História The Secret Life of Daydreams - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Hinata, Naruhina, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 62
Palavras 1.967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - 7th


Consistiam os bens do sr. Haruno quase inteiramente em uma propriedade de duas mil libras de rendimento por ano, que, para desgraça das filhas, estava legada, na falta de herdeiro varão, a um parente distante; e os bens da mãe, embora consideráveis para sua condição, mal podiam suprir as deficiências dos dele.

O pai dela fora advogado em Meryton e lhe legara quatro mil libras. Tinha ela uma irmã casada com certo sr. Yamanaka, que fora empregado de seu pai e sucedera a ele no comando do negócio, e um irmão estabelecido em Londres em um respeitável ramo do comércio.

O lugarejo de Longbourn ficava a apenas uma milha de Meryton; uma distância muito conveniente às mocinhas, que costumavam ser tentadas a percorrê-la três ou quatro vezes por semana, em atenção à tia e a uma chapelaria que ficava no caminho. As mais jovens da família, Ino e Tenten, eram especialmente assíduas a essas visitas; suas cabecinhas eram mais vazias do que a das irmãs, e, quando nada melhor ocorria, um passeio até Meryton fazia-se necessário para animar as manhãs e fornecer assunto para as conversas da noite; por mais carente de novidades que seja o interior, elas sempre conseguiam saber de alguma pela tia. No momento, de fato, estavam bem supridas tanto de novidades, quanto de felicidade pela recente chegada do regimento da Guarda Nacional às vizinhanças; este deveria permanecer durante todo o inverno, e o quartel-general ficava em Meryton.

Suas visitas a sra. Yamanaka agora eram férteis em informações do mais alto interesse. A cada dia aumentava o seu conhecimento dos nomes e das relações dos oficiais. O sr. Yamanaka visitou a todos eles, o que abriu para as sobrinhas um estoque de felicidade antes desconhecido. Só falavam de oficiais; e a vasta fortuna do sr. Uzumaki, cuja menção era a alegria da mãe, tornava-se insignificante as olhos delas, em comparação com o uniforme de um alferes.

Certa manhã, depois de ouvi-las discutir de maneira efusiva sobre o assunto, o sr. Haruno observou friamente:

- Pelo que posso deduzir do modo de falarem, vocês devem ser duas das meninas mais tolas da região. Há algum tempo venho suspeitando disso, mas agora tenho certeza.

Tenten ficou desconcertada e não respondeu; mas Ino, com total indiferença continuou a expressar a sua admiração pelo capitão Kiba Inuzuka, e a sua esperança de vê-lo aquele dia, pois ele partiria na manhã seguinte para Londres.

- Estou pasma, querido — disse a sra. Haruno —, de ver que você não hesita em chamar de tolas as suas próprias filhas. Se eu quisesse pensar mal dos filhos de alguém, por certo não seria dos meus próprios.

- Se minhas filhas são energúmenas, espero pelo menos estar sempre ciente do fato.

- Sim... mas todas elas são muito inteligentes.

- Presumo que este seja o único ponto sobre o qual não estamos de acordo. Eu tinhas esperanças de que os nossos sentimentos coincidissem em todos os pormenores, mas tenho de discordar de você neste ponto, pois acho que as nossas duas filhas mais moças são incrivelmente bobas.

- Meu querido sr. Haruno, não deve esperar que as meninas tenham tanto juízo quanto o pai e a mãe. Quando tiverem a nossa idade, tenho certeza de que não pensarão mais em oficiais do que nós. Lembro-me de uma época em que eu mesma adorava um uniforme vermelho... e, na verdade, ainda gosto, no fundo do coração; e, se um coronel jovem e valente, com cinco ou seis mil libras por ano, quiser uma de nossas meninas, não vou dizer não a ele; e acho que o coronel Kakashi parecia muito elegante em seu uniforme na outra noite na casa de sir William.

- Mamãe! — exclamou Ino. — Titia diz que o coronel Kakashi e o capitão Kiba Inuzuka não vão com tanta frequência à casa da srta. Watson como quando vieram pela primeira vez para cá; ela os tem visto sempre na biblioteca de Clarke.

A sra. Haruno foi impedida de responder pela chegada de um criado com um bilhete para a srta. Haruno; vinha de Netherfield, e aguardou a resposta. Os olhos da sra. Haruno brilharam de contentamento, e ela implorava ansiosa enquanto a filha lia:

- De quem é Hinata? De que trata? O que diz? Vamos logo, Hinata, conte-nos; vamos, querida.

- É da srta. Uzumaki — disse Hinata; e passou a lê-lo em voz alta.

Minha querida amiga, 

Se você não tiver a bondade de jantar hoje com Konan e comigo, correremos o risco de nos detestar uma à outra pelo resto da vida, pois um tête-à-tête de um dia inteiro entre duas mulheres sempre acaba em briga. Venha assim que receber este bilhete. Meu irmão e os demais cavalheiros jantarão com os oficiais. Sua amiga,

KARIN UZUMAKI

- Com os oficiais! — exclamou Ino. — É de admirar que titia não nos tenha contado isso.

- Jantar fora! — disse a sra. Haruno — isso é muito azar.

- Posso usar a carruagem? — disse Hinata.

- Não, querida, é melhor você ir a cavalo, pois é provável que chova; e então você terá de passar a noite lá.

- Este seria um bom plano — disse Sakura —, se você tivesse certeza de que eles não se ofereceriam para trazê-la de volta para casa.

- Ah! Mas os cavalheiros usarão a chaise do sr. Uzumaki para ir a Meryton, e os Hurst não possuem cavalos.

- Eu gostaria muito de ir de carruagem.

- Mas, querida, seu pai não pode dispensar os cavalos, estou certa disso. Eles são necessários na fazenda, não é sr. Haruno?

- Isso é sério? Por Deus eu não estou gostando do rumo desta conversa, você está louca mulher?

- Confirme apenas, querido!

- Oh céus!... Sim, são necessários na fazenda com muito mais frequência do que posso dispor deles.

- Mas, se você os levasse à fazenda hoje — disse Sakura —, os objetivos da mamãe seriam alcançados.

Por fim, conseguiu ela levar o pai a admitir que os cavalos estariam ocupados. Hinata foi, portanto, obrigada a ir a cavalo, e a sua mãe a acompanhou até a porta com muitas alegres previsões de mau tempo. Suas esperanças foram satisfeitas: mal partiu Hinata e já começou a chover forte. Suas irmãs ficaram preocupadas com ela, mas a mãe estava contente. A chuva prosseguiu por toda a tarde, sem parar; Hinata por certo não poderia voltar.

- Tive uma excelente ideia, mesmo! — disse a sra. Haruno mais de uma vez, como se o crédito por chover fosse todo seu. Até a manhã seguinte, porém, ela não teve consciência plena de quão bem-sucedido fora seu plano. O desjejum mal acabara quando um criado de Netherfield trouxe um seguinte bilhete para Sakura:

Minha caríssima Sakura,

Sinto-me muito mal esta manhã. Deve ser por ter-me molhado bastante ontem. Meus gentis amigos não querem ouvir falar do meu retorno até eu melhorar. Pedem-me insistentemente também que veja o sr. Jones — portanto, não se assustem se souberem que ele foi chamado por minha causa —, e, com exceção da dor de garganta e de cabeça, não sinta mais nada. Sua amiga etc. 

- Pois bem, minha querida — disse o sr. Haruno quando Sakura leu o bilhete em voz alta —, se a doença de sua filha tomar um rumo perigoso... se ela morrer, será um consolo saber que foi tudo pelo sr. Uzumaki e por ordem sua.

- Ah! Não tenho medo de que ela morra. Ninguém morre de um resfriado à toa. Ela será bem tratada. Enquanto estiver lá tudo estará muito bem. Eu gostaria de ir vê-la se pudesse usar a carruagem.

Sentindo-se realmente nervosa, Sakura estava decidida a ir até lá, embora a carruagem não estivesse à disposição; e, como não sabia montar, sua única opção era ir a pé. Tendo decidido, ela comunicou a sua decisão.

- Como você pode ser tão tola — exclamou a mãe — para pensar uma coisa dessas, com toda essa lama! Você não estará em estado de se apresentar ao chegar lá.

- Estarei em ótimo estado para ver Hinata... e isso é tudo o que eu quero.

- Será que isso é uma indireta — disse o pai — para que eu mande os cavalos?

- Não, não quero evitar a caminhada. A distância não é nada quando se tem um motivo; são só três milhas. Estarei de volta para o jantar.

- Admiro a força da sua bondade — observou Temari —, mas todo o impulso sentimental deve ser guiado pela razão; e, na minha opinião, o esforço deve ser proporcional ao objetivo.

- Agora não, Temari. — disse Kizashi.

- Nós vamos com você até Meryton — disseram Tenten e Ino.

Sakura aceitou a companhia delas, e as três moças partiram juntas.

- Se nos apressarmos — disse Ino enquanto caminhavam —, talvez consigamos ver o capitão Kiba Inuzuka antes dele partir.

Em Meryton, elas se separaram; as duas mais jovens dirigiram-se para a residência da esposa de um dos oficiais, e Sakura prosseguiu sua caminhada sozinha, atravessando campos e mais campos com o passo rápido, saltando sobre as cercas e pulando poças com impaciente agilidade, até por fim chegar perto da casa, com os tornozelos doídos, meias sujas e o rosto brilhante pelo calor do exercício.

Introduziram-na na copa, onde estavam reunidos todos, menos Hinata, e onde sua chegada causou grande surpresa. Que ela tivesse caminhado três milhas de manhã tão cedo, com um tempo tão ruim e ainda sozinha, era algo quase inacreditável para a sra. Hurst e para a srta. Uzumaki; e Sakura teve certeza de que, por isso, elas a desdenhassem. Foi recebida por elas, porém, com toda a cortesia; e nos gestos do irmão havia algo melhor do que cortesia; havia bom humor e delicadeza. O sr. Uchiha pouco falou, e o sr. Hurst, absolutamente nada. O primeiro estava dividido entre a admiração pelo brilho que o exercício dera às feições dela e a dúvida sobre se a ocasião justificava que viesse de tão longe sozinha. O segundo estava pensando somente no desjejum.

Suas perguntas sobre a irmã não tiveram respostas animadoras. A srta. Haruno passou a noite doente, e, embora se tivesse levantado, tinha febre e não estava bem o bastante para sair do quarto. Sakura ficou satisfeita por ser levada a ela imediatamente; e Hinata, que só fora refreada pelo medo de criar alarme ou inconvenientes se expressasse em seu bilhete o quanto esperava essa visita, ficou contentíssima ao vê-la entrar. Não estava em condições, porém, de conversar muito; quando a srta. Uzumaki as deixou sozinhas, só conseguiu exprimir sua gratidão pela extraordinária gentileza com que era tratada. Sakura ouviu-a em silêncio. 

Terminando o desjejum, as irmãs juntaram-se a elas, e Sakura começou a gostar delas, quando viu quanto afeto e solicitude demonstravam por Hinata. O farmacêutico chegou e, tendo examinado a paciente, disse, como era de se esperar, que ela havia pegado um violento resfriado e que deveriam fazer de tudo para curá-la; aconselhou-a a voltar para a cama e lhe receitou alguns remédios. O conselho foi obedecido à risca, pois os sintomas se agravaram e a cabeça passou a doer muito. Sakura não deixou o quarto nem por um momento; nem as outras mulheres se ausentavam muito; como os cavalheiros haviam saído, elas não tinham, na verdade, nada para fazer em outro lugar.

Quando o relógio deu as três horas, Sakura sentiu que devia ir embora e, muito contra a vontade, disse isso. A srta. Uzumaki ofereceu-lhe a carruagem, e ela só queria um pouco de insistência para aceitá-la, quando Hinata mostrou tanto desejo de partir com ela, que a srta, Uzumaki foi obrigada a converter a oferta da carruagem por um convite para que ela permanecesse por enquanto em Netherfield.

Sakura, muito agradecida, aceitou, e foi enviado um criado até Longbourn para comunicar à família a sua estada e para trazer alguns agasalhos. 



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