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História The same bus (O mesmo ônibus) - Capítulo 1


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Capítulo 1 - O ônibus


P.O.V Anny

"Olá, me chamo Anny (com dois n's e um y, pelo amor) eu tenho 15 anos, moro com meus pais e estudo, é óbvio. Nossa isso tá uma bosta, não é melhor deixar isso pra lá?" Perguntei já cansada 

"Por favor" Falou implorando 

"Hyejin, eu na..." fui interrompida pelo toque do meu celular 

"É a sua mãe?" Heejin me perguntou

"Sim, tenho que ir, esqueci que precisava fazer algumas coisas e ja é noite." 

"Amanhã a gente se vê na escola" fizemos o nosso toque e logo saí de sua casa

Hyejin era minha melhor e única amiga, nos conhecemos na escola no 4° ano, mas não conversamos muito, no 7° que demos uma aproximada e viramos realmente amigas. 

CASA DA ANNY, 20:00 PM

"Anny, aonde estava?" Minha mãe perguntou

"Eu estava na casa da Heejin, eu avisei a senhora. Não lembra?"

"Ah, sim, claro, claro." Ela não lembrava

"A senhora precisa de alguma coisa, é que eu já vou dormir." Mentirosa descarada, até parece que eu ia dormir as 8 da noite

"Não preciso não, pode ir, boa noite!" 

"Boa noite!" 

Subi para meu quarto, tomei um banho e fui fazer umas atividades da escola, quando terminei escutei uma discussão no andar de baixo, eram meus pais, ELES VIVIAM bringando.

"Mas que merda!" Falei revirando os olhos

"Que saco, quando tiver 18 anos eu realmente quero ir embora." Falei comigo mesma. Falar sozinha era algo normal pra mim, eu não tinha muita gente pra conversar então... 

"Mas eu preciso juntar dinheiro, se eu realmente quero meter o pé daqui, mas como eu arranjaria um emprego com 15 anos?" Me deitei na cama olhando pro teto

"Sempre tem gente que precisa de uma ajudinha por aí, não custa perguntar." 

Antes de dormir fiquei pensando, criando paranóias, pensando, pensando e pensando, e finalmente acabei dormindo.

5:00 AM 

TRIIIIN TRIIIIIN TRIIIIIN (despertador toca)

Me levantei e fui me arrumar pra ir para escola, não precisava escolher roupa, só tinha uma opção mesmo, o uniforme era uma blusa branca com o simbolo da escola no peito, e uma calsa comprida, tinha o moletom, mas eu só usava pra pegar o ônibus pq de manhã era muito frio. Não passava maquiagem pq tinha preguiça, na real eu não entendo as meninas que em plena manhã tacavam kilos de maquiagem na cara, eu só colocava lip tint.

Meus pais saiam no mesmo tempo que eu pra o trabalho, mas eles não podiam me deixar na escola, talvez eles podiam, mas o trabalho era mais importante e eles preferiam não se atrasar, minha unica opção era oegar um ônibus e esse o motivo por eu acordar tão cedo.

Eu não comia de manhã, então eu só sai e fui andando até o meu ponto de ônibus, eu tinha que andar um pouquinho, uns 5 minutos até lá, eu sempre pegava um atalho mas dessa vez achei melhor ir pelo caminho normal. Segui o caminho e vi um garoto. AI NÃO! Era o kai, ele era hum... o galinha master da escola, tentava uns papo comigo mas eu não dava bola. O garoto não parava de me seguir então resolvi enfrenta-lo.

"O que você quer?" Perguntei parando de andar

"Queria trocar uma ideia" falou seduzente

"Que ideia?" Perguntei arqueando a sobrancelha 

"Pensei em... te dar uns pega, sabe... faz muito tempo que eu gosto de você Anny." Falou um pouco mais próximo 

ATA! Aquele papinho ele tinha com todas, pegava a trouxa depois largava, eu realmente nao entendo como alguém podia ser tão babaca a certo ponto.

"Ai menino Kai... sabe, pq você não tenta com outra? Eu não sou idiota." Falei acariciando seu cabelo em forma de deboche

"Eu quero muito ficar com você." Falou me puxando pela cintura. "Você deve ser boa, olha, eu não recusaria essa oferta, não é todo dia que eu escolho uma qualquer." Tentou me forçar a um beijo

UMA QUALQUER??? AH ESPERA AÍ. Dei um empurrão e um tapa em Kai e o mesmo me olhou com um riso sinico.

"Você acha que eu vou deixar você fazer comigo o que fez com todas a garotas? Você acha mesmo? Olha, se fizer isso denovo eu juro que eu não vou só te dar um tapa." O olhei seria e com odio, fechei minha mão encravando minha unha na palma da mesma. Tentei sair mas o Kai me puxou pelo braço

"Você se acha muito esperta não é? Mas você sabe que não tem ninguém que te apoie na escola e que se contar pra alguém ninguém vai acreditar em uma só palavra que você falar, não é Annyzinha? Ou devo te chamar de Anny estranha?" 

"ME SOLTA AGORA OU EU... OU EU GRITO PRA TODO ESSE QUARTEIRÃO OUVIR." Falei tentando me soltar. Um garoto que passava por ali com o uniforme de outra escola pegou o braço que Kai me segurava e apertou 

"Solta a garota." Chutou a canela do garoto

Eu saí dali com toda a raiva e pressa que podia, eu odiava ser fraca, eu sei que a culpa não era minha, mas me senti culpada. Na frente da rua onde estavamos parou o ônibus e o garoto que me ajudou ficou atrás de mim impedindo que Kai me alcancace e sentou ao meu lado.

"Obrigada." Curvei minha cabeça 

"Ele te machucou?" Perguntou sem olhar para mim, olhava apenas para o grande vidro da frente do ônibus.

"Não, obrigada." Olhei para minha mão com marcas de unha. Apoiei minha cabeça no vidro e respirei fundo

Segui viagem e logo cheguei na escola, eu e o pessoal do ônibus sempre chegávamos cedo e a escola ainda estava um pouco vazia. Sempre me restava ter que esperar Hyejin pq ela chegava mais tarde. Eu esperava na sala, sozinha, fazia varios nadas, as vezes mexia no celular, ou pensava em coisas aleatórias. 

"Você chegou, pq anda tão atrasada?" Perguntei 

"Eu não ando atrasada, você que chega cedo." Falou colocando a mochila na cadeira

"Aconteceu uma coisa bizarra hoje mais cedo." 

"Aconteceu algo ontem também, preciso de contar." Falou um pouco nervosa

"Fala primeiro." Falei a esperando começar a falar

"Ontem... ontem, lembra quando alguém jogou um papel em mim?" Falou fazendo gestos com a mão 

"Sim" respondi.

"Era do Kai, no bilhete ele pedia pra eu esperar ele na hora da saída pq queria conversar comigo." 

"Hmm" eu realmente espero que ela não tem aceitado isso

"Eu fiquei depois que você saiu, ele conversou muito comigo e falou que a um tempo... A um tempo ele estava gostando muito de mim e mudou muito, queria sair comigo, ele pediu pra sairmos hoje depois da escola e me deu um beijo."

"Não me diga que você vai realmente sair com ele, eu realmente espero que não tenha caído nessa Hyejin." Hyejin era tão ingênua, meu Deus

"Eu disse que sim, ele disse que mudou Anny, eu preciso dar uma chance, todo mundo merece novas chances." Disse um pouco brava 

"Hyejin, ele me agarrou e quase me beijou contra a minha vontade, você acha que ele mudou?" Disse no mesmo tom que o dela

"O que? Quando?" Perguntou surpresa

"Hoje, quando eu vinha pra escola. Aquele animal pegou o mesmo caminho que eu só pra fazer isso comigo." 

"Mas... Como ele..." Falou desapontado 

"Você, tão ingênua." Suspirei "Você vai falar com ele que não vai mais sair com ele, entendeu?" A olhei nos olhos

"Eu não acredito que fui tão idiota." Realmente...

P.O.V Hyejin

"Anny, ele vai me julgar de idiota. Ele... Ele vai achar que eu caí nisso e que foi você que me alertou por causa do que aconteceu." Eu não queria que ele pensasse assim, que eu era tão estúpida 

"Mas você realmente caiu nessa." Eu sei eu sei

"Eu queria ter reconhecido isso sozinha, mas eu fui realmente estúpida. Eu não quero ser humilhada por ele, oque eu faço?" Anny me ajudaaaa

"Sei lá" respirou fundo "Finje que estamos brigadas, que não nos falamos hoje, faz o que quiser." Ele tava muito chateada 

"Então eu vou fazer isso. Desculpa! Desculpa mesmo ser tão... idiota e tola."

"Depois conversamos sobre isso." 

Anny devia estar muito brava comigo, ela sempre tinha que me alertar sobre os garotos, ela sempre cuidava dessas coisas. Acho que ela se sentiu muito mal por Kai ter feito isso com ela, Anny era uma menina fragil, tanto quanto eu, mas ela odiava esse lado, odiava ser fraca e indefesa, ela mesma dizia isso.

P.O.V Anny

Não é possível que depois de inúmeras vezes que vimos garotas da escola sofrendo por Kai ela tenha sido tão tola. TOLA E TOLA, HYEJIN!!!! Eu não ia brigar com ela, eu não mando nela pra fazer isso, depois eu resolvia isso. Estava pensando em muitas coisas, e uma delas era em arranjar um lugar pra ganhar dinheiro, ainda não tinha tirado isso da cabeça. Acho que na biblioteca da senhora DooShim, lá era um bom lugar, eu sempre fui lá, ela me conhece, talvez ela me desse essa chance.

...

Depois da escola, fui para a biblioteca tentar arranjar algo por lá, estava nervosa, não sei se realmente conseguiria.

"Senhora DooShim, posso conversar com a senhora?" Perguntei 

"Sim querida, pode falar." Ela era tão calma 

"Eu queria pedir uma coisa, muito importante." 

"Do que se trata esse pedido?" Ela parecia curiosa 

"Eu queria trabalhar, e acho que aqui seria um bom lugar, eu posso fazer qualquer coisa, qualquer coisa mesmo." 

"Trabalhar? Não acha que é muito nova?"

"Sim eu sei, mas eu quero juntar um dinheiro para um futuro." 

"Mas não atrapalharia seus estudos Anny?" 

"Não, não, de jeito nenhum!" Falei negando rapidamente com a cabeça 

"Tudo bem então. Amanhã pode vir aqui, depois da escola, e então falarei comi tudo funciona pode ser?" Falou com um sorriso no rosto

"SIM! Amanhã eu virei assim que puder não se preocupe. Muito obrigada, obrigada mesmo!" A abracei e logo sai saltitante pela rua

Peguei um caminho pra voltar pra casa já que não tinha voltado de ônibus, passei por uma ponte e avistei algo inesperado, um garoto, ele estava prestes a se jogar, ele estava subindo a grade de proteção e acho que iria se jogar. Eu o conhecia.

"Ei, o que vai fazer?" Perguntei segurando seu braço 

"Eu não quero mais" falou com lágrimas em seu rosto 

"Desce daí, vem!" O puxei para longe dali e o sentei em um banco "O que você têm JooHyuk?" Perguntei 

JooHyuk, ele estuda na minha classe, não sei muito sobre ele, ele é muito calado e acho que não tem muita amizade, pelo menos não na escola.

"Acho que não quero mais viver." Acha???

"Não é assim, olha, eu não sei o que você tem, nem o que está passando, mas você pode conversar comigo se quiser, quando quiser." Segurei sua mão trêmula "Essa não é a opção, eu te juro que não é a opção certa."

"Quais são as opções certas? Eu quero encontra-las."

"Temos duas opções." Fiz um dois com a mão "Opção um: Você tenta." Abaixo um dedo "Opção dois: Se não der certo tenta denovo." Apontei para seu coração e e sua testa

"Isso não fez sentido." Ele riu, UHUUUUL, ELE RIU!

"Não?" As vezes essas coisas só fazem sentido na minha cabeça "Pareciam fazer sentido, enfim... as coisas sem sentido são legais." O celular dele tocou mas ele não estava atendendo "Não vai atender?"

"É a minha mãe."

"Ela sabe que você tá aqui?" 

"Não" ele disse cabisbaixo 

"Vem, me leve até sua casa." O puxei 

O acompanhei até a casa dele para que não tivesse chance de acontecer algo denovo, quando chegamos la paramos na frente da porta 

"Me empresta?" Apontei para seu celular e ele me entregou, anotei meu número no celular e o entreguei "Eu coloquei meu número, pode me ligar se precisar."  

"Obrigado! Pq vôc..." ele foi interrompido pela porta da casa que foi aberta por uma mulher, acho que deve ser a mãe dele

"Meu filho, onde você estava? Meu querubinzinho você me deixou preocupada." Ela abraçava o filho desesperadamente mas era engraçado. Querubinzinho???

"Mãe, mãe, tá tudo bem!" Falou tentando se soltar do abraço grudento da mãe 

"Quem é ela?" Olhou pra mim "Sua namorada?" Fez uma expressão engraçada 

"Não eu não sou, eu só quis acompanha-lo até em casa." Disse rindo um pouco

"Você não quer entrar querida? Que tal tomar um café e conversarmos?" Olhei para JooHyuk e ele negou lentamente com a cabeça 

"Me desculpe, tenho que voltar pra casa, outra dia conversamos." Conversar o que que eu não sei mas eu tinha que ser educada

Me despedi e voltei pra casa já era um pouco tarde mas era tranquilo andar pela minha cidade. Quando cheguei em casa disse a minha mãe que iria começar a ajudar a senhora DooShim na biblioteca e a mesma permitiu, fiz as coisas da escola, e conversei com JooHyuk por telefone, conversei muito com ele sobre com ele e o fiz refletir. 

Nos dias seguintes peguei o ônibus e o mesmo garoto que me ajudou com Kai estava lá ele sentou do meu lado todos os dias, nós não conversávamos tanto, só de vez em quando.

"Qual seu nome?" Perguntei pra o menino que já não me era um completo estranho

"Meu nome?" Ele parecia pensar no que ia responder "Pode me chamar de Park." PARK??? "E o seu?"

"Anny" 

...















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