História The Secret Life of Daydreams - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Hinata, Naruhina, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 54
Palavras 1.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - 9th


Sakura passou a maior parte da noite no quarto da irmã e, de manhã, teve o prazer de poder dar uma resposta razoável às perguntas que lhe foram dirigidas bem cedo pelo sr. Uzumaki, por intermédio de uma criada e, algum tempo depois, das duas elegantes damas que serviam as irmãs do dono da casa. Apesar dessas melhoras, Sakura pediu que enviassem um bilhete a Longbourn solicitando à mãe viesse visitar Hinata e tomasse pessoalmente as providências que a situação exigia. O bilhete foi enviado de imediato e seu conteúdo, rapidamente aceito.  A sra. Haruno, acompanhada das suas duas filhas mais moças, chegou a Netherfield logo depois do desjejum da família.

Se tivesse encontrado Hinata em uma situação de claro perigo, a sra. Haruno muito se afligiria, mas, ficando satisfeita ao vê-la por constatar que a doença não era alarmante, passou a desejar que não se recuperasse logo, pois sua cura significaria provavelmente o seu afastamento de Netherfield. Não deu ouvidos, portanto, à proposta da filha de que ela fosse levada para casa; tampouco o farmacêutico, que chegou mais ou menos ao mesmo tempo, julgou aquilo aconselhável. Depois de permanecer por alguns instantes com Hinata, por convite feito em pessoa pela srta. Uzumaki, a mãe e as três filhas à acompanharem a copa. O sr. Uzumaki saudou-as com votos de que a sra. Haruno não tivesse achado a srta. Haruno pior do que esperava.

- Foi o que aconteceu, meu senhor — respondeu a sra. Haruno. — Ela está doente demais para fazer a viagem. O sr. Jones diz que levá-la daqui está fora de cogitação. Teremos que abusar um pouco mais da sua hospitalidade. 

- Levá-la daqui! — exclamou o sr. Uzumaki. — Nem pensar! Tenho certeza de que minha irmã não vai querer nem ouvir falar nisso.

Ele definitivamente não sabe a irmã que tem — pensou Sakura — pobre sr. Uzumaki, não merecia tal desgosto.

- Pode ter certeza, minha senhora — disse a srta. Uzumaki, com fria polidez —, de que a srta. Haruno receberá todos os cuidados possíveis enquanto estiver em nossa casa.

A sra. Haruno agradeceu profusamente.

- Posso garantir — acrescentou ela — de que, se não fossem por bons amigos como vocês, não sei o que seria dela, pois está bastante doente e sofre muito, ainda que com a maior paciência do mundo. Com ela é sempre assim, pois ela tem, sem exceção, o temperamento mais doce que já encontrei. Eu sempre digo às minhas outras filhas que, perto dela, não são nada. Esta sua sala é deliciosa, sr. Uzumaki, e tem uma vista linda para o jardim. Não conheço nenhum outro lugar na região como Netherfield. Espero que o senhor não tenha de sair daqui logo, apesar de ter alugado por pouco tempo.

- Tudo o que faço é feito com muita pressa — replicou ele —, e, portanto, se decidisse sair de Netherfield, provavelmente já estaria com as malas prontas em cinco minutos. No momento, porém, considero-me bem instalado aqui.

- Isso é exatamente o que eu esperava de você — disse Sakura.

- Parece que você está começando a me entender, não é? — exclamou ele, voltando-se para ela.

- Claro... entendo você perfeitamente.

- Gostaria de considerar isso um elogio; mas temo que seja lamentável ser tão transparente.

- Pois é. Mas, isso não significa que um caráter profundo e complexo seja mais ou menos estimável do que um como o seu — disse Sakura, com um grande e sincero sorriso no rosto.

- Sakura! — exclamou Mebuki —, não se esqueça de onde está e não seja tão agressiva como lhe permitem ser lá em casa!

- Eu não sabia — prosseguiu o sr. Uzumaki imediatamente — que você fosse uma estudiosa dos caracteres. Deve ser um estudo divertido.

- Sim, mais os caracteres complexos são os mais divertidos. Eles têm pelo menos essa vantagem.

- O interior — disse o sr. Uchiha — em geral só proporciona poucos exemplares para tal estudo. Nos lugarejos do interior, vivemos em uma sociedade muita restrita e monótona.

- Mas as pessoas mudam tanto, que há sempre algo de novo a ser observado.

- É verdade! — exclamou a sra. Haruno, ofendida pelo modo como ele se referiu aos lugarejos do interior. — Garanto-lhe que há tanto disso no interior quanto na capital.

Todos se surpreenderam, e o sr. Uchiha depois de considerá-la por um instante, afastou-se calado. A sra. Haruno, que imaginara ter obtido uma grande vitória sobre ele, prosseguiu triunfante: 

- De minha parte, não vejo que Londres tenha alguma grande vantagem sobre o interior, a não ser as lojas e os lugares públicos. O interior é muito mais agradável, não é, sr. Uzumaki?

 - Quando estou no interior — respondeu ele —, nunca quero sair; e, quando estou na capital, acontece a mesmíssima coisa. Cada lugar tem as suas vantagens, e eu posso ser igualmente feliz em ambas.

Sakura segurava o riso, ao ver a cara de sua mãe, enquanto, o sr. Uchiha apenas lhe olhava descrente, abismado de ter ouvido tal absurdo.

- Ah!... isso é porque você tem o temperamento correto. Mas aquele cavalheiro — disse ela, olhando para o sr. Uchiha — parece achar que o interior não vale nada.

- Ora, mamãe, você está enganada! — disse Sakura, envergonhada pela mãe. — Você interpretou mal o sr. Uchiha. Ele só quis dizer que, no interior, não há tanta variedade de pessoas como na capital, o que a senhora há de reconhecer, que é verdade.

- Com certeza, querida, ninguém aqui disse que houvesse, mas, quanto à questão de não se encontrarem muitas pessoas nesta aldeia, acho que há poucas aldeias maiores do que esta. Sei que jantamos com vinte e quatro famílias.

Nada, a não ser consideração por Sakura, podia permitir que o sr. Uzumaki conservasse a tranquilidade. Sua irmã era menos delicada, e cravou os olhos no sr. Uchiha com um sorriso muito expressivo. Sakura, na tentativa de dizer algo que pudesse mudar o objeto dos pensamentos da mãe, perguntou-lhe se Mirai Yuhi estivera em Longbourn desde que ela partira.

- Sim, veio ontem nos visitar com o pai. Que homem encantador, o sir William, não é mesmo, sr. Uzumaki? Que elegância! Tão gentil e simples! Diferente de outros... Tinha sempre algo a dizer a cada pessoa. Essa é a ideia que faço de uma boa educação. As pessoas que se imaginam muito importantes e nunca abrem a boca ainda têm muito o que aprender.

O sr. Uchiha a fuzilou com os olhos.

- A Mirai jantou com vocês?

- Não, pois tinha de voltar para casa. Acho que precisavam dela para os bolinhos de carne. Quanto a mim, sr. Uzumaki, sempre tenho criados para fazer o seu trabalho; as minhas filhas são educadas de um jeito bem diferente. Mas cada um é juiz de si mesmo, e as Yuhi são meninas muito boazinhas, isso eu garanto. É uma pena que não sejam bonitas! Não que eu ache Mirai tão feia... mas é que ela é nossa amiga particular.

- Por Deus, mamãe! — exclamou Sakura.

- Disse apenas o que penso, querida.

- Ela parece ser muito simpática. — disse o sr. Uzumaki.

- Ah! Querido, é verdade; mas você tem de reconhecer que ela é muita feia. A própria lady Yuhi disse isso muitas vezes e tem inveja da beleza de Hinata. Não gosto de me gabar da minha própria filha, mas não há dúvida de que Hinata... não é todo dia que se vê alguém tão atraente. É o que todos dizem. Não me baseio no meu afeto por ela. Quando ela tinha apenas quinze anos, havia um homem na casa do meu irmão, em Londres, que ficou tão apaixonado por ela, que a minha cunhada tem certeza de que ele a pediria em casamento antes de partirmos. Mas não pediu. Talvez tenha achado que ela era jovem demais. Escreveu, porém, alguns versos sobre ela, muito bonitos por sinal.

- E assim terminou o amor que ele tinha por ela — disse Sakura, com impaciência. — Imagino, que muitos amores foram superados assim. Gostaria de saber quem foi o primeiro a descobrir a eficácia da poesia em acabar com o amor!

- Eu costumo considerar a poesia o alimento do amor. — disse o sr. Uchiha.

- É ate possível, se se tratar de um grande amor, forte e saudável. Tudo serve de alimento para o que já é robusto. Mas, se for só uma inclinação fraquinha e mirrada, estou convencida de que um bom soneto acaba de uma vez com ela.

O sr. Uchiha limitou-se a sorrir; e a pausa geral que se seguiu fez Sakura estremecer à ideia de que sua mãe desse início a outro de seus números. Queria falar, mas não conseguia achar nada para dizer, e, após um breve silêncio, a sra. Haruno começou a repetir seus agradecimentos ao sr. Uzumaki por sua gentileza com Hinata, com um pedido de desculpas por incomodá-lo também com Sakura. O sr. Uzumaki respondeu educadamente, mas sem afetação, e obrigou sua irmã mais moça a ser educada também e dizer o que a ocasião exigia. Mesmo totalmente contrariada, ela desempenhou o seu papel sem muita graça, mas a sra. Haruno ficou satisfeita, e logo em seguida mandou chamar a carruagem. A esse sinal, a mais moça das suas filhas adiantou-se. As duas meninas vinham sussurrando uma com a outra durante toda a visita, e o resultado disso foi que a mais jovem cobrou do sr. Uzumaki a promessa que fizera ao chegar, de dar um baile em Netherfield.

Ino tinha 15 anos e era uma moça forte e bem desenvolvida. Tinha o rosto agradável e uma expressão jovial; era a favorita da sua mãe que, devido a essa afeição, a tinha introduzido na sociedade muito cedo ainda para a sua idade. Era dotada de muita vitalidade e de uma espontaneidade que se transformara em segurança graças à atenção que os oficiais lhe dispensavam. Estes eram atraídos, aliás, não só pela sua naturalidade como pelos bons jantares de seu tio. Ela se sentiu, pois, autorizada a dirigir-se ao sr. Uzumaki sobre o assunto do baile e a lembrar-lhe abruptamente a sua promessa, acrescentando que ele cometeria o ato mais vergonhoso do mundo se não a cumprisse. A resposta dele a este súbito ataque foi deliciosa para os ouvidos da sra. Haruno.

- Garanto a você que estou pronto para honrar o meu compromisso; e, quando a sua irmã estiver restabelecida, peço-lhe que marque a data do baile. Mas não creio que você queira dançar enquanto a sua irmã estiver doente.

Ino declarou-se satisfeita.

- Ah! Claro... será muito melhor esperar até Hinata ficar boa, e a essa altura com certeza o capitão Kiba Inuzuka estará de novo em Meryton. E quando você der o seu baile — acrescentou ela —, vou insistir para que eles também deem o deles. Vou dizer ao coronel Kakashi que será uma vergonha se não o derem.

Em seguida a sra. Haruno e suas filhas partiram e Sakura voltou imediatamente para perto de Hinata, deixando a sua própria conduta e a da sua família à mercê das críticas das duas senhoras da casa e do sr. Uchiha; este último, porém, não pôde ser persuadido a juntar as suas críticas a ela na sala, apesar de todas as ironias com que a srta. Uzumaki se referia aos seus lindos olhos verdes.


Notas Finais


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