História The rules and shame of love - Capítulo 16


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Categorias Skam (Vergonha)
Personagens Christoffer "Chris", Eva Kviig Mohn
Tags Skam
Visualizações 111
Palavras 1.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Chill out whatcha yelling for?
Lay back it's all been done before
And if you could only let it be
You will see
I like you the way you are
When we're driving in your car
And you're talking to me one on one
but you become

Somebody else round everyone else
You're watching your back like you can't relax
You're tryin' to be cool
you look like a fool to me
Tell me

Why'd you have to go and make things so
complicated? [...]"

Capítulo 16 - The hell in your eyes


EVA

Uma risada seca sai do fundo da minha garganta. Chris me olha curioso, sem entender nada. Pego minha bolsa e me preparo para ir embora, sinto que se ficar mais um minuto nessa sala eu vou vomitar, tudo aqui me deixa enjoada. As paredes cinzas, os móveis de madeira envelhecidos, a música abafada que vem dos outros cômodos, tudo parece estar sugando o oxigênio dos meus pulões. 

 -Ei, calma.- Chris me puxa pelo pulso e me leva para uma sala, escritório percebo, e me senta em um sofá de couro preto.- Você está pálida, eu vou ir busca um copo de água, não sai daí.

 Vejo ele tirar o paletó e afrouxar a gravata, enquanto some pela porta do escritório. Eu tento me levantar para fugir dali, mas minhas pernas são gelatinas, me fazendo cair no mesmo lugar. Após alguns segundos Chris volta com um copo de vidro na mão, o estende para mim e eu aceito. 

 Aceito por que não sei o que posso fazer. Nem sei ao certo se tem algo que possa ser feito, quer dizer, com qual direito eu posso vim aqui e ditar o que ele deve ou não fazer, ou agir? Mas eu me sinto com todo o direito do mundo, mesmo quando não tenho nenhum. 

 -Eu não posso mais fazer isso, Chris.- Eu falo enquanto me levanto e arrumo o vestido no corpo. 

 Ele espera pelo resto, enquanto vira uma cadeira e se senta. Me encarando esperançoso. 

 -Não pode mais o que? Vim em uma das festinhas do meu pai?- A paciência parece sumir conforme ele se mexe na cadeira, seu rosto começa a ficar sério e todas as emoções se desfazem rapidamente. 

 -Não, quer dizer sim, mas não.- Eu tento me acalmar, mas ele não me da tempo. A cadeira já foi empurrada para longe com o rápido movimento do seu corpo, ficando em pé. Ele desabotoa os primeiros botões da sua camisa social preta e passa a mãos no cabelo.

 -Eva, seja mais clara, porque se você realmente quer começar uma dessas briguinhas de casais eu quero pelo menos estar a par do motivo.- Ele dá dois passos para longe de mim, se encostando na mesa. 

 -Eu não consigo mais ver você fingindo ser outra pessoa na frente dessas pessoas,- Faço um gesto com a mão na direção das vozes e música.- Sempre muito bem vestido, falando difícil, desde quando você tem uma opinião sobre a economia no mundo? Você incorpora esse personagem e eu não o reconheço mais.

  Todas as reações que eu esperava, desejava, que ele demostrasse são substituídas. Seu rosto está com aquele sorriso sarcástico, e você poderia facilmente pensar que eu acabei de dizer que quero transar nesse exato momento. A não ser pelos seus olhos, estava queimando. Toda a raiva estava transbordando. Ele ajeita as mangas da camisa ao mesmo tempo que caminha na minha direção, tento me manter calma e firme, encobrir o quanto ele está me assustando. Ele se aproxima tanto que nossos corpos estão se tocando, e ele segura meus dois braços com força suficiente para deixar marcas depois. Quando ele fala sua voz mais parece um rosnado, frio e sem emoção:

 -Então todo esse showzinho tem como base as roupas, opiniões e modo como me porto diante de meia duzia de pessoas que tenham mais de dezessete anos?- Ele me solta com brutalidade, me fazendo cair novamente no sofá. Ele já não está falando, sua voz é um estrondo agudo agora.- Me desculpe se eu não sou só o cara que faz piada de tudo, se eu posso ser mais do que o pegador e que dirige carros caros por ai, é por tudo isso que devo me desculpar? Por ser mais do que essa imagem de irresponsável que todos acham que eu tenho?

 Não sei como responder ao seu ataque, por isso eu não faço, ou digo, algo. Silêncio cai sobre a sala enquanto as lágrimas caiem pelo meu rosto. Chris se vira e olha pela janela, ele respira com dificuldade, se vira devagar e seu rosto inteiro está contorcido com culpa, até que ele senta do meu lado e me puxa para o seu colo. 

 -Me perdoa, me perdoa, me perdoa...- Ele continua a repetir as palavras, mesmo quando a bagunça do lado de fora parece diminuir e fica nada mais que um sussurro de vozes baixas. 

 

CHRIS

Dois meses atrás 

 

Falta apenas dois itens da pequena lista de Eva para ser completadas, e eu posso sentir o orgulho encher meu peito. Nunca tive que me esforçar para ter uma garota. Eva conseguiu entrar em meu coração. Isso me assusta como o diabo, mas nem sobre tortura eu iria desistir agora. 

 Entro no petshop e me encaminho para o balcão. Uma moça negra, sorri para mim ao mesmo tempo que mexe no cabelo. Em outros tempo eu estaria mais do que feliz em me divertir com ela, não me levem a mal, ela é gata. Mas, os tempos mudaram, deixando a paquera dela de lado, peço para falar com o gerente. Depois do que parece ser duas horas de conversa, consigo alcançar meu objetivo e sai do petshop mais do que feliz. Coloco tudo o que preciso no porta malas do meu carro, depois de dar partida ligo o rádio e conecto no meu celular, "música vai ajudar a acalma-lós", mas, qual é o nome do cantor mesmo? 

 Quando chego ao portão da escola, Eva e suas amigas estão me esperando. Mandei uma mensagem para Sana, pedindo que segurasse ela o máximo que pudesse. Saio do carro e tiro os óculos escuro, dou um grande sorriso e faço sinal para que ela se aproxime quando ela percebe minha presença. 

 -O que você está planejando?- Ela pergunta cautelosamente. 

 -Digamos que eu esteja completando uma lista de deveres.- Dou uma piscadela e dou vários tapinhas no vidro do porta malas.- Vamos lá, abra. 

 Ela ajeita a mochila nas costas e começa a a abrir devagar. Antes que possa terminar, o som de latidos enche todo o lugar. Com um pequeno salto para trás, Eva dá espaço suficiente para que os filhotes de cachorros sem raça pulam para fora e começam a atacar ela com latidos e lambidas. Uma gargalhada doce explode dela, enquanto ela se senta no chão para poder ver melhor os cachorros. 

 Suas amigas se juntam a ela, até mesmo Sana, relutantemente. Pego uma caneta e risco o item dois da lista: "Faça algo que possa me surpreender.". Eva se levanta e caminha até mim, jogando os braços envolta do meu pescoço e beijando meu rosto. 

 -Acho que eu posso dizer que fiquei bem surpresa.- Ela dá leves beijos na minha boca enquanto sorri. 

 -Isso é bom, por que eu fiquei horas pensando no que poderia fazer.- A puxo para mais perto e a beijo.

 -Mas, o que vai acontecer com esse monte de cachorro?

 Minha ideia parecia muito brilhante, até aquele momento. Eva vê a resposta em meu rosto e me empurra.

 -Chris, me diz que você sabe o que vai acontecer com esses, espera, quantos cachorros tem ai?- Ela olha para o bando de bolinhas de pelo correndo pelo estacionamento.

 -Eu, hum, claro que eu sei. Eles serão mandados para as fazendas da minha família, no Texas, e a gente pode ir visitar eles sempre que quiser, não é incrível?- Agradeço aos céus pelo meu raciocino rápido, e a olho com expectativa.- E são dezoito filhotes sem raças, o gerente me disse que eles são os que mais demoram para serem vendidos ou adotados. Pensei que você ficaria feliz em saber que eles vão ter um lar agora. 

 Um pequeno cachorro com pelo caramelo claro arranha a perna de Eva, ela se abaixa e beija a pequena cabeça do cão. 

 -Talvez você devesse ficar com esse, ele parece ter gostado de você.

 Olho para o cachorro e vejo que é o mesmo filhote que fugiu do porta malas e ficou sentando no banco de trás do meu carro o caminho inteiro até aqui. 

 -É, talvez eu deva. Mas, Eva, você jura ser a mãe do meu "babino",- Pego o cachorro do seu colo, e coloco o pequeno rosto peludo ao lado do meu. Fazendo ambos olharem para ela com olhos pidão.- Se eu jurar ser o pai dele? 


Notas Finais


Hi, peoples!
Quase um ano depois e aqui estou eu, postando um novo cap da fanfic que provavelmente já foi esquecida por Deus, mas decidi voltar!! Espero que vcs me perdoem pelo tempo sumida e que acreditem em mim quando eu digo que agora irei dar o meu máximo para postar cap todo sábado.
Enfim, espero que vcs gostem, bjs <3


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