e no moreno que acabara de entrar, deu um sorriso pequeno e sentiu o coração acelerar era sempre assim quando via Jungkook.

— Eu senti sua falta, Jiminnie. — Então o maior correu na direção de Jimin e o abraçou fortemente, descontando o tempo que ficou sem vê-lo. O baixinho retribuiu na mesma intensidade, também sentia falta dele e tentou deixar claro.

Após se afastarem sentiu seus lábios serem tomados pelos de Jungkook, em um simples selinho, mas foi o suficiente para fazer seu estômago revirar e seu rosto corar. Era algo normal entre eles dois, desde pequenos faziam isso e não viam malícia ou algo do tipo, era apenas um selar na amizade.

Abriu os olhos lentamente e olhou para o sorriso largo deixando escapar um também, notou os seus dentinhos de coelho e riu baixo.

— O que foi?

— Seus dentes parecem de um coelho! É fofo.

— Ya! Hyung, está me chamando de dentuço?

— Não, Jungkookie. Estou dizendo que você é fofo igual a um coelho.

Jungkook acena positivamente para mostrar que entendeu, mas na verdade ele não tinha entendido nada mas não queria parecer burro na frente de Jimin.

— Vou te chamar de Bunny.

Bunny?

— Sim, você é o meu coelhinho.

— Ah, aliás. Feliz aniversário. — Sentiu os braços do maior lhe envolver, deixando um abraço de urso. — Hyung, eu espero que você não brigue comigo depois de fazer isso.

Ficou confuso a respeito da fala do maior e quando virou para encarar seu rosto, recebeu outro selar só que agora Jungkook estava transformando em um beijo, um pouco desengonçado mas ainda sim um beijo.

Jimin retribuiu de forma afoita, era seu primeiro beijo e no fundo ele queria que fosse com Jungkook.

Dizem que a maior ligação de duas pessoas, é o beijo. É claro que existe vários tipos de beijos, mas aquele.. tinha um toque único, Jungkook parecia confuso e Jimin mais ainda.

Seu coração estava a mil, vários pensamentos rondava em sua mente martelando forma dolorosa.

[…]

O aniversário de Park foi especial era um dos primeiros aniversários que ele realmente se sentiu feliz, Jungkook foi o responsável por isso e todos sabiam estava na cara que Jimin era importante para Jungkook e vice versa.

Ao decorrer da tarde brincaram e conversaram bastante, e é claro se beijaram bastante para uma única tarde.

Mas nem tudo é um mar de rosas, e enquanto Jimin dormia serenamente em sua casa, seguro de todo mal possível. Tínhamos um Jungkook que nesse momento estava sendo chicoteado em todos os lugares possíveis, seu corpo sangrava e ele implorava por ajuda.

Ele gritava, mas ninguém podia ouvi-lo.

Ele chorava, mas ninguém podia ajudá-lo.

Ele implorava pela morte, olhava para seu pai desejando a sua morte e a própria morte. Sua mãe não estava em casa, tinha saído a pedido do seu pai e quando ouviu isso tentou correr, tentou se trancar mas nada adiantou.

Continuou por longas horas sentindo suas feridas doer, latejar e sangrar, minutos atrás seu pai colocou álcool puro em suas feridas, e então Jungkook gritou, tirou a força que não tinha em seus pulmões e gritou o mais alto que pôde.

Ele sabia que não teria ajuda, mas não custava tentar.

Com isso a punição veio maior, era sempre assim. Seu pai o punia por tentar buscar ajuda, pegou uma das melhores facas de corte e passou pelo seu peito fazendo uma listra enorme de sangue.

Aquilo ficaria a marca.

E Jungkook não podia fazer nada.

Em menos de poucas horas sua vida voltara a ficar de ponta cabeça, sua manhã e tarde fora tão maravilhosa que ele chegou a esquecer todos os problemas que tinha dentro da sua casa. Mas a realidade o atingiu de maneira bruta e cruel.

Dizem que para passar por momentos bons, precisamos passar pelos ruins em primeiro lugar. Mas, e se o ruim só piorasse? Todas as noite Jungkook desejava morrer, para que tudo isso acabasse.

Mas algo o impedia, sua mente dizia que ele precisava fazer isso. Ele sabia que Jimin precisava dele, e era por isso que continuava, sofria o que aguentava e o que não aguentava.

Mas algo o instigou, sofrendo vários anos com a mesma coisa ele começou a gostar, a dor era nítida tudo em seu corpo queimava, porém isso não o impediu de sorrir quando foi levado para a sala de choque.

— Você gosta da dor, não é mesmo? É apenas um verme que não deveria ter nascido, você arruinou nossa família.

Escutava tudo calado, se deliciando com cada choque dado, cada carga elétrica passa pelo seu corpo em vários níveis o deixava mais forte. E ele sabia que quando tudo isso acabasse de vez, iria se vingar.

De forma lenta e dolorosa.

Até que isso realmente acontecesse iria se deliciar com os choques.

As dores ligeiras exprimem-se; as grandes dores são mudas.


Notas Finais


O que acharam desse capítulo? Espero que tenham gostado e me desculpem se tiver algum erro!

Talvez eu volte pela noite, e digo mais sou muito boiolinha por Jikook 🐥🐰


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