História The Ritual - Capítulo 10


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Categorias Fairy Tail
Personagens Bickslow, Cana Alberona, Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Flare Corona, Freed Justine, Gildartz, Gray Fullbuster, Igneel, Irene Belserion, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Personagens Originais, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Zeref
Tags Atemporal, Eternally Yours, Flare, Gray, Lalu, Laxus, Lucy, Magia, Maldição, Nalu, Natsu, Paixão, Shipps
Visualizações 53
Palavras 2.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Steampunk, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem.

Pessoal, estou a procura de uma co-autora (o) para essa fanfic, quem estiver interessada por favor deixar nos comentários ou mandar uma MP. Agradeço desde já.

Capítulo 10 - Chapter 10


Fanfic / Fanfiction The Ritual - Capítulo 10 - Chapter 10

Chapter 10

 

O Amanhecer

 

  Cana se recuperava lentamente dos machucados em seu corpo, seu poder andava fraco por causa de seus machucados e que tentavam curar o corpo. Grandine olhava aflita a sua sobrinha que tomava um chá de boldo enquanto olhava vagamente pela janela da sala de estar, o grande carvalho estava queimado e já começou a ser cortado para ser jogado fora e alguma partes para serem reutilizadas.

 Flare perguntava para Cana como era ter poderes e vê-los serem “inutilmente” usados para curar os ferimentos, a morena fez uma cara de desgosto ao escutar a palavra “inutilmente” pois para ela os poderes nunca foram usados de forma em vão.

  Grandine sentia algo dentro de seu peito que a sufocava, para ela aquilo era pior coisa de ser uma bruxa com habilidades sensitivas. Não sabia distinguir se aconteceria algo ruim ou bom, sentia-se estranha tanto que mal tocou em seus alimentos de café da manhã, não saberia se beberia ao menos um pequeno gole de chá.

  O sol se erguia lentamente pelo lado de fora da casa, a luz dos feixes solares ainda estava fraca e fria, a pele de Lucy recebia aquela iluminação mas mal conseguia sentir o fervor que esperava como nas manhãs de verão em sua antiga cidade. Estava cansada e o pequeno espaço que abrangeu com imagens tão distorcidas em sua mente tinha acabado com sua energia mesmo após uma noite de bons sonhos.

  O Cachorro que mantinha-se calado a maior parte do tempo, que só se atrevia a latir ao ver Flare ou Grandine, começou a latir freneticamente. Seu pelo branco se destacava entre as sombras e o verde, corria e corria com seu ladrar incessante.

  Um poder tremendo se fez presente no campo das bruxas, algo ou melhor alguém muito poderoso estava muito perto delas. Grandine se levantou da mesa e se preparou para o pior, foi até uma estante alta da cozinha pegando uma garrucha antiga mas que ainda funcionava-se bem e a carregou.

  Flare pegou uma faca enquanto abria a porta de trás lentamente, não avistou nada. Cana pegou suas cartas e búzios, protegeria mesmo com poucas forças restantes em seu corpo a família que lhe abrigou e era tão hospitaleira. Lucy se preparava para usar seus poderes, mas pelo que sentiu não seria muito efetivo.

  As garotas mesmo com medo seguiram a mais velha para fora da casa onde fizeram um pequeno cerco para tentarem descobrir o que estava ali, Cana e Flare foram até o portão central enquanto Grandine e Lucy seguiram para as estufas.

  As liras conseguiram sentir um rastro de poder que passou por ali e seguiram até a parte que dava a porta dos fundos da cozinha da casa, quem estivera ali ficou as observando pelo pequeno vidro da porta. Aquilo fez os pelos de Lucy se arrepiarem, ninguém percebeu antes, talvez pela grande movimentação de poder. Grandine sequer sentiu a sua “barreira” ser quebrada ou danificada por outro feitiço.

  Um grito de Flare chamando a mãe fez com que as duas que observavam a porta saírem correndo até a frente, Lucy ousou olhar para trás e imaginou tal ser que as observava. Tirou isso de sua mente e foi atrás de sua tia.

  Chegando no portão viram Flare encarando algo que não era visto de dentro da residência, Cana admirava aquilo com o olhar brilhando. As duas ficaram de frente e entenderam aquilo, Lucy ficou um pouco confusa enquanto Grandine sentiu-se estremecer de medo.

  Um grande circulo de áurea na cor roxa estava no portão, brilhava e se encontrava desenhos diferentes do que conheciam. Aquilo anulava a barreira que a senhora platinada colocou, uma técnica antiga e muito poderosa que foi considerada perdida pelos grandes anciões. Aureum in aureum, algo que poderia “anular” uma magia por um tempo determinado sem que o feiticeiro mais fraco sinta.

 - Você acha que pode ser eles ? – Indagou Cana

  Grandine que ainda se encontrava num estado de choque foi tirada pelos pensamentos com a mão de sua filha no ombro, precisaria organizar melhor seus pensamentos.

- Não, é impossível. Eles nunca trabalhariam com algum feiticeiro ou bruxa. – Respondeu confiante

  Lucy passou a mão pelos braços, não entendia muito bem aquilo mas sabia da gravidade da situação que todas se encontravam ali.

- O que faremos ? – Perguntou a loira

  - Não estou sentindo mais a presença, acho melhor pegarmos nossas coisas mais importantes e vocês partem por alguns dias para Ishar onde tem um abrigo para bruxas. – Disse Grandine

  As garotas se entreolharam, Flare tentou ser positiva retrucando que poderia ser alguém que não queria fazer mal e apenas passar pela tal barreira. Mas a senhora estava muito assustada, só viu aquela magia uma vez há muitos anos atrás, quando sua mãe foi disputar seu cargo com um grande bruxa denominado Acnologia e que logo depois sumiu sem nem mesmo deixar seu verdadeiro nome.

-Vamos, rápido. –Disse a senhora

   Todas as jovens voltaram rapidamente para dentro da propriedade, aquele grande círculo sumiu como fumaça no ar. Voltaram atentas pelo caminho, os olhos delas não se desgrudavam do caminho ao seu redor, antes o local que era tão seguro agora poderia ser um grande potencial de perigo.

  Tensão pairava sobre elas, todas muito preocupadas quando estavam se aproximando da casa. Nada parecia realmente mudado, apenas a ruiva notou que faltava algo.

- Cadê aquele vira-lata ?! – Perguntou Flare quebrando o clima

- Agora não é hora Flare ! – Repreendeu Lucy

  Grandine nem se importaria se aquele cachorro fugisse pela estrada e fosse atropelado, na verdade acharia bem melhor do que ficar cuidado dele.

- Você tem razão loirinha. Temos que nos preocupar com aquilo ali – Apontou Cana

  A porta principal trancada, agora se encontrava aberta para os quatro ventos. Grandine tomou a posição com sua mão criando uma luz vermelha, uma magia com fogo surgia dentro de si. Cana e Lucy foram atrás com a coragem que sobrava dentro delas, Flare foi a última a entrar com a garrucha que se encontrava com sua mãe anteriormente.

  Cachorro estava deitado no sofá da sala de estar enquanto roía um grande pedaço de osso, talvez fosse osso de uma perna de vaca pelo tamanho.  O cão estava tão entretido no osso que roía que nem se preocupou em latir para as donas da residência.

  O chiado da chaleira com um cheiro de mentruz misturado com mel estava invadindo a casa, os passos das garotas eram cautelosos e o mais silenciosos possíveis. Passos duros ecoavam pelo chão da cozinha, uma grande sombra aparecia na parede nua da cozinha. Num canto da sala, malas negras e sujas de terra e areia.

  De dentro da cozinha o som da chaleira cessou; então um homem alto musculoso, cabelos de um tom de ruivo escuro,  barba por fazer. Vestia com uma calça de moletom negra, uma blusa branca com um grande sobretudo negro por cima de seus ombros. Quando ele se virou e nos viu, soltou um sorriso.

  Grandine soltou uma magia de fogo conhecida como Ignis Praesidio.  O homem apenas desviou, a grande bola de fogo vermelho sangue atingiu o armário da despensa, aquele calor começou a consumir tudo mas a mulher cega de raiva continuou tentando atingi-lo enquanto Cana jogou uma de suas cartas de estilo Tarô que explodiam.

  O homem  virou para as duas bruxas que atacavam, olhou seriamente, respirou fundo, esticou uma de suas mãos e disse : Rigéscunt.  No mesmo momento as duas bruxas mais experientes  começaram a congelar, o vapor do gelo começou a gelar e trincar os vidros da janela. Com outra mão ele esticou para o lado e disse calmamente : Reditum.  Tudo que estava se acabando em fogo e com as mini explosões das magias começou a retroceder como se nada tivesse acontecido ali.

  Os corpos de Grandine e Cana se tornaram estátuas de gelo, Flare preparou a garrucha para atirar no homem mais alto enquanto Lucy se preparava com uma magia de eletrochoque. O homem apenas tomou um gole do chá de mentruz com mel, como se nenhuma das duas presentes ali representasse perigo para ele.

- Nem precisam gastar suas energias. – Disse colocando a xícara no balcão

  Flare continuou com a mira apontada para o homem enquanto Lucy estava muito assustada para baixar sua guarda. O homem ruivo olhou para as duas meninas e deu um sorriso, depois soltou uma gargalhada.

- Sério, estou em paz. Bandeira branca, sabem ? – Disse em um tom calmo e brincalhão

- Como podemos confiar em você ? – Disse Lucy com o resto de sua coragem

  Então ele chegou perto cautelosamente das garotas que se viravam enquanto observava aquele ser, ele sentou no sofá junto com o cachorro e mexeu os dedos indicador e o do meio. Então o gelo que cobriu por completo as duas mulheres, começou a virar vários pequenos flocos de neve e sumir pelo ar.

  Cana e Grandine voltaram ao seu estado normal, começaram a respirar ofegantemente enquanto tentavam organizar os próprios pensamentos. Ela procuravam manter a firmeza em suas pernas enquanto procuravam o homem que estava dentro da casa.

- É normal perder os sentidos enquanto estão congeladas. – Ele disse com uma calma sobrecomum

  Grandine se virou e ficou na frente de sua filha, a única que não conseguiria se proteger caso jogassem algum tipo de magia sobre ela. O homem apenas fazia carinho na cabeça do grande cão branco, Grandine o olhava com desconfiança.

- O que faz aqui ? o que quer ? – A platinada falou

  O homem virou com uma feição séria.

- Bom, como posso dizer sem parecer arrogante ? Vim ver a casa, já que ela é minha também. –Disse sem rodeios

- Como assim seu bastardo ? – Grandine estava ficando cada vez mais nervosa

  O homem se levantou e começou a esfregar a cabeça, a diferença de altura entre ambos era muito perceptível.

- Você tem coragem de chamar seu irmão de bastardo ? Que linguajar você aprendeu com Mavis ? – Disse indiferente

  As mulheres mais novas se entreolharam sem entender o que estava acontecendo. Lucy e Flare ficaram chocadas como Grandine que olhava espantada o homem em sua frente, elas apenas sabiam da existência de Grandine sendo a filha mais velha e Layla como a filha mais nova de Porliuska. Nunca souberam de um homem.

- O que foi Dine ? O gato comeu sua língua ? – Perguntou Brincalhão e se aproximou dela

  A mulher de cabelos medianos platinados estava em estado de choque, seus olhos estavam arregalados e começaram a lacrimejar um pouco. Os braços do homem envolveram o corpo esguio da mulher, ela não conseguia se mexer por vontade própria e muito menos pensar.

  Cana se encostou na parede, seus machucados que estavam se fechando voltaram a sangrar, estava cansada porém tinha que continuar se mostrando forte. Lucy e Flare ainda tentavam entender o que estava acontecendo.

- Como ? – Grandine disse num tom baixo

- Como o quê ? Quem é ele mãe ? – Disse Flare exaltada

   O homem ruivo parou de abraçar a Corona mais velha e olhou para a garota e depois olhou para a mulher que dizia ser sua irmã, colocou a mão na cintura e deu um sorriso.

- Olha só, a mulher que dizia nunca ser mãe, agora é mãe. – Disse num tom de deboche

  Grandine deu um soco no braço do homem, mesmo sem surgir o efeito esperado, ele fingiu sentir um incomodo enquanto ria.

- Flare. Lucy. Esse é o tio de vocês, meu irmão mais velho, Gildarts. – Platinada o apresentou

  Ele fez um tipo de reverência e tentou abraçar as garotas, ainda desconfiadas, recusaram dando um passo para trás como se tivessem em ritmo. O homem continuou com o bom humor mesmo com a recusa familiar, os olhos no tom escuro dele miraram na jovem loira e fez uma cara pensativa.

- Essa sua filha loira não te lembra nada. – Soltou sem rodeios

  Grandine respirou fundo, passou a mão pela testa e foi ao lado dele.

- Gildarts, essa é Lucy. Ela é filha de Layla, nossa irmã mais nova. – Explicou

  O ruivo olhou para a loira e depois olhou para sua irmã do meio, tentava encaixar as coisas em sua mente.

- Então a velha teve mais uma filha depois que me abandonou ? Entendo. É um prazer conhecer vocês garotas. – Disse sorrindo

  As duas jovens engoliram em seco e apenas concordaram com a cabeça. Estava tudo muito estranho ainda, talvez muitos fatos expostos em um prazo curto de tempo. Um feiticeiro muito poderoso, com magias ancestrais, que praticamente invadiu a casa delas e se revela ser seu tio.

- Desculpa atrapalhar o momento familiar, mas tem como me ajudar ? Quero me deitar. – Disse Cana

- Venha Cana, eu te ajudo. – Se ofereceu Lucy

  A morena passou um dos braços pelo pescoço fino da loira que agora passava o braço pela cintura definida da Passante.  Com dificuldade ela foi andando lentamente ao lado da moça que a ajudava com muito cuidado.

- Flare, ajude sua prima. – Exigiu a Progenitora

  A ruiva nem quis discutir e seguiu a loira do outro lado enquanto também segurava a bruxa pela cintura, o homem passava a mão pelo cachorro enquanto sentia um certo teor de magia nele. Os olhos dele foram de Grandine que já tinha percebido que aquele feiticeiro tinha pego o que ela tinha feito.

- Sério Dine ? – Ele disse incrédulo

- Farei qualquer coisa para proteger minha filha. – Disse séria

  A mulher sentou na mesa de frente, cruzou os dedos na frente de seu colo.

- Por que você voltou ? – Ela indagou

- Queria voltar para a casa que nasci, antes da velha me abandonar. – Respondeu

- A verdade, Gildarts.

  O homem que exibia bom humor e poucas feições sérias, agora tinha se tornado um homem sem expressão. Tirou o sobretudo de seus ombros e jogou aquele tecido pesado em cima do sofá.

- Algo muito grande irá acontecer, o mundo irá estremecer. Novamente. – Disse com seriedade na voz

  Aquele sentimento que a mulher sentia a dias que tentava esconder e fingir que nada aconteceu, enviou a mensagem até mesmo para sua mãe que nem respondeu, mas que agora estava confirmado.


Notas Finais


Criticas, sugestões e opiniões sempre bem vindas.


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