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História The Snowman Paradox - Capítulo 30


Escrita por:


Notas do Autor


Ballbreaker está finalmente em seu desfecho... ah, ô arco bom. Alguns reclamaram que nada muito importante aconteceu aqui, e que o único plot dahora foi a cena do "uma máquina do tempo Isadora", mas esse arco é meio que uma base pro próximo.
Acho que a Owens nos deve algumas explicações...
Infelizmente Snowman vai entrar num "hiatinho" depois disso (férias), e só volta em Abril. Mas pelo menos vai voltar com um arco de 10 capítulos perturbadores. Esses 4 meses sem Snowman foram fundamentais para melhorar minha escrita, não é a toa que escrevi mais duas histórias extras. Nesse tempo vi dicas de escrita, videos do Raoni Marqs, e treinei PRA CARALHO. Então sim... Plug me In, o arco seguinte de Snowman, cujo nome é uma homenagem ao melhor DVD de AC/DC, vai ser no mínimo a melhor coisa que eu já escrevi.


Tá, mas antes acompanhem aqui, e ah, leram Lullaby e Flask Machine?

~Akira (19/03/2020)

(De Hard as a Rock - Álbum Ballbreaker [1995])







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Capítulo 30 - Mais Duro Que Uma Rocha!


 

Acho que em toda a minha vida, nunca parei para refletir no que estava fazendo exatamente. Sempre preso ao meu trabalho, ajudando o Hegel, o Alpha,  ajudando a May com as dúvidas infantis dela, mas… nesse dia, percebi, que estava perdido nesse mundo. 

Desde pequeno, me chamam de "deus da criatividade", tanto pelo meu poder, quanto pela minha capacidade criativa louvável. Gostava de inventar qualquer tipo de coisa. Histórias, mundos, personagens… por isso sempre gostei de ajudar a quem fosse com ela.

Mas, depois desse dia, será que eu, Simon Hetfield, notei que não estava exatamente no lado certo disso tudo.
-Aeeeeeeh!!! -gritou May- A gente conseguiu tio Simon!!
-Wohooo!!! 

Todos comemoravam pulando e gritando. Deu tudo certo, e eles conseguiram re-ligar o computador, expulsando o vírus no mesmo instante. O aparelho quase pifou com a intensidade da aura de Charlotte, que foi aperfeiçoada e colocada como um antivírus naquele pendrive, fazendo os sistemas dele, que ficavam embaixo da sala, esquentarem e fazerem ela tremer um pouco.
-Finalmente, não aguentava mais ficar sem internet! -exclamou Harry.

Simon, diferente da maioria, não teve uma sensação de alegria na mesma hora. Ficou atônito, quase paralisado. Kim notou isso e ficou vendo ele olhar para o monitor quase sem piscar.
-Simon. Tudo certo? -perguntou Alpha.

Ele pareceu ter acordado com a voz de seu líder.
-Ah s-sim.

Ele começa a passar as coisas de seu celular de volta para o computador com um cabo USB.
-Está tudo como antes Alpha. Nada de errado -disse ele finalmente demonstrando alegria.
-Alguma novidade no torneio?

Ele abre a aba do torneio.
-Hmm… nada de novo. 
-Tudo bem.

Alpha se vira para trás e bate palmas, pedindo a atenção de todos.
-Atenção meus revolucionários! -após todos se virarem, ele diz aumentando um pouco o tom de voz- Agora que tudo está como antes, gostaria de confirmar algo com vocês. Por ter finalmente terminado os circuitos após longos vinte anos de tentativa e falha, gostaria de avisar a todos que realizaremos uma festa de comemoração amanhã a noite. Eu entendo como é repentina essa decisão, por conta do mistério da jogadora número sete, de minha filha e recentemente a invasão de nossos sistemas, mas… eh... quanto tempo mesmo Ibara?
-18 anos senhor… 
-Dezoito anos sem nenhuma comemoração. Gostaria de saber se todos estão livres de seus afazeres até amanhã.
-Bom, eu ia treinar amanhã a noite, mas acho que tudo bem -disse Ibara.
-Claro né, você só treina pô!- reclamou Hegel.

Charlotte, após pensar um pouco, nota algo de estranho naquilo tudo.
-Espera aí. Vai ser uma festa, todo mundo disse que vai. Ninguém disse que vai ser aqui. Onde vai ser?
-Na sua casa ué -disse Kim.
-Como!!? Na minha casa!? Ora seu...
-Isso mesmo. Perdoe-me não lhe avisar com antecedência senhor Charlotte.
-A-ora, seu… seu… TAMPINHA!!!
-Ele acabou de chamar o líder dessa organização de tampinha? -exclamou Evans surpreso.
-Hm! Ele se segurou, mas teve muita coragem em dizer! Uma coragem louvável! -disse Niel flexionando seus músculos.
-Meu perdão -disse Alpha meio bobo.
-Ah, vocês vão ver só! Vou cobrar do bolso de cada um de vocês seus bostinhas -avisou ele raivoso- Menos você querida -disse ele fazendo carinho em May.
(Nagato) -Seus xingamentos só melhoram meu amigo, só melhoram…
-Vamos! Nagato! Temos que arrumar tudo lá em cima! -disse ele pegando na mão da filha e colocando a mão no ombro de Nagato, pedindo para que se teletransportassem dalí.
-Até mais tarde gente -disse ela.
-Foi um prazer senhorita May, agradeço -disse Alpha.

Antes de ir, Charlotte encara Alpha com força, fazendo ele se assustar um pouco.
-!!
-Hmpf! Vamos!
*Beimh!
-Bom, eu não tenho muito o que fazer a não ser ler Nameless e arrumar meu quarto. Me chamem qualquer coisa- disse Harry deixando a sala- Gostaria que eu te ajudasse a cozinhar Ibara querida?
-Nojento.
-Vou interpretar isso como um não. 
-Kim você me ajuda na cozinha mais tarde? -pergujtou a espadachim.
-Bom, vou ver se dá… mas espero que não dê. Me chama depois.
-Eu vou ir atrás de algumas coisas aí. Qualquer problema me chamem -disse Hegel saindo da sala com Ibara.
-Vou ficar aqui por um tempo. Eh, senhor -disse Evans se virando para Alpha- Tenho permissão para usar a cozinha? Ainda não almocei.
-Claro. Como membro dessa organização, também passa a ser parte da família. Coma o quanto quiser.
-O-ok. Até mais gente.
-Até!

Após a maioria deles sair daquela sala, Simon, Niel, Alpha e Kim ficaram lá.
-E quanto a você Alpha? Precisa de ajuda em algo? -perguntou Kim se aproximando, colocando seu skate atrás do pescoço.
-Não Kim. Por incrível que pareça não tenho nenhuma obrigação para hoje -disse ele se sentando em uma cadeira de escritório no canto- Depois de vinte anos tentando encontrar um circuito estável para podermos ativar a colisão, pela primeira vez estou sem nenhuma obrigação. Vai ser difícil eu me acostumar de não ter mais que me ocupar com isso.
-He! Ta aí mais uma coisa que tanto os Eolianos e os Humanos têm em comum -comentou Simon- Não conseguimos achar algo para fazer depois que saimos de um trabalho.
-Hm! Que tal voltar aos treinos como antigamente senhor! Se lembra de quando lutava-mos?
-Sim, me lembro. Acho que pode ser bom pois pelo visto cada um aqui está mais forte do que antigamente. 
-Sim! Menos o Kim senhor! Ele não treinou nada nesses últimos vinte anos!
-Hã!? -Kim o encarou friamente como se fosse atirar um raio pelos olhos- Então acha que sou fraca, senhor Niel Fairbrook. Vem peitar, que vai ser igual àquela batalha onde todo o seu exército foi massacrado pelos alemães!

Após ter dito isso, Niel, quase que no mesmo segundo ativou seu poder, fazendo o chão vibrar com sua aura. Fazia tempo que Simon não via ela; era verde escuro, e de vez em quando faiscava alguns raios brancos.

Kim e Niel nunca se deram bem. Ele odiava a personalidade sempre sarcástica e despreocupada dele/dela, como se achasse que era mais inteligente que todos, e Kim, não ia muito bem com o jeito sempre orgulhoso dele, se comportando sempre como um soldado.
-Se quiserem resolver isso, que seja na sala de combates -disse Alpha em tom grave, respeitando a rivalidade dos dois.
-Vou pegar meu violão, aí tu vai ver só! 

Os dois deixam a sala, com Simon e Alpha a sós. 
-Será que algum dia esses dois vão se dar bem?
-As pessoas mudam Alpha… demora, mas mudam…

(...)

Enquanto usava o computador, Simon nota uma notificação. 
-Falando em luta… o número 001 está combatendo o 003 e a 009 agora.
-O Ballbreaker? Deixe-me ver -disse Alpha se levantando e indo até ele.

Simon desliza o mouse e clica sobre o aviso na tela.



(Na superfície, dentro de uma zona neutra)

Após Simon clicar naquela aba, ele é Alpha se deparam com a rua onde eles estavam com um grande buraco no asfalto. Iriam assistir a luta final, a conclusão da caça do grupo da revolta contra o Ballbreaker.
-Eita! -exclamou Simon.

O Rainbow de Martin foi mais poderoso do que ele mesmo pensava, e acabou fazendo um belo estrago pela rua.-Caramba… -suspirou Caroline.

Após a fumaça descer um pouco, eles veem que Alan não estava mais no mesmo lugar de antes, como se tivesse sumido.
-Ma-Martin! Eu pedi para você se segurar!
-Mas eu me segurei. 
-Eu fui catapultado pela explosão.

Após ouvirem sua voz, eles notam Alan caminhando lentamente na direção deles. Seu corpo soltava um pouco de vapor quente, e ele estava brilhando, com sua aura acumulada ao redor do corpo formando uma camada de energia.
-Vish… tu tá vivo! -resmungou Martin.
-Você não se segurou né!?
-Incrível. Ele não sofreu nenhum arranhão -exclamou Simon assistindo.

Mesmo sendo uma explosão incrível, forte o suficiente para quebrar as vitrines das lojas ao redor dada a alta pressão, Alan estava intacto, apenas com o cabelo bagunçado. Parou no mesmo lugar onde estava antes de ser jogado para trás, e desabafou.
-Porquê vocês prosseguem com isso...!? Vocês não vêem que não há nada o que fazer!? -gritou ele de braços abertos, inconformado com a atitude dos dois- Estão tentando suicídio, não podem fazer nada e...

Nesse momento, Caroline, acumulando toda eletricidade nas pernas, corre em disparada até ele é dá uma voadora, mas Alan esquiva para o lado.

Ela também tenta acertar ele com um soco, mas Alan agarra a mão dela e a puxa para perto dele como em uma valsa. Vendo que ele iria acertá-la, Carol pula e agarra o braço dele, e o joga para longe em um giro.
-Não vamos saber se podemos te derrotar, até tentar!

Alan viu coragem nos olhos da heroína, e ao cair no chão novamente, começa a se preparar para um ataque poderoso contra ela, mas seria difícil.

Ela claramente tinha não forças para quebrar a barreira, mas não iria desistir.

Ela salta para trás e começa a correr em círculos ao redor de Alan, quase fazendo um redemoinho de vento. Após dar dezenas de voltas, ela para, gira como um peão e joga um poderoso relâmpago nele.
-Primeira forma! Railgun!

Alan, ao ver aquilo, junta os braços em posição de defesa e acumula sua aura ao redor do corpo. O relâmpago o acerta de frente, e uma explosão, seguida de um raio de luz faz um estrondo destruindo tudo na frente de Carol.

Ele aguentou bem o impacto, mas antes que saltasse para atacá-la.
-Jungle...!

Martin surge em cima dele e atira outra barra de ferro.
-...Savate!!

A explosão foi muito próxima a ele. Não foi um RAINBOW, mas a força empurrou Alan para trás, que não se feriu por conta do campo de força.
Antes que colocasse seus olhos em Martin denovo, Caroline dá um chute nele, que é novamente defendido por aquele campo de força, fazendo o corpo dela tremer com o choque.
-Merda! Que duro!

Ela nota que ele iria atacá-la com um soco de direita, e utilizando sua percepção, ela esquivou indo para trás. Quando isso acontecia, tudo, menos ela, se movia em câmera lenta, como se o relógio corresse mais devagar.

Quando Alan se deu conta, ela estava a alguns metros de distância, junto com Martin.
-Ela é rápida né -disse Simon orgulhoso.
-É…
-Segundo minhas pesquisas ela pode atingir a velocidade do som, acelerando de zero a 300 km/s em menos de 3 segundos -disse ele olhando para Alpha, esperando um certo reconhecimento de seu trabalho- Ela está a beira de alcançar a velocidade do som!
-É…

Esse foi o segundo “É…” de Alpha. Havia algo de errado.
-O que foi?
(...)
-A teoria da Kim envolvendo a “média de progressão geométrica de liberação” se provou verdadeira já a mais de 60 anos...
-A teoria de que a cada geração os participantes do torneio ficam mais fortes? Bem, estamos na vigésima quinta, e como pode ver, todos possuem poderes bem únicos.
-É...
-Sim, mas… o que tem a teoria?

Alpha estava sério, e encarava Caroline na tela a sua frente, e então pergunta para Simon:
-Qual o nível de liberação da 009?
-Uh? Uh… é de 36% senhor. Expansão em nível 4, liberação é eletricidade…
-Tão baixo…
-Bem, é o suficiente para ela utilizar o Thunderstruck dela sem problemas.

Alpha, por seu longo histórico de experiências analisando diversos tipos de auras, notou que havia algo de estranho no poder de Caroline. Ele via que ela, enquanto ficava ao lado de Martin com sua aura ativada, não era normal. A nuvem de energia característica que todo usuário de aura possui ao redor do corpo era diferente nela; parecia ser um pouco mais densa, e os raios que ela soltava quando usava uma de suas “formas” tinham uma coloração e comportamento diferente da eletricidade normal. Parecia um pouco com a aura de Kim.
(Alpha) -Tem algo de estranho nela…
-Como tá a sua perna? -perguntou Martin.
-Tá só meio doída. Esse escudo dele é muito forte!
-Isso é mal. Pelo visto nem mesmo com o meu RAINBOW, a gente não vai conseguir fazer nem mesmo um arranhão nele. É tipo um A.T. field.

Alan, vendo os dois bem a sua frente, nota que eles pareciam estar pensando em algo. Pelo jeito perceberam que não havia como acertar ele por causa de sua aura incrivelmente espessa, que até mesmo parou um chute super rápido de Caroline.
-Viram!? É impossível vocês me acertarem!! O que estão fazendo é apenas me deixar mais puto!!
-Qualé ô do cachecol! Relaxa! Se você ficar estressado vai acabar explodindo! -gritou Martin.
-Sim, eu sei! Por isso mesmo que quero matar vocês logo para acabar com minha raiva!!

Enquanto se encaravam, Martin lentamente armou sua arma com outra barra de ferro, e Caroline colocou na mão duas luvas de metal, que tirou da mochila do namorado.
(Alan) -Luvas?
-Sabe, meu desejo caso consiga eliminar todos os jogadores é acabar com as emoções de todos os seres humanos. É por isso que venho testando minha força nos membros do chamas vermelhas...
-Acabar com as emoções? -questionou Caroline.
-Caso ponhamos um fim nelas, evoluiremos anos luz! Abandonando essas sensações primitivas que carregamos conosco desde os primórdios. Segundo minha opinião, todos os problemas de nossa sociedade seriam resolvidos caso pensássemos como formigas! Trabalhando apenas para o bem do próprio povo!
-Então é assim que quer mudar o mundo. Então vê sentimentos como se fossem um peso? -perguntou Caroline, com raiva.
-Precisamente!
(...)
-Mesmo eles sendo basicamente um defeito em cada um de nós… não consigo deixar de ficar puto com vocês no meu caminho!

Em um impulso motivado pela sua raiva, Caroline, em um pulo, avança com toda a sua velocidade na direção dele, carregando seu poder para dar uma surra.
-E precisava ferir gravemente mais de quarenta pessoas inocentes!!?
-Eram todas subordinadas do Konrad!!!
-Um ataque totalmente motivado por emoção -suspirou Alpha- Talvez ela esteja prestes a aprender que o maior pecado do ser humano… o que nos torna incapazes de raciocinar como seres inteligentes...
-Oitava forma do relâmpago!
-...É a Ira!

Mesmo avançando na direção dele a mais de 100km/s; em um momento menor que um suspiro, ela viu Alan ativar seu poder. Uma luz dourada, suficiente para atrapalhar a visão dela iluminou toda a rua como o flash de uma fotografia, e um tremor curto quase fez ela tropeçar. Então…
-Caroline!!!

...uma onda de energia saiu do corpo dele, como um campo de força se expandindo, e empurrou a heroína para trás como um mosquito no ventilador. Foi tão poderosa que quebrou as janelas dos prédios e as vitrines das lojas próximas, além também de rachar o asfalto da rua em um raio de trinta metros, levantando pedras, terra, sujeira e fazendo Martin perder o equilíbrio antes de ser empurrado para trás também.
Esse era o poder do Ballbreaker!
-Quanto poder! -exclamou Simon.

Foi como um terremoto; como uma bomba, e os dois foram jogados para longe. O ataque levantou novamente uma nuvem de poeira, e Alan, aproveitando aquilo, tirou suas luvas de sua mochila.
-Certo… acho que tá na hora de realizar o primeiro trabalho que o Admin me deu.

Ele as coloca, cobrindo a tatuagem em sua mão direita, e vê Caroline se levantando do chão a uma certa distância, meio dolorida.
-Vai ser um prazer eliminar vocês!











(Sede da N.E.A.R.)
-Ok… mais uma vez (;⌣̀_⌣́)... jan, ken, po!

Serena jogou pedra, mas Mio continuou a olhar para frente, sem nem mesmo notar ela ao seu lado, e depois de um tempo, começa a falar:
-Jankenpô, mais conhecido como pedra, papel e tesoura, é um jogo de mãos recreativo e simples para duas ou mais pessoas, que não requer equipamentos nem habilidade. O jogo é frequentemente empregado como método de seleção, assim como lançar moedas, jogar dados, entre outros -disse ela pensando que havia sido uma pergunta.
-Ah, qualé! Nem jankenpô você não sabe jogar! ☆o(><;)○
-Pelo jeito ela não é como você Serena. Ela é mais…
-Ignóbil… 눈_눈
-Nem todo SMC é igual -explicou Smith sentado ao lado de Mike, algemado- Alguns são só para auxílio para informações, outros servem para organizar trabalhos e ajudar pessoas em vários problemas, mas… você… -disse ele olhando para ela- Quem é você?
-Hehe! Sou seu maior pesadelo! (¬‿¬ )
-Além disso… como assim eu vou morrer? -exclamou para Tula.
-Isso mesmo, a qualquer momento alguém pode entrar aqui e matar você “branquelo”, então nós iremos lhe proteger.
-Alguém? Algum espião da Myriad ou da A.S.K.A.?
-Não não… eu diria que é algo mais… sobrenatural talvez… -disse  Mike com um tom sério.
(Smith) -?
-Quer saber, cansei de você… vou baixar um jogo legal no comutador do tio Smith -disse ela se virando para Mio.

Serena desaparece no telão onde também era a janela e reaparece na tela do computador de Smith, sem que ele visse.
-Para onde ela foi? -perguntou o presidente.
Após chegar nele, ela começa a vasculhar atrás de algum jogo, ou de algum aplicativo interessante.
-Além disso, como foi que vocês entraram aqui?
-Magia -respondeu Ian.
-Que?!
-Oi? -exclamou Mike dando um olhar 43.
Enquanto vasculhava, Serena encontra uma pasta interessante, sem nome. Curiosa, ela clica sobre ela com sua mão e se depara com uma tela toda preta, com a logo da N.E.A.R. no centro, e embaixo, um espaço que pedia uma senha de onze dígitos.
(Serena) -Heh, acha que assim vai me impedir?

Ela possuía um “quebra senhas” que Nigel sempre aperfeiçoava nela todo ano, e assim, descobriu a senha de Smith, e abrindo um teclado na tela, e digitou:
-Fixinity07z!

Deu enter, e se deparou com várias outras pastas. A maioria delas pareciam ser de projetos, tantos que nem cabiam na tela, e ela tinha que descer a página com as mãos.
(Serena) -Caramba… deve ter coisa muito séria aqui!

Rifles de antimatéria, peças de supercomputadores, armas de liga de estrela anã… haviam coisas que se viessem a público, provavelmente gerariam polêmica, principalmente na ONU; uma terceira guerra mundial talvez?
-Catapimbas…! (・_・ ;)

Ela então, resolve copiar tudo aquilo. Links, abas, sites, projetos. Se aquilo vazasse, sabe deus o que podia acontecer. Ela teria a oportunidade de acessar aquilo e apagar tudo.
-Será que a Carol tá indo bem?


 

Ela levou uma pancada na cabeça com aquela explosão de energia de Alan. Pelo jeito, uma pedra se desprendeu do chão e acertou a testa dela, fazendo um pouco de sangue escorrer no canto do rosto. Ela estava no meio de uma espessa nuvem de poeira, caída de barriga para cima com o braço direito embaixo de uma placa de trânsito que caiu.
Sabia que havia levado uma pedrada; já sentia aquela dor incômoda de como quando se dá uma cabeçada forte em algo duro.
-Ela está viva. O nerd também -disse Simon para Alpha.

Caroline se levantou lentamente, sentindo o cérebro latejar, mas rapidamente:
-Woryah!!

Alan surgiu de repente e deu um soco de energia nela, que conseguiu se defender rapidamente, mas foi jogada para trás.
-Caroline! -gritou Martin.

Ela faz uma cambalhota, e consegue ficar de pé novamente.
-Desiste de uma vez!
Alan correu até ela, mas rapidamente, a heroína deu um chute na mão direita dele, impedindo que desse outro golpe. Ele quase se desequilibrou, e aproveitando disso, dá uma joelhada no queixo dele.
-Incrível! -exclamou Alpha.

Aquilo não o machucou por causa do seu campo de força impenetrável; Caroline apenas deu mais energia para ele usar. Querendo acabar logo com isso, ele agarrou a perna dela e a jogou de costas no chão, pronto para esmagá-la com um soco.
-Ryaaaaaaah…!!
Ele deu um soco tão poderoso, que sentiu todo o seu corpo tremer. Ele sentiu sua luva de ferro estalar um pouco, como se seus dedos a tivessem amassado, e quando a poeira desceu, notou que não havia esmagado o crânio de Caroline, mas sim o asfalto duro; ela desviou virando o pescoço.

Ela escapou daquela situação, e logo em seguida, Martin surgiu no encalço dele.
-Sai de cima da minha namorada!!!

Ele tenta dar um soco, mas Alan mal se moveu, e Martin acertou o campo de força com tudo.
-Tsc.... então nem assim vou conseguir te quebrar é…

Ele joga sua arma no chão, e faz um sinal sua mão direita, concentrando uma quantidade incrível de aura nela.
-Caroline... corre!!!

A heroína, vendo que Martin usaria “aquilo” corre até o fim da rua e ele se sente livre para usar aquele movimento a vontade.
-Desculpe por copiar uma de suas formas Caroline…

Ele esfrega uma mão na outra, produzindo um brilho tão intenso ao ponto de fazer os olhos queimarem. Alan ficou impressionado com aquele brilho arco íris insano, mas não se moveu nem mesmo um centímetro, o que deixou Martin assustado, pois isso mostrou que ele tinha confiança de que seu campo de força era impenetrável.
-”Quarta forma da explosão”... potência máxima!!!

Uma esfera de aura brilhante do tamanho de uma bola de vôlei se forma nas mãos dele, e ele a joga no rosto de Alan.
-OVERDRIIIIVE!!!!!
-O que eles estão fazendo é apenas destruir cada vez mais a avenida! -reclamou Simon.
-Eles têm força de vontade o suficiente para não desistir tão facilmente. Você sabe qual é o motivo deles estarem lutando? -perguntou Alpha.
-Eu não sei… mas deve ser uma motivação muito forte…
-Yaaaaaaaah

Caroline e Martin continuavam dando vários socos e chutes em Alan, que mal se movia. Era como se eles estivessem socando e chutando um muro de concreto, machucando suas mãos e seus pés. Alan ficou assustado com a determinação deles. Mesmo se machucando de tantos golpes contra ele, continuavam.

-Sexta forma do relâmpago! 

Caroline juntou suas mãos e pelas palmas, disparou um jato de energia enorme nele, mas Alan o atravessou sem nenhuma dificuldade.

Martin também havia usado todas as suas variedades de golpes, e estava começando a ficar cansado.
-Parem com isso…!

Caroline deu uma série de socos no rosto dele, mas foram todos inúteis…
-Parem…!!

Martin pegava pedras do chão, do asfalto destruído e jogava nele com sua aura misturada, gerando uma série de explosões. Alan não aguentava mais aquilo.
-JÁ BASTA!!!

Liberando todo o seu poder, ele gerou uma explosão de energia cinética, que jogou os dois heróis para trás. Foi como uma caixa de dinamites; o “boom”, além de machucá-los, principalmente arranhando a perna de Caroline, queimou suas peles e roupas.
-Uooooaaah!!
-Eles já perderam… disse Alpha.
-Triste. Até cheguei a torcer para eles um pouco -disse Simon.

Alpha encarou a tela por um tempo, pensando na aura de Caroline, um tanto curioso, mas vendo que ela seria muito provavelmente morta por Ballbreaker, deu de costas, e decidiu voltar para seus afazeres.
-Vou meditar. Traga-me um relatório sobre a luta mais tarde.
-Que sua alma esteja no fluxo meu amigo -respondeu Simon, desejando uma boa meditação para ele.
-Influunt.
(Simon) -Certo… vamos ver como essa luta vai acabar…

A explosão gerou uma nuvem de poeira e terra de metros de altura, abrindo uma cratera no lugar onde Alan já estava. Para gerar esse tipo de ataque, ele precisava soltar toda a aura de seu corpo de uma vez, como se soltasse o ar de seus pulmões de uma só vez, e isso fazia seu corpo ferver, por isso uma nuvem de vapor saiu dele após isso.
-Hehe...hahahaha… interessante preciso dizer, é até um pouco divertido ver isso! Vocês dois cometendo suicídio juntos! -disse ele com um sorriso- Não tem como quebrar esse escudo!

Caroline foi jogada quase que 30 metros de distância, rolando dezenas de vezes e se ralando um pouco. Em uma das cambalhotas, bateu a testa no chão, quebrando seu óculos de proteção e fazendo um rastro de sangue cobrir parte de seu rosto.
-Gh…

Ela se levantou do chão lentamente, sentindo alguns ossos rangerem. Notou que sua aura estava acabando.
(Simon) -Ela só tem 28% de aura. Ou ela vai morrer com sua energia vital drenada, ou com um soco dele.
-Seu merda… -disse ela com o corpo machucado.
-Sabe… a idéia de nunca desistir é mesmo linda, mesmo quando no momento onde as pessoas claramente deviam se empenhar e seguir essa idéia e desistem. Mas o que vocês dois estão fazendo. Garota…  eu já dei um tiro em mim mesmo para testar a durabilidade desse escudo. Me dei um choque de 500 mil volts e já saltei de um prédio de 40 andares. Já derramei ácido sulfídrico em meu braço, tentei me cortar com uma serra elétrica. Simplesmente nada pode penetrar o escudo de minha habilidade.

Isso é verdade. Caroline tinha plena consciência de que um de seus socos, próximos da velocidade do som, podiam destruir objetos incrivelmente espessos e resistentes. Não havia mais o que se fazer. Martin inclusive ficou inconsciente. Com a explosão. Foi parar do outro lado da avenida, batendo a cabeça em um poste.
(Caroline) -Mar...tin…

Aquele seria o game over da dupla de super heróis Godspeed e Molecular Man. Uma derrota vergonhosa.

.

.

.
-Não tem mais o que fazer…

.

.

.
-Não podemos quebrar esse escudo…

.

.

.

Caroline olhou para Alan. Estava cansado daquilo, e queria acabar tudo naquele mesmo minuto. Chegava a sentir uma certa vergonha de ver os dois insistindo naquele combate sem sentido. Vendo isso, Carol tirou suas luvas, tirou seu óculos de proteção quebrado e tirou seu casaco.
(Alan) -Han?

Rasgou a manga dele e amarrou no braço, onde o sangue saia por um ralado bem profundo.
-Quando eu entendi que isso era um torneio, e que pessoas morreriam ao meu redor, fiquei desesperada.

Simon aumentou o volume para escutá-la.
-”Eu tenho só 14 anos. Não posso morrer assim tão cedo!” Esses pensamentos vinham toda a hora. Martin sempre me ajudou a esquecer coisas ruins assim um pouco. Foi assim que comecei a namorar ele. Eu quero salvar os outros que estão na mesma situação que eu. Pessoas que não desejam morrer agora.

Terminou de amarrar a manga, dando uma puxada firme para que não soltasse.
-Admin. Se você pode mesmo assistir tudo o que nós fazemos… saiba que um dia eu vou pessoalmente enfiar meu punho, sim, o punho de uma criança de quatorze anos, bem no seu rosto. Você ainda não notou que está matando humanos!? Pessoas!? Você é doente! Que se foda esse tal desejo do fim do torneio! Eu quero mesmo é mostrar…

Apertou os punhos e ergueu o direito na direção de Alan.
-...quero mostrar para qualquer pessoa que seja, que eu tenho a péssima mania de colocar meus ideais acima de minha preocupação com minha própria vida!!

Ela não desistiu.
-Ei ei ei… Thunderstruck! Você…!
-Eu não ligo mais… vou te matar… BALLBREAKER!!!!

Aquele discurso, revelando seu medo e seu ódio contra o Admin, fez com que Simon se tocasse um pouco do que estava fazendo. Ele tinha sim remorso por estar fazendo isso, mas o tão almejado projeto de Colisão o fazia mentir para si mesmo.de que teria que se sacrificar muitas pessoas inocentes. 
(Simon) -...
Ela acumulou todo seu poder em todo seu corpo. Cada célula foi alimentada com sua ira, e ela correu até seu inimigo.
(Alan) -!

Ele viu apenas um raio correndo na sua direção, e instantaneamente ativou seu escudo, mas ao invés de colidir com ele, Caroline passou direto, pegou Martin e correu até a borda da zona neutra.
-Ha?
-Ela vai fugir? -questionou Simon.
-End Game!!

Após seu grito, toda a zona neutra se desfez rapidamente. Fazendo Alan retornar para o mundo real. Foi um choque a rápida transição de cenário; o ambiente estava tão calmo. Crianças brincavam na praça ao lado, pessoas olhavam as vitrines das lojas ali próximas, casais dividiam o sorvete na sorveteria da esquina.
-Sai do meio da rua animal! -gritou um motorista, vendo Alan no meio da rua.
-Cala a boca!

Nervoso, ele caminhou até a calçada. Simon realmente pensou que tudo aquilo havia acabado, mas antes que Alan chegasse na calçada…
-!?

Um raio de luz azul bate nele e o empurra para trás.
-Então voltou para mais?
-Caroline! Eu calculo que tenham mais de 150 pessoas no lugar em um raio de 80 metros de onde você está! -dizia Nigel pela escuta que ela tinha no ouvido.

Dentro da zona neutra, não era possível se comunicar com ele, mas agora que Caroline estava no mundo real, ela podia usar da ajuda e consulta do cientista.

As pessoas ao redor se assustaram com o impacto entre os dois. Alan se protegeu por muito pouco, felizmente seu escudo se ativava também apenas por instinto.
-Então quer mais é?

Ele tentou acertá-la com um soco de energia, mas ela saltou para trás, o fazendo acertar um poste, derrubando ele junto com suas fiações.
-Perfeito.

Se aproveitando disso, ela agarrou os cabos de alta tensão e absorveu uma quantidade insana de energia. Aquilo não recarregaria sua aura, que estava acabando, mas aumentaria sua força e velocidade.
-Certo! Lá vamos nós!

Ela começa a correr pela rua e a tirar todas as pessoas dali de perto. Pegava algumas no colo e levava para um quarteirão não muito longe, entrou inclusive nos apartamentos próximos e tirou quem que estivesse lá.

A maioria foi levada para um estádio de rugby a oito quadras dali.
(Alan) -O que ela está fazendo?

Após retirar todas as 168 pessoas naquela rua, ela voltou para a avenida, se posicionando a alguns metros de Alan, e o encarou.
-Pelo jeito tem um plano certo? É sério, vamos acabar logo com isso! Eu estou enlouquecendo! -disse ele com raiva.

Caroline deu de costas e saiu correndo mais rápido que um trem bala. Atravessou toda a avenida, saiu do centro de Alleys, cruzou a ponte que conectava com o norte e correu com tudo até o lugar mais distante onde Simon poderia localizar um jogador.
-Espera aí… ela… -murmurou Simon.

"Nenhum usuário de aura pode abandonar cidade. Um domo de energia de quase 80km de diâmetro a partir do centro impede que alguém com poderes saia". Tendo esse conhecimento, Caroline correu até a borda da barreira, até onde o domo separava o resto do mundo com a cidade.
-Arf...arf…

O lugar ficava um pouco além de onde terminava o norte de Alleys, mais ou menos próximo da divisa com o município de Richpound. Ela parou em uma floresta de pinheiros bem altos.

Caminhou um pouco, ainda em direção ao norte e estendendo a mão, tocou na barreira de energia. Ela já tinha visitado aquele lugar com Martin, para confirmar se a informação sobre o domo para jogadores era real.
-Eu vou te destruir um dia… espere só -disse ela olhando para ele, que se tornou visível quando ela o tocou.
-Caroline. Tem mesmo certeza de que vai fazer isso. Você não sabe até onde seu corpo pode aguentar.
-Isso mesmo!
-disse Martin surgindo na escuta.
-Martin!?
-Você mesma sabe que a sétima forma pode além de quase fritar seu cérebro, paralisar seus músculos. Se você usar ela tanto ass-
-Eu tenho que tentar!
-exclamou ela.
-Tem certeza?

Ela se agachou, na posição de maratona, com uma perna esticada para trás e a outra dobrada, com o joelho no peito.
-Nigel. Qual é a velocidade necessária para destruir o material mais resistente do universo?
-Material mais resistente do universo?
(Nigel) -Carbeto de Silício!
-Isso seria próximo da velocidade da luz Carol! Seu corpo iria se desfazer em nível subatomic-
-Qual a velocidade!?
-...

Nigel se assustou com aquilo.
-C-cento e cinquenta mil, e novecentos quilômetros por segundo. Nessa velocidade, tudo que se chocar com você vai ser instantâneamente desfeito em nível molecular. Se você atingir essa velocidade e se chocar contra algo, seu corpo não irá apenas se transformará em poeira, mas cada átomo de seu corpo vai simplesmente partir ao meio.
-Interessante.
-Interessante!? Você vai morrer antes mesmo de acertar ele!
-...
-Tenho que confessar que estou com medo… mas o Ballbreaker é um obstáculo que nós devemos superar, mesmo que custe nossas vidas. Será muito mais fácil chegar até o Admin sem ele em nosso caminho, mesmo sem mim para ajudar vocês.

Martin se assustou com as palavras da namorada. Nunca havia sentido tanta determinação vinda da pessoa que mais amava na vida. Isso o espantou de uma forma que ele não sabia explicar.
-Martin. Se eu não voltar, fala pra Serena que ela foi o melhor sistema de computador, e a melhor amiga que eu pude ter. Diz pra Chloe e pro pessoal do clube e do zodíaco para eles terem cuidado. Nigel… no começo confesso que achei que você era um inimigo, um espião do Admin ou só alguém interessado em nossos poderes, mas pude ver nesses dias que você é um alguém incrível. Uma pessoa com um coração e uma mente enormes.
(Nigel) -...
-E Martin… só uma coisa. Eu te amo. Amo tanto que poderia desistir de minha própria vida para te provar isso.

Nigel, após corar um pouco com as palavras de Carol, olhou para Martin, pálido, ouvindo a voz dela. Ele pensou que o namorado iria se por contra essa atitude exagerada dela, mas ao invés disso…
-Arrebenta Carol.
-M-mas Martin!
-Hehehe!! Acha que eu vou conseguir parar ela -disse ele com os olhos meio vermelhos- Desde que eu conheci ela, ela nunca parou com certas coisas que eu sempre mandei ela parar. Depois de um tempo entendi que essa característica dela é incrível. Sim, é um clichê isso mas, nunca desistir é uma virtude dela..
-Pois é… desculpa… nunca te ouvi. 

Martin enxugou as poucas lágrimas que corriam sobre suas bochechas e disse, segurando sua voz trêmula: 
-Carol… Plus Ultra!

A heroína, com um pouco de medo. Concentrou tudo o que tinha; até a menor quantidade de aura que possuía; despejou tudo em seu corpo. Colocou toda sua potência muscular em suas pernas, ao ponto de sentir os músculos se enrijecerem e ficarem duros, e sem pensar nas consequências, em um disparo, deu o primeiro passo, indo de zero, para cento e cinquenta mil, e novecentos quilômetros por segundo, em menos de um segundo.
-Sétima forma do relâmpago… maximizada… Ride of the Lightning.


(Chloe) -Hm?

E do nada tudo parou.
(Simon) -O quê?
(Harry) -Eita…

Naquele momento, todos os usuários do poder do rei, notaram algo de estranho. De repente, uma atmosfera bizarra se formou em cima de cada um. Não… não é certo dizer que era em cima de cada um, mas sim, algo que parecia cobrir toda a cidade. Algo que pesava os ombros deles.
-O que está acontecendo? -perguntou Hegel, sozinho em seu quarto, arrumando sua coleção de bonecos antigos.
-É como se o tempo tivesse parado… -disse Nagato, parado no meio da sala, na mansão de Charlotte.

O samurai observou que tudo ao seu redor, inclusive May que estava a alguns metros dele ajudando a empregada a arrumar a cozinha, estavam congeladas, como se o tempo tivesse parado.
-Charlotte! Porque você parou o tempo!? -perguntou ele, achando que Charlotte tivesse usado sua habilidade.
-Eu não fiz nada! -disse ele descendo as escadas no meio da sala -O que está acontecendo?

Laureline estava fazendo o almoço com James, e assim como os outros usuários do poder do rei, sentiu a repentina parada.
-O que? 

Ela largou o prato ao qual estava lavando na pia e viu que ele não sofreu a ação da gravidade. James no fogão, estava imóvel.(Laureline) -...?
-Owens? -chamou ela.

Laureline correu pela casa, atrás da viajante o tempo. A encontrou escorada na varanda, curtindo a vista, simplesmente.
-E aí? -perguntou ela- Deve estar se perguntando o que está acontecendo não é mesmo?
-Porquê o tempo parou? Isso é coisa do seu Snowman?
-Não exatamente, embora seja…

Ela se virou para a “ex-soldada da unidade de dados multiversal” e disse.
-Chegou a hora de eu lhe contar uma história Laureline… algo que nem em minhas memórias você pode entender.

Simon via os ponteiros de seu relógio de pulso paralisados. Não sabia exatamente o que havia acontecido, mas notava que tudo ao seu redor havia parado. Ele ouviu todo aquele discurso suicida de Caroline, e ficou assustado com a idéia dela de expor o próprio corpo a uma velocidade tão absurda.
(Simon) -O que é isso??

Chloe estava na rua com Lee, em uma loja de roupas no norte. Estavam olhando alguns vestidos, e também algumas roupas de frio para os dias seguintes. Ela via Lee congelada bem na sua frente, segurando um gorro cor de rosa  bem parecido com o dela, mas com ao invés de um pompom na parte de cima, uma estrela feita de lã.

Ela olhou ao redor, vendo todas as pessoas também paradas.
-O tempo… parou…

Ela caminhou pelo lugar um pouco assustada. Ninguém além dela se movia, como no meme do desafio do manequim, que havia morrido a meses.
-Mas que merda.

Pensando ser o seu poder, ela olha para si mesma em um espelho em uma parede, e não vê sua aura, o que era suspeito, afinal se algo aconteceu com o tempo, ela deveria estar envolvida.

Caminhou até a porta da loja. Os carros e pessoas na rua também não se moviam, o que a deixou bem aflita. 

Com medo, tirou o celular do bolso e tentou ligar para alguém, mas a tela não abria.
-Droga… o que diabos tá acontecendo!?

Até tudo voltar ao normal de repente.
-!?

Lee, que estava mostrando o gorro para a amiga, se assustou quando a mesma desapareceu da sua frente em um piscar de olhos.
-Eh? Hã!? C-chloe!?

Ela a viu parada na porta da loja, olhando ao redor meio assustada.
-Co-como você fez isso?
-Eu… eu não sei o tempo parou do nada e...

BAAAHM!!!

Um estrondo assustador fez toda a cidade tremer, e um flash de luz, que durou dois segundos e meio tomou todos os cantos, deixando tudo branco. Após a luz uma ventania soprou em direção ao cantos da cidade, vindo do norte. Uma ventania tão forte e alta que até tirou o gorro da cabeça de Chloe, e a derrubou, junto com Lee, ao chão.
-O que foi isso! -gritou Trevor no quarto de Axel, olhando pela janela.

Martin estava acelerado. Mesmo no subsolo, o impacto entre Caroline e Alan foi tão poderoso que trouxe os mesmos efeitos de uma mini bomba nuclear.
-Arf...arf…
-Ela… conseguiu… -murmurou ele- Então é isso…?

No monitor, estava bem claro. Ela superou aquela velocidade, deixando até um rastro de fogo no caminho que percorreu, desde a divisa até o centro onde Alan estava. Era quase que impossível o escudo de Ballbreaker ter resistido aquilo.
-Acabou… -disse Nigel chocado.

.

.

.

Martin pôs as mãos na testa, pasmo, e deu um sorriso, assustado com aquilo, até que ouviu Nigel puxar o fôlego de repente.
-O comunicador dela… ainda está ligado. Ela está viva.
-O que?
-Impossível! Qualquer coisa que atingisse essa velocidade iria desintegrar!!

Uma cratera se formou bem no centro da avenida. A explosão engoliu partes de alguns prédios ao redor, e abriu um buraco de quase dezoito metros de profundidade.
-...

Caroline estava no centro dela, deitada. Com aquela velocidade absurda, sua camisa e uma parte de sua calça derreteram, revelando um pouco seus seios e suas coxas. O oxigênio se chocou com tanta velocidade com ela que aqueceu até temperaturas altíssimas, queimando suas bochechas e sua barriga, deixando sua pele vermelha.

Ela tinha convicção de que deu um murro no meio do rosto de Ballbreaker… mas..
-...cof...cof, gasp!

O único dano que ele teve, foi a poeira que inalou por causa da nuvem de poeira.
(Caroline) -Não…

Caminhando normalmente, apenas com o cabelo um pouco bagunçado e com parte do cachecol queimado, ele caminhou até ela. Estava intacto.
(Caroline) -Impossível…!
-Meu deus… -suspirou Simon pasmo.

Alan é no momento, o usuário de aura mais resistente que já existiu.
-Im-impossível.

Sobreviveu a nada mais, nada menos do que um soco na velocidade da luz.

Se aproximou dela e agarrou pelos cabelos, erguendo de frente para ele.
-Belo show de luzes -zombou.

Aquilo era assustador para ela. Estava sem nada da cintura para cima por conta de suas roupas terem derretido, o que a deixou apavorada. A outra coisa era que estava com quase nada de aura. Basicamente 0.09% pelo o que Simon via. 

O próprio ficou um pouco espantado com aquela cena. Um jogador segurando o outro pelo cabelo, seminu, e com a pele quase toda queimada. Totalmente incapaz de fazer algo.

Aquela cena aterrorizante ficaria gravada em sua mente.
-Acabou! Você perdeu! 
(Simon) -...
-Confesso que foi incrível. Quase me mijei quando do nada você tacou um mini big bang em na minha fuça.

A luva de metal de Alan possuía unhas afiadas, e se aproveitando disso, olhando para a tatuagem da heroína, após olhar para seus peitos, em cima de sua clavícula esquerda, riscou, a arranhando um pouco.
-Ghh! AAGH!! 
-Sua pele é bem lisa, Godspeed. Espero que seu namorado não fique chateado por eu te ver ass- asi- ah…

Ele travou do nada, como se tivesse paralisado. Acidentalmente soltou os cabelos de Caroline, a deixando cair no chão, e assustado, pôs a mão na boca, como se segurasse um vômito.
-Uhh!! O- oque você, uhg! O que está acontecendo?
-Então deu certo… -disse ela se levantando, tampando os seios com o braço, com as pernas machucadas, bambas, como se fossem se partir.
-Uh!?
-Sua habilidade... é a de absorver... energia cinética certo? Arf… então arf… o que eu fiz foi te dar...arf… foi te dar mais do que você pode aguentar… arf… assim…!!

De repente, um feixe de luz escapou da barriga de Alan, e em seguida de suas costas. Em alguns segundos, sua pele foi começando a brilhar e a emanar mais raios de luz.
-Eu imaginei que você não fosse aguentar a energia de um impacto... na velocidade da luz!

Ele não conseguia se segurar, sua aura escapava por todos os pontos de seu corpo, como um hidrante quebrado. Caroline, sabendo que ele iria explodir, correu em disparada para o mais longe dali.

Como não estava com muita aura, deu o seu máximo e correu normalmente, com sua velocidade humana.
-Ele vai explodir! -exclamou Simon.
-Acabou! -exclamou Nigel.
-Sim -resmungou Martin- O jogador número um, foi derrotado.

A explosão foi ainda maior que a anterior, jogando Caroline para frente. A energia foi tanta que até mesmo a Executiva, no subsolo, sentiu o tremor. Essa é a história de como, alguns dias antes do que aconteceu na linha do tempo na qual a Chloe veio, de como uma cratera se formou no centro da cidade.

 

(Fim do capítulo 30)

 


Notas Finais


(Algumas horas após a luta)
(23:59:52)
Oito minutos para meia noite.
Sete
Seis
Cinco
Quatro
Três
Dois
Um
(00:00:00)
O alarme toca no monitor de Simon. Finalmente chegou a hora.
-...
Ele desliga tudo em silêncio após salvar todos os arquivos, e pega seu tablet em cima da mesa. Naquela hora, todos, inclusive Alpha, estavam dormindo. O único momento onde a base inteira ficava em silêncio.
-...
Sai da sala, apagando as luzes, e anda pelo corredor. De madrugada, apenas algumas lâmpadas bem fracas se acendiam no chão, para guiar quem acordasse aquela hora atrás de uma água na cozinha.
Diferente do que seria óbvio para todos, Simon não foi direto para seu quarto, desabar em sua cama e dormir até o meio dia, já que amanhã seria dia livre e sem trabalho para todos, graças a comemoração de os circuitos estarem prontos. Simon passou reto no corredor, sem nem olhar para o seu quarto. Foi para o elevador.
A executiva, sua enorme base situada logo abaixo do centro de Alleys, possuia oito andares, pelo menos para o resto dos membros. Apenas Simon, Alpha, e Kim, tinham o conhecimento de que havia um nono andar secreto, que só podia ser acessado no elevador central, quando se apertava um botão secreto no teto dele.
Simon desceu até o lugar. A última pessoa que foi até lá foi Kim a dois dias atrás, para deixar algumas coisas para "ela":
O elevador chegou em poucos segundos. Simon não entrava lá a anos, doze para ser mais preciso. Era uma sala grande, de quarenta metros quadrados, sendo que era dividida no meio por uma parede de vidro quase inquebrável. Do outro lado, haviam móveis, como em uma casa. Um banheiro separado por um pequeno muro, uma cama redonda, uma TV com videogame...
Em um canto, deitada de barriga para baixo em um puf, lendo um livro, estava ela, uma pessoa que Simon pensou que nunca mais veria, até que a Colisão de fato acontecesse.
-Já faz um tempinho... oze anos. Pensei que nunca mais sentiria essa sua aura brutal irmão.
-É... é bom te ver de novo Nattalya.
-Heh... presumo que esteja querendo me espancar certo? Basta digitar a senha ali -disse apontando para uma tela no vidro.
-Preciso do seu conhecimento. Poderia me explicar isso! -disse virando o tablet para ela.





CONTINUA.... Fim do arco Ballbreaker, nos vemos em Plug me In


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