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História The Rise Skywalker - Reescrito - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Ben Solo recebe muitas visitas


Anakin Skywalker estava na frente de Ben Solo. Anakin, o lendário Jedi, o escolhido para trazer o equilíbrio da força, que terminou destruindo todos os Jedi e se transformou em Darth Vader, um dos homens mais temidos e odiados da galáxia. 

    — Olha eu entendo todo o fetiche por trás do “eu sei” do seu pai. Mas na primeira vez que eu ouvi ele falar para minha filha, senti vontade de mata-lo. Só não fiz isso porque ele já estava prometido para Jabba the hutt. Mas de toda forma, isso funcionou com Leia porque eles tinham toda uma historia, nem ouse pensar em fazer isso com Rey ok? — foi a primeira coisa que ele disse.

    — Avô? — Ben ainda não acreditava no que via. Passou tantos anos falando com sua máscara, sonhando com o dia desse encontro, e… ele finalmente estava ali.

    — É, sou eu — ele deu um leve sorriu sem mostrar os dentes. Ben reparou como ele ficava ótimo assim, talvez ele próprio também ficasse. Tentaria sorrir mais vezes no futuro.

    — Porque você nunca apareceu para mim? Todos esses anos era Palpatine fingindo ser você? Porque você não… tentou me avisar? — Ben não entendia.

    — É….. então. Aqui no céu da Força é um pouco complicado sair.

    — Mas… Luke contava a história que viu o fantasma de Obi-wan no planeta Hott e isso lhe deu forças para continuar. Eu não entendo, como ele pôde sair e você não?

    — Olha, essa é uma ótima história… para um outro momento.

    — Não! Vocês sempre dizem isso quando não tem desculpas para algo. Eu preciso saber porque minha família inteira via Palpatine tentando me levar para o lado negro e não fez nada.

    — Ben… eu fui uma pessoa que perdeu tudo que tinha justamente por ser manipulado por Palpatine. Minha vida foi uma tragédia, e eu jamais deixaria isso acontece com o meu neto.

    — É, mas, você deixou. Você não fez nada. Você poderia ter aparecido para mim na primeira vez que ele falou comigo fingindo ser você. 

    — Olha… a verdade é que Palpatine estava nos manipulando no céu da Força também. Ele embaçava nossas visões aqui. Não víamos o que acontecia de verdade. Quando percebemos, já era tarde.

    — Como ele conseguia fazer isso? Como ele tem tanto poder?

    — Ah sei lá, ele só tem — Anakin deu de ombros.

    — Como assim ele só tem? Essa não é uma boa explicação.

    — Bom, ele é homem, então, sabe como é né, ninguém questiona.

    Ben abriu a boca. Não acreditava que aquilo estava acontecendo, mas compreendia. Todas as pessoas questionavam as conquistas de Rey e viviam tentando encontrar um familiar poderoso para justificar sua força e suas habilidades. Fazia sentido o que seu avô falou.

    — O que eu devo fazer? — Ben perguntou, decidido a esquecer o passado e começar a concertar seu futuro.

    — Olha, primeiro de tudo alguém precisa lhe ensinar a falar com mulheres, ok? Eu sei que seu pai não lhe ensinou. Seu tio Luke cumpriu o código Jedi e nunca namorou. Sua mãe estava ocupada com a rebelião. Então sobrou pra mim ter essa conversa com você.

    — Eu estava perguntando o que eu preciso fazer em relação a minha vida, a Resistência, a Primeira Ordem! — Ben ficou vermelho.

    — Ah… — Anakin riu. — Mas de toda forma, você já está com o que, 30 anos né? E nunca…??

    O rosto de Ben queimou, queria um buraco para se esconder.

    — Eu estava ocupado com a guerra e tentando sobreviver nas mãos daquele velho abusador!

    — É, eu estou ciente, olha, você não precisa justificar nada para ninguém, cada um tem seu tempo, ok? — Anakin disse, e Ben estava quase desmaiando de vergonha. — Mas saiba que eu também estava numa guerra e sendo manipulador por um velho do mal, e mesmo assim Padmé aconteceu. Na verdade tudo que estava acontecendo agora meio que começou por causa do nosso romance, mas isso não vem ao caso — ele pareceu pensativo. — E meu conselho é: não fale de areia. Nem fale que ela é nada. E outra: eu odeio areia e odeio Tattooine com todas as minhas forças. Independente do que acontecer, não volte a morar lá, ok? Nem leve meu sabre pra lá. E sua avó também quer falar com você.
    — Espera você ainda não… — Ben falou, mas ele havia desaparecido.

    Em sua frente estava sua avó, Padmé Amidala em pessoa. Ben já ouvira muitas pessoas falarem de sua beleza excepcional, mas nada parecia fazer jus a mulher que estava em sua frente. Olha para ela o fazia entender porque Anakin destruiu a galáxia por causa do medo de perde-la. Sabia que ela não era sensitiva a Força, mas seu olhar era tão penetrante que ele se perguntou se ela não conseguia hipnotizar as pessoas apenas com ele. Seu nariz em pé combinava com sua postura, que apesar de no fim da vida ter se tornado senadora, ainda tinha o porte de rainha.

    — Olha, primeiro: você não troca de roupa faz um ano. Você não sabe como me causa desgosto, saber que eu, um ícone da moda de Naboo, tenho um neto que é supremo líder e não tem coragem de comprar uma roupa nova! — ela disse, e ouvir sua voz acusatória fez ele ter vontade de chorar. Queria que ela gostasse dele.

    — Eu… estava ocupado.

    — Não é desculpa! Eu com 15 anos fui Rainha de Naboo, depois senadora, ajudei em rebeliões, lutei nas guerras clônicas, e fiz tudo isso usando looks maravilhosos. Você pode ser um herói e se importar com moda.

    Ben não sabia o que dizer. As pessoas na Primeira Ordem já achavam um exagero ele usar uma capa, imagina se usasse roupas como as daquela mulher?

    — As pessoas não lhe julgavam por dar atenção a moda, mesmo sendo supérfluo?

    — Provavelmente sim. — ele deu de ombros. — Mas no fim do dia eu quem estava lá lutando pela galáxia, enquanto eles estavam sem fazer nada além de falar das minhas roupas — ela sorriu, e Ben sorriu junto. — Então minha lição aqui é: não deixe de fazer o que você gosta só pelo que os outros vão pensar. Eu soube que você gosta de caligrafia e as crianças no acampamento do seu tio tiravam sarro de você por isso, né?

    — Sim — ele encolheu os ombros. Nossa, fazia tanto tempo que não pensava nessa parte de sua vida que até esquecera. Agora que ele voltou a ser Ben Solo, isso significava que voltaria com os hábitos que tinha nessa época?

    — Pois trate de voltar a escrever. E comece escrevendo uma linda carta de pedido desculpas para sua mãe, e para Rey. Tchau, tem mais gente querendo falar com você.

    — Espera, eu…

    Antes que Ben falasse qualquer coisa, Obi-Wan Kenobi estava em sua frente.

    — Hello There. Soube que seu nome é em minha homenagem. Vim só dar um oi e dizer que todos aqui no céu da Força rimos muito do seu discurso de “você é nada mas não para mim”. Mas não foi pior do que aquele falando de areia que o seu seu avô fez para a sua avó.

    — Porque ninguém para de falar besteira e me dá uma luz sobre o que eu preciso fazer? — Ben gritou.

    — Porque você já sabe, Ben. Você sempre soube. A luz sempre esteve dentro de você. Você a deixou trancada durante esses anos, mas ela nunca se apagou.

    Ben abriu a boca, dando-se conta de que ele estava certo. Sempre sentira a tentação para a luz. Pedia para Snoke e Darth Vader lhe guiarem pelos caminhos do lado negro, mas a verdade é que tudo isso era só para encobrir a verdade óbvia: a luz não deixara ele. Nunca deixou. Mesmo quando ele matou seu pai e pensou que isso o faria finalmente sucumbir em escuridão. A verdade é que nunca sentiu a luz tão forte dentro de si quando nesse dia. Tentando lhe trazer de volta, lhe mostrar o caminho, impedindo que ele se entregasse totalmente para as trevas. 

    A luz nunca lhe deixou. Mesmo quando ele tinha se fechado para ela.

    Então isso significava que em algum lugar, Rey ainda estava viva. Ainda havia esperança para ela.

    Ben precisava lutar para salva-la.

    Quando olhou para frente, Obi-Wan Kenobi havia desaparecido.

    E em seu lugar estava… seu tio. Luke Skywalker. A pessoa responsável por todas as desgraças que lhe aconteceram. O culpado por Ben ter se desviado de seu caminho.

    Mas ao ver seus olhos azuis astutos sobre si, pela primeira vez na vida, Ben não sentiu raiva.

    Sentiu… paz.

    — Sinto muito pelo que eu fiz, Ben. Palpatine enganou a todos nós. Ele plantou em mim uma visão que você destruiria tudo, e eu… fui idiota e cai. Você acha que conseguirá me perdoar um dia?

    Ben sempre achou que a razão para Luke ataca-lo era porque invejada seu poder, temia, ou tinha receio de que alguém fosse mais forte do que ele. Mas agora, saber que havia uma justificativa para o que ele fez, que não era porque ele lhe odiava e o queria longe, assim como todos que ele amava, encheu Ben de alívio.

    — Me ajude a salva-la — ele disse. — Eu preciso trazer Rey de volta.

    Luke suspirou.

    — Ela é Rey. — Luke disse, Ben franziu o cenho. — Ela é um lado de Rey que ficou reprimido, porque ela não queria ter escuridão dentro de si. Mas todos os seres humanos tem um pouco dos dois, e precisamos aprender a conviver com isso. Encontrar o ponto de equilíbrio.

    — O que eu faço para trazê-la de volta?

    — Só você vai descobrir. E vai ter que fazer isso sozinho.

    Ben suspirou. Ele estava certo. Sabia o que precisava fazer, e ficar ali não ajudaria.

    Num gesto por impulso, arremessou o seu sabre de luz no mar.

    — Ôôô, peraí! — Luke gritou por trás de si. — Você é burro? Como você pretende enfrentar Palpatine? Com um blaster e fazendo sons de peew peew com a boca?

    Ben piscou algumas vezes.

    — Eu… não pensei realmente nisso. Eu estava no calor do momento, e… só queira fazer tipo, um gesto simbólico para dizer que eu voltei para a luz.

    — Foi idiota. — Luke balançou a cabeça. — Se você tivesse pensado um segundo a mais teria visto que existiam formas beeeeem melhores de fazer isso.

    — Como?

    — Sei lá, usando roupas claras, deixando a barba crescer… literalmente qualquer coisa teria sido melhor do que se livrar da única arma que você tem.

    Oh céus. Luke estava certo. Ben caiu em si e se deu conta da burrada que fez. Foi até a ponta do penhasco, e olhou para a água, tentando ver algum sinal de seu sabre. Talvez não fosse tão fundo assim, e ele conseguisse recupera-lo.

    — Você não está cogitando pular, está? — Luke perguntou. Ben não respondeu. — Meu Deus, você puxou muito ao seu pai… — ele balançou a cabeça, quase rindo. Normalmente Ben se sentiria ofendido, mas preferiu levar como um elogio. — Venha, tem um sabre de luz que foi a sua mãe escondido ali.

    — O que? Minha mãe já treinou para ser uma Jedi?

    — Sim.

    — Então porque… ela mesma não me treinou? Me mandou embora para treinar com você?

    — Hm… Ótima pergunta para, uma outra hora. 

    — Não. Vocês sempre dizem isso quando não tem resposta. Eu preciso saber.

    — Pergunte a sua mãe. — ele disse, tirando una pedra de dentro de uma das casas e lhe entregando o sabre. — Agora vá embora logo senão será tarde demais.

    Ben olhou para a arma em sua mão, elegante, rosé gold, e quando o ligou, o cristal azul o iluminou. Ele sorriu.

    — Obrigado — disse, mas Luke já havia partido.


Notas Finais


Olá leitores, como já falei aqui sou autora de um livro chamado "A reação adversa do caos", que foi um pouco inspirado na minha primeira fanfic de Star Wars de 2016 <3
Disponibilizei os primeiros capítulos aqui no Spirit para quem tiver interesse de conhecer mais a história <3
O livro completo está disponível na Amazon por apenas R$5,99 ou de graça para quem tem assinatura do Kindle Unlimited!

https://www. spiritfanfiction.com/historia/a-reacao-adversa-do-caos--degustacao-18499985

Essa aqui é a mini sinopse:
Se você gosta de:
Protagonistas que vivem viajando na maionese, conhecer planetas e culturas diferentes, críticas sociais feitas com muito humor, vilões com cabelo preto e passado trágico, referências à cultura pop, conspirações políticas, inimigos que se apaixonam, verdades absolutas sendo desfeitas, tecnologias ultramodernas, personagens com habilidades especiais, filosofias profundas acerca de coisas banais, , animais alienígenas fofos e galáxias não tão distantes…
A Reação Adversa do Caos é para você!


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