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História The Seven Nightmares - Capítulo 5


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Notas do Autor


Capítulo novinho, olha só :)

Oi gentch, esse contém as novas aventuras das meninas e consequentemente, personagens novos e enfim, só desce.

Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 5 - IV - Good Night


Fanfic / Fanfiction The Seven Nightmares - Capítulo 5 - IV - Good Night

As garotas caminhavam exaustas por todo o tempo, desde que perderam de vistas o edifício Edgan, não tendo nem mesmo água ou alimentos, apenas a roupa do corpo que conotava em uma camisola alva, e suas companhias, cabisbaixas e abaladas com as cenas vividas no orfanato minutos antes.

- Não devemos desanimar, conseguimos escapar. - foi a fala de Bora, com um sorriso tendecioso.

- Mas devíamos ter trazido algumas daquelas pessoas conosco. - Yoohyeon tomou a palavra com certa inquietude no olhar lacrimoso.

- A maioria deles... não sobreviveria, Yoo. - Minji tentou acalentar com pesar. A verdade é que os pouquíssimos que sobraram naquele massacre, foram os adolescentes e estes, estando feridos ou atordoados demais para seguir adiante. Sendo as mais velhas do local e estando em grupo, foi sorte terem conseguido fugir.

- Você falou com o fundador? - Siyeon perguntou à mais velha dali, que assentiu simplista.

- E então? Ele não te atacou? - quis saber Bora, curiosa.

- Na verdade, ele... me deu isso. - refutou erguendo das mãos o apanhador de sonhos, que todas fitaram interessadas, porém...

- Para espantar os pesadelos? - Gahyeon subitamente elucidou.

- Como sabe? - a Kim se espantou com a preposição da outra.

- Quando a bruxa veio no meu quarto... foi por meio de sonho. - detalhou examinando o entalhe no objeto.

- Isso tudo é l-loucura. - Bora se alterou. - Como aqueles monstros surgiram e comeram todos assim? Alguém tá engolindo isso de boa?! Porque eu não tô! - exclamou alarmada.

- Você viu com seus próprios olhos, Bora. - redarguiu Siyeon.

- Mas não deixa de ser absurdo. - tornou a mais velha.

- Eu acho... que devemos nos acalmar. - interviu Yoobin.

- Falando nisso, sabem onde estamos? - cutucou Yoohyeon, apontando as árvores ao redor do trajeto. 

- Vai escurecer em breve. - observou Handong.

- P-precisamos de um plano e... - a Kim suspirou pesarosa.

- Já estamos longe o suficiente, não?! - Bora cruzou os braços sobre o peito. - Por que não paramos e pensamos? - findou em sugestão.

- Não é seguro. - ditou Gahyeon num aceno negativo frenético.

- Como assim? - emendou Minji atenta.

- Ela nos vigia e observa. - comunicou a caçula.

- Você tá me assustando, sabia?! - repreendeu Siyeon ofendida.

- É-é verdade. - garantiu a Lee. - O-o medo em nossos corações e mentes a direcionam, além da marca. - completou firme.

- Calma, todas vocês. Precisamos nos refugiar e daí veremos a melhor saída. - estipulou Minji com clareza, contudo...

- M-minhas pernas doem. - afirmou Yoohyeon caindo sobre a grama com indisposição notável.

- Não é hora de fraquezar, Yoo. Vamos andar, mesmo sem conhecer esse lugar, devemos encontrar algum refúgio seguro e assim pedir ajuda ou... - a mais velha foi interrompida.

- Ou fazer o contra feitiço. - destacou Bora solícita.

- O que? - não entendeu a Kim.

- Yoobin descobriu algo que pode quebrar o feitiço. - reiterou Siyeon, mas...

- D-do que estão falando? Não há feiti... - foi cortada de novo, dessa vez por Yoobin.

- Sim, há. - refutou séria. - Unnie, a mulher do orfanato era uma bruxa de fato e enfeitiçou todos: as freiras, os guardas e inclusive o... - não finalizou a fala. 

- F-fundador. - Minji ditou atônita.

- É. Mas pelo que pude descobrir, ela colocou um feitiço e um amuleto em todas nós, através do contato físico ou olhar, e assim devemos realizar o que está nesse livro, para apagá-lo. - explicou a mais baixa.

- Podemos matá-la? - questionou a Kim, esperançosa.

- Não... sei. Teríamos que investigar. - respondeu a morena duvidosa.

- Irrelevante, por ora. Vamos andando? - apressou Bora afoita.

- Certo, seguimos em frente. - concordou Minji dando de ombros.

- E se não acharmos nada? - interrogou Siyeon.

- Vamos achar. - tranquilizou Handong com sorriso brando.

E assim, retomando a caminhada pela floresta, sem qualquer esperança ou presença, seguiram, mesmo que deveras cansadas e sem um rumo determinado. O sol do meio dia castigava, tal qual a fome e foi quando logo...

- Então... vocês sempre estiveram juntas? - indagou Bora às duas recém-chegadas: Handong e Gahyeon.

- Sim, desde que chegamos. - explicou a mais velha, num sorriso.

- Então chegaram depois? - presumiu Minji, entrando na conversa.

- Sim. - respondeu novamente a chinesa.

- Vocês parecem muito jovens, são de que ano? - Siyeon quis saber.

- Noventa e nove. - Gahyeon foi a primeira a dizer, tímida.

- Uau, de fato. Ela pode ser nossa maknae. E você, Handong? - tornou Bora, interessada.

- Noventa e seis. - ditou a mencionada.

- Jovem, está no meio da equação. Mais velha que Yoobin e Yoohyeon. - Minji sorriu acolhedora e o assunto se encerrou. Algum tempo depois...

- Será que vamos morrer no meio do nada? - Yoohyeon reclamou agoniada.

- Não, não vamos. Ninguém mais vai morrer aqui, entendido?! - soltou Minji determinada e nisso, uma atmosfera de tensão veio pelo temperamento da Kim visivelmente abalado.

- Algo aconteceu com você, unnie? - Siyeon questionou à morena.

- Não, nada. - desconversou, sorrindo forçado. Não queria falar do infortúnio com Seungho para as outras, não era o momento e assim...

- P-podemos parar? - novamente Yoohyeon interrompeu em notório sofrimento e todas a fitaram e...

- Yah, assim não chegamos nunca. - se descontrolou Bora.

- E-eu... acho que não consigo. Estou t-tonta. - redarguiu a mais alta sôfrega, sendo acolhida por Minji, Handong e Gahyeon. Uma febre parecia presente, devido provavelmente ao calor extremo.

- Uma pausa nos fará bem. - ditou Yoobin, também se aproximando.

- Tá brincando?! Estamos na mata, se aquela maldita bruxa nos pegar. - Bora sondou ansiosa e logo...

- Ei, o que é... aquilo? - Gahyeon indicou e estas encararam o local apontado, onde se exibia uma estrutura de construção grande, atrás das folhagens e um pouco distante.

- E-estou tendo miragens ou parece... um prédio? - Bora entoou desconfiada.

- Tem um nome na placa, aish... não consigo ver. - esforçou-se Yoobin frustrada.

- Vamos até lá, ver se está habitado. - ditou Minji com firmeza.

- E-espera, é perigoso. - especulou Siyeon com alarde. - N-não podem nos deixar aqui, se nos separarmos, será pior. - verbalizou por fim.

- Vamos checar e voltamos, lobinha. - soltou a mais velha, fitando Yoohyeon com preocupação. - Tudo bem? - viu a garota assentir com suor nas têmporas e assim...

- Tá, o que pode ganhar de um monte de bestas famintas comendo crianças?! Nada mesmo. - emburrou-se Bora, acompanhando a dupla: Minji e Yoobin.

Já na mata, recostadas à uma árvore grande, ficaram Siyeon, Gahyeon, Yoohyeon e Handong, estas à espreita do que seguiria.

[...]

Tomando aproximação, as três moças checaram o edifício com altura, colunas bonitas e muitos cômodos, além de pintura descascada, paredes em ruínas e visivelmente abandonado à algum tempo. Também repararam nos arredores, onde havia um estacionamento deserto e... uma rodovia, mas que não tinha movimento algum.

- Isso é estranho. - comentou Bora inquieta.

- Parece uma espécie de... - sua sentença foi cortada pela mais nova.

- Museu. - Yoobin retratou resoluta. 

- Que? - ambas inquiriram em uníssono.

- Veja, o nome apagado ali. - apontou a grande placa, que antes não podia ser enxergada, mas que agora estampava os dizeres, mesmo que apagados pelo tempo.

- Devemos entrar? - indagou a Kim incerta.

E enquanto isso...

- Você é tão fofa. - soltou Yoohyeon, com sorriso largo à caçula.

- E você é muito alta. - brincou e todas riram, entretanto...

- Shiu! E-eu ouvi algo. - Siyeon as cortou num silvo.

- Que? - Handong nada entendeu, mas não houve tempo para tal, pois de imediato, a figura de um sapo coaxou e surgiu diante das jovens, estas que saíram correndo e gritando desenfreadas e aos tropeços.

Com os gritos histéricos e o alvoroço, as três que haviam se distanciado e estavam na porta do museu, prestes à entrar, se assustaram quando as outras quatro moças, vieram às pressas e alarmadas.

- O que foi, suas escandalosas? - Bora broncou irritadiça.

- O-olha quem fala. - refutou Yoohyeon recebendo um olhar carrancudo, mas que foi ignorado pela outra, com a mão sobre os joelhos e ofegante, sendo amparada por Siyeon.

- Vimos um animal asqueroso. - Siyeon dramatizou numa careta.

- Um sapo, mais precisamente. - Handong emendou risonha, sob um revirar de olhos de Bora e em seguida...

- Vamos entrar, todas juntas e quietas, entendido?! - Minji comandou às seis, que assentiram em aceno e seriedade instantânea.

E como ordenado, os passos lentos e cautelosos foram dados para o interior do ambiente, este que conotava num enorme salão com muitas teias de aranha, mofo, poeira e a dobradiça rígida da porta de entrada, que pesou, sendo arrastada por Yoobin e Handong, causando um ruído desagradável.

Ainda em silêncio constante, as primeiras à tomar a frente foram Minji e Siyeon, seguidas por Gahyeon. Logo de imediato, se depararam com estátuas, de diversos tamanhos e posições, cobertas por panos brancos.

Era um amplo salão principal, com aparência de deterioração e o eco das respirações, sendo o único som presente. Minji logo avançou pela esquerda, encontrando então a mobília coberta também, além de quadros espalhados nas quatro paredes e um lustre empoeirado no centro, com estilhaços que por um triz, não foram tropeçados por Yoohyeon, segurada por Bora. No entanto...

- Atchim! - o espirro de Siyeon retumbou, causando um susto em todas as presentes.

- Shiu! - chiou Yoobin gesticulativa.

- A-aigoo, foi sem querer. - ciciou a morena envergonhada.

- Acho que não tem ninguém. - comentou Gahyeon num cochicho e as meninas assentiram em concordância, exceto uma delas...

- N-não estou t-tão certa. - reverberou Bora tremelicando dos pés à cabeça, enquanto apontava a mancha de sangue no chão, que apenas esta vislumbrou minutos depois.

- V-vamos embora daqui. - Yoohyeon tornou à choramingar, mas sem aviso prévio, um rosnado surgiu no salão, trazendo a atenção das sete órfãs para todos os lados.

- A-ah, o que foi i-i...? - a fala de Siyeon morreu aos poucos, quando a silhueta ameaçadora de um lobo apareceu, no início do corredor interno. A pelagem cinza, os olhos escuros e furiosos, além dos dentes à mostra, demonstrando sua ira.

E como se não bastasse o animal para amedrontá-las, um segundo veio ao lado do outro. Pareciam famintos e também irritados, prontos para atacar sob qualquer movimento em falso das garotas, que se entreolharam trêmulas.

- Ninguém se mexe. - Minji pediu cautelosa.

- U-unnie. - Yoohyeon sibilou aflita.

- Quietas! - tornou à ordenar em sussurro.

O que fariam agora? Estavam encurraladas com dois lobos e mesmo que Minji tivesse muita sabedoria para cuidar de suas dongsaengs, aquilo era preocupante demais, tal qual a situação vivida no orfanato. Todavia, conseguiu piorar...

- V-vamos morrer, droga! - a fala tremida e entrecortada de Bora ressoou e logo em seguida, uma correria se deu pela mesma, para desespero de Kim e das outras.

- Bora! - Siyeon foi a primeira à berrar e com todo o barulho, foi inevitável que um dos lobos fosse atrás de Kim e consequentemente, de Lee.

Ainda paradas, porém bem menos tranquilas sob a vigilância do segundo animal, ouviram de fundo os gritos de Siyeon, tentando salvar Bora da fúria selvagem, mas inevitavelmente... tarde demais.

- Ah! - a mordida feroz do canino foi em cheio no braço de Kim, enquanto Lee sem alternativas, tentou puxá-lo, sem sucesso, visto que o aperto da mandíbula era forte e sua força apenas servia para enfurecer o animal ainda mais, colocando a própria vida em risco também.

- Oh meu Deus, u-unnie. - Yoohyeon foi a segunda à sair do limite do salão e correr para fora, tentando ajudar Bora com o lobo abocanhando sua pele e jorrando sangue do ferimento doloroso.

- Cuidado, Yoo! - Minji ditou e tão logo o segundo lobo quis avançar e ambas tiveram meros segundos para subir na mobília, longe das presas afiadas e rosnares.

- A-ah! - Gahyeon foi a segunda vítima, gritando desenfreada quando o mesmo lobo, frustrado pelas Kim, rumou à si e Yoobin, mas Handong fôra rápida o suficiente para defendê-las, trazendo o risco para si agora. - D-dongie. - choramingou atônita pela proximidade do lobo com a colega de quarto e assim...

A segunda mordida foi dada na chinesa, que arfou sofrida, tendo a ajuda de Yoohyeon, Yoobin e Minji para afastar o bicho com o que encontravam como arma. Já Gahyeon, estava em choque vendo tudo, incapaz de conseguir auxiliar. 

Tudo passava como um relampejo em sua mente. Desde a expressão de dor de Handong, o esforço desesperado das outras em soltá-la e do lado de fora, nas escadas de entrada, os gritos de Bora e Siyeon, que também tentava de tudo com choro incontido. Era um cenário de caos. Seria o fim?

Poucos segundos, mas que soaram como um eterno milênio à mais nova, com os gritos ecoando em sua cabeça, de repente foram cessados por passos fortes e quando abriu os olhos, viu que num estrondo, um tiro foi dado no lobo que atacava Bora.

Sem entender muita coisa, notou que havia um homem segurando uma arma grande, esta que mirou no bicho já rendido nos degraus. Já no salão, um segundo indivíduo surgiu, mas não fez como o primeiro, atirando. Ele simplesmente pulou sobre o lobo, com força e velocidade inumanas.

O que estava acontecendo? Era difícil dizer. Bora estava agora  desacordada, com Siyeon lhe chamando chorosa. Enquanto Handong, tinha um ferimento hemorrágico com Minji e Yoobin o estancando num aperto e aqueles dois estranhos de pé, parados e sérios, com os corpos já mortos dos lobos, de alguma forma.

Quem eram? Como mataram-os com tanta facilidade? Gahyeon não conseguiu raciocinar direito, apenas teve tempo de analisá-los com cuidado. Ambos eram altos, tinham vestes escuras e que cobriam-lhos todo o corpo, semblantes frios e belos, também sendo pálidos como bonecos de porcelana, porém com um detalhe crucial: olhos vermelhos.

Um olhar de estranheza cruzou-se de Minji, Yoobin e Gahyeon para os dois desconhecidos, que não pareciam abalados, cansados ou expressivos de alguma forma, somente estáticos e misteriosos na situação ocorrida.

- Q-quem são vocês? - Gahyeon quebrou o silêncio, acuada. Aquelas orbes rubras... eles eram monstros da bruxa, que vieram matá-las? Iriam morrer enfim?


Notas Finais


É isso, gostaram? Se sim, comente aí, eu respondo :D

Dreamcatcher em breve virá com comeback, empolgada é pouco pra me definir. BTS também vem logo depois pra colocar fogo no parquinho xD Denovo lançando juntos, pra endoidar as multi stan ArmyInsomnia como eu, pobre de mim :3 Mentira, eu amo muito tudo isso.

É isso bebê, fui e até mais.


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