História The Royal World - Interativa - Capítulo 23


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Categorias A Seleção
Tags A Seleção, Coroa, Interativa, Princesa, Principe, Rainha, Rei, Reino
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Palavras 2.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Survival, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


>> Mais um, yay!

>> Como já disse no grupo, pretendo atualizar com mais frequência. Vocês não gostam de esperar, nem eu de deixar vocês esperando, então estou tentando me organizar com prazos.

Capítulo 23 - 1.2 - Coloris potum


Alguma coisa no desenho não a deixava satisfeita, mas ela não sabia exatamente o que. Vivienne tinha quase certeza de que o vestido em questão, que estava baseando em Otelo, e que usaria no Baile de Solstício, estava bom, mas não estava da maneira que queria. Tudo bem que seu maior desafio ali dentro não era o desenho de algum vestido, e sim conhecer o príncipe, que até o momento se mostrara um pouco distante, mas o vestido em si era um meio para que pudesse impressionar ao povo, e portanto garantir a si mesma mais algum tempo para descobrir o que diabos estava acontecendo ali.

Não que estivesse, per se, acontecendo alguma coisa. Ela apenas… não conseguia compreender o que estava fazendo ali, e esperava descobrir antes que fosse tarde demais. Se queria o príncipe, se a coroa, ou se apenas queria mais que todo mundo fosse se lascar com os malditos joguinhos de poder. Se pensavam que ela não percebera o tom venenoso usado pelas moças no jantar para se referirem umas às outras, pensavam errado. Mas antes de poder interferir, precisava compreendê-las.

O desenho que possuía, cujos toques adicionais e sugestões foram dados por sua criada, Colette, estava pronto, ela presumia. Mas queria atirá-lo no lixo. Ela lhe garantira que uma vez que fosse confeccionado, pareceria muito melhor, mas Vivienne não queria parecer “menos pior” em rede internacional. Queria estar perfeita. A Seleção tinha feito maravilhas pelas vendas de seus livros, e uma aparição perfeita era o mínimo que devia a seus fãs. Entretanto, a última coisa que esperava era a aparição repentina e relativamente indesejada da Condessa de Carladès, com seu guarda pessoal a tiracolo.

A batida na porta foi feita pela moça, e atendida pela criada de Vivienne, que se curvou ligeiramente ao abrir espaço para a passagem da Condessa. Antoinette usava um vestido leve, floral, que fazia com que parecesse uma ninfa da floresta ou alguma bobagem igualmente gay. Vivienne não tinha ideia do quê ela estava fazendo ali.

—Boa tarde, srta. Roussell. Vim checar como está indo seu progresso.

—Boa tarde, vossa graça. — ela assentiu. — Meu progresso… Bem, ele está indo.

—Não parece muito satisfeita com isso. — a Condessa se sentou em uma poltrona, dentro do quarto, Tiberius parado ao lado, observando a disposição das coisas do quarto misteriosamente. Antoinette não se importava, particularmente, com o progresso dela, mas não tinha nada melhor para fazer, e era aquilo ou nada. Por que não atazanar mais uma de suas possíveis futuras noras?

A moça, por outro lado, agradecia alguma intervenção externa. Não estava dando certo mesmo. Pior não podia ficar. Encarou o desenho com o rosto franzido, por mais alguns segundos, antes de  mostrá-lo à outra, a cabeça um pouco baixa, sem olhá-la nos olhos. Ótimo, pensou Antoinette. Ao menos essa aqui sabe se comportar.

A loira agarrou o desenho, e mostrou-o ao guarda, com a maior careta do desgosto que era capaz de fazer. Vivienne engoliu em seco. É, estava ruim mesmo.

—Vê o que eu vejo, Tiberinho? — ela resmungou, balançando a cabeça. O guarda assentiu, uma sobrancelha levantada.

—Realmente está fora. — respondeu Tiberinho, sem fazer a menor ideia do que a princesa queria dizer, mas fazendo um ótimo trabalho em fingir. Antoinette era mais simples quando você fingia estar pensando o mesmo que ela.

—Ayla, meu bem, isso aqui não vai servir. — Antoinette amassou o papel em uma bolinha, e arremessou sobre o ombro. Tiberius agarrou o papel, e o deixou sobre a mesinha de centro.

—Eu sou Vivienne. — respondeu a garota, o cenho franzido.

—As duas são ruivas, as duas são Roussell. Para mim são a mesma pessoa. — A Condessa desconsiderou as palavras da moça com um aceno da mão, e aquilo a irritou um pouco. — Seu livro é Otelo, não é?

Para não dizer nada de que fosse se arrepender depois — aquela garota meio irritante ainda era a prima do príncipe — ela apenas concordou com a cabeça.

—Você errou totalmente o período histórico. Que bom que salvei você do incrível vexame que iria passar usando essa coisa. — riu ela, se levantando com um floreio.

Seguiu para a porta, sem se despedir, e chamou o guarda com estalos dos dedos. Ele a abriu em seguida, e ambos saíram do quarto. Ao menos o guarda teve a decência de acenar um tchauzinho antes de fechar o cômodo novamente. Foram os cinco minutos mais bizarros que Vivienne havia passado ali dentro, e os óculos de sol do príncipe em plena noite já tinham sido bem bizarros. Ao menos tinha recebido um conselho útil, e podia recomeçar do zero. Mesmo que tivesse achado a mais pura falta de respeito de Antoinette Grimaldi simplesmente amassar seu projeto daquela maneira.


 

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Entre si, ambas criam estar tendo uma conversa incrivelmente coerente. A sorte era que nenhuma delas tinha platéia, pois se tivesse, estariam, sem dúvida, sendo encaradas com olhares muito, muito confusos. “Harper” e Meiling dividiam uma pequena torta de limão, mas enquanto “Harper” havia quase totalmente liquidado com seu pedaço, a outra comia mordidas de passarinho a cada vez. 

—Então você tipo, costurou sua roupa? Isso é maneiro. Eu acho. Eu não sei costurar roupas. — Harper deu de ombros, entre uma mordida e outra.

—Infelizmente tive de pedir para a moça gentil que sempre me ajuda, Marguerite, por outros tecidos. Quis usar o tecido extra que há nas cortinas do quarto, mas me disseram que era inadequado. — Ela pareceu envergonhada ao dizer aquilo, mas a verdade era que Harper não podia ligar menos. Para ela, roupas feitas de cortina pareciam perfeitamente razoáveis.

—Por que não? Se tava sobrando. A cortina é sua, faz o que quiser com ela.

—Eu não queria incomodar ninguém, mas acho que se eu fizer com aquele tecido as pessoas não vão ficar felizes. E eu gosto de ver as pessoas felizes. Isso me faz feliz. — Meiling abriu um encantador sorriso.

—Você não pode fazer todo mundo feliz. Você não é pizza. Só aproveita a comida. — riu a outra.

—...Então eu deveria… ser pizza?

Harper balançou a cabeça para a confusão da outra. Nenhuma delas entendia bem o que a outra queria dizer, mas fingiam que sim.

—Você tem que aceitar que às vezes as pessoas vão ficar pistolas com você, faz parte da vida. No meio tempo, coma sua torta. — Ela lambeu os dedos, rindo. — Ou eu vou comer ela pra você.


 

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—Sabe, até agora, eu vi coisas que realmente não queria. Quer dizer, quem quer ver as pessoas no palácio, durante as refeições, sendo absurdas umas com as outras? Eu realmente acho que algumas das moças não sabem o que significa competir de maneira saudável. — Angel balançou a cabeça, olhando para baixo tristemente. — É claro que não vou citar nomes, pois mesmo que faça críticas, ainda sei ser um ser humano civilizado. Bem, pelo menos não hoje. — Pelo menos não até eu saber se elas estão planejando alguma porcaria. Não se pode confiar em um bando de megeras que brigam ao jantar. — Vocês podem responder pelo meu twitter, apesar disso, se gostariam que eu dissesse do que estou falando. Vamos ver como as coisas se desenrolam. — mais uma vez, ela fingiu tristeza, até respirar fundo, e montar um sorriso de novo. — Mas vamos falar de coisas mais felizes, não é? Meu desafio. — ela fez uma pausa, com uma pequena careta. — É, desafio resume bem a coisa toda. Não sei ainda como vou trazer algum glamour a isso, mas vou dar um jeito. Acho que gotas de sangue feitas de contas seriam apropriadas, vocês não acham? De qualquer jeito, vocês vão me ver com o projeto final. Vamos falar de outro assunto, que provavelmente foi o que vocês vieram aqui para assistir. Todo mundo quer saber disso, até meus pais. — ela riu, enquanto mudava de posição na cadeira confortável. — Os rounds de chá da tarde com o príncipe que aconteceram ontem.

 

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—Você falou, então, com todas elas? — inquiriu o guarda, enquanto o pseudo-príncipe bebia um drinque de guarda-chuvinha na segurança do escritório privado de Rainier.

A farsa mal havia começado, mas Henri a considerava excessivamente cansativa pelo simples fato de que tinha de ficar evitando falar com as pessoas, ou fingindo que a criadagem não existia, como seu primo fazia. Não era que Rainier fizesse esse tipo de coisa por ser um babaca, apenas tinha sido criado por Hipólita na etiqueta do palácio, e isso incluía ignorar o pessoal do palácio quando não necessitava de nada deles diretamente. Acontece que Henri, acostumado com o solar de Luís em Monte Carlo, realizava essa tarefa de maneira muito ruim. Estava acostumado a conversar com as pessoas que o serviam, fosse o mais simples faxineiro ou um general. Era uma das razões de, apesar de todos os pesares e mancadas que o marquês fazia, todos continuavam a gravitar em seu entorno. Ele era simples de conviver. 

—Sim. Acho que é o propósito desses rounds. Acho que nunca tomei tanto chá desde o desastre do aniversário de sete anos de Antoinette. — resmungou, massageando as têmporas. — Ao menos Hipólita fez boas escolhas. Acho que nenhuma delas é insuportável. Exceto Nahash. O que aquela vaca faz aqui foge totalmente à minha compreensão. 

—Certo, mas o que acha delas? — insistiu, impaciente. Não queria ficar ali mais do que o necessário. Estar incluído naquela situação inteira o deixava extremamente desconfortável.

Pietro achara, meses antes, que o fato de Henri estar abandonando seus casos passageiros significava que estivesse reconsiderando sua posição sobre tudo. Que estivesse considerando tornar a relação deles fixa, oficial. E quão errado estivera em pensar nisso. Pouco depois descobrira o arranjo da Seleção, pelo próprio Rainier. Com quem também estivera dormindo. Olhe, a vida amorosa de Pietro era uma bagunça digna de um álbum da Lady Gaga. Quem julgar vai pro inferno. ...se bem que ele também iria para lá, provavelmente, por dormir com Rainier simplesmente por ser parecido demais com o primo.

—Algumas me preocuparam bastante, no quesito, sabe, saúde mental. Vamos ver o que o povo acha delas. Marishka foi agradável, embora eu ache que vi mais o que ela queria que eu visse, e não o que é. Acho que talvez isso mude no futuro. Outras não queriam tanto assim estar aqui dentro, mas pareciam estar gostando da experiência por si só, ou assim espero. Sabe que pareço ter feito a escolha certa com os livros no fim das contas? Acho que o baile será uma boa oportunidade para que provem que estão aptas a desafios. É o primeiro dos inúmeros que vão enfrentar dentro desse lugar ridículo. — se atirou na cadeira giratória com o drinque colorido, girando duas vezes nela antes de firmar os pés no chão. — Era isso que queria saber, Pietro?

—Bem… — ele começou, com uma careta, e foi prontamente interrompido.

—Você sabe que a escolha não é minha, mesmo que vá me casar com alguma delas. Até agora, nenhuma parece insuportável. Menos a Nahash, que se ficar até o final, eu me recuso. Fim.

O guarda balançou a cabeça, e respirou fundo.

—Você não pode ficar aqui dentro para sempre. Você tem ordens de responder a um confessionário também. 

Literalmente todas as pessoas naquele palácio sabiam de quem qualquer coisa denominada “ordens” vinha. E para a infelicidade do marquês, não eram ordens ignoráveis, aprendera isso ao longo dos anos.

—Certo, estraga-prazeres. Vamos lá fomentar o circo da condessa sangrenta. 

O homem levantou-se com um suspiro e o drinque colorido em mãos. Seguido de perto pelo guarda, deixou a saleta, quase esbarrando em uma das moças ao virar o corredor.

—Vossa alteza precisará me perdoar pela desatenção. — Charlotte sorriu amarelo, mais do que um pouco surpresa com o drinque colorido do “príncipe”. — Não conheço ainda muito bem essa área, e minha criada me disse que havia uma sala disponível para que pudesse organizar meus negócios à distância.

—Charlotte, querida, — sorriu ele, mais do que disposto a perder tempo e atrasar o apertado cronograma de Hipólita, e bebeu o último gole da bebida colorida — não se preocupe com nada disso. Precisa de um guia? Sua sala não deve ser muito longe do meu escritório.

“Rainier” ofereceu seu braço à garota, que, um pouco desconfiada e relativamente confusa, mas mais curiosa do que os dois anteriores, aceitou.

—Não estou atrapalhando nada? — ela franziu o cenho.

—Na verdade está. — Ele riu. Frente à careta feita pela outra, tratou de explicar. — Eu não tenho a menor intenção de comparecer tão cedo à sala de gravação. Sinta-se como uma muito bem vinda interrupção. Se quiser, posso mostrar a você onde Car- meu pai esconde o tabuleiro de xadrez com peças de gato.

—Peças de gato? — ela sorriu, uma sobrancelha levantada.

—Os peões tem chapeuzinhos peludos. — ele sorriu de volta.

—Me considere interessada. — riu Charlotte.

 

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—As coisas, admitidamente, são diferentes do que eu pensei que seriam. — Francesca deu de ombros. — Eu tentei a mão pela minha prima, que provavelmente está assistindo isso, a pestinha. — ela sorriu, balançando a cabeça. — Mas, sabe, eu não cresci na corte, ou com esse luxo todo, mesmo sendo uma condessa. E estudando mais sobre o protocolo que deve ser seguido, eu realmente parei para pensar em algumas coisas. Coisas sobre a morte de meus pais. — suspirou. — Sei lá. Só acho meio estranho as coisas terem se desenrolado daquela maneira. Se não tivessem, tudo seria bem diferente. Eu espero achar algumas respostas, e felizmente, estou no lugar mais certo para isso.


Notas Finais


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