História The Short Haired Boy - Capítulo 28


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Categorias ASTRO, G-Friend, Seventeen, TWICE
Personagens Boo Seungkwan, Eunwoo, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Jungyeon, Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Mina, Momo, Personagens Originais, Seungcheol "S.Coups", SinB, Soonyoung "Hoshi", Tzuyu, Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8", Yuju
Tags Chansol, Jeongcheol, Junhao, Meanie, Seoksoo, Soonhoon
Visualizações 92
Palavras 3.521
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Abraços


[SeungCheol P.O.V]

– Então, o que vamos fazer? – perguntei, depois de JeongHan ter começado a falar o quanto os meninos sabiam dos nossos problemas e blá blá blá.

– Vamos continuar a olhar as lojas – respondeu.

Concordei, segurando seu mindinho, passamos em frente a uma loja, JeongHan observou a calça que estava no manequim.

– Você gostou? – perguntei, me aproximando.

– Não, eu só estava vendo – respondeu.

– Jeongie, não é só porque ela está no manequim feminino que você não pode comprar.

– E eu vou usar?

– Você não sabe, mas uma calça preta que você usa é feminina – iniciei – eu vi que combinaria com você e comprei.

– Aquela que cai super bem?

– Essa mesmo.

– Naquele dia você estava sozinho, hoje você está acompanhado – respondeu, se virando para continuar o caminho, porém, eu entrei dentro da loja.

Não era a primeira vez que JeongHan gostava de uma peça que, para os olhos dos outros, era "feminina", eu sempre vi em seu olhar o desejo de vestir a roupa.

Comprei a calça que JeongHan gostou, ainda de quebra, comprei outra peça que ele havia gostado também. Logo que sai, JeongHan me encarou.

– Toma, você vai usar, nem que seja só em casa – falei, entregando a sacola a ele.

– Está querendo dizer que você quer me ver usar saia?

– Você gostou, eu sei disso.

– Seung...

– Eu te amo, de qualquer forma – falei, deixando um beijo em sua cabeça.

Continuei a olhar as lojas, quando JeongHan começou a reclamar de cansaço, eu liguei para Jeongyeon.

O que foi? Perdeu o JeongHan?

– Não, eu preciso que alguém vem buscar nós dois, nós viemos de carona, esqueceu?

Ah, sim, calma – ela ficou em silêncio um pouco. – Espere na frente da loja xxxx, Mingyu vai buscar vocês.

– Ok, obrigado – e desligou.

JeongHan me encarou, então eu falei:

– Na frente daquela loja, sim, a que eu comprei a saia.

JeongHan concordou, fomos até lá, eu me sentei em uma coisa de concreto e abracei a cintura de JeongHan, que estava com a mão no bolso do moletom agora.

– Está bravo por causa disso? – perguntei. – Eu posso devolver, qualquer coisa.

– Não, eu gostei, só estou com medo que alguém veja quando eu colocar...

– Olhe, eu só quero te ver sorrindo, não importa o que aconteça.

– Não, eu não...

– Se você recusar isso, não terá mais surpresas.

Ele concordou, logo Mingyu chegou, entramos no carro e seguimos para a chácara, levei o que eu e JeongHan compramos e depois fui para onde JeongHan estava novamente.

– Vamos aproveitar que as crianças estão acordadas e ver aquilo? – JeongHan sussurrou, concordei.

Seguimos para o quarto, tranquei a porta e JeongHan foi até a sacola, pegou a saia branca, vestindo-a. Eu não sei, mas eu senti um calor no peito, meu coração disparou e eu até fiquei com medo que JeongHan escutasse.

– Jeongie... Você ficou tão lindo! – foi o que eu consegui falar.

JeongHan abaixou a cabeça, corado, me aproximei dele, o abraçando.

– Você ficou tão lindo, amor – repeti o elogio.

– Você já disse isso

– É que você ficou muito lindo.

Me separei novamente, JeongHan deu uma volta e eu não consegui conter o sorriso.

– Meu Deus você só me deixa mais apaixonado por você!

Ele ficou mais alguns segundos e tirou a saia, guardando-a no fundo da mala.

– Obrigado...

– Não foi nada – deixei um beijo em sua testa. – Mas você ficou muito lindo.

– Eu já entendi.

JeongHan vestiu um moletom, igual o meu, depois saímos do quarto, indo para a sala.

– Estão usando roupas de couples, ai que bonitinhos – Jeongyeon falou.

– Não pensei que iriam demorar tanto para tomar coragem e usar roupas combinando – agora foi a vez de Joshua.

– Implicitamente, eles combinavam, usavam o mesmo sapato de cor diferentes, mas sempre com as mesmas cores que o outro estava usando na roupa – falou Wonwoo.

– Eu quero ver vocês usando roupas iguais novamente, ficam tão fofos – agora foi Dino.

– Chega – JeongHan pediu, todos concordaram.

Sentamos no chão mesmo, JeongHan assistia um vídeo no celular, mas como eu o conhecia muito bem, logo pararia e deitaria sua cabeça em meu ombro, tirando um belo cochilo.

Logo JeongHan largou o celular, deitando-se em meu ombro, fiz um cafuné em seus cabelos. Fui quase o último a ir deitar, se não fosse o Dino com sua insônia.

Levei JeongHan no colo, deitando ele na cama, depois me deitei ao lado, sem tocá-lo.

O dia seguinte amanheceu frio, provavelmente na cidade estaria menos, mas não era nosso caso, já que estávamos afastado de qualquer contato com o mundo. Exceto os vizinhos aqui da chácara, que às vezes iam falar com Joshua.

Joshua nunca falou de sua tia que morava aqui, concluímos que ela era bem apegada a Jisoo e o americano também parecia, só que a mulher deve ter falecido e, Joshua, para não aturar as pessoas sozinho, nos deixava passar alguns feriados aqui.

– SeungCheol, JeongHan, levantem, nós vamos fazer chocolate quente agora – Mingyu entrou, tirando a coberta de cima de nós dois.

– Aah, está frio – JeongHan reclamou.

– Sim, eu sei, mas levantem – pediu Mingyu novamente.

Continuei de olhos fechados, levantar era algo que não existia no meu dicionário naquela hora. Inconscientemente, perguntei que horas o relógio marcava, Mingyu respondeu seis e meia. Abri os olhos, vendo os dois ali.

– Caralho, seis e meia? Você quer que eu acorde seis e meia? – JeongHan respondeu, quase mandando o travesseiro no Mingyu.

– Olha, quem acordou todos foi você – respondeu. – Você começou a gritar aí, ficamos preocupados, mas depois que abrimos a porta do quarto você parou.

– Eu não tenho culpa de ter paralisia do sono – JeongHan respondeu, me sentei na cama, passando as mãos no cabelo.

– Deixe ele Mingyu, ele fica de mau humor quando acordam ele, depois eu faço chocolate quente para ele – falei.

Mingyu concordou e saiu do quarto, olhei para JeongHan, que me encarava agora, sorri para ele, me levantando.

– Pensei que ficaria aqui – sussurrou, encarei a sombra dele na cama.

– E sobre o tempo?

– Você realmente está preocupado comigo?

– Claro que estou! Eu quero sempre o seu melhor, você mesmo disse que se sente mal com isso.

– Eu senti diferença, é só continuar rejeitando, por favor, volte aqui – pediu.

– Eu vou comer, não estou com sono mais.

Ele concordou, sai do quarto, indo para o banheiro, onde tinha dois insetos acasalando.

– Credo – falei, saindo do banheiro, Jun, que estava ali perto, perguntou o que tinha acontecido, entrando no banheiro.

– TEM DOIS BICHOS ACASALANDO AQUI ALGUÉM TIRA POR FAVOR! – o chinês gritou do banheiro.

Mingyu apareceu correndo, entrando no banheiro.

– Puta merda Junhui olha o tamanho dessas coisas – falou.

– Mata!

– Por que matar? – Seokmin se aproximou.

– Olha isso, é um inseto!

– Ok, e daí?

Quando eu percebi os dois insetos saíram voando do banheiro.

– Ai ele sumiram – Jun falou, correndo do banheiro.

Aproveitei que os outros dois saíram também e usufrui do banheiro, depois fui para a cozinha.

– Minghao, dá jeito no Jun, ele não quer sair do quarto – Mingyu disse atrás de mim.

– JUNHUI OU VOCÊ SAI DAI OU VOCÊ CUIDA DAS GÊMEAS SOZINHO! – Minghao gritou da cozinha.

– 'Tô aqui já – Jun apareceu.

– Pronto – sorriu.

– Vocês fizeram essa gritaria enquanto JeongHan estava dormindo, se preparem depois – falei.

Os meninos reviraram os olhos, Mingyu foi fazer o chocolate quente, fiquei parado na porta dos fundos, observando o lugar, ainda pouco iluminado.

– É um lugar bonito, não? – escutei a voz de Joshua.

– Sim – me virei a ele.

– Eu passava minhas férias aqui, logo que comecei a trabalhar ficou mais raro, ainda mais depois que minha tia morreu.

– Ah, eu sinto muito.

– Eu estou bem, Seokmin me distrai um pouco disso – falou, olhando o garoto mais ao longe, com um sorriso no rosto. – Além do mais, ele sabe que pode prejudicar o bebê.

– Ah, sim, tem esse detalhe – respondi, olhando para fora.

– E sobre você e o JeongHan? Vocês parecem meio afastados ultimamente – falou, respirei fundo, antes de começar a falar.

– JeongHan foi diagnosticado com uma mania e, quando eu não obedeço o que ele quer, ele discute comigo, só que ele se recupera logo.

Joshua concordou, depois voltou para a cozinha, logo Mingyu avisou que o chocolate estava pronto.

Me sentei na mesa calmamente, vendo os meninos conversarem, vez ou outra eu falava também. Enquanto tomava o leite, senti uma mão em meus cabelos, os meninos tinham um sorriso no rosto, eu sabia quem era.

– Ah – reclamou.

Comecei a procurar a mão dele, o que eu não achei, os meninos começaram a rir, deitei minha cabeça para trás.

– Errou – JeongHan falou, tirando a mão das costas.

Fiz um bico, JeongHan deixou um selinho nele, sorrindo.

– Minha diabetes subiu – Wonwoo falou, se espreguiçando.

JeongHan e eu encaramos ele, que rapidamente respondeu:

– O que foi? Eu estava falando de Mingyu.

– Aham, 'tá – SeungKwan respondeu.

– Pai, o que é essa saia? – Haneul apareceu na cozinha, eu e JeongHan nos viramos rapidamente para a menina.

Eu fiquei sem resposta, JeongHan encarou Jeongyeon, ela parecia saber que JeongHan gostava de roupa julgadas femeninas.

– É da tia, Haneul, ela esqueceu na casa de vocês e JeongHan trouxe para me devolver, não? – JeongHan concordou.

– Mas... – SeungKwan começou a falar, porém Jeongyeon o encarou, fazendo ele ficar quieto na hora.

Jeongyeon pegou a saia e puxou JeongHan, os meninos me encararam.

– O que foi? – perguntei.

– Nada – Mingyu respondeu.

[JeongHan P.O.V]

– JeongHan você ficou louco? – foi a primeira coisa que Jeongyeon perguntou quando fechou a porta do quarto.

– Foi SeungCheol, ele comprou ontem, uma calça e essa saia, eu juro que eu não pedi.

– Você tinha que deixar fora do alcance das crianças!

– Estava no fundo da minha mala – falei, realçando o "minha".

Ela jogou a saia no chão, me abaixei para pegar.

– Não desconte isso na minha roupa.

– Você tomou cuidado durante doze anos, foi jogar tudo para o ar, assim, do nada?

Respirei fundo, apertando a roupa em minha mão.

– Eu nunca tive uma roupa assim para chamar de minha – falei, sentando na cama. – Você sabe disso. Jeongyeon, eu sempre fui tão apoiado por você e a mamãe, até seu pai descobrir o que eu fazia. Ele me batia, e você sabe disso, eu usei raramente roupas assim depois. Saber que SeungCheol não se importou e comprou a roupa normalmente, me fez sentir melhor.

– Me desculpa...

– Eu tenho uma calça feminina que eu uso até demais – ri baixo.

– Qual? – ela perguntou, me levantei, pegando a calça na mala.

– Jura que é essa?

– Sim, SeungCheol me contou ontem.

– Onde ele comprou ela? Eu quero uma – falou.

Acabei rindo baixo, Jeongyeon e eu conseguimos falar sobre tantas coisas por termos opiniões iguais.

– Mas tome cuidado, você tem quatro crianças agora.

– Pode deixar em sua mala, então? Quando voltarmos a Seul eu pego com você.

– Claro, sem problemas.

Ela pegou a saia da minha mão, sorri, saindo do quarto logo após ela. Quando sai, SeungCheol passou correndo.

– Cheol! – o chamei.

– Agora não, por favor.

– O que aconteceu? – perguntei, me aproximando.

Ele se virou, rapidamente, me encarando.

– Sabe o que aconteceu? – neguei. – Tudo o que você faz causa problemas. Se você tivesse guardado aquela saia direito, nenhum dos meninos estariam perguntando sobre. Mas nããão, vamos colocar em um lugar fácil de achar.

Abaixei a cabeça, eu não tinha coragem para enfrentar ele e dizer tudo que eu queria.

– Desde os quinze anos até os dezoito, eu colocava roupas de Jeongyeon, isso diminuiu quando o pai dela começou a me bater, mas, ainda sim, eu usava. Eu não quero ser uma menina longe disso, apesar de eu sempre ter gostado mais das princesas, mas tipo, eu gosto de como as roupas ficam bem em mim. Não foi minha intenção trazer problemas por causa disso.

– Hannie... – se aproximou, fazendo um carinho em meus cabelos – Shh...

Escutei o choro de Yerin, na hora que ia sair correndo, Cheol foi na frente. Segui para a porteira que dava para o pasto, olhando os animais ali.

– Os meninos fizeram uma proposta – escutei a voz de Cheol, me virei, ele vinha sozinho, com um copo na mão. – Como já é de tarde, eles perguntaram se nós vamos participar do joguinho que eles vão fazer na outra casa – continuou, me entregando o copo.

– Por que você está parecendo aqueles caras na balada que chega puxando um papo?

– Eles disseram – continuou, me ignorando – que nesse jogo, não podemos nos arrepender de nada, afinal, vamos estar bêbados.

Cheirei o copo, álcool, era uma bebia alcoólica.

– Joshua e Seokmin não vão participar, pois Joshua está esperando um bebê.

– O que vamos fazer nesse jogo? – perguntei, encarando ele.

– Ele é errado, Jun e Minghao chegaram a um fio do final do relacionamento deles por causa disso – falou.

– Você está pronto para isso?

– Não sei, e você, está? – sorriu de lado.

Puta merda, a cara que ele fez, era tão sexy que eu não sabia reagir.

Virei o copo na boca, sentindo queimar a garganta, encarando-o de volta.

– Não sei também.

Ele pegou o copo que estava em minha mão, colocando em uma "mesa" que tinha ali, se aproximando mais.

– Eu acho que, na verdade, não acontece nada com nós dois – sussurrou em meu ouvido.

Isso não estava ajudando em nada sobre o que ele estava resistindo esses dias. Ele se aproximou, me dando um beijo esquimó, depois falou:

– Nós vamos ficar mais próximos, se é que me entende.

Depois sorriu e eu não resisti, juntei nossos lábios, era um beijo calmo, nos separamos para respirar, depois voltamos para dentro.

(...)

Já estávamos na outra casa, sentados envolta de uma mesa, com duas garrafas de soju no centro, uma já estava na metade. Eles decidiram que não iriam fazer aquele jogo, Dino quase chorou só na primeira rodada.

– JeongHan, você não está cansado? – Cheol perguntou.

– Cansado do que?

– Cansado de correr em minha cabeça – respondeu, sorri.

Os meninos fizeram um "Uuuh" coletivo. Cheol me deu um beijo demorado, o gosto de bebida em minha boca aumentou.

[SeungCheol P.O.V]

Quando eu e JeongHan nos separamos, os olhos de JeongHan já estavam procurando um foco. Ali, pelo menos o que parecia, era que eu e Wonwoo estávamos mais sóbrios.

Ficamos até pouco mais das três da manhã, depois voltamos para a outra casa, eu e JeongHan fomos os últimos a entrar, quando terminei de fechar a porta da cozinha, ele segurou meu pulso.

– Cheol... Eu estou com um pequeno problema...

– Que tipo de problema? – entrei em seu joguinho.

– Um problema que só você pode resolver – segurou a gola da camisa que eu usava.

– E se eu não quiser resolver?

– Eu peço para Mingyu – sussurrou. – Ele deu em cima de mim lá, não está consciente, mas vai saber.

Agarrei ele pela cintura, segurando seu pescoço com força.

– Você não vai pedir ajuda a ninguém, só eu posso saber desse seu lado – sussurrei. – Se isso acontecer, você vai conhecer outro lado meu.

Passei a ponta do meu nariz em seu pescoço, fazendo ele soltar um longo suspiro. Iniciamos um beijo calmo e, quando eu percebi, eu e ele estávamos respirando rápido dentro do banheiro.

– Cheol, eu... Eu quebrei a promessa de que não faria isso com você – falou com a voz entre suspiros.

– Hey, calma, você conseguiu muito aguentando por quase duas semanas algo que você queria fazer todos os dias.

Abracei ele, fazendo um carinho em suas costas.

– Vamos nos vestir, hum? – perguntei, ele concordou.

Logo que nos vestimos, eu peguei uma caneta permanente que havia levado lá.

– Quando eu era pequeno – iniciei, sentado no chão, JeongHan sentou ao meu lado –, eu tinha medo de falar que eu achei tal coisa bonita, achei que me julgariam, então minha mãe desenhou uma homem e uma mulher na parede do meu quarto – desenhei rapidamente um homem e uma mulher na parede. – Sempre que eu visse algo feminino ou masculino que eu gostei, eu desenhava. Uma vez, eu gostei de algumas meias com desenhos em rosa – olhei para JeongHan –, eu contei para o meu pai, depois eu perguntei onde eu deveria desenhar as meias, ele me disse que era coisa de menina, mas eu não desenhei na garota, eu deixei de lado e perguntei para a minha mãe. Então ela disse que eu podia gostar que não tinha nada de menino e menina. Foi a primeira vez que eu vi meu pai tão nervoso.

– E o que você fez?

– Eu deixei, eu tinha nove anos – falei. – Baekho brigou comigo, ele tinha uns doze ou treze anos, eu perguntei a ele o porquê que ele não foi, mas ele não respondeu. Anos mais tarde, eu esqueci aquele desenho, pouco ligava para o que ele significava, eu havia entrado naquele mundo horrível.

– E então?

– Começou as brigas com a minha família, a rejeição, depois os dormitórios foram construídos na escola e eu passei a morar lá. Você apareceu e cá estamos nós.

– Então eu te ajudei?

– Se formos ligar os pontos, sim.

Sorri, ele sorriu de volta. Terminamos de vestir nossas roupas e saímos, Dino e Vernon estavam na sala, porém, Vernon dormia.

– Insônia novamente, Chan? – JeongHan perguntou, Dino concordou. – Vou fazer companhia a você, hum?

– Pode ir dormir, não se preocupe – falou.

– Não, eu não estou com sono – JeongHan respondeu.

JeongHan se sentou ao lado de Chan, segui para o quarto, me deitando na cama. Demorei para pegar no sono, dormir sem JeongHan era difícil.

– Cheol... – escutei o sussurro de JeongHan enquanto mexia meu braço.

– Hm?

– Me abraça? Eu estou com frio e a coberta não é suficiente.

Abri os braços, sentindo JeongHan se aninhar em meu peito, soltando um baixo resmungo, o qual eu achei muito fofo. Fiquei fazendo um carinho em seus cabelos.

Naquela noite eu tive um sonho, não foi legal. Nele, eu e JeongHan estávamos com as quatro crianças, em nossa casa, próximos de uma piscina. JeongHan estava lindo, mas isso não foi tão legal. Ele não tocava em mim, nem eu tocava ele. O problema veio a seguir, quando eu fui segurar a mão dele. Ele era um fantasma.

Acordei na hora, JeongHan estava ao meu lado ainda, comecei a deixar tapas leves em seu rosto.

– JeongHan! – exclamei, ele não respondia. – Me responde, amor, por favor...

Apertei suas bochechas, mexendo sua cabeça, mas nada. Medi seu pulso, ele estava lento, me sentei em seu colo, continuando na tentativa de acordar ele.

– JeongHan! – chamei novamente. – Merda, merda, merda, merda.

Fui até a cozinha, pegando um copo de água, espirrando em JeongHan, ele não se moveu.

– Jeongie... – me ajoelhei ao lado da cama – se isso for brincadeira, para, por favor...

Abaixei a cabeça, chorando, de repente, JeongHan se sentou na cama, me levantei junto a ele.

– Você está bem? Me diz que está por favor – falei, segurando seu rosto.

– Eu tive um sonho... Eu ficava preso em uma sala, ninguém me ajudava, eu cheguei a beira da morte.

– Isso foi uma paralisia do sono novamente – falei, abraçando ele.

– Por que perguntou se eu estou bem?

– Eu sonhei que você estava morto, mas vivo ao meu olhar, só ao meu. Eu fiquei tão desesperado quando você não acordou...

Dei um abraço apertado nele, então ouvi o resmungo da nenê e JeongHan se levantou, indo pegar ela. Quando ele saiu, eu dei um soco na cama.

– Merda! – sussurrei. – Por que só em momentos assim ficamos tão próximos?

– Porque nada ocupa nossa mente – escutei a resposta de JeongHan. – As crianças, os problemas, nada importa, só nós dois.

– Hannie, eu não... – comecei, me levantando.

– Eu entendi, não se preocupe, eu também quero voltar a ser o que éramos, tão próximos.

Passei a mão no cabelo, JeongHan sorriu, colocando Yerin no lugar que ela estava dormindo, fechando a porta do quarto.

– Eu posso te pedir um favor?

– Sim, claro – respondi.

– Coloque o óculos, eu amo você de óculos – falou, sorrindo.

Concordei, pegando o óculos e colocando, JeongHan sorriu mais ainda.

– Como você consegue ficar tão bonito assim?

– Não fala isso, eu fico com vergonha.

Ele veio em minha direção, me dando um abraço, devolvi, passando a mão em suas costas.

– Não sabia que gostava tanto de mim usando óculos assim...

Ele passou a mão em minha cabeça, segurando minhas bochechas.

– Eu amo.

Iniciamos um beijo lento, e aquele sentimento clichê me atingiu novamente, aquele que o coração dispara, você se sente outra pessoa, algumas vezes eu até perdia o foco e JeongHan fazia algo, o que aconteceu agora.

Ele levou a mão até minha nuca, o que me fez voltar ao foco: o beijo. Ele puxou levemente os fios de minha nuca, como sempre fazia, ele só não sabia dos arrepios que me causava. Fomos nos separando com selinhos. Ajeitei o óculos em meu rosto e JeongHan sorriu.

– Eu poderia ficar de observando de óculos, mas seria meio estranho...

Ri baixo, tirando os óculos e deitando na cama, chamando JeongHan para deitar ao meu lado.

– O que você pensou na manhã em que eu voltei do Japão?

– Eu não dormi direito naquela noite, de manhã, eu fiquei pensando se eu deveria me arrumar bem, se eu deveria me vestir normalmente. Eu realmente me senti em um primeiro encontro. Enquanto eu esperava, nervosismo era pouco para o que eu sentia.

– Eu diria que estava diferente de mim, mas eu cheguei quase em cima da hora no aeroporto porque eu fiquei arrumando meu cabelo. Ainda dei algumas olhadas durante o trajeto para ver se estava bom mesmo – riu baixo.

A porta do quarto foi aberta, era uma silhueta alta, suponhamos que era Jun, Wonwoo ou Mingyu, os três mais altos.

– Falem um pouco mais baixo, a nenê está resmungando já – a pessoa sussurrou, eu e JeongHan concordamos.

A pessoa fechou a porta, JeongHan se ajeitou e pediu para que eu abraçasse ele novamente, depois disso, dormimos.



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