História The Silver Queen - FILLIE - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Stranger Things
Personagens Billy Hargrove, Bob Newby, Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Kali "Eight" (Oito), Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Sam Owens, Steve Harrington, Will Byers
Tags Fillie
Visualizações 31
Palavras 1.038
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA QUEM VOLTOOOU

boa leitura, mais tarde nos vemos sz

Capítulo 1 - Chapter 1


A bandagem cobria praticamente meu pulso completo. Pisei uma, duas, três vezes antes de quase tropeçar. Meu braço bom se apoiou novamente em uma maca, e abro a cortina de onde estava. Enfermagem, com toda a certeza. Muitos feridos eram tratados por trás das cortinas, e tudo isso foi por minha culpa. Quantos filhos não perderam seus pais, e vice-versa? Cambaleio, abrindo a porta. Me viro andando pelo corredor. Todos se encostam nas paredes, deixando um espaço enorme, com medo do que eu possa fazer. Céus, este é meu castigo, não? Respiro fundo, e então, o aroma familiar vem até mim. Sadie está apoiando sua mão em meu ombro, com os olhos preocupados, cinzentos.

— Você é sempre tão imprevisível? — Pergunta, agora com um pequeno sorriso no rosto — Tem que repousar. Está perfeitamente quebrada, muito trabalho.

— Onde está minha família? Meu irmão? Onde está David? E Finn?

— Aqui não, Millie. Vamos. — Ela diz com a autoridade, mas eu retiro meu pulso de seus dedos calejados. Oh, como dói.

— Onde eles estão?! — Grito, e todos se afastam, observando — O que aconteceu com eles?

— Millie! — Cambaleio para trás, um par de flashes me vêm a memória, e minha coluna se choca com um metal gelado. Caio no chão, e todos suspiram preocupados. Como se importasse.

Clique

Ah, de novo não...

Uma luta, clique. Um punhal sendo enterrado no chão empoeirado, clique. Nick e Finn lutando, clique. A torre rachando, clique. O trem, clique. Oh merda.

Era para eu estar morta.

— Que raios está havendo aqui? — Uma voz grossa interrompe minha nostalgia pesada.

Seus cabelos são brancos e cor de fogo, misturados na velhice. Um de seus olhos é um pouco mais azulado, enquanto o outro tem mais manchas de vermelho Escalarte. Suas roupas não são surradas como as nossas, e ele parece encarar Sadie, aterrorizada. Ela o ignora, e vem até mim, se jogando com seus braços longos.

— Millie, por favor, responda-me! — Minha cabeça é colocada em alguma coisa quente. Os passos pertubam-me, doem-me. — Chame Katerina, ela saberá o que fazer! Rápido! — Mais passos.

— Não dê ordens desnecessárias.

— Não é o senhor que estava no comando quando a coisa esquentou, papai. Então não tens o direito de me dirigir a palavra agora. — É a única coisa que ouço, antes de um apagão me engolir.

[...]

As luzes ofuscam-me, meus olhos ardem, uma mancha vermelha se instala em todo o local, mas logo volta as cores originais em seus devidos lugares. Quatro sombras estão aos meus lados, e me apoio nos cotovelos, antes de tentar ouvir algo.

— Céus, Millie, você só nos dá trabalho.

— Se tivessem me deixado na merda da torre, não precisariam se preocupar com um pedaço de mal caminho. — Invocada, me sento, e sinto minha coluna tremer — Alguém pode me dar alguma água quente?

— Se a senhorita parar de se mexer, pode até ser. — Meu irmão fala. Alto demais.

— Quer fazer o favor de falar baixo? Vai explodir meus tímpanos.

— Estou sussurrando.

— Mas que merda, Nick! — Jogo uma almofada nele, e ouço a risada de Sadie. — Eu caí onde mesmo? Eu odeio carrinhos de enfermagem desde sempre. Foram sempre muito atrapalhadores nas fugas. — Sadie força a garganta, pigarreando.

— Finn?

— O que... — Me viro, e vejo a figura que me doía.

Ele estava com roupas novas, mas bandagens saíam de dentro da sua blusa de mangas. Seu cabelo estava levemente bagunçado, e seus olhos, cansados, os círculos escuros denunciavam que ele não havia dormido bem, ou sequer havia cochilado. Seus olhos estavam cinzentos, e eu coloquei a mão na boca, ao ver o corte que havia em seu lábio, outro na bochecha, e mais alguns nas costas da mão. Ele se aproximou de Sadie, e então, ela assentiu para mim, nos deixando sozinhos em meu quarto. Meu quarto, irônico.

— Sempre nos dando trabalho, não? — Falou agora de costas, e sua voz nunca me pareceu mais cansada. — Sadie pediu-me para lhe avisar sobre seu estado medicinal. Sua mente está abalada. — Ele suspira pesado, e continua — Está quebrada, Millie. Precisa repousar.

— O que houve com você? — Coloco minha mão boa em suas costas, e ele vibra, se virando em um salto.

— Nada que precise se preocupar.

— Vamos logo, Finn. O que houve? Sente. — Aponto para meu lado, e ele o fez, encarando o chão. Seus olhos pesaram.

— Se lembra. Você lembra, Millie.

— Quantos dias eu fiquei desacordada?

— Quatro. Estávamos preocupados com seu estado, pois vivia gritando nomes, e parecia que tinha perdido a sanidade. Chamava por Jacob.

— Não conheço nenhum Jacob.

— Mas era o que você chamava. — Ele começou a deslizar — Ficamos revezando o turno da noite, para caso você fosse acordar ou... Sei lá. Gisa veio perguntar sobre você, e dissemos que estava descansando. Ela sabia o que estava acontecendo. Angel fez amizade com Gisa, e as duas não se desgrudam mais. Nick e eu conversamos um pouco sobre a situação, e eu refiz o mapa de Lorien completo, para sabermos onde ir.

— Você não dormiu?

— Como eu iria dormir, sendo que todos podem depender de uma informação? Ou... Como eu iria dormir sabendo o que... O que ele fez? — E então, terminou num sussurro — Como posso dormir com a imagem de meu pai sendo degolado por mim?

— Finn, não foi sua culpa...

— Foi, eu tinha o dever de proteger meu povo. Isso incluia minha madrasta. Eu sabia dos riscos, e eu resolvi dar uma chance, Millie. Como eu disse, eu sempre me machuco.

— Finn... — Tento encostar nele, tirar suas lágrimas acumuladas, mas ele me afasta.

— Você me traiu... Você e ele. Eu confiei em vocês, e eu recebi nada mais do que traição em minhas costas. — Ele termina, afogado.

Sem dizer nada, forço suas costas rapidamente para mim, e sua cabeça se enterra automaticamente em meu pescoço. Sinto as lágrimas, e me dói vê-lo assim.

— Eu sinto tanto... Ele já havia sofrido demais... — Sussurrou, chorando em meus braços. Afaguei suas costas.

— Iremos ter nossa vingança, Finn. Eles também me tiraram a coisa mais importante que eu já tive.

Minha vida.

Agora eu tirarei as deles.

Querem ver a história suja?

Aproximem-se cavalheiros e madames. Vejam o show.


Notas Finais


okay, primeiro capítulo bem curtinho, mas só para dar aquele suspense topster pra vcs. Que a nova aventura comece sz.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...