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História The Righteous King - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Hellloooooooooo!!!
People, amei escrever esse capitulo e espero não demorar no próximo, me digam o que acham, eu to muito feliz mesmo por ver para onde a história está indo, leiam as notas finais.

Capítulo 15 - Capitulo Quinze


A matriarca da comunidade estava no meio de muitas outras pessoas, ela estava explicando alguns passos de cozimento de sopa para um garotinho ajudar sua mãe que estava doente, ela cortava os legumes e os dois colocavam em uma das poucas panelas de metal em cima de uma fogueira que seria ligada, dificilmente eles comiam coisas quentes preferiam frutas e verduras frescas, mas no caso de uma doença a pessoa precisava de comida aquecida para ajudar na febre.

Simba observou a mulher de longe, apesar de serem independentes, algumas regras de bom comportamento e amizade eram obrigatórias, elas eram repassadas e compridas com a observação de Akila, ela reforçava os pré-requisitos para morar com eles e seus amigos repassavam a mensagem, ele sabia que o não cumprimento de alguma das regras de convivência resultaria em despejo da comunidade, mas Simba nunca viu ou ouviu história de alguém sendo obrigado a deixar o acampamento, também quem gostaria? Ali era o local dos desajeitados, dos infelizes e sozinhos, era o lar dele e ele não queria ir embora, mesmo assim não era ingênuo, sabia por que ela o chamou, o motivo estava dormindo em sua barraca naquele exato momento.

— Vá até o poço e pegue um pouco de água — Akila falou para o menino. — Despeje na panela e peça para um adulto ligar pra você, está bem?

O menino concordou e correu para pegar um pote e enche-lo de agua, Akila sorriu para Simba e ela devolveu o gesto apesar de ser apenas uma gentileza e os dois saberem que precisavam conversar de verdade, a matriarca apontou um pouco para o lado para eles se afastarem mais dos ouvidos dos outros.

— Timão me disse que sua amiga esta aqui.

— Nala — ele disse rapidamente, queria que Akila soubesse o nome dela.

— Nala — a amiga testou nos lábios — Fico feliz por terem se encontrado, ela estava te procurando?

— Ela estava em busca de algo sim, mas acabou me encontrando.

— Então a resposta é sim? Ela estava TE procurando?

— Talvez, se você acreditar que tudo tem um motivo.

— Não importa o que eu acredito, e eu jamais te falaria, seria fácil de mais, o que realmente importa é o que você acha.

— Eu não tenho certeza do que eu acho.

— Você precisa conversar com ela — Akila sugeriu.

— É — concordou. — Você tem razão.

Depois de um segundo em silencio Akila voltou a falar.

— Ela esta mais do que bem-vinda para ficar aqui.

Simba apenas concordou com a cabeça, não sabia qual seria reação de Nala caso ele sugerisse que ela ficasse apesar de uma parte dele acender com a ideia de tê-la por perto mais uma vez.

— Mas você sabe das regras, ela terá que abrir mão de qualquer arma.

— Eu sei-

— Ao que eu entendi ela tentou matar um javali?

— Foi um engano — Simba a cortou — Ela ainda não sabia sobre a comunidade.

— Está bem, mas dentro da área do acampamento você sabe, sem comida animal.

— Sim, eu vou falar com ela quando ela acordar.

— Está bem — a adulta falou. — Avise se quiser uma barraca maior.

Simba não sabe por que, mas aquelas pequenas palavras fizeram seu rosto enrubescer, ele abaixo o olhar para esconder seu susto e vergonha e recebeu a risada Akila como resposta, a mulher o tocou no braço e se afastou dele, o jovem ficou para trás e respirou fundo dando tapinhas no rosto até que a queimação de pele sumisse, por de trás dele bem baixinho escutou um grito de Timão perguntando por que Akila não tinha expulsado Nala, Akila jamais faria aquilo obviamente qualquer um era bem vindo na comunidade se quisesse, mas ele ainda tinha esperança.

Simba fez seu caminho de volta para a sua barraca, no caminho viu Akila se aproximar outra vez do garoto, viu Timão e Pumba conversando bem perto com Pumba com a mão na cintura de Timão e falando algo em seu pescoço, Timão discordou de primeira, mas depois de um puxão de Pumba passou a escutar o que ele estava falando, Simba não deu muita atenção apenas arrastou seus pés até a barraca, mas não conseguiu fingir que o olhar de ódio do amigo não foi direcionado para ele, só podia esperar que a voz e conversa de Pumba o acalme, geralmente é a única coisa que consegue.

Simba chegou na barraca e puxou o tecido da entrada para entrar, Nala estava deitada na ponta de seu “colchonete”, apenas muitas e muitas camadas de tecidos empilhadas para dar algum tipo de conforto, ela estava com o cabelo solto e jogado para cima e Simba sentiu a súbita vontade de tocar nos fios e desliza-los por seu dedo, mas não queria desperta-la ela deveria estar muito cansada. O rosto dela estava virado para o lado então Simba só conseguia ver o lado de seu rosto e ele não conseguia explicar a sensação, mas estava com saudade de olhar para ela então engatinhou até o colchonete e se deitou virado para Nala.

Ele observou o rosto dela, tão relaxado agora que sua mente não trabalhava apenas descansava, ele observou tudo o desenho de sua mandíbula, seu nariz a curvatura de seu pescoço o topo de seus seios e então voltou para seu rosto rapidamente não queria que seus pensamentos dissipassem para lugares que ele não poderia controlar, então voltou para seu rosto notou o modo como o queixo dela formava uma linha perfeita, como a cor de seu lábio superior era um pouquinho mais avermelhada que o inferior, notou os pontos onde pelos nasciam, o modo como o nariz dela se mexeu ao respirar, notou suas sobrancelhas e seus cílios, viu os olhos dançarem atrás das pálpebras e ele queria que ela as abrisse queria encontrar a cor dos olhos que ele sentiu falta, queria se lembrar de que era verdade e ela estava ali.

Quando Nala se mexeu uma mecha de cabelo caiu na frente de seu rosto cortando seu estudo, ele puxou os fios com muito cuidado e colocou atrás de sua cabeça, sua mão permaneceu por um segundo, todo o seu corpo reagiu ao toca-la e ele não quis parar, mas ela estava cansada e ele forçou sua mão para perto do próprio corpo, se aproximando mais ele continuou a estudar o rosto dela, se lembrando de como sua voz tinha ficado mais grossa, da mudança do modo como ela falava e mais ainda em como era diferente o jeito em que olhou para ele.

Ele focou em todas essas coisas seguiu imaginando o que ela diria quando acordassem, ficou assim por um bom tempo até que o cansaço apareceu e os resultados de ficar acordado até tarde apareceram, seus olhos ficaram pesados e logo os dois estavam em um sono profundo, se estivesse consciente diria a Nala como estar com ela lhe daria a primeira a noite bem dormida de anos.

 

Se Nala estivesse consciente diria a mesma coisa.

 

Rafiki tropeçou até seu cajado que estava encostado na parede de seu casebre de madeira, ele arrancou o acessório e colocou de baixo de seu braço, ao lado dele pendurado estava sua bolsa de couro e ele buscou para enchê-la com comida e o que poderia carregar de água.

Suas roupas talvez não fossem ideais para seu tempo fora, de fato nem sabia quanto tempo passaria andando, era muito provável que suas sandálias não aguentassem a viagem demorada, mas não importava, assim como o fogo da brasa lhe mostrou, assim como os reis que brilhavam nos seus tinham contado: ele já estava perdendo tempo e tinha que correr, quando decidiu que já tinha uma muda de roupa adequada para pelo menos uma troca antes de sua volta, quando sua bolsa já estava transbordando de tanta comida e cantis de agua, Rafiki buscou seu chapéu e caminhou para a porta.

Nem olhou para trás, não hesitou por um segundo sequer, nem esperou para ver se o fogo da fogueira tinha apagado completamente, apenas saiu deixando para trás no chão o desenho de um bebê que ele tinha desenhado 17 anos atrás e tinha se esquecido completamente, quando estava se preparando para almoçar uma faísca de sua fogueira respingou no chão, fazendo a tinta vermelha na testa do desenho pegar fogo, ele não precisou de mais instrução e quando saiu de casa confiou na orientação dos reis, só sabia que precisava cumprir sua missão, pois o que eles queriam dizer era claro.

Simba, a criança no desenho, estava vivo.

Rafiki precisava trazê-lo de volta.

 

Quando fechou os olhos com mais força para depois abri-los Nala hesitou, parte dela achou que estivesse sonhando que nada do que se lembrava era verdade, tinha algumas memorias bagunçadas, um garoto magrelo e um mais robusto, um javali que quase lhe serviu de almoço, um lago em que se banhou e Simba, ela se lembrava de ter visto Simba, era para estar deitada na barraca dele, mas teve medo de abrir os olhos e se encontrar outra vez nas terras do reino cercada de escuridão e incerteza.

Queria continuar de olhos fechados, mas em breve precisaria abri-los e encarar qualquer realidade que estava a sua frente, ela sentiu uma respiração em seu rosto e abriu os olhos depressa, encontrou o rosto pacifico de Simba, ele tinha envelhecido bem, estava tão bonito que a garota sentiu suas bochechas ficarem secas, ela engoliu o nó que se formou na garganta e passou a observa-lo, os olhos estavam fechados tão levemente que poderiam facilmente se abrirem, sua boca estava meia aberta e sugava e soltava pequenas quantidades de ar, ela observou o desenho de seus lábios e precisou forçar sua mão do lado do corpo para não traçar com o dedo as linhas de sua boca.

Obviamente tinha algo que a chamava mais atenção, o cabelo dele, teve a oportunidade de toca-lo quando chegou os fios eram familiares, seus dedos reconheceriam eles em qualquer lugar apenas por um toque, mas agora não apenas sua mão e braço queriam se mover por conta própria e tocar o garoto, seu coração acelerou, ela o sentia pulsando em sua garganta, seus olhos piscaram lagrimas exigentes, algo deu um pulo em seu estomago todo o seu corpo reagiu a estar tão perto dele e ela não conseguiu impedir o movimento quando levantou a mão e acariciou o cabelo dele.

O toque foi exuberante, e suficiente para que Simba abrisse os olhos.

— Oi — ele sussurrou com uma voz rouca.

— Oi — ela respondeu.

— Já está de noite? — Ele perguntou.

— Sim, está quieto lá fora.

— Deve ser tarde — Simba se vira e se deita de barriga pra cima — você está descansada?

— Sim, não lembro quando foi a última vez que eu dormi também.

— Nem eu, está com fome? Sede?

— Um pouco

— Vem vamos.

Ele se arrastou para fora da barraca e Nala o seguiu sem pensar duas vezes, quando crianças ela sempre o seguia sem pensar duas vezes, até quando questionava o que iam fazer, nunca realmente considerava não ir atrás do melhor amigo, agora segurando a mão dele que ele ofereceu quando saíram da barraca ela percebeu seguiria aquele rapaz até os confins da terra, esperou que parte dela sentisse um pouco de vergonha, sempre se sentiu independente, desde que sua mãe mudou e praticamente a abandonou ela se orgulhou de ter se reconstruído sozinha, não precisava de ninguém.

Com certeza não validava sua sobrevivência a homem nenhum.

Mas Simba não soltou a mão dela e ela não quis soltar, sua mão estava úmida pela proximidade e seu coração bateu mais forte, todo o seu corpo estava sensível e gritava para ela que ele estava perto, que tudo ia ficar bem, e ela esperou que parte dela lutasse, a parte que a fez a melhor guerreira da tribo a parte que sempre liderou em relacionamentos, mas não achou, até a lutadora dentro dela se inclinava para o toque de Simba e se ela deveria estar hesitante e envergonhada com certeza não conseguiu, tudo o que pensava era em Simba e em como ela queria abraça-lo outra vez.

Eles chegaram na mesa de alimento e ela a soltou, na hora Nala quis reclamar e busca-los de novo, mas se segurou, ele entregou um pouco de leite fresco e alguns pedaços de frutas que Nala devorou em um segundo, ele a acompanhou na mesma hora.

— Eu nem consegui te mostrar ao redor quer ir agora?

— Não é perigoso?

— Não tem perigo aqui, os animais estão acostumados com a comunidade e não temos contato com outros humanos a quilômetros de distancia.

— Está bem — Nala soltou suas coisas — Eu gostaria de ver o lugar onde ele se escondeu nos últimos 5 anos.

Simba revirou os olhos.

— Venha então.

Ele lhe ao redor, mostrou onde trabalhavam, mostrou áreas de tarefas comuns, todos tinham que ajudar com o bem estado da comunidade, mas como eram muitos o trabalho era de luas em luas. Ela se impressionou ao descobrir que trabalhos como cozinhar, lavar roupa, manutenção, construção, concerto eram feitos tanto por homens quanto por mulheres, ela achava que as terras já estavam anos luz na frente por permitirem mulheres guerreira, mas sabia que não vinha de igualdade e sim do desespero, nas montanhas ou você lutava ou morria e os Jabaris trouxeram isso junto com eles.

 Simba contou que Akila, uma das matriarcas acredita que todos devem ajudar em tudo que um homem pode ser um péssimo construtor e um ótimo cozinheiro, uma mulher pode estragar todas as roupas que tenta costurar, mas ser ótima em montar fogueiras e barracas, todos deveriam ter uma oportunidade se descobrir quem era, Nala nunca teve essa chance e ficou muito animada com a possibilidade de conhecer Akila antes de voltarem para as terras do reino.

Ele mostrou o poço que usavam para pegar água da chuva e lavar roupa e utensílios, mostrou as roupas comuns, o lugar onde os menores brincavam e então saíram do acampamento, apontou para um penhasco onde alguns jovens pulavam até o riacho nas noites mais quentes, envergonhado contou que ele nunca teve coragem de pular.

— Você nunca gostou de altura.

— É acho que é isso — Ele disse triste.

Ela quis perguntar mais sobre isso, mas viu o amigo se fechar no mesmo momento, algo passou em seus olhos antes dele limpar a garganta e a puxar para continuarem a explorar, por fim mostrou a área em que treinava longe dos olhares da comunidade, e mostrou por onde veio, Nala veio pelo caminho mais perto, mas ele se perdeu na imensidão de areia onde Timão e Pumba o ajudaram, Nala fez uma nota mental de agradecer aos dois por manter seu amigo em segurança, apesar de um deles, ela não tem certeza qual é qual, parecer não gostar muito da proximidade dela com Simba.

Por ultimo andaram até o riacho, a agua andava com pouca força e Nala ficou olhando o movimento hipnotizada, ela tirou suas sandálias e colocou as pernas dentro da aguas, sentiu um movimento atrás de si e percebeu que Simba a copiou.

Ela esperou que ele se distraísse antes desse inclinar e jogar algumas gotas de agua no garoto. Simba olhou para ela com uma expressão exagerada e jogou se curvou para fazer uma concha com aos mãos e jogar muita agua em Nala, ela se virou e sentiu o liquido gelado encharcar suas costas, quando virou para devolver Simba já estava mais para dentro do riacho, ela mergulhou na agua não ligando para sua roupa ou cabelo e apareceu ao lado dele o puxando para baixo na agua, Ele soltou um barulho de susto antes de sua cabeça ficar submersa.

Os dois se empurraram em baixo da agua e levantaram para puxar o ar aos pulmões que reclamaram, ela ia para cima dele de novo quando ele levantou os braços em rendição.

— Tempo, tempo.

Ele tossiu e ela se aproximou preocupada, não queria que ele tivesse se afogado, só quis se divertir um pouco, quando estava perto o bastante para tocar em seu braço Simba se virou e a pegou pela cintura. Nala gritou e os dois riram juntos.

— Me larga, me larga — ela disse entre risadas.

Simba a carregou para fora da agua e a colocou no chão, ela se afastou do abraço dele e o empurrou em uma distancia segura, seus olhos já tinham se acostumado a escuridão e a luz cheia iluminava o suficiente do rosto de Simba, ela deixou seus olhos vagarem para o corpo dele, a agua fazia sua camisa clara colar no corpo ele estava magro, só comia vegetais e frutas, mas era possível ver os locais onde os músculos de seu abdômen colavam na camiseta, ela percebeu que estava encarando ele e voltou a olhar para seu rosto, mas o encontrou devolvendo as olhadas com tanta certeza quanto ela.

Não precisou seguir seus olhos para ver para onde ele olhava, sentia os locais em que sua roupa a agarrava, seios, cintura e quadris e ele varreu os olhos com uma expressão que ela nunca tinha visto no rosto dele quando eram crianças, mas eles não eram mais crianças, Nala se lembrou, eram dois jovens que se reencontraram, melhores amigos que tiveram mais uma chance dadas pelos ancestrais, o que eles estavam fazendo?

Simba ainda não parecia perceber o que estava fazendo e alguma coisa no olhar dele fez Nala se lembrar do modo como Scar a olhou a alguns dias atrás, por instinto ela levou as mãos para frente do corpo isso fez Simba sair de seu transe ele piscou e ela viu os tons de sua pele mudarem bem pouco, ela o envergonhou, o envergonhou por que pensou em Scar, e não iria aceitar isso, Scar não tinha lugar no corpo dela, nem em seus pensamento e com certeza não no seu relacionamento com Simba, quando o amigo se virou tropeçando em seus pedidos de desculpas Nala correu para ficar em sua frente.

— E- eu sinto muito eu — ele gaguejou.

— Pelo o que? — Nala perguntou baixinho.

 

Trocaram olhares e nos de Simba haviam uma pergunta, Nala nem saberia responder, talvez ele não soubesse o que estava perguntando, seus corpos se movimentaram por extinto, se pedissem para eles explicarem  o que aconteceu em seguida não teriam como, Nala só sabia que abaixou os braços da frente do corpo, Simba só sabe que olhou e sua boca salivou, não lembrariam que foi Nala que ficou nas pontas dos pés primeiro, ou que foi Simba que enrolou os braços em sua cintura, tudo o que lembrariam daquela noite foi seus lábios se encontrando, mãos explorando o que conseguiam alcançar e uma certeza esmagadora de que nos braços um do outro eles finalmente estavam em casa.


Notas Finais


O proximo cap terá uma cena +16
estão avisados, caso achem melhor pular alguns parágrafos.
até daqui a pouco :)


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