História The Reverse Of the Clichê - Capítulo 2


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Categorias Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson, Personagens Originais
Tags Boyxboy, Drama, Larry Stylinson, Romance, Yaoi
Visualizações 17
Palavras 2.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


rindo do título mas com respeito pelo Danyel.

Capítulo 2 - Um encontro um tanto fatal


Louis sempre foi um garoto normal, gostava de livros mas não era intelectual, gostava de bebidas mas não era festeiro, tinha alguns colegas mas não era popular. Era simplesmente uma pessoa comum.

E como uma pessoa comum ele também era ignorado pelos garotos que ele gostava. A última vez que tinha sido olhado por uma pessoa que fosse popular fora quando teve que fazer um trabalho extracurricular no ano passado junto com Liam Payne, os dois chegaram atrasados dias suficientes para serem punidos.

Eles trocaram meia dúzia de palavras, na época Louis estava no primeiro ano e Liam no segundo. Liam já andava com a turma de Harry Styles, e aquilo significava muito naquela escola. Ele e Louis falaram sobre o tempo estar quente, e a conversa se encerrou por aí.

Pensar sobre Harry Styles causava suspiros em Louis. Ele era um ícone na escola, lindo, com os cabelos negros no ombro mais bonitos que ele já vira em qualquer outro, os olhos de um verde impossível de não notar, covinhas adornando suas bochechas que lhe davam um sorriso arrebatador, uma pele leitosa manchada com tatuagens que não faziam muito sentido, gostoso, inteligente, gentil, assumidamente bissexual e um defensor dos direitos LGBT.

Harry Styles era alguém que todos gastariam de namorar, e um homem que todos queriam compartilhar amizade.

Mas o fato de ser tão popular também o tornava inalcançável.

Louis nunca conseguiu ter uma conversa de verdade com a obra de arte que Styles era, e apesar de desejar não conseguia acreditar que um dia conseguiria sua atenção. Então ele seguia sua vida.

Ia para a escola todos os dias de manhã após sua mãe o jogar da cama, sentava-se ao lado do seu melhor amigo de sempre Stanley, se enfiava na biblioteca da escola para conversar com diversos colegas durante o recreio – enquanto Stanley batia papo com o pessoal com quem treinava futebol.

Esperava sua mãe vir busca-lo encostado no muro de fora da escola com Stan que ia com ele todos os dias de carona, enquanto isso Louis observava enquanto Harry subia em sua harley após se despedir de todos os seus amigos com um beijo na bochecha e um abraço. Louis imaginava que Harry seguia direto da escola para a padaria que trabalhava, isso porque Tomlinson almoçava o mais rápido possível todos os dias e depois corria para a padaria onde Styles era empregado, comprava as mesmas rosquinhas de sempre e partia para a biblioteca.

Tudo para conseguir ver o garoto que morava em seus sonhos mais de perto.

Harry era um sonho e vendia sonhos.

Um sonho que trabalhava todos os dias em uma padaria, exibindo sorrisos e sendo gentil com todos a sua volta. Pode-se considerar que a clientela fixa do estabelecimento se devia ao charmoso e gentil adolescente que atendia tão bem todos os clientes.

Harry Styles sabia conquistar simpatia por onde passava, havia um brilho nele que o tornava fácil de ser venerável. Isso era o mais difícil sobre ser apaixonado por ele, Harry não se tratava de um popular idiota que não merecia tanta atenção e que recebia suspiros apenas por ser bonito. Ele é realmente bom, e isso quebrava Louis.

Todos os dias Louis ficava na biblioteca pública no outro lado da rua da padaria, separadas por uma praça, lendo enquanto esperava o horário exato em que Harry saía por alguns minutos da padaria e levava algumas comidas que Louis não sabia identificar dentro de um saco até os moradores de rua que residiam na praça.

Louis descobrira que ele fazia isso por acaso, três anos atrás, quando fora até a biblioteca entregar um livro. Na época quando viu o lindo garoto caridoso não sabia que se tratava de Harry Styles. Estudavam em turnos diferente na escola e Harry Styles era apenas um nome sem rosto, alguém sobre quem ouviam falando e agraciando.

Louis nunca conseguiu tirar o garoto de seus pensamentos desde então. E assim sua rotina tornou-se passar na padaria e depois se sentar na biblioteca, de frente para a janela pela qual poderia ver Harry dando o seu melhor sorriso para os senhores que moravam na praça.

Louis desde o começo tinha a impressão de que o garoto sem nome era impossível para si. Mas quando ele se tornou um rosto com o nome Harry Styles todas as esperanças minaram de Louis.

Pelo menos Louis tinha certeza que seu amor adolescente está sendo depositado em algum com quem valeria apena estar. Mesmo que pra isso ele precisasse de um milagre.

E Louis não era muito crente e por conseguinte, não tinha fé em milagres. Nem tão pouco tinha fé em si mesmo para fazer algo que pudesse mudar o rumo de sua vida, ele não sentaria embaixo de uma macieira e quando uma caísse ao chão ele diria “eureca” e assim uma lei da física sobre a gravidade seria descoberta.

Ele nunca nem mesma havia visto uma macieira de perto em toda sua vida.

A coisa mais impressionante que poderia imaginar para a sua vida seria um dia se sentar junto aos netos - se conseguisse gostar de um homem o suficiente para se casar – e contar-lhes sobre como um dia amou uma estrela, alguém que emanava luz e bondade, e que com um sorriso ganharia da beleza de qualquer estrela de todas as constelações.

Louis já divagava a bons minutos sentado na biblioteca tomando coragem para levantar-se e voltar para sua casa. Já havia praticado sua rotina do dia de comprar doces na padaria onde trabalha Harry e ficar na biblioteca esperando para vê-lo alegrando o dia dos senhores que viviam aos redores do bairro. Se olhasse no relógio ele perceberia que já estava atrasado para escrever a coluna do jornal pela qual era pago.

Ajeitando seus livros e cadernos dentro da mochila ele se apressou rumo a praça, pronto para atravessá-la e chegar em sua casa o quão rápido pudesse, já que precisava estar com o artigo de amanhã pronto e enviado por e-mail até as seis da manhã, e mal tinha começado a redigi-lo.

Mas como é esperado da vida, em momentos pouco oportunos ela nos mostra que estamos muito perdidos em nossos próprios problemas ínfimos e escancara diante dos nossos olhos situações as quais não estamos preparados. Louis não se sentia nem um pouco preparado para socorrer um dos moradores de rua que caiu ao chão convulsionando-se quando Louis passava distraidamente pela praça.

Seu espanto foi tamanho que a única coisa que pensou em fazer foi jogar sua mochila ao chão e correr até o homem tremendo e babando no chão. Havia ouvido em algum lugar que o mais importante durante uma convulsão era não permitir que o doente engolisse a própria língua, mas que enfiar a mão na boca desta pessoa poderia acarretar em uma mão com um dedo a menos devida a força da mandíbula.

Mas Louis não tinha muito tempo entre pensar direito e salvar a vida do homem que mal conhecia jogado ao chão. Então enquanto gritava por socorro e para que alguém chamasse uma ambulância ele enfiou a mão na boca do homem ainda convulsionando, sentou-se no chão levantando a cabeça dele o mais alto que conseguia para que não se engasgasse e puxou sua língua já a ponto de ser engolida de volta para o lugar.

A movimentação começou a crescer em volta de Louis e do morador de rua caído ao chão e algumas pessoas seguraram os membros dele para que se debatesse menos evitando que se machucasse. Louis mal distinguia o que estava acontecendo, os olhos do homem pareciam virados para o cérebro e o estudante nunca havia imaginado que uma mandíbula pudesse conter tanta força, sua pele onde estava sendo mordida já mostrava sinais de sangramento.

Mesmo com todo alvoroço Louis conseguiu distinguir a voz de Harry aterrorizada gritando por um nome, provavelmente o nome do homem que se encontrava inconsciente e convulsionando no chão, quando ele conseguiu ultrapassar a multidão Louis começou a ouvir barulhos de sirenes e suspirou de alívio. Ele ainda não estava morto, talvez houvesse esperança.

Harry abaixou-se do lado contrário a Louis, sentando-se o mais perto possível e calmamente acariciando o cabelo mal cuidado e sujo do homem a sua frente.

- Ficará tudo bem Danyel, eu prometo, e na semana que vem você ganhará duas vezes mais donut’s – quando terminou sua sentença Harry caiu no choro, e Louis nunca desejou tanto na vida ter quatro braços para que pudesse manter-se ajudando o homem em seu colo e ainda abraçar e reconfortar a alma pura linda que chorava ao seu lado.

Quando os paramédicos chegaram Louis foi o último a se afastar, após Danyel ser sedado, evitando assim que se debatesse machucando-se e que mordesse ou engolisse a própria língua. Ainda anestesiado Louis negou com a cabeça quando um dos paramédicos perguntou se ele conhecia o paciente e outro morador de rua interveio dizendo que sabia onde estava sua bolsa com os documentos e dados necessários, pegando-a e indo com Danyel na ambulância.

Enquanto a ambulância partia e a multidão se dissipava Louis viu Harry segurando um cachorro que choramingava e latia insistentemente, imaginou que este fosse de Danyel, opinião que foi confirmada ao ouvir Harry conversando com o cachorro.

- Papai já já estará de volta Snoopy, não fique tão triste, o tio Harry vai te prender só um pouquinho pra você não fugir atrás da ambulância, e se for bonzinho vai ganhar até rosquinhas Snoopy.

A cena apesar de triste era tão fofa que Louis não resistiu a se aproximar. Styles era mesmo inacreditável.

- Sua mão – Harry exclamou agarrado delicadamente a mão de Louis assim que o mesmo aproximou-se dele e de Snoopy – precisamos limpar isto antes que infeccione, vou prender o Snoopy e vamos lá na loja para eu dar uma olha nisso.

- Não precisa, Harry – Louis se atrapalhou, soltando seu nome sem perceber, ele acabaria tendo um ataque se Styles encostasse nele novamente, suas emoções já estavam a flor da pele depois do acontecimento, e Tomlinson não podia dizer com orgulho que era uma pessoa equilibrada com seus sentimentos, ele chorava em cascatas e ria até perder o ar, completamente sem meio termos.

- É claro que precisa, nós já temos um doente, não queremos outro não é? – perguntou já andando em direção a loja e acenando com a cabeça para chama-lo – será rápido, não se preocupe.

Se Harry soubesse como parte daquele momento fazia parte dos seus sonhos ele demoraria quanto pudesse. Enquanto Styles desinfetava a mordida com álcool e passava a pomada cicatrizante Louis se lembrou de quantas vezes pediu a todas as forças divinas existentes para que tivesse a chance de ao menos falar com Harry algum dia na sua vida.

De certa forma seu pedido havia sido concedido, mas Louis não sentia-se feliz, talvez até mesmo absurdamente culpado, é claro que ele não tinha responsabilidade no que acontecera com o homem, e o fato não tinha relação com suas reclamações para os seres superiores. Mas lembrar-se disso fez com que ele se sentisse um adolescente muito estupido e pequeno.

Talvez fosse coisa de adolescente, ou talvez naquele momento Louis tivesse caído em si e percebido a imensidão de coisas terríveis que estavam acontecendo no mundo enquanto ele se sentava em uma biblioteca e esperava que os deuses lhe dessem a chance de falar com seu crush, quando tudo que ele precisava era levantar a bunda da cadeira e ir dizer um olá.

Então Louis estava chorando sentado na cadeira que Harry lhe ofereceu, ele estava chorando como um bebe na frente do garoto mais popular da escola, do garoto que ele sonhava e acordava pensando. Ele não sabia se queria se esconder em um buraco de vergonha ou queria continuar ali porque apesar de se sentir um merda o perfume de Harry estava adentrando suas narinas e tornando tudo um pouco menos pior.

- Querido não chore, o que você fez hoje foi incrível – Harry tentou lhe confortar apertando seu ombro carinhosamente – poucas pessoas que eu conheço se machucariam para ajudar uma pessoa desconhecida e principalmente que more na rua, Danyel vai melhorar e será grato a você por toda a vida.

- Espero que ele fique bem, Snoopy pareceu tão triste, eu só...percebi como estou levando uma vida egoísta – respondeu caindo em um choro ainda mais pesado. Harry he abraçou apertado, deixando que e Louis molhasse toda a sua blusa bem passada e alinhada.

- Sua atitude me prova o contrário, as vezes a vida só nos condiciona a determinados costumes e deixamos de enxergar outros lados dela, mas somos tão jovens, ainda podemos ser tudo que quisermos, inclusive melhores e mais altruístas – nos desvencilhou do abraço e carinhosamente enxugou as lagrimas na minha bochecha – qual seu nome?

- Louis – respondi baixo em um suspiro soluçante.

- Então pequeno Louis, posso pedir sua ajuda com algo muito importante? – assentiu rapidamente que sim com a cabeça ruborizando por ter sido chamado de pequeno por Harry, dando graças a deus que seu rosto já estava vermelho do choro – preciso que alguém cuide do Snoopy para o Danyel até que ele volte, eu adoro-o e gostaria de leva-lo comigo, mas tenho muitos gatos e aquele garotão não é muito amigável com felinos.

- Claro, minha mãe não vai se importar que ele passe alguns dias lá em casa comigo.

- Bom, irei visitar o dono dele hoje à noite no hospital para ver como ele está, se ele estiver acordado lhe contarei sobre um anjo da guarde de olhos muito azuis que ajudou a salvar a sua vida – Harry me abriu um sorriso de covinhas encantador e me cutucou para que eu me animasse e não lhe neguei um sorriso.

- Obrigada, por cuidar da minha mão e por evitar que eu passasse o resto do dia em uma crise existencial terrível, vou cuidar bem do Snoopy, e se eu puder fazer algo mais pelo Danyel me avise, farei o que conseguir.

Me despedi de Harry com um aperto de mão e o mesmo plantou um beijo em minha bochecha, me lembrando de pegar minha mochila que deixei caída no meio da praça.

A vontade de Louis era de correr para casa e deitar-se debaixo de cobertas, fechando os olhos para ter certeza de que nada de tão ruim ou de tão bom poderia acontecer mais no dia. Porém caminhou lentamente para casa, guiando consigo um Snoopy que de tempos em tempos choramingava, preparando-se para a avalanche de perguntas que sua mãe e suas irmãs fariam quando vissem o cachorro.

Pelo menos Snoopy não se sentiria sozinho tendo suas irmãs para brincar, e Louis morreria sabendo como é ganhar um beijo na bochecha de Harry Styles. Isto ele definitivamente contaria para seus netos sorrindo.


Notas Finais


Voces são criativos com nomes de animais? porque até nas histórias sou péssima com nome de animais, meu bezerro que nasceu ontem eu coloquei um nome terrível.

Contem pra mim o nome dos seus bichinhos nos comentários <3
Tenho três coelhos: Luna, Snow e Squin.
Duas tartarugas: Pénelope, Madona e Brad Pitt.
Dois cachorros: O bobby e a Neguinha.
Duas gatas: A pulguinha e a Lily.
Dois mini cavalos: Luce e Zangado (ele é sim zangado).
Dois cabritinhos filhotes: Romeu e Julieta.
Um carneiro chamado Homer
e um frango chamado Lulinha
e uma preá chamada Lulu

prazer George o Rei da Floresta KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK vendo os rins pra comprar comida de bicho.


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