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História The Room - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olha eu com fanfic do Tete aqui de novo.

Capítulo 1 - Saudade de fazer fanfic do teteco, ai... Eu amei essa capa.


Fanfic / Fanfiction The Room - Capítulo 1 - Saudade de fazer fanfic do teteco, ai... Eu amei essa capa.

Flashback on❁•══════✧

S/n- papai... Me deixa sair, está nevando, eu quero tocar na neve. -eu disse tentando convencer meu pai com um sorriso doce em meus lábios- 

Meu pai era o típico cara que não se comove com nada, desde o dia que minha simplesmente sumiu, ele não me deixa sair do meu quarto. Minha mãe andava no nosso enorme jardim de flores diversas quando foi atacada por Deus sabem quem ou o que. 

Meu pai sentia muita falta de minha mãe, e isso era notável em seu olhar sobre mim quando se tratava da questão de sair de casa e brincar. 

Esqueci de te contar, eu tenho seis anos, minha mãe morreu quando eu tinha quatro, meu pai desde esse dia cuida de mim sem pedir ajuda para alguém. Eu o amo muito, mas meu pai as vezes me enche a paciência quando conta histórias de como o mundo é duro e hostil e como a minha doença iria me causar coisas ruins, eu sou obrigada a sentar e ouvi-lo, e eu que ouse fazer cara de paisagem ou fingir que quero sair o mais rápido possível daquele lugar, o pau come pro meu lado. 

Sobre essa doença, eu nem se quer sei o nome, ele me contou e eu fiquei surpresa com tal calma do mais velho, ele me falava calmamente, palavras que me deixaram triste. 

"Você não pode sair pra rua porque tem uma doença, qualquer ar da rua que vocês respirar, você morrerá, não vai querer deixar seu pai sozinho, vai? Sem contar os monstros que tem lá fora, são tenebrosos, horrendos e desalmados, chamamos de seres humanos, têm uma aparência como a nossa, mas não acredite, eles são horríveis por dentro" 

Essas palavras me amedrontaram, mas ainda incisto ao meu pai para que me deixe dar uma única volta em nosso jardim. 

Pelo fato de eu ficar trancada em meu quarto, meu pai decidiu pôr uma biblioteca gigantesca em meu quarto, eu acho que isso é meio estupido, eu nem ao menos sei escrever meu nome sem fazer um rabisco ao pôr a primeira letra no papel. 

Um dia eu andava pelas enormes prateleiras cheias de livros, cima a baixo, direita a esquerda, quando me dou de conta estar sendo espionada. Podia ser meu pai, mas ele não brincaria comigo dessa forma, ele sabe que eu tenho um medo enorme de monstros e seres humanos, medo que tal colocou em mim. 

- Quem está aí? 

Eu disse com minha voz doce e gentil, estava um pouco tremula por conta do medo. 

- Você deve me procurar... 

Uma voz masculina, ainda infantil, dizia um pouco longe de onde eu estava, me assustou, mas eu estava o procurando sem demonstrar tanto medo.

- Eu não quero, apareça logo. Por favor... 

Eu estava totalmente apavaroda, meu pai havia me dito dez minutos atrás que iria até a cidade, estava faltando algumas coisas em nossa dispensa alimentar e farmacêutica. 

- Estou aqui, no último corredor... 

Ele fala isso e logo solta uma risada doce, me deixou com medo, mas eu fui até a direção que o garoto me disse. 

- quem é você e como me achou? 

Eu disse com um livro em minhas mãos, qualquer movimento brusco, eu atiraria na cara dele sem pensar duas vezes. 

- eu não sei quem é você nem sei como eu te achei, mas eu poderia dizer... Eai? 

Ele me lançou um sorriso ladino, tentando... Me seduzir? 

- ah... Vai se catar, saia daqui antes que meu pai chegue. 

Eu atirei um livro de capa dura, preta e antiga em seus pés, tentando o tirar do meu quarto. 

- ei garota, calma. -lança outro sorrisinho- 

- pare de fazer isso seu louco, espera... Você é um... Ser humano? 

Eu disse dando um passo pra trás enquanto vejo o mesmo se aproximar de mim. 

- sim... Assim como você, você fica nessa escuridão o dia todo? 

Ele olhava pras prateleiras um pouco desconfiado e logo olha pra mim. 

- eu não sou uma humana, humanos são coisas ruins, assim como monstros, saia do meu quarto. 

Eu atiro outro livro nele, mas o mesmo num passo chega pertinho de mim. 

- se você não é uma humana, você é o que? 

- eu... Eu... 

Eu não me lembrava, meu pai havia me dito milhares de vezes, mas como eu nunca prestava a atenção no que o mais velho me dizia, eu não me lembrava. 

- eu sou uma fada! Isso mesmo! Meu pai me disse que eu sou uma fada. 

Eu sorri convencida de que estaria certa do que disse. 

- fada? 

Ele soltou uma risada e tocou com o dedo indicador no meu queixo. 

- você não é uma fada, coisa nenhuma... Você é uma ser... Quer saber, você é sim uma fada. 

Ele riu e se distanciou de mim, eu sabia que estava certa, eu sempre estou certa, não importa com o que, eu sempre estarei certa. 

- eu sou uma fada também, podemos ser amigos? 

Ele franziu a testa e me olhou irônico, eu não sei você, mas eu daria com o Aurélio na cara dele. 

- não, você chega na minha casa do nada e quer que sejamos amigos? Você não tem vergonha na cara? 

Eu fiz uma cara de nojo saindo do corredor de livros. Eu estava totalmente certa de que aquilo era uma miragem devido ao tempo que eu estava sozinha, eu só posso estar ficando louca. 

- vai... Você passa sozinha aqui, o que custa me dar sua amizade? 

Eu nem se quer tinha uma, e iria dar a ele? Ele está ficando louco ou o que? 

- eu não tenho nem pra mim, vou dar pra você? 

Eu disse me direcionando a minha escrivaninha que ficava em frente a uma das janelas enormes do meu quarto, mesma que dava vista para o nosso enorme jardim de rosas vermelhas como vinho. 

- você sabe como se faz uma amizade? 

O que? Está querendo me convencer de que? 

- não, mas eu também não quero saber. 

Eu disse sem paciência voltando a tentar escrever meu nome numa folha de papel. 

- se me der a chance, eu prometo te levar lá, no jardim que tanto almeja em ir. 

- você está mentindo. Você nem prestou atenção no que eu disse. 

Eu disse me referindo a minha saúde, havia dito antes. 

- eu sei... Sua doença e blá blá blá. 

- não é só uma doença e blá blá blá, ela é realmente séria, se eu pôr o pé pra rua, eu posso morrer. 

Eu disse com um pouco de raiva. Mas eu gostei do garoto, seria a primeira companhia depois de meu pai. 

- eu posso te proteger, o que acha? 

Ele sorriu, um sorriso desdentado e fofinho, seu cabelinho cobria metade de seus olhos por isso o mesmo ficava passando a mão nos mesmo, diversas vezes. 

- eu não preciso de sua proteção, mas podemos ser amigos. 

- tudo bem princesinha... 

Ele riu e me estendeu a mão. Óbvio que eu não iria apertar, imagina, aperto e logo caio dura no chão. Eu não sou louca, bato bem da cachola. 

- eu não vou apertar sua mão. 

- amas você vai sim. 

Ele apertou minha mão não com muita força. Eu conseguia sentir o calor da mão de alguém que não era meu pai. Era bom? Sim... Era bom demais. 

Eu sorria feito uma retardada, eu não queria demonstrar que estava feliz, mas o tiro saiu pela culatra quando o mesmo sorriu e uniu nossos dedos mindinhos.

- eu preciso ir agora... Amiga. 

- tudo bem... 

- não se preocupe, voltarei mais tarde, não preocupe essa cachola linda e fofa... 

Em questão de segundos ele desapareceu, ele sumiu e eu voltei a sentar na minha escrivaninha e retornar a fazer o que eu estava fazendo. 

Meu pai bateu três vezes, como combinamos e entrou com uma bandeja com quatro sanduíches, um copo e uma jarra de suco de morando, o mesmo sabia que era meu favorito, um palito que continha algodão doce e outro palito com um pirulito em forma circular, rosa, amarelo, laranja e azul. Ele era gigante. 

- obrigada papai. 

Eu sorri e me curvei, o mesmo depositou um selar na minha testa e saiu de sua boca um eu te amo, logo saindo de meu quarto. 

- ele já foi? 

A mesma voz de antes voltou aparecendo do meu lado. 

- sim... O que você quer? 

Eu disse com a boca cheia, devido ao sanduíche. 

- eu to com fome ué. 

 Ele riu e pegou um dos meus sanduíches. 

- seu pai... Cozinha muito bem! 

Meu pai era um ótimo cozinheiro mesmo, qualquer coisa que eu pedisse, desde que não fosse algo eu que eu fosse alérgica, ele faria pra mim. 

- eu sou Kim Taehyung, esqueci de me apresentar. Tenho sete anos.

Ele sorriu, o que me deixou levemente corada, eu estava com alguém da minha idade. 

- sou s/n... Tenho seis anos. 

Flashback off❁•══════✧

- Kim Taehyung, você não ouse fazer isso com a escada da minha prateleira! 

- por que não s/n querida? 

Ele disse com um sorriso travesso em seus lábios.

Já tínhamos 16 e 17 anos, já não agentavamos todos os dias ver, fazer e rir das mesmas coisas. Eu era uma pessoa totalmente calma e paciente, ele era totalmente o contrário, ele era rebelde, não parava quieto um minuto. 

Meu pai nunca descobriu nossa amizade, e espero que nunca descubra, do jeito que Kim SeokJin é... Acabaria com Taehyung, pedindo ajuda de meu tio, Kim NamJoon. Os dois eram muito unidos, e fizeram de tudo para que eu fosse e eu sou, uma pessoa boa, doce, gentil e educada, sem a presença de uma mulher. 

Eu acho que existe algo a mais entre eles, mas não possi perguntar. Eu amo muito os dois. 



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