História The Secret Life of Daydreams - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Hinata, Naruhina, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 48
Palavras 2.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - 6th


As damas de Longbourn logo foram visitar as de Netherfield. A visita logo foi devidamente retribuída. Os modos agradáveis da srta. Haruno aumentaram a estima da sra. Hurst e da srta. Uzumaki; e, embora a mãe fosse considerada insuportável e as jovens irmãs pouco dignas de participarem de uma conversa, expressaram o desejo de ter melhores relações com elas, no que se refere às duas mais velhas. Hinata recebeu essa atenção com o maior prazer, mas Sakura ainda viu altivez no tratamento que davam a todos, sem exceção até da irmã, e não conseguiu gostar delas, embora essa gentileza com Hinata, tal como era, tivesse valor por ter origem muito provavelmente na admiração do irmão. Era em geral, evidente, todas as vezes que se encontravam, que ele a admirava, e para ela era igualmente claro que crescia em Hinata o que começara a sentir por ele desde a primeira vez que o vira, e que tal sentimento caminhava para se transformar em um grande amor; mas via com prazer que isso provavelmente não seria descoberto pelas pessoas em geral, uma vez que Hinata unia à intensidade de sentimentos, um temperamento moderado e um constante bom humor que a protegeriam das suspeitas dos impertinentes. Falou sobre isso com a amiga, a srta. Yuhi.

- Talvez seja divertido  — replicou Mirai  —  poder enganar o público em um caso como esse; mas às vezes é uma desvantagem ser tão reservada. Se a mulher esconder o seu afeto do seu objeto com muita habilidade, pode perder a oportunidade de cativá-lo; e não servirá de muito consolo achar que todos igualmente ignorem o que se passa. Há tanta gratidão ou vaidade em quase todos os relacionamentos amorosos, que não é seguro deixar nenhum deles entregue a si mesmo. Todos podemos começar espontaneamente; mas pouquíssimos de nós somos corajosos o suficiente para nos apaixonarmos de verdade sem um incentivo. Em nove de cada dez casos, seria melhor a mulher demostrar mais afeição do que sente. Sem dúvida, o sr. Uzumaki gosta da sua irmã, mas talvez nunca vá além disso se ela não o encorajar de algum modo.

- Mas é o que ela faz, tanto quanto o permite a sua natureza. Se consigo perceber o seu amor, ele teria de ser muito simplório para não o descobrir também.

- Lembre-se Sakura, de que ele não conhece a Hinata tão bem quanto você.

- Mas, se uma mulher gosta de um homem, e não se preocupa em esconder isso, ele deve descobrir.

- Talvez ele descubra se a vir com frequência. Mas, apesar de o sr. Uzumaki e Hinata se encontrarem com certa regularidade, nunca passam muitas horas juntos; e, como sempre se veem em festas com muita gente diferente, é impossível que passem o tempo inteiro juntos conversando. Hinata deve, portanto, tirar o máximo proveito de cada meia hora em que consiga tomar conta de sua atenção. Quando estiver segura dele, terá todo o tempo do mundo para apaixonar-se.

- O seu plano é bom  — replicou Sakura  —, e nele tudo gira ao redor do desejo de conseguir um bom casamento; se eu estivesse decidida a conquistar um marido rico, tenho certeza de que o adotaria. Mas os sentimentos de Hinata são outros; ela não está planejando o que faz. Por enquanto, não tem sequer certeza sobre a intensidade dos próprios sentimentos, nem da sua sensatez. Ela o conheceu há apenas quinze dias. Dançou quatro vezes com ele em Meryton; viu-o uma manhã na casa dele e, desde então, jantou quatro vezes com ele, sempre acompanhada. Isso não é o suficiente para que possa conhecer o caráter dele.

- Não como você imagina. Se ela só tivesse jantado com ele, poderia apenas ter descoberto que ele tem bom apetite; mas você deve lembrar-se de que passaram juntos quatro danças... e quatro danças podem significar muita coisa.

- Sim; essas quatro danças permitiram-lhes descobrir que ambos gostam de jogar vinte e um mais do que qualquer outro jogo, mas, no que se refere a qualquer outra característica importante, não me parece que algo se tenha revelado.

- Bom  — disse Mirai  —, desejo a Hinata todo o sucesso do mundo, de coração, e, se ela casasse com ele amanhã, acho que teria boas possibilidades de ser feliz, como se tivesse estudado o caráter dele por um ano. A felicidade no casamento é questão de pura sorte. Se os modos de ver de um e de outro forem muito semelhantes, isso pouco importa para a felicidade do matrimônio. As diferenças vão-se acentuando com o tempo até se tornarem insuportáveis; e é melhor conhecer o mínimo possível dos defeitos da pessoa com que teremos de passar a vida.

- Você me da vontade de rir, Mirai; mas não tem razão. Sabe que não está certa e que você mesma nunca vai agir assim.

Entretida em observar as atenções do sr. Uzumaki com sua irmã, Sakura estava longe de suspeitar que ela mesma se estava tornando alvo de certo interesse por parte do amigo dele. No começo, o sr. Uchiha mal admitia que ela fosse bonita; olhara para ela sem nenhum entusiasmo durante o baile; e, quando voltaram a se encontrar, observou-a apenas para criticá- la. Mas, assim que se convenceu a si mesmo e aos amigos de que seu rosto não tinha nenhum traço belo, começou a descobrir que ele se tornava excepcionalmente inteligente pela bela expressão de seus olhos verdes. Com a tal descoberta seguiram-se outras igualmente torturantes. Embora tivesse detectado com seu olho crítico mais de uma falha nas formas dela, em relação à perfeita simetria, foi obrigado a reconhecer que suas feições eram suaves e agradáveis; e, embora afirmasse que os modos dela não fossem os da sociedade mais elegante, ficou cativado por sua naturalidade, e principalmente, sua peculiaridade em relação a seus cabelos rosados. Aquilo, sem dúvidas não era algo comum de se ver. Disso ela não tinha a mínima ideia; para ela, Sasuke era apenas o homem desagradável que não a achara bonita o bastante para dançar com ele.

Ele começou a querer conhecê- la melhor e, preparando-se para conversar com ela, passou a prestar atenção no que ela dizia aos outros. Ao fazer isso, chamou a sua atenção. Foi na casa do Sir William Yuhi, onde muita gente estava reunida.

- Quais são as intenções do sr. Uchiha — disse ela a Mirai —, ao ouvir a minha conversa com o coronel Kakashi?

- Essa é uma pergunta qual só o sr. Uchiha pode responder.

- Mas, se ele continuar assim, direi a ele que sei muito bem o que está fazendo. Ele tem uma mente muito irônica, e, se eu não começar a ser impertinente também, logo ficarei com medo dele.

Quando, logo em seguida, o sr. Uchiha se aproximou delas, ainda que sem parecer ter nenhuma intenção de falar, a srta. Yuhi desafiou a amiga a mencionar o assunto com ele; o que, provocando de imediato Sakura, levou-a a voltar-se para ele e dizer:

- Você não acha, sr. Uchiha; que me expressei excepcionalmente bem há pouco, quando estava provocando o coronel Kakashi para que nos oferecesse um baile em Meryton?

- Com grande energia; mas esse é um assunto que sempre faz as mulheres se entusiasmarem.

- Você é severo conosco.

- Agora é a vez dela de ser provocada — disse a srta. Yuhi —. Eu vou abrir o piano, Sakura, e você sabe o que vem depois.

- Para uma amiga, você é uma criatura muito esquisita!... Sempre querendo que eu toque ou cante na frente de todos! Se a minha vaidade tivesse assumido um aspecto musical, você teria sido inestimável; mas, como as coisas são, prefiro não me sentar diante de gente habituada a ouvir os melhores intérpretes.

Como a srta. Yuhi insistia, porém, ela acrescentou:

- Muito bem; se tem de ser assim, que seja...

E lançando um olhar grave ao sr. Uchiha disse:

- Há um velho ditado muito sábio, que todos aqui com certeza conhecem: "Guarde o ar para esfriar a sopa"; e eu vou guardar o meu para cantar.

Tocou agradavelmente, mas de modo algum com perfeição. Depois de uma ou duas canções, e antes que pudesse responder aos pedidos de muitos que queriam que cantasse de novo, foi avidamente sucedida no instrumento por sua irmã Temari, que, por ser a única da família carente de dotes naturais, dedicara-se muito para adquirir conhecimentos e habilidades e estava sempre impaciente para se exibir.

Temari não tinha nem talento nem bom gosto; e, embora a vaidade fizesse dela uma moça aplicada, ela também lhe dera um ar pedante e modos afetados, que já a prejudicariam se ela obtivesse um grau de brilhantismo mais alto do que o que alcançara. Sakura, simples e sem afetação, fora ouvida com muito mais prazer, embora não tocasse nem a metade do que tocava a irmã; e Temari, ao fim de um longo concerto, ficou feliz por obter elogios e agradecimentos por uma série de árias escocesas e irlandesas, a pedido das irmãs, que, com algumas das Yuhi, e dois ou três oficiais, reuniram-se entusiasmadas para dançar em um dos cantos do salão.

O sr. Uchiha permaneceu perto delas, silenciosamente indignado com tal maneira de passar o tempo, deixando de lado qualquer tipo de conversação, e tão absorvido estava em seus pensamentos, que não percebeu o sir William Yuhi ao seu lado, até sir William dar início a uma conversa:

- Que encantadora diversão para os jovens, sr. Uchiha! Não há nada como a dança, afinal. Considero-a um dos principais refinamentos da sociedade civilizada.

- Sem dúvidas, meu senhor; e tem a vantagem de também estar em voga entre as menos civilizadas sociedades do mundo. Afinal, todo selvagem sabe dançar.

Sir William limitou-se apenas a sorrir.

- Seu amigo dança deliciosamente — prosseguiu ele depois de uma pausa, ao ver o sr. Uzumaki juntar-se ao grupo —, e não a dúvidas de que você também é versado nessa ciência, sr. Uchiha.

- Creio que me viu dançar em Meryton, senhor.

- De fato, e não fui mediocre o prazer que tive ao vê-lo. Você dança com frequência em St.James?

- Nunca.

- Não acha que seria um elogio adequado ao lugar?

- É um elogio que não faço jamais a nenhum lugar, quando posso evitá-lo.

- Posso deduzir que você tem casa na capital?

O sr. Uchiha curvou-se, em sinal afirmativo.

- Durante um tempo, também pensei em me estabelecer em Londres... pois sou um apreciador da alta sociedade; mas tive receio de que o ar da capital não fizesse bem para lady Yuhi.

Fez uma pausa à espera de uma resposta, que, porém, o seu interlocutor não estava disposto a dar; e, como Sakura se aproximava deles naquele momento, ocorreu-lhe a ideia de fazer um elegantíssimo galanteio e a chamou:

- Querida srta. Sakura, por que não está dançando? Sr. Uchiha, permita-me apresentá-lo à mais desejável jovem parceira. Você não pode recusar-se a dançar, é claro, quando tem tanta beleza à sua frente. E, tomando a mão dela, fez o gesto de dá-la ao sr. Uchiha, que, embora extremamente surpreso, não estava disposto a recusá-la, quando ela bruscamente lhe deu as costas e disse a sir William em tom alterado:

- Meu senhor, realmente não tenho a menor intenção de dançar. Rogo-lhe que não pense que passei por esses lados em busca de um par.

Com grave elegância, o sr. Uchiha pediu que lhe fosse a honra da sua mão, mas em vão. Sakura estava decidida; nem sir William a abalou em seu propósito com suas tentativas de convencê-la.

- Você dança tão divinamente, srta. Sakura que é crueldade negar-me a felicidade de vê-la; e, embora este cavalheiro não aprecie as diversões em geral, ele não pode opor-se, tenho certeza, a nos entreter por meia hora.

- O sr. Uchiha é a gentileza em pessoa. — disse Sakura, sorrindo.

- De fato; mas com tal inspiração, minha querida srta. Sakura, não é de admirar tal cortesia... pois quem poderia recusar-me a tal par?

Sakura lançou- lhe um olhar malicioso e se retirou. A resistência dela não a rebaixara aos olhos de Sasuke, e estava ele pensando nela com certa complacência quando foi abordado pela srta. Uzumaki.

- Posso adivinhar o objeto dos seus devaneios.

- Acho que não.

- Está pensando em como seria insuportável passar muito tempo aqui assim... nesta sociedade; e confesso que estou de pleno acordo. Nunca me aborreci tanto! Essa insipidez, e mais o barulho... a nulidade e a empáfia dessa gente. Que não daria eu para ouvir as suas críticas a eles!

- Garanto-lhe que a sua conjetura está completamente errada. Entretinha-se a minha mente de um jeito bem mais agradável. Estava meditando sobre o enorme prazer que pode provocar um par de lindo olhos verdes no rosto de uma bela mulher.

De imediato, a srta. Uzumaki cravou nos olhos dele e desejou que ele lhe dissesse qual mulher pudera inspirar-lhe tais reflexões. O sr. Uchiha replicou com grande intrepidez:

- A srta. Sakura Haruno.

- A srta. Sakura Haruno! — repetiu a srta. Uzumaki. — Estou pasma. Desde quando ela vem sendo a favorita?... E, por favor, quando devo dar-lhe os parabéns?

- Era exatamente essa pergunta que eu esperava de sua parte. A imaginação das mulheres é muito veloz; salta da admiração para o amor, do amor para o matrimônio em um piscar de olhos. Eu sabia que você iria felicitar-me.

- Ora, se você estiver falando sério sobre isso, vou considerar o caso absolutamente encerrado. Você terá uma sogra muito encantadora; e, é claro, ela sempre estará em Pemberley com você.

Ele a ouvia com completa indiferença enquanto ela assim se divertia; e, como a serenidade dele a convenceu de que tudo ia bem, deu livre curso à ironia da srta. Uzumaki.



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