História The rules and shame of love - Capítulo 16


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Categorias Skam (Vergonha)
Personagens Christoffer "Chris", Eva Kviig Mohn
Tags Skam
Visualizações 98
Palavras 1.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Tell me, baby, tell me slowly
When my eyes open morning pulls me into the view, no
I guess I'm only acting in the way that you do
Just being alone, no
Only time tells me more than I hope
All that I know is
I've been finding a fortnight alone and behold
I knew I shouldn't let you go

I've been staring at the hotel ceiling
Drinking everything I found this evening
Trying to hold on to the sweetest feeling
So I never let you go
Don't you leave me lonely
Start to see this
Everyone I know can not believe this
Try to hold on to the sweetest feeling
So I never let you go
Don't you leave me lonely now

I can see it coming around full circle my friend
On the Tv they said they have reported you dead[...]"

Capítulo 16 - Your goodbye has dirtied me with tears of blood.


 

EVA 
 É a décima quinta chamada de Chris que eu ignora. Uma parte em mim, uma que não é nada pequena, implora para que eu atenda. Mas, a outra parte, a sensata, me mantém longe do meu celular. Eu não falo, ou vejo ele, desde sua festa. Tenho uma lista cheia de razões para estar mantendo distância dele. Não uma lista mental, uma real. Feita a mão, em papel, com a ajuda de Sana. 
 Os últimos meses meu tempo foi somente ele, e sua vida que esqueci completamente como era bom estar com as meninas. Rir delas, e com elas. E, apesar de ter passado muito tempo com elas nos últimos dias, não foi suficiente para tirar Chris e seu sorriso do meu sistema. 
 Me sento ao lado de Sana na cama, enquanto observo Noora rir de alguma mensagem de William. O que me faz olhar automaticamente para o meu celular, no criado mudo, do outro lado do quarto. 
 -Ele vai se alistar no exercito.- Sana se vira para mim, e olha diretamente nos meus olhos.- Não estou dizendo que isso vai impedir vocês de ficarem juntos, porque todo mundo sabe que essa coisa toda é só uma briga passageira e daqui a poucos vocês estarão causando cenas cômicas novamente, mas, ele vai. 
 Eu espero pelo baque das palavras dela, mas não vem. Acho que eu sempre imaginei que algo assim aconteceria. Claro que pensando agora, toda a coisa de morar comigo, fugir e estar o tempo todo querendo agradar o pai, torna tudo mais claro. Mas, eu deveria ter imaginado, certo? A família dele trabalha vendendo arma para o exército, ou algo assim. Quem se importa?! 
 Sempre esteve fardado ao fim, de qualquer forma. 
 -Quando?- E, mesmo sabendo de tudo isso, não consigo não perguntar. Por que algo dentro de mim está se contorcendo e me machucando, enquanto eu rezo baixinho para não ser meu coração. 
 -Eu não sei, ele me disse uma vez. Não foi uma conversa real, e todo mundo bebeu um pouco. Não achei que era algo que merecia ser comentado com você, desculpa, Eva. 
 Balanço a cabeça, e sorrio. Não um sorriso falso ou forçado. É só um sorriso. Quando sai da caso do Chris, logo apos ele ter surtado e depois desabado de chorar no meu colo, eu decide que aquilo não me afetaria mais. Ele não me afetaria mais. Eu já fui afetada demais, por todos eles. Jonas, Chris, e todos os outros que tiveram a oportunidade de um dia terem um grão da pessoa que eu sou, e me sopraram para longe. Isso não facilita ou diminui o gosto amargo de tristeza que preenche minha língua com a ideia de nunca mais ver ele. Ou de imaginar ele na Síria ou Congo. Meu Deus, eu me sinto enjoada de imaginar qualquer pessoa em um desses cenário. 
 -Bem, não tem nada que eu possa fazer a respeito, Sana.- Dou de ombros, enquanto me levanto da cama e busco o meu celular. Todo aquele meu silêncio era ridículo, percebi.- Eu certamente não posso pedir para ele ficar e desistir, se esse for seu sonho. Não quero que ele desista da sua vida por mim. Porque, eu não pretendo desistir da minha por ele. 
 Todo mundo fica em silêncio, e percebo que estava falando alto. Alto o suficiente para todos na casa inteira ouvirem. Noora e Sana me observam caladas, nenhuma delas faz menção de se mexerem ou de dizerem algo, só ficam lá me olhando como se eu fosse despedaçar a qualquer minuto. 
 Mas eu não vou. E estaria mentindo se dissesse que isso também não me assusta um pouco. Assusta o inferno em mim, mas tudo bem. É um alivio não quebrar de vez em quando.
 -Aconteceu alguma coisa?- A voz da Vilde invade o silêncio, enquanto ela entra no meu quarto, seguida por Chris que carrega uma sacola com diversos sabores de sorvete e o filme As patricinhas de Beverly Hills.
 Todo mundo se olha e acaba por dar de ombros. Assistir filme antigos, comer sorvete e fazer as unhas são as únicas coisas que importam no momento. 
 

CHRIS 
 -Você tem certeza sobre isso?- Ela me observa atenta cada reação que eu tenho. Mas eu não vou hesitar. Não com ela.- Namorar é algo sério, você sabe. Não sabe? 
 Sua voz é quase um sussurro, e eu sei pelo seu jeito de me olhar que ela está apavorada. Me levanto devagar na cadeira, dou a volta na mesa e me ajoelho ao seu lado. Ela viro o corpo para poder ficar de frente para mim. 
 -Não me esqueci de todas as vezes que vi você chorando pelos cantos, ou preocupada que Jonas tivesse te traindo. Eu consigo me lembrar de cada coisinha. Dá primeira vez que te vi, até a última vez que te beijei. São momentos que não somem da minha cabeça não importa o que eu faça, Eva.- Eu paro e puxo uma respiração. Talvez seja o vinho, o clima ou ela, mas eu estou me sentindo extremamente corajoso hoje.- E eu tentei,- Dou um riso nervoso, e seguro suas mãos nas minhas.- Eu me esforcei muito para você ser só mais uma transa, mais uma na lista. Só que toda vez que eu transava com você, minha mente só conseguia pensar em quando faríamos aquilo de novo. Por que eu sempre estou pronto para você, baby.- Dou uma piscadela e levanto, puxando ela comigo. 
 Abraço Eva e a seguro em meus braços o máximo de tempo sem parecer um idiota estranho. 
 -Eu não sou muito sentimental, não me faça ser essa marica.- Ela ri e eu juro que sou capaz de sentir algo dentro de mim derreter.- Mas eu quero mais do que entrar pela sua janela, fingir que não te conheço nos corredores da escola, ter a chave da sua casa sem medo de furtos. Eu quero poder me apresentar, outra vezes, para a sua mãe. Mas dessa vez, nós dois vamos usar o título de namorado para ela. Eu quero clichés, melosidade, mariquices, sexo com paixão, e quero acima de tudo, ter você adormecendo em meus braços coma certeza de que você é minha.- Ela olha diretamente para o meu rosto. Sua expressão está indecifrável. Acho que nunca senti tanto medo na minha vida.- Você acha que pode lidar com isso? 
 Eva dá dois passos, e nossos corpos estão literalmente se tocando. Ela entrelaça seus braços em meu pescoço e me beija. No inicio é lento e apaixonado, mas depois se torna desesperador, eu a aperto em meus braços. 
 Minhas mãos começas a deslizar pelas suas costas, até que eu sinto algo áspero e duro se desfarelando em minhas mãos. Paro de beijar Eva, e a empurro levemente para poder olhar. Mas, o chão inteiro está coberto de sangue. O líquido grosso e vermelho cobre meus sapatos. Tento dar um passo para trás, mas meus pés não se movem. Olho para os lados procurando por Eva, desespero cresce dentro de mim quando não a vejo em lugar nenhum. Eu tento gritar, mas minha voz não sai. Fica presa na minha garganta. O lugar fica silencioso o suficiente para ouvir a voz dela, mas eu não consigo identificar o que ela esta falando. O labirinto ao meu redor começa a mudar, e eu só jogado no chão. Me levanto e começo a correr, entro em uma passagem, tentando seguir a voz. Não importa o quanto eu corra, só fica mais longe e distante. Até que tudo para e se acalma. O labirinto mudou outra vez e eu sou capaz de ver o meio exato dele. Caminho até lá e quando chego, vejo a cena mais aterrorizante de todos. Eu estou esfaqueando Eva. 
 Ela está com os olhos vazios, mortos. Mas sua boca continua sussurrando: 
 -Eu posso lidar com isso. Eu posso lidar com isso. Eu posso lidar com isso. 
 Tento me aproximar, impedir que ela seja esfaqueada outra vez por o outro eu. Mas, algo pesado na minha mão me prende no lugar. Quando olho para baixo, vejo uma faca na minhão mão. 
 E sangue.
 Acordo com um grito. Leva um momento para que eu possa perceber que o grito veio de mim. Meu corpo está gelado, mas grudento e molhado de suor. Olho para as minhas mãos mas elas estão vazia, limpas. 
 Levanto da cama com um pulo rápido e procuro meu celular, quando o encontro verifico as chamadas e mensagens, mas não tem nada. Vazio. O jogo na cama e vou para a janela. Me sento no chão e observo o céu. Não me lembro de ter olhado a hora, mas a julgar pelo tons do céu, eu poderia afirmas que falta pouco para as 04:00h da manhã. O azul está ficando um tom mais claro, e já é possível ver nuvens no céu. Toda a solidão da imensidão do mar azul parece se igualar. Não percebo a primeira lágrima, nem a segundo e todas as outras. 
 Só me dou conta que estou chorando quando um relâmpago corta o céu e a cidade na minha frente. E sem que eu percebesse, o azul do céu volta a ficar escuro e a chuva cai silenciosa do lado de fora. 
 E eu "chovo" do lado de dentro, também. 
 


Notas Finais


Hi, peoples!
Demorou, mas saiu, espero que gostem e é isso uasuas
Boa leitura para vcs <3
*Eu não revisei o cap, então qualquer erro, podem me informar, bjs*


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