História The sky in your eyes - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Orange, Romance, Yuri
Visualizações 12
Palavras 1.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Esporte, Festa, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Pessoas </3
Eu preciso saber se vocês estão gostando ou não... Por que estou começando a esquecer essa fic...

Capítulo 4 - IV


– Não! – Alex se afastou da garota – Não faça isso.

– Você não quer? – Júlia perguntou surpresa.

– Eu quero muito, acredite. Mas não desse jeito – Alex coçou a cabeça suspirando – você está bêbada e não vai se lembrar de nada amanhã. Isso não é certo e nem justo com você.

– Mas eu quero você, quero desde o primeiro dia. E eu não estou bêbada! – Júlia disse sem nenhuma convicção.

– Quando você estiver sóbria a gente conversa.

– Mas eu não tenho coragem – Júlia disparou a chorar deixando Alex alarmada – agora eu sei que você não me quer.

– Natasha, precisamos ir embora. AGORA! – Alex deixou um recado na caixa postal da irmã que não atendia ao celular e se aproximou com cuidado de Júlia – Fica calma, nós já vamos embora, ok?

– Você me deu um fora – Júlia se levantou trocando as pernas – eu não vou embora com você.

Alex correu e segurou a menina.

– Eu não te dei um fora, Júlia. Você não faz ideia do quanto eu quero ficar com você, mas não vou fazer isso com você nesse estado – Alex a colocou sentada novamente – não quero que você se arrependa depois.

– Você é muito gentil, Alex – Júlia soluçou e caiu para trás.

Alex colocou a cabeça da menina em seu colo e esticou suas pernas na calçada. Era melhor que ela dormisse. Enquanto esperava Natasha, Alex pensava no que Júlia havia dito. Será que ela realmente sentia aquilo ou era apenas efeito da bebida?

–Iniciantes... – Natasha disse saltando de um carro ao ver Júlia deitada nos joelhos da irmã – Me ajude aqui, Bia.

Uma garota loira desceu do carro e correu até elas. Alex olhou curiosa para Natasha, mas não disse nada.

– É a levantadora do meu time – Bia disse ao colocar Júlia dentro do carro – o que aconteceu com ela?

– Ela bebeu um pouco e desmaiou na calçada – Alex passou o cinto de segurança ao redor de Júlia e tirou o cabelo que insistia em cair no rosto da menina.

Ela é muito linda, meu Deus. Espero ter a chance de fazer isso do jeito certo, Alex pensou sem tirar os olhos daquele rosto.

– Onde está o incompetente do namorado dela? – Bia perguntou ligando o carro.

– Boa pergunta – Alex respondeu, mas no fundo estava feliz por ele não estar ali.

Natasha ia guiando Bia por entre as ruas e Alex sentiu que alguma coisa estava acontecendo entre as duas. Não conseguiu identificar o que era porque Júlia acordou sem saber onde estava e Alex teve que lhe acalmar.

– Já estamos chegando – Natasha virou para trás e sorriu para a menina que esfregava os olhos confusa.

Bia estacionou em frente à casa das gêmeas e se despediu de Natasha com um mega beijo. Alex quase soltou Júlia no chão quando viu aquilo.

– Desde quando você é lésbica? – Alex sussurrou para a irmã ao entrarem.

– Não sou – Natasha abriu a porta do quarto de Alex e ajudou a menina a colocar Júlia na cama.

– Nat, você acabou de beijar uma garota. Faz dois meses que estou me segurando para não beijar uma e olha que eu sou lésbica.

– Você é medrosa, é diferente. Eu sou apenas uma amante do prazer – Natasha suspirou esticando os braços.

– E a Bia sabe disso? – Alex se preocupava com Natasha, mas também tinha medo de que ela machucasse pessoas durante essa sua jornada sexual.

– É claro que sim! Nem todo mundo precisa de um rótulo antes de ficar com alguém, você deveria saber disso – Natasha disse fingindo estar ofendida – e o que aconteceu com vocês? Por que ela bebeu tanto? Pensei que era uma festa escolar, se soubesse que alguém entraria com álcool eu teria ido.

– Eu não sei, estávamos dançando e ela parecia feliz, mas ai começou a beber e tudo desandou. Ela tentou me beijar.

– E o que você fez?

– Disse que não podíamos. Nat, acho que estou gostando mesmo dessa garota. Ela é hétero e tem um namorado, não sei o que fazer – Alex sentou-se na cama com cuidado para não acordar Júlia que dormia profundamente.

– Alex, ela quis te beijar. Pelo visto heterossexualidade é um conceito muito relativo, little sis.

– Ela estava bêbada, não sabia o que estava dizendo.

– Eu acho que quando as pessoas estão bêbadas só dizem o que já pensaram quando estavam sóbrias – Natasha disse com sua sabedoria soberana – mas de qualquer maneira você fez o certo em não corresponder ao beijo. Se ela sente a mesma coisa que você então não precisa ter pressa, uma hora você desencalha e beija a princesa do vôlei – Natasha disse rindo e levou uma almofadada da irmã.

– Obrigada, posso dormir no seu quarto essa noite?

– Não. Você precisa ficar aqui, se ela acordar durante a noite vai querer saber onde está. Não queremos que ela saia andando pela casa e encontre o pai de cuecas na cozinha. Sua crush, sua responsabilidade – Natasha disse enfaticamente.

– Natasha, eu estou apaixonada pela garota bêbada e inconsciente na minha cama. Não posso dormir aqui.

– Tá legal – Natasha disse depois de pensar um pouco na situação. Se fosse Alex no lugar de Júlia, gostaria que a menina também tivesse aquele cuidado com sua irmã – vá buscar uma garrafa de água e um analgésico porque ela vai precisar. Depois ligue para os pais dela e diga que ela está com intoxicação alimentar e que passará a noite aqui. Vou vestir um pijama nela e trazer um colchão. Eu durmo aqui com você.

 

Júlia acordou no meio da noite com a cabeça explodindo. Tateou no escuro até encontrar seu celular embaixo do travesseiro, apertou uma tecla aleatória para iluminar a sua frente. Onde eu estou e de quem é esse pijama?A garota se perguntou forçando os olhos.

Olhou para o chão e viu Natasha e Alex dormindo em um colchão. Imediatamente lembrou-se de tudo o que acontecera na noite anterior. Sentiu um aperto no coração ao lembrar que Alex recusara seu beijo, mas quando pensou nos motivos instantaneamente se sentiu melhor. Nenhum garoto que ela conhecia teria feito aquilo. Alex era especial e pelo que tinha dito, também gostava dela. Seu coração acelerou pensando no contato que tivera com Alex na noite anterior. Mesmo estando bêbada, o toque da garota lhe causou arrepios físicos e também sentimentais. Júlia esticou o braço para pegar o analgésico em cima do criado e se assustou com um grito de Alex.

– Não! Por favor, não faz isso. Nós somos amigos – Alex se rebatia na cama.

Júlia olhou espantada para Natasha que abriu os olhos e tentava acalmar a irmã que suava e tremia.

– O que ela tem?

– Pânico noturno – Natasha suspirou sonolenta – volte a dormir. Eu cuido disso.

– Não – Júlia pulou para o colchão e abraçou Alex – vá para cama, me deixe ficar aqui com ela.

Aos poucos Alex ia cedendo ao toque de Júlia e voltou a dormir.

– Você ainda está bêbada? – Natasha perguntou desconfiada.

– Não – Júlia disse sem tirar os olhos de Alex. Ela estava suada, mas já dormia tranquilamente.

– Quantos dedos tem aqui? – Natasha queria assegurar que Júlia estava sóbria e não agindo movida pelo álcool em seu sangue.

– Natasha, eu estou bem.

– Ótimo, então vou para o meu quarto. Quando Alex acordar diga que não foi culpa minha – Natasha pegou seu travesseiro e se arrastou até o seu quarto.

 

Alex acordou no dia seguinte e sentiu o cheiro do perfume de Júlia. Pensou que aquilo era um sonho bom e não queria abrir os olhos. Ficou assim alguns instantes, apreciando aquele momento, até que o sol começou a invadir o quarto pelas frestas das cortinas, obrigando-a a acordar.

Júlia também acordava nesse instante e sem pensar muito virou seu corpo e passou os braços ao redor de Alex.

– Bom dia.

Alex abriu os olhos imediatamente virou-se para a menina que lhe encarava com aqueles lindos olhos azuis.

– Não precisa fugir de mim, não estou bêbada – Júlia disse sem soltar a garota e Alex abriu um sorriso.

– Acho que estou sonhando. Não me acorde.

– Nem mesmo para fazer isso? – Júlia colocou o corpo sobre Alex e encostou os lábios nos seus.

 

Dessa vez Alex tomou a menina em seus braços e fez o que as borboletas no seu estômago queriam que ela fizesse desde a primeira vez que mergulhou naqueles olhos.



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